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Futebol

Vitória perde em Guimarães jogo em que Marega recusou continuar

I Liga

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O Vitória SC perdeu este domingo, no Estádio Dom Afonso Henriques, por 1-2, frente ao FC Porto, em jogo a contar para a 21.ª jornada da Liga portuguesa de futebol.

A equipa ‘azul e branca’ somou a quarta vitória consecutiva após um duelo em que entrou bem e marcou num autogolo de Douglas depois de um remate de Sérgio Oliveira, aos 10 minutos, e, depois do empate de Bruno Duarte (49), chegou à vitória num golo de Marega, aos 60, que despoletou o caso do jogo.

Na hora do festejo, o avançado maliano, que representou o clube vimaranense na época 2016/17, dirigiu-se para a bancada nascente com gestos dirigidos aos adeptos vitorianos e, na resposta, os espetadores ali situados lançaram cadeiras para o relvado.

A partir daí, Marega continuou a ser insultado sempre que tocava na bola e recusou-se a jogar a partir do minuto 65, alegando cânticos racistas, situação que forçou Sérgio Conceição a substituí-lo por Wilson Manafá, aos 71.

Marega abandona jogo após insultos racistas de adeptos do Vitória

Com o triunfo alcançado, os ‘dragões’ passaram a somar 53 pontos, menos um do que o líder Benfica, a 13 jornadas do fim, enquanto os vimaranenses continuam no oitavo lugar, com 28 pontos.

Com Mbemba a substituir o lesionado Pepe no eixo da defesa e Zé Luís a render o castigado Soares no ataque, a turma ‘azul e branca’ entrou muito intensa no desafio, com as tabelas entre os seus elementos mais avançados a desnortearem a retaguarda vitoriana e o espaço a surgir com naturalidade na área contrária.

Após um lance em que Zé Luís desaproveitou um passe errado de Sacko junto à baliza de Douglas, o FC Porto chegou à vantagem num lance bem desenhado, concluído com ‘felicidade à mistura’: Zé Luís cruzou atrasado a partir da esquerda e Sérgio Oliveira respondeu com um disparo de primeira à trave, que bateu depois nas costas de Douglas e deu golo.

Mais confortáveis no encontro, os pupilos de Sérgio Conceição permaneceram instalados no meio-campo adversário nos instantes que se seguiram, com Zé Luís a ficar novamente perto do golo aos 16 minutos, mas os vimaranenses quase empataram na primeira vez em que se libertaram da ‘asfixia’ causada pelos ‘dragões’ e subiram à área contrária.

Após combinação entre Florent e Ola John na ala esquerda vitoriana, o inglês Marcus Edwards ficou isolado ao segundo poste, mas viu Marcano negar-lhe o golo em cima da linha de baliza. Um minuto volvido, Pepê obrigou, de longe, Marchesín a uma defesa difícil.

Apesar das tentativas, a formação de Ivo Vieira continuou a sentir dificuldades para ligar o jogo e criar desequilíbrios junto da área adversária, com o FC Porto a controlar a partida até ao intervalo, mesmo a um ritmo mais baixo, e ficar perto do 2-0 num remate de Marega aos 40 minutos.

Os anfitriões, porém, regressaram dos balneários mais agressivos e precisaram somente de quatro minutos para empatarem, quando Ola John progrediu pela esquerda, arrastou consigo três defesas portistas e cruzou para o segundo poste, onde apareceu Bruno Duarte completamente só a cabecear para o fundo das redes.

Com o ‘embalo’ do golo, o Vitória subiu no terreno, chegou às imediações da área portista mais vezes e Bruno Duarte ameaçou o ‘bis’ num cabeceamento por cima, aos 56, mas o golo ‘sorriu’ aos ‘dragões’: Marega isolou-se após lançamento longo de Mbemba e bateu Douglas com um ‘chapéu’.

O avançado maliano, que representou o Vitória  na época 2016/17, foi festejar o golo para junto da bancada nascente, com gestos dirigidos aos adeptos vitorianos ali situados, e, na resposta, foram lançadas cadeiras para o terreno de jogo.

Sérgio Conceição “indignado” com tratamento que Marega recebeu em Guimarães

O ritmo da partida caiu após a substituição, com o jogo a ficar ‘trapalhão’. O FC Porto retomou o controlo do encontro a partir daí, com Corona a rematar por cima, num lance em que tinha tudo para fazer o 3-1, aos 82 minutos.

Apesar da desinspiração, a equipa de Ivo Vieira continuou a tentar o empate e esteve perto de o conseguir por uma vez, quando Davidson atirou por cima, aos 90+6 minutos.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – FC Porto, 1-2.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores:

0-1, Douglas, 10 minutos (própria baliza).

1-1, Bruno Duarte, 49.

1-2, Marega, 60.

Equipas:

– Vitória SC: Douglas, Sacko, Pedro Henrique, Venâncio (João Pedro, 83), Florent, Pêpê, André André, Lucas Evangelista (Bonatini, 75), Marcus Edwards, Ola John (Davidson, 76) e Bruno Duarte.

(Suplentes: Miguel Silva, Bondarenko, Bonatini, Ouattara, Poha, João Pedro e Davidson).

Treinador: Ivo Vieira.

– FC Porto: Marchesín, Corona (Nakajima, 83), Mbemba, Marcano, Alex Telles, Otávio (Diogo Leite, 88), Uribe, Sérgio Oliveira, Luis Díaz, Marega (Manafá, 71) e Zé Luís.

(Suplentes: Diogo Costa, Diogo Leite, Romário Baró, Aboubakar, Nakajima, Manafá e Vítor Ferreira).

Treinador: Sérgio Conceição.

Árbitro: Luís Godinho (AF Évora).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Zé Luís (44), Marega (61).

Assistência: 23.896 espetadores.

(notícia atualizada às 20h03)

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Desporto

Patrocinador do SC Braga vai comprar dez ventiladores para o Hospital de Braga

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

A empresa de apostas ‘online’ Betano está a apoiar, através da iniciativa “SC Braga Solidário” o hospital daquela cidade, contribuindo para arrecadar 270 mil euros, para fazer face à pandemia de covid-19, adiantou em comunicado.

Este valor será usado para comprar dez ventiladores, 15 mil máscaras e 500 fatos de proteção hospitalar, detalhou a empresa, recordando que o apoio faz parte de uma iniciativa contínua e prolongada que a Betano “está a desenvolver nos países europeus onde opera e que começou com a doação de 250 mil máscaras para o sistema de saúde na Grécia e está a ser atualmente lançada na Roménia e em Chipre”, indicou o grupo.

A iniciativa em Portugal, disse a Betano, conta com “pequenos números, mas que tornam maiores instituições como o SC Braga, a fazer a diferença no apoio à sua cidade e ao seu país”.

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Futebol

Bruno Duarte, do Vitória SC, diz que Brasil também olha pandemia com “medo”

Covid-19

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães/o MINHO

O futebolista Bruno Duarte, que representa o Vitória SC, da I Liga portuguesa, afirmou hoje que a população do Brasil, país para onde viajou no domingo, encara a pandemia da covid-19 com o mesmo receio dos portugueses.

Após duas semanas de isolamento em Guimarães, o avançado, de 24 anos, rumou ao Brasil para recuperar “psicologicamente”, junto da família, e, na chegada a São Paulo, cidade com uma área metropolitana superior a 20 milhões de habitantes, sentiu um ambiente generalizado de receio, com “pouca gente na rua” e “lojas fechadas”.

“Quando eu estava aí [em Portugal], tinha o pensamento de que [os brasileiros] estariam mais relaxados. Mas quando cheguei também percebi que havia já um certo medo da população. No voo em que embarquei, só podiam estar brasileiros. As lojas e os mercados em que reparei estavam fechados. Estava muito pouca gente na rua. Parece-me que a doença está a ser encarada como em Portugal”, disse, em videoconferência organizada pelo Vitória SC.

Questionado sobre o efeito dos discursos do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, sobre a covid-19, nos quais até já defendeu o fim do confinamento, Bruno Duarte admitiu que a postura tem transmitido “um pouco de medo para a população”, mas quis acreditar que o chefe de Estado tem “alguma certeza” sobre o que está a falar, tendo dito que a saúde é a prioridade e que a situação económica deve ser analisada com “calma”.

“Não podemos dizer que a economia é mais importante do que a saúde, nem que as pessoas devem ficar apavoradas por conta do trabalho. Infelizmente, o nível de pobreza é muito grande. É uma situação difícil para quem trabalha e para quem é dono de empresa”, disse o atleta, sobre um país que registou até agora, segundo a mais recente atualização, 241 mortes, num conjunto de 6.836 casos de infeção.

Com sete golos apontados em 25 jogos oficiais em 2019/20, Bruno Duarte reconheceu que a interrupção competitiva prejudicou a equipa, que ocupa o sexto lugar da I Liga, com 37 pontos, e se preparava para receber o Sporting, para a 25.ª ronda do campeonato, em 14 de março, após três triunfos consecutivos.

Apesar de os vitorianos terem o objetivo da Liga Europa, o jogador avisou que o cancelamento da I Liga até pode ser a melhor solução, no caso de a pandemia se “alargar muito” no tempo.

O ponta de lança reconheceu ainda que a redução dos salários dos futebolistas, no Vitória de Guimarães e em outros clubes, é uma situação que merece reflexão, até porque muita gente está a viver “uma fase complicada” e a “economia vai quebrar”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil. Dos casos de infeção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia, e o continente europeu é neste momento o mais atingido, acima de 508 mil infetados e 34.500 mortos.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 17 de abril, registaram-se 209 mortes e 9.034 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Desporto

Principais ligas europeias de futebol têm até 03 de agosto para terminarem campeonatos

Covid-19

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Foto: DR

As principais ligas europeias de futebol têm até ao dia 03 de agosto para encerrar a atual época, tendo a UEFA deixado nas mãos de cada federação a decisão de retomar ou dar por terminados os seus campeonatos.

Essa recomendação da UEFA foi hoje transmitida pelo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, na reunião que manteve com os presidentes da Liga e dos clubes das competições profissionais, na sequência do encontro da UEFA com as suas filiadas devido à pandemia da covid-19.

Fonte ligada ao processo confirmou à agência Lusa que foi fixado o dia 03 de agosto como prazo limite para as federações do top-15 do futebol europeu, enquanto as federações abaixo terão de ter os seus campeonatos decididos ainda antes dessa data.

Deste modo, e de acordo com a mesma fonte, cada federação terá a possibilidade de decidir o que fazer, se completa a sua competição e em que formato, ou se opta por dar por concluída a sua prova.

Esta reunião ocorreu no mesmo dia em que a UEFA, através de videoconferência, se reuniu com 55 federações que são membros do organismo regulador do futebol europeu, incluindo a Federação Portuguesa de Futebol.

À exceção da Bielorrússia, todos os campeonatos europeus estão suspensos devido à pandemia da covid-19, sendo que, no caso de Portugal, as I e II ligas estão paradas desde 12 de março.

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