Seguir o O MINHO

Futebol

Vitória festeja aniversário com triunfo em Tondela

Golos de Lucas Evangelista, Bruno Duarte e Davidson

em

O Vitória Sport Clube (SC) ascendeu hoje ao sexto lugar, em dia do 97º aniversário, ao vencer por 3-1 em Tondela, num jogo da sexta jornada da I Liga portuguesa de Futebol.

Os quatro golos foram todos marcados na primeira parte, com os vimaranenses a inaugurarem o marcador e só depois do segundo golo é que o Tondela reduziu a diferença. No único minuto de compensação da primeira parte o Vitória selou o resultado do jogo.

O marcador foi inaugurado aos 21 minutos por Evangelista, que rematou à direita, aproveitando a presença de Cláudio Ramos na lateral esquerda e, quatro minutos depois, foi Bruno Duarte que aproveitou uma perda de bola de Bruno Wilson para, sem o defesa beirão por perto, fazer o segundo golo.

O Tondela demorou a reagir e esteve praticamente 20 minutos sem conseguir voltar ao meio-campo adversário, mas, à segunda aproximação da baliza de Miguel Silva, aos 41, Yohan Tavares reduziu a diferença no marcador.

O Vitória reagiu e, no minuto de compensação da primeira parte, Evangelista, completamente isolado, mas com o guarda-redes tondelense a marcar posição, assistiu Davidson para bater novamente Cláudio Ramos.

A segunda parte arrancou mais veloz e agressiva, com as duas equipas a rematarem mais à baliza adversária sem, contudo, conseguirem chegar novamente ao golo.

No dia em que cumpre 97 anos, o Vitória SC comemorou a subida do 10.º para o sexto lugar na tabela classificativa, com nove pontos, e o Tondela desceu ao nono lugar, mantendo os oito pontos.

Declarações dos Treinadores

– Natxo González (Treinador do Tondela): “Tivemos pela frente uma equipa superior, como se viu. No primeiro tempo foi difícil dar a volta ao marcador e é um pouco a leitura geral da partida

Quem sabe não estejamos preparados para jogar um frente a frente com um rival com estas características, que pressiona muito bem, é mais intenso, creio que nos falta ajustar para sermos mais intensos.

Faltou conexão no início da jogada, a fase de criação, creio que [o erro] não foi unicamente defensivo, foi um todo. Temos de melhorar a saída de bola e tentar evitar essas perdas. Eles [Vitória de Guimarães] provocaram muito bem essas perdas, é uma equipa muito poderosa.

Não [falamos de erros individuais]. Falamos sempre da equipa, é sempre à custa da equipa, não gosto da responsabilidade de jogadores. Quando ganhamos, ganhamos todos, quando perdemos, perdemos todos.

É uma lástima, porque tínhamos muita ambição neste jogo e muito obrigado a quem nunca deixa de nos apoiar.

Fizemos um segundo tempo interessante, não foi fácil depois de um marcador tão adverso, é daqueles em que podias ter perdido um pouco a cabeça a nível emocional, mas crescemos no segundo tempo e isso para mim, treinador, é importante.”

– Ivo Vieira (Treinador do Vitória de Guimarães): “Hoje entrámos forte, entrámos bem, fomos melhores, fizemos 30 minutos fantásticos, podíamos ter feito mais um ou dois golos, fomos nitidamente superiores contra uma equipa com bastante valia.

Na primeira fase de construção [o Tondela] sai muito bem a jogar, criou-nos alguns problemas, mas fomos muito consistentes naquilo que foi a abordagem ao jogo de forma meritória. Este resultado ajusta-se àquilo que as equipas fizeram e os atletas, por aquilo que trabalharam, de forma merecida, têm obviamente muito mérito naquilo que foi o resultado.

Não tenho ao certo quantas oportunidades de golo [o Vitória de Guimarães] teve na segunda parte, mas teve sobejamente cinco ou seis situações que poderia ter feito golo, também poderia ter sofrido, é uma realidade, contra uma equipa com qualidade.

É de louvar estas duas equipas, Tondela e Vitória, pelo futebol positivo e pela alegria ou a satisfação que deram hoje a quem esteve cá presente. Um futebol de ataque, de ambas as equipas, a quererem ganhar o jogo, a darem qualidade ao mesmo, ganhou o Vitória, porque fez mais golos e foi melhor, mas uma palavra também para o Tondela que pratica e desenvolve um futebol bastante positivo, mas o Vitória hoje foi mais forte e ganhou de forma justa.

Esse golo em cima do intervalo veio trazer uma tranquilidade e uma justiça também àquilo que estávamos a fazer dentro do jogo, porque sofremos, infelizmente, um golo de bola parada, mas trouxe, de forma natural, essa tranquilidade para a segunda parte.

Não acho que haja um cansaço excessivo quando se fala de dois jogos. Acho que um jogador consegue suportar dois a três jogos, se as coisas correrem bem, em termos anímicos e psicológicos”.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio João Cardoso, em Tondela.

Tondela – Vitória SC, 1-3.

Ao intervalo: 1-3.

Marcadores:

0-1, Evangelista, 21 minutos.

0-2, Bruno Duarte, 25.

1-2, Yohan Tavares, 41.

1-3, Davidson, 45+2.

Equipas:

– Tondela: Cláudio Ramos, Filipe Ferreira, Bruno Wilson, Yohan Tavares, Moufi, Xavier, Jaquité (Pedro Augusto, 64), Pepelu, Pité (Jonathan Toro, 46), Jhon Murillo (Tomi, 75) e Deni Júnior.

(Suplentes: Niasse, Philipe Sampaio, João Vigário, Bruno Monteiro, Pedro Augusto, Jonathan Toro e Tomi).

Treinador: Natxo González.

– Vitória SC: Miguel Silva, Sacko, Bondarenko, Tapsoba, Rafa Soares (Florent, 84), Poha, Evangelista, Pêpê (Mikel, 66), André Pereira, Bruno Duarte e Davidson (Rochinha, 68).

(Suplentes: Douglas, Pedro Henrique, Florent, Mikel, Bonatini, Rochinha e André André).

Treinador: Ivo Vieira.

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Sacko (29), Tapsoba (60), Mikel (78), Deni Júnior (77), Xavier (88) e André Pereira (90+2).

Assistência: 3.178 espetadores.

Notícia atualizada às 21h59

Anúncio

Futebol

“Os meus jogadores estão completamente de parabéns”

Declarações de Rúben Amorim

em

Foto: Twitter

Declarações após o jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol entre SC Braga e Vitória de Setúbal (3-1), que hoje decorreu em Braga:

Rúben Amorim (treinador do SC Braga): “Entrámos muito bem no jogo e tivemos várias oportunidades para marcar. O Setúbal procurava jogar no nosso erro com um bloco bem baixo, algo que não estava à espera, mas soubemos contrariar isso. Com o falhar dos golos e certas paragens, o fim da primeira parte pareceu-me confuso.

Na segunda parte, voltámos a entrar bem, fizemos um golo e outro a seguir, mas, depois, complicámos a nossa vida, que é algo que os meus jogadores parece que gostam um bocado de fazer. Depois, veio o terceiro e o Braga mereceu inteiramente esta vitória, fez por isso, mesmo depois de estarmos a ganhar 2-0 a iniciativa de jogo foi nossa.

Estava a brincar quando disse que os meus jogadores gostam de complicar. Estão completamente de parabéns, o facto de não terem jogado em Glasgow não quer dizer que não estavam cansados, porque fizeram viagens de avião, não treinaram ou fizeram treinos de baixa intensidade, não tiveram tempo para igualar a condição dos outros.

(Estreia de Pedro Amador) Conhecia-o bem da equipa B e isso ajuda. Com esta dinâmica e com jogadores experientes, é mais fácil jogar aqui do que no Campeonato de Portugal, embora a exigência seja maior e os adversários muito melhores, mas com a qualidade que têm e a formação que tiveram no Braga, estão preparados para dar uma boa resposta. Se lançasse estes jovens numa equipa que não ganhasse, seria mais complicado e até injusto para eles.

(Sequeira lesionado) A minha preocupação é que não percam vários jogos só para acabar um, se vai estar apto ou não para quarta-feira [Rangers], não faço ideia.”

Júlio Velazquez (treinador do Vitória de Setúbal): “Fizemos uma primeira parte muito bem jogada e podíamos ter-nos adiantado no marcador, tivemos uma boa oportunidade pelo Ghilas e depois um golo que não foi válido, eu ainda tenho as minhas dúvidas, tenho que ver bem na televisão.

Na primeira parte, fomos taticamente perfeitos e anulámos as possibilidades do Braga.

Na segunda parte, começámos na mesma dinâmica, mas com as linhas mais separadas e faltou ter mais calma no passe. Permitimos uma transição ao Braga e eles fizeram o primeiro golo, depois o segundo e, depois deste, a reação da equipa foi muito boa. Emocionalmente, voltámos a estar dentro do jogo, fizemos o 2-1 e fomos à procura do empate.

Mudámos mutas vezes o sistema, mas depois a dinâmica do jogo é que importa, estou orgulhoso da minha equipa e fizemos uma boa partida diante da equipa em melhor forma do futebol português e uma das melhores do futebol europeu neste momento.”

Continuar a ler

Futebol

FC Porto vence Portimonense pela margem mínima

I Liga

em

Foto: Twitter (Arquivo)

Um golo de Alex Telles, na parte final do encontro, permitiu hoje ao FC Porto vencer o Portimonense 1-0, em partida da 22.ª da I Liga de futebol, resultado que entrega aos ‘dragões’ a liderança provisória do campeonato.

O defesa brasileiro dos ‘dragões’ marcou o tento que fez a diferença aos 87 minutos, disfarçando uma exibição pouco conseguida da sua equipa em termos ofensivos e em que o avançado do Portimonense Jackson Martinez, aos 45, desperdiçou uma grande penalidade.

Com este resultado, os ‘azuis e brancos’ sobem à condição para a liderança da Liga, com 56 pontos, mais dois do que o Benfica, que só fecha a jornada na segunda-feira, em Barcelos, com o Gil Vicente.

Já o Portimonense, com este desaire, mantém-se em zona de despromoção, no 17.º e penúltimo lugar, com 15 pontos, a quatro do Paços de Ferreira, que, ao vencer hoje em casa o Famalicão, se afastou dos lugares ‘perigosos’.

Vindo do desaire da jornada europeia, frente aos alemães do Bayer Leverkusen [derrota 2-1], o FC Porto quis dar uma rápida resposta, entrando no desafio com uma postura bem ofensiva, embora sem particular inspiração na definição final, abusando de cruzamentos inconsequentes para a área contraria.

Corona ainda tentou, numa fase inicial disfarçar essa pecha, mas em posição privilegiada desviou ao lado um centro de Sérgio Oliveira.

Do outro lado, o conjunto de Paulo Sérgio mostrava-se coeso a defender, mas não era tão espevitado nas saídas para o contra-ataque, fazendo com que Jackson Martinez fosse uma presa fácil para a defensiva portista.

Só depois da meia-hora, os ‘azuis e brancos’ conseguiram criar as suas melhores oportunidades até então, com Soares em destaque, primeiro num remate ao lado, e, depois, num cabeceamento a um cruzamento exemplar de Luíz Diaz, que o guarda-redes do Portimonense travou.

Perante a inoperância ofensiva dos ‘dragões’, o conjunto do Algarve respondeu com duas excelentes oportunidades para marcar, já perto do intervalo, mas Jackson Martinez mostrou-se perdulário.

Aos 38, o avançado colombiano, ex-FC Porto, desviou de cabeça, mas ao lado, uma assistência de Bruno Tabata, e já perto do descanso, depois de ter sido derrubado por Uribe na área portista, falhou uma grande penalidade, rematando muito por cima, e mantendo o nulo ao intervalo.

A falta de inspiração dos nortenhos no ataque foi mais visível no reatamento e, apesar de Sérgio Oliveira, logo aos 46, ainda ter protagonizado um cabeceamento, que o guarda-redes Gonda segurou, a falta de ideias permaneceu.

Sérgio Conceição ainda tentou corrigir a equipa, lançando de uma só vez Nakajima e Zé Luís para o jogo, mas a defesa do Portimonense mostrava-se irrepreensível a tapar os caminhos para a sua baliza.

E quando os algarvios cediam algumas brechas, os ‘dragões’ mostravam-se perdulários, com Luís Diaz, aos 71 minutos, a provar essa dificuldade na finalização, desviando ao lado, com a baliza aberta, mais um cruzamento para a área.

Embora mais concentrados nos seus processos defensivos, os visitantes ainda chegaram a assustar a defesa do FC Porto, num remate acrobático de Ali, aos 84, ao qual os ‘dragões’ responderem de forma letal.

Depois de tanta inconsequente insistência, Alex Telles resolveu chamar a si a responsabilidade, e, aos 87 minutos, com um forte remate de fora da área, resolveu o jogo, apontando o golo que fez a diferença.

Continuar a ler

Futebol

SC Braga vence, ‘segura’ terceiro lugar e já não perde há nove jogos na Liga

I Liga

em

Foto: SC Braga

O SC Braga venceu hoje de forma ‘suada’, mas justa, o Vitória de Setúbal por 3-1, em jogo da 22.ª jornada da I Liga de futebol, em que o seu treinador mudou quase toda a equipa.

Rúben Amorim fez oito alterações em relação à equipa que começou a partida com o Rangers, na quinta-feira, mantendo apenas o guarda-redes Matheus e os defesas Sequeira e Bruno Viana, a pensar na segunda mão dos 16 avos de final da Liga Europa, já na quarta-feira, em Braga.

A equipa pagou a ‘fatura’ de tantas mudanças com uma primeira parte muito pouco conseguida, mas subiu o nível da exibição na segunda e Ricardo Horta inaugurou o marcador aos 63 minutos, tendo Bruno Wilson feito o segundo aos 75. Os sadinos reduziram perto do final, por Ghilas (89) e, no último lance da partida, após um canto favorável aos sadinos com o guarda-redes Makaridze a tentar a sua sorte na área minhota, Trincão percorreu quase todo o campo e fechou as contas (90+7).

Os bracarenses seguraram o terceiro lugar e seguem invencíveis internamente – já não perdem para o campeonato desde 15 de dezembro (1-0, em casa, com o Paços de Ferreira), tendo desde então somado um empate e sete vitórias.

Já o Vitória de Setúbal somou o quarto jogo seguido sem ganhar (três derrotas e um empate), tendo deixado algumas boas indicações na primeira parte, mas reagiu demasiado tarde na segunda.

O SC Braga entrou melhor e, logo aos sete minutos, André Horta atirou com muita força, mas por cima e, pouco depois, Ricardo Horta ‘disparou’ de primeira após belo passe de Galeno (16).

No minuto seguinte, Ghilas ficou perto do golo, mas Matheus defendeu bem o seu cabeceamento.

A meio da primeira parte, surgiu uma contrariedade para Rúben Amorim, com Sequeira a lesionar-se (e a poder falhar o jogo europeu de quarta-feira) e a ser substituído por Pedro Amador, que assim se estreou vindo da equipa B.

O Braga sentia cada vez mais dificuldades em ligar o jogo – André Horta e João Novais mostraram muita falta de ritmo -, mas ainda assim conseguiu criar boas ocasiões para marcar, mas Rui Fonte e Galeno finalizaram mal (31 e 35).

O Vitória foi subindo de produção e acabou a primeira parte em cima da equipa minhota, tendo mesmo chegado a introduzir a bola na baliza de Matheus, mas o golo foi invalidado por fora de jogo de Ghilas (40).

Trincão entrou aos 55 minutos e o extremo esteve na origem do golo, ao solicitar Galeno na direita, que depois cruzou atrasado para Ricardo Horta fazer o que poucos fazem com tanta qualidade: remate de primeira, rasteiro e colocado (63), materializando o seu 18.º golo da temporada.

Júlio Velázquez lançou Eber Bessa e Antonucci (71), mas seria o Braga a dilatar o resultado, com Bruno Wilson, num excelente cabeceamento após canto de João Novais (75).

Ghilas ainda reduziu aos 89 minutos, após grande passe de Éber Bessa, mas foi Trincão a fazer o último golo da partida.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Vitória de Setúbal, 3-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcadores:

1-0, Ricardo Horta, 63 minutos.

2-0, Bruno Wilson, 75.

2-1, Ghilas, 89.

3-1, Trincão, 90+7.

Equipas:

– SC Braga: Matheus, Bruno Wilson, Bruno Viana, David Carmo, Diogo Viana (Trincão, 55), João Novais, André Horta (Fransérgio, 83), Sequeira (Pedro Amador, 24), Ricardo Horta, Galeno e Rui Fonte.

(Suplentes: Tiago Sá, Anthony, Pedro Amador, Fransérgio, Trincão, Abel Ruiz e Paulinho).

Treinador: Rúben Amorim.

– Vitória de Setúbal: Makaridze, Sílvio, Artur Jorge, Jubal, Nuno Pinto, Semedo, Montiel (Éber Bessa, 71), Mansilia (Antonucci, 71), Carlinhos, Berto (Zequinha, 66) e Ghilas.

(Suplentes: Lucas Pais, Mano, Leandrinho, Éber Bessa, Guedes, Zequinha e Antonucci).

Treinador: Júlio Velazquez.

Árbitro: Hélder Malheiro (Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Montiel (19), Berto (19), João Novais (30), Bruno Wilson (52), Artur Jorge (57), Semedo (78), e Galeno (90+5).

Assistência: 11.185 espetadores.

(notícia atualizada)

Continuar a ler

Populares