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Futebol

“Vitória do FC Porto é merecida, mas os números são exagerados”

Ricardo Soares

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Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores do FC Porto e do Moreirense, Sérgio Conceição e Ricardo Soares, no final da partida da 33.ª jornada da Liga portuguesa de futebol, que os ‘dragões’ venceram por 6-1.


Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Há mérito do FC Porto, mas nós não fomos a equipa que costumamos ser. Fizemos 50 minutos bons, dividimos os acontecimentos, e em muitos períodos do primeiro tempo até estivemos por cima, diante uma equipa galvanizada por ser campeã nacional.

Não é fácil jogar como o fizemos neste estádio contra o FC Porto, mas fizemo-lo com competência, o que espelha o que tem sido a época do Moreirense.

A partir do 2-1, ainda tentamos reagir, mas depois sofremos o terceiro golo e aí sim não fomos organizados e equilibrados emocionalmente.

O resultado não espelha o que se passou dentro de campo a vitória do FC Porto é mais que merecida, mas os números são exagerados”.

Sérgio Conceição (treinador do FC Porto): “Se a equipa estiver como esteve na segunda parte deste jogo em todos os momentos do jogo temos sempre possibilidade de fazer golos.

Há correções a fazer. Mesmo que estivéssemos a vencer por 3-0 há sempre correções. O que fiz ao intervalo foi ver que o Moreirense estava a evidenciar coisas que já sabíamos. Tudo era sinónimo de consistência. O Moreirense era uma equipa tranquila que veio jogar o jogo pelo jogo, com princípios bem definidos e trabalhámos para desmontar isso. Não fizemos isso tão bem na primeira parte. Na segunda fizeram-no bem, divertiram-se mais.

Um grupo competitivo, sólido e que é forte não tem a ver com 11 jogadores. Tem a ver com todo o grupo. Temos a prova mais que evidente que os jogadores que entram fazem a diferença. O que sinto é que toda a gente que está envolvida tem uma vontade enorme de ajudar e isso é fundamental.

Sobre Nakajima não me compete a mim explicar.

É como ter uma festa e não haver música. Futebol sem adeptos é isso. Não há festa na totalidade. É de lamentar. Merecíamos um estádio cheio e os adeptos mereciam isso. Estou feliz, mas não na totalidade. Estou feliz por receber o prémio que passou, mas quero ficar feliz com o prémio que há de vir”.

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Futebol

Fernando Santos igualou 74 jogos de Luiz Felipe Scolari

Seleção nacional

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Foto: Twitter

Fernando Santos igualou hoje o brasileiro Luiz Felipe Scolari na liderança do ‘ranking’ de selecionadores portugueses de futebol com mais jogos, ao cumprir o 74.º face à Espanha, num particular que terminou empatado a zero, em Alvalade.

Quase seis anos após a estreia, a perder, num particular em França (1-2), em 11 de outubro de 2014, o técnico luso, que completa 66 anos no sábado, juntou-se ao técnico que orientou a seleção entre 12 de fevereiro de 2003 e 19 de junho de 2008.

Nos mesmos 74 encontros, Fernando Santos conta mais quatro vitórias (46 contra 42) do que o técnico ‘canarinho’, somando menos um empate (17 contra 18) e três derrotas (11 contra 14).

Em matéria de golos, o atual selecionador luso também já lidera o ‘ranking’, uma vez que, no seu ‘reinado’, Portugal marcou 147 golos, contra os 144 da ‘era’ Scolari, liderando também o ‘mano a mano’ com o brasileiro nos tentos sofridos (54 contra 62).

O treinador que passou por Benfica, FC Porto e Sporting antes de chegar à seleção lusa ‘domina’ o brasileiro em quase todos os dados ‘numéricos’, sendo que o mais significativo é, sem dúvida, o dos títulos: nesse aspeto, é um ‘expressivo’ 2-0.

Como Fernando Santos, Portugal conseguiu os primeiros ‘canecos’ em quase 100 anos de história, com o triunfo no campeonato da Europa de 2016, em França, e na edição inaugural da Liga das Nações, cuja fase final decorreu em solo luso, em 2019.

Ainda assim, Scolari também fez história, ao ser o primeiro a conduzir Portugal à final de uma grande competição, o Europeu de 2004, para sofrer a maior desilusão de sempre, com o desaire por 1-0 face à Grécia, em pleno Estádio da Luz.

Em Mundiais, o treinador brasileiro, atualmente com 71 anos, fez mesmo melhor do que o atual selecionador, ao levar a seleção lusa às meias-finais da edição 2006, realizada na Alemanha.

O conjunto comandado por Scolari, que chegou a essa competição como detentor do título, depois de conseguir o penta para o Brasil em 2002, apenas caiu nas meias-finais, face à França (0-1), depois de mais um penálti de Zinedine Zidane – em 2000 foi nas ‘meias’.

Por seu lado, Fernando Santos não conseguiu melhor do que atingir os oitavos de final, em 2018, ao perder por 2-1 com o Uruguai, culpa de Edinson Cavani, o avançado que o Benfica tentou, sem sucesso, contratar para a época 2020/21.

Scolari chegou à seleção após o fracasso de António Oliveira no Mundial de 2002, no qual Portugal, com a sua ‘geração de ouro’, foi afastado na fase de grupos, e saiu, já com contrato assinado com o Chelsea, após ‘tombar’ face à Alemanha (2-3) nos ‘quartos’ do Europeu de 2008. Seguiu-se a segunda ‘era’ Carlos Queiroz.

Quanto a Fernando Santos, sucedeu a Paulo Bento, que sucumbiu a uma derrota caseira face à Albânia (0-1) a abrir o apuramento para o Euro2016, depois de já não ter ultrapassado a fase de grupos do Mundial de 2014, realizado no Brasil.

Depois de igualar os 74 jogos se Scolari, face à Espanha, o atual responsável máximo pela formação das ‘quinas’ vai isolar-se no ‘ranking’, com 75, no domingo, face à França, em Saint-Denis, onde selou o título europeu, agora num jogo para a Liga das Nações.

No que respeita apenas a jogos oficiais, os números de Fernando Santos são ainda mais impactantes: em 49 jogos, mais seis do que Scolari, soma mais nove vitórias (34/25), mais um empate (12/11), menos quatro derrotas (3/7), mais 23 golos marcados (104/81) e mais um sofrido (33/32).

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Futebol

Portugal-Espanha: Aplausos e gritos de incentivo dos 2.500 adeptos em ‘nulo’

Covid-19

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Vários aplausos e gritos de incentivo dos 2.500 espetadores presentes hoje no Estádio José Alvalade destacaram-se no ‘nulo’ entre Portugal e Espanha, no segundo teste no futebol profissional com vista ao regresso gradual dos adeptos aos estádios.

Depois do primeiro ensaio no jogo entre Santa Clara e Gil Vicente, da terceira jornada da I Liga, disputado no sábado, nos Açores, que contou com a presença de 873 pessoas, o Estádio de Sporting, em Lisboa, voltou a ter adeptos nas bancadas, mas apenas 5% da lotação.

Apesar de não ter existido um apoio constante do princípio ao fim no encontro particular, a presença do público fez-se notar em alguns momentos, com o primeiro grito ‘Portugal, Portugal’ a acontecer aos sete minutos, seguindo-se outras tantas vozes de incentivo e aplausos, que se mantiveram na segunda parte.

A entrada dos adeptos no recinto teve início pelas 18:00 e apenas a bancada inferior foi aberta, sendo que todos já estavam devidamente identificados, tendo sido ainda sujeitos ao controlo da temperatura à chegada.

Os espetadores, que adquiriram os ingressos via online, sentaram-se nos respetivos lugares respeitando o distanciamento físico e o uso obrigatório e permanente de máscara durante a partida.

Em 14 de outubro, um novo teste irá decorrer também no recinto do Sporting, com o aumento para 10% da capacidade, equivalente a quase 5.000 pessoas, no embate da equipa das ‘quinas’ frente à Suécia, relativo à Liga A da Liga das Nações.

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Futebol

Portugal empata com Espanha em jogo particular

Futebol

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Foto: DR

A seleção portuguesa de futebol empatou hoje a zero na receção à sua congénere de Espanha, num particular disputado com presença limitada de público, no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

O 40.º embate entre as duas equipas teve oportunidades de golo para os dois conjuntos, sendo que, na segunda metade, Portugal acertou duas vezes na barra, por Cristiano Ronaldo e Renato Sanches.

Portugal defronta no domingo a França, em Saint-Denis, em encontro da terceira jornada do Grupo 3 da Liga A da Liga das Nações, e, em 14 de outubro, na quarta ronda, recebe a Suécia, novamente em Alvalade.

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