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Futebol

Vitória derrotado e ultrapassado pelo Rio Ave

18.ª jornada da I Liga

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O Vitória perdeu hoje, por 1-2, na receção ao Rio Ave, em jogo da 18.ª jornada da I Liga, em que foi ultrapassado pelo adversário na classificação.

O jogo decidiu-se entre o minuto 38 e o minuto 40, quando os vila-condenses encetaram dois ataques rápidos e aproveitaram a passividade da defesa minhota para chegarem aos golos.

O primeiro surgiu num ataque rápido pelo lado esquerdo da equipa treinada por Carlos Carvalhal, que acabou por chegar ao outro flanco e terminou com assistência de Nuno Santos para o desvio à ‘boca da baliza’ de Diego Lopes.

Após o reatamento do jogo a meio-campo, Pedro Henrique errou um passe, a bola chegou novamente a Nuno Santos na ala direita e circulou depois pela área vitoriana até Matheus Reis se enquadrar com a baliza e atirar para o fundo das redes.

Antes dos golos, o jogo prosseguiu com duas equipas que se anularam mutuamente, com dificuldades em encontrarem espaço para criar situações de perigo.

A primeira meia hora ficou marcada pelo lance em que o árbitro Hélder Malheiro assinalou inicialmente um penálti de Matheus Reis sobre Tapsoba, aos 25 minutos, tendo expulsado o rioavista, mas anulou a decisão sete minutos depois, após ter consultado o videoárbitro e assinalado fora de jogo.

Forçado a reagir a uma desvantagem de dois golos, o conjunto minhoto apresentou no final da primeira parte uma intensidade que não se vira até aí e Léo Bonatini falhou o golo por duas vezes, aos minutos 41 e 43.

O treinador vimaranense, Ivo Vieira, mudou o sistema tático de 4x3x3 para 4x4x2 após o intervalo, com João Carlos Teixeira e João Pedro a substituírem André André e Lucas Evangelista, e a equipa ‘empurrou’ o Rio Ave para a sua grande área, mas fê-lo sempre com muita atrapalhação, com muitos erros na construção.

Depois de Léo Bonatini, perdulário, ter atirado ao lado, aos 54 minutos, a equipa vitoriana ainda reduziu quando Davidson vislumbrou Tapsoba no interior da área, e o remate do burquinês, que ia para fora, tabelou em João Pedro para chegar ao fundo das redes, aos 75.

No último quarto de hora da partida, os pupilos de Ivo Vieira continuaram a tentar o golo, mas continuaram trapalhões, hesitantes, sem conseguirem melhor do que dois remates por cima de Pepê e de João Carlos Teixeira.

Vitória sem vitórias contra os 10 primeiros: “É um registo que não é positivo”

Com este resultado, os vitorianos passam a ocupar o sétimo lugar da I Liga, com 25 pontos, menos três que o adversário de hoje, que somou a terceira vitória consecutiva e subiu à quinta posição. Entre os dois, está o SC Braga, em sexto, com 27 pontos (menos um jogo). Os arsenalistas só jogam na quarta-feira, em Moreira de Cónegos.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães.

Vitória SC – Rio Ave, 1-2.

Ao intervalo: 0-2.

Marcadores:

0-1, Diogo Lopes, 38 minutos.

0-2, Matheus Reis, 40.

1-2, João Pedro, 75.

Equipas:

– Vitória SC: Douglas, Victor Garcia, Tapsoba, Pedro Henrique, Rafa Soares, Pepê, André André (João Pedro, 46), Lucas Evangelista (João Carlos Teixeira, 46), Marcus Edwards (Rochinha, 75), Davidson e Léo Bonatini.

(Suplentes: Miguel Silva, Sacko, Frederico Venâncio, Dénis Poha, João Carlos Teixeira, Rochinha e João Pedro).

Treinador: Ivo Vieira.

– Rio Ave: Kieszek, Diogo Figueiras, Santos, Borevkovic, Matheus Reis, Filipe Augusto, Tarantini, Diego Lopes, Lucas Piazón (Gelson Dala, 79), Nuno Santos (Carlos Mané, 61) e Taremi (Bruno Moreira, 90+1).

(Suplentes: Paulo Vítor, Júnio Rocha, Nélson Monte, Pedro Amaral, Carlos Mané, Gelson Dala e Bruno Moreira).

Treinador: Carlos Carvalhal.

Árbitro: Hélder Malheiro (Associação de Futebol de Lisboa).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Diego Lopes (59), Matheus Reis (59), Filipe Augusto (76) e Tarantini (78).

Assistência: 9.845 espetadores.

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Futebol

SC Braga obrigado a vencer para chegar aos ‘oitavos’ da Liga Europa

Liga Europa

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Foto: DR / Arquivo

SC Braga, derrotado fora pela margem mínima, precisa de vencer na segunda mão para atingir os oitavos de final da Liga Europa em futebol.

É a primeira equipa portuguesa a entrar em ação, que, culpa da proximidade geográfica com o Porto, recebe já na quarta-feira o conjunto escocês, que acabou com a série recorde de 13 jogos sem perder dos ‘arsenalistas’ na Europa.

Os minhotos, que ultrapassaram todas as cinco eliminatórias que iniciaram com derrotas tangenciais em reduto alheio, precisam de fazer o que o FC Porto não conseguiu na fase de grupos face aos escoceses – empate a um golo.

Sob o comando de Rúben Amorim, que perdeu a invencibilidade em Glasgow – nove vitórias, um empate e uma derrota -, o Sporting de Braga já somou cinco triunfos fase aos ‘grandes’ lusos – dois por 2-1 e três por 1-0 – e qualquer dos resultados serve.

Este ‘bagagem’ de jogos da maior exigência pode ser importante para os ‘arsenalistas’, que enfrentam o Rangers como terceiros da I Liga e procuram o terceiro apuramento para os ‘oitavos’ da Liga Europa, depois de 2010/11 e 2015/16.

Encarnados e dragões também estão obrigados a vencer

Já ‘encarnados’ e os ‘dragões’ estão obrigado a bater Shakhtar Donetsk e Bayer Leverkusen, respetivamente, após desaires por 2-1, e os ‘arsenalistas’ a recuperar de um 2-3 face ao Rangers, numa situação inversa à do Sporting, único clube luso que joga fora e está em vantagem, após o 3-1 caseiro ao Basaksehir.

Na quarta-feira, jogam os três ‘grandes’, com o FC Porto e o Sporting a arrancarem às 17:55, os ‘azuis e brancos’ no Dragão, onde na presente temporada europeia já empataram com o Rangers e perderam com o Krasnodor, falhando os milhões da ‘Champions’.

Os ‘azuis e brancos’, que deram a volta a quatro de sete desaires fora por 2-1 a abrir eliminatórias, a última vez na época passada, face à Roma, vão tentar dar sequência ao precioso golo do colombiano Luis Díaz, apontando quando perdiam por 2-0.

Caso consiga a reviravolta na eliminatória, o ‘onze’ de Sérgio Conceição conquista, para o FC Porto, a terceira presença nos ‘oitavos’, repetindo 2010/11 – a época do título, numa final portuguesa com o Sporting de Braga – e 2013/14.

Por seu lado, e face ao triunfo caseiro por 3-1, que chegou a ser 3-0, após tentos de Coates, Sporar e Vietto, e ameaçou acabar numa goleada, o Sporting apresenta-se com alguma folga na Turquia, sabendo que pode perder pela diferença mínima e chegar pela quarta vez aos ‘oitavos’, após 2009/10, 2011/12 e 2017/18.

Os ‘leões’ seguiram em frente após o único 3-1 caseiro a abrir – com o Feyenoord, em 1985/86 -, mas já desperdiçaram quatro vantagens caseiras de 2-0, com Celtic (1983/84), Dinamo Minsk (1984/85), Casino Salzburgo (1993/94) e Rapid Viena (1995/96).

O penálti de Visca, aos 77 minutos, é o grande motivo de preocupação para o ‘onze’ de Jorge Silas, que segue numa série de quatro jogos sem perder – três vitórias e um empate.

A última formação lusa a entrar em ação é o Benfica, anfitrião do Shakhtar depois de uma sofrida vitória no reduto do Gil Vicente por 1-0 que segurou a liderança da I Liga e acabou com uma série de quatro jogos sem vencer dos ‘encarnados’.

Um golo do brasileiro Vinicius voltou a fazer ‘sorrir’ as ‘águias’, que, em Kharkiv, conseguiram um importante golo fora, marcado de penálti por Pizzi, num jogo quase sempre dominado pelos comandados de Luís Castro.

O Benfica, que virou duas de quatro eliminatórias que iniciou com derrotas fora por 2-1, a primeira com o Marselha, graças à ‘mão’ de Vata, em 1989/90, terá de ter muita atenção ao ‘poder de fogo’ de Taíson, Marlos, Kovalenko ou Júnior Moraes.

Nos 16 avos de final, os ‘encarnados’ apresentam um balanço perfeito, de cinco apuramentos em cinco eliminatórias, mas, na Ucrânia, perderam pela primeira vez, ao 11.º jogo, pelo que só vencendo na Luz podem somar uma sexta presença nos ‘oitavos’.

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Futebol

“Temos de aceitar o resultado”

Declarações após o jogo Gil Vicente-Benfica (0-1), da 22.ª jornada da I Liga, disputado no Estádio Cidade de Barcelos

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Foto: DR / Arquivo

Vítor Oliveira (treinador do Gil Vicente): “Temos de aceitar o resultado. Houve duas partes distintas, em que o Benfica foi melhor na primeira e o Gil Vicente esteve mais por cima na segunda. A diferença esteve na definição e no critério no último terço.

Na primeira parte sentimos algumas dificuldades e o Benfica aproximou-se com frequência da nossa área, sem criar grandes situações. Na segunda parte, equilibrámos e o adversário caiu bastante, o que era perfeitamente natural, face ao desgaste psicológico dos últimos jogos. Perdemos uma boa oportunidade de pontuar frente ao Benfica.

O Benfica sabia que podia sofrer a qualquer momento da segunda parte e isso poderia penalizá-los com a perda de pontos. Tivemos oportunidade de fazer um resultado diferente na segunda parte, mas faltou-nos discernimento.

Algumas vezes por inércia nossa, outras vezes por egoísmo de alguns jogadores. Temos de perceber que o futebol é um jogo coletivo e só assim conseguimos fazer coisas importantes como pontuar frente ao Benfica.

Os jogos [frente aos ‘grandes’] não são comparáveis, porque as datas, os jogadores e os momentos de forma são diferentes. É como comparar metros com quilómetros. Apanhámos um FC Porto desprevenido na primeira jornada, pois menorizou uma equipa que vinha da III divisão nacional e acabou por ser surpreendido.

No segundo jogo defrontámos o Sporting numa crise muito grande e conseguimos fazer um bom resultado, com uma boa exibição. Hoje tivemos um Benfica cansado, preocupado com resultados menos conseguidos e abaixo do rendimento normal. Não conseguimos pontuar mais por demérito nosso que mérito do adversário”.

Bruno Lage (treinador do Benfica): “Sentimo-nos logo a ganhar por aquele ambiente junto ao banco e tivemos um apoio fantástico dos nossos adeptos do primeiro ao último minuto. Fizemos aquilo que tínhamos de fazer neste momento, que era vencer.

Fizemos uma boa primeira parte, criando várias oportunidades e chegámos com justiça à vantagem. Tivemos uma entrada forte na segunda parte, com algumas jogadas de envolvimento, que poderiam ter dado um resultado mais tranquilo. Até ao fim ajustámos em função do momento e do desgaste. Acaba por ser um bom jogo, perante uma boa equipa e um excelente treinador, num campo muito difícil.

Tínhamos de manter pressão alta, para não deixar o Gil Vicente construir, mas simultaneamente perceber que pela nossa esquerda iria haver um ataque muito forte na profundidade. Em função disso e para termos maior capacidade na construção, como se viu nos primeiros 70 minutos, introduzimos Julian [Weigl] e Samaris no meio-campo.

Esta vitória é muito importante e permite manter a primeira posição. Ao longo deste campeonato tivemos jogos menos bons, outros em que estivemos muito bem e todos são três pontos. O mais importante é sermos regulares e exigentes, mantendo um nível exibicional que vá de encontro ao que defendemos. Depois é vencer jogos.

Não me interessam recordes, mas sempre o próximo jogo. Este jogo fecha-se e não vou levar nada de bom ou de mau para o próximo jogo. É isso que quero que os jogadores sintam. Errar faz parte e perder é futebol.

No jogo seguinte não podemos estar com o medo de perder ou de errar, mas jogar com dinâmica e para a frente. Foi com essa filosofia que fizemos um ano muito bom e vencemos todos os jogos fora de casa, até aos últimos dois jogos.

Luta pelo título? É mesmo jogo a jogo. Ontem não vi o jogo do FC Porto, mas acredito que vamos ter dois ou três meses a jogar de três em três dias e ao ritmo do ano passado. É fechar um jogo e entrar no seguinte com a mentalidade de vencer”.

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Futebol

Gil Vicente recebe hoje um Benfica ‘proibido’ de perder pontos

I Liga

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Foto: Twitter / DR

O Benfica está proibido de ceder pontos em Barcelos, esta segunda-feira, diante do Gil Vicente, no jogo que vai encerrar a 22.ª jornada da I Liga de futebol, se quiser recuperar a liderança da prova.

Os “encarnados”, que viram a sua vantagem de sete pontos cair nas duas últimas jornadas para apenas um, depois das derrotas no Dragão com o FC Porto por 3-2 e na receção ao SC Braga por 1-0, cairam no domingo para o segundo lugar, depois de o seu rival nortenho vencer na receção ao Portimonense por 1-0 e subir ao primeiro lugar, com dois pontos de vantagem.

Deste modo, apenas a vitória interessa à equipa de Bruno Lage para poder recuperar a liderança, mas o teste é complicado, uma vez que a formação liderada por Vítor Oliveira tem sido muito forte em casa, onde já derrotou em Barcelos o FC Porto, 2-1 na primeira jornada, e o Sporting, 3-1 na 12.ª.

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