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Futebol

Vítor Oliveira acredita que época do Gil Vicente será definida em casa

6.ª jornada da I Liga

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Foto: Gil Vicente

O treinador Vítor Oliveira afirmou este sábado que o sucesso do Gil Vicente na temporada estará dependente do desempenho nos jogos caseiros, em vésperas de receber o Boavista, na sexta jornada da I Liga de futebol.

“O nosso campeonato vai ser feito em casa com equipas de valor semelhante ao nosso. Nesta fase inicial, temos apanhado opositores muito complicados, mas queremos voltar às vitórias e precisamos dos três pontos para consolidar a nossa classificação. Estamos esperançados em fazer um bom jogo e conseguir um bom resultado”, referiu o técnico, na conferência de antevisão ao duelo, realizada no Estádio Cidade de Barcelos.

Sobre os ‘axadrezados’, Vítor Oliveira falou de “um adversário tradicionalmente difícil para o Gil Vicente”, apelidando de “ótimo” o arranque da formação orientada por Lito Vidigal, a única sem qualquer derrota averbada na I Liga, a par do líder Famalicão.

“É uma equipa à imagem do seu treinador, que foi meu jogador e é meu amigo. Sei que as suas equipas são muito agressivas e competitivas, defendem e atacam com muita gente e estão sempre motivadas. Espero um Boavista confiante pelo que tem feito no início de campeonato, mas não podemos ter medo. Em nossa casa, na generalidade, podemos confrontar-nos com qualquer equipa”, apontou.

O treinador confirmou a ausência do capitão Rúben Fernandes por lesão, numa altura em que o Gil Vicente procura a sua melhor versão, testando alternativas com a competição a decorrer.

“Temos sofrido lesões em todos os setores, o que dificulta a consolidação da equipa. O nosso grande trabalho neste momento é arranjar um ‘onze’ base. Temos feito algumas experiências durante o campeonato, mas estamos convencidos de que vamos acertar com a equipa rapidamente e entrar no caminho das vitórias. Alguns jogadores importantes estão a voltar e, com todo o plantel disponível, a competitividade e o nível qualitativo aumentam”, analisou.

Os dois emblemas já se defrontaram 30 vezes na elite do futebol nacional, com o saldo favorável para aos ‘axadrezados’, que venceram 19 duelos, empataram seis e perderam cinco, o último dos quais em dezembro de 2003.

O Gil Vicente, 13.º classificado, com cinco pontos, recebe o Boavista, na quarta posição, com nove, às 15:30 de domingo, no Estádio Cidade de Barcelos.

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Futebol

‘Task force’ da PSP analisa imagens de videovigilância do jogo em Guimarães

Caso Marega

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Imagens via TVI 24

A PSP está analisar as imagens de videovigilância para que “rapidamente se consiga identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nos cânticos racistas” ao futebolista Marega, do FC Porto, revelou hoje o diretor nacional daquela polícia.

“Temos uma ‘task force’ a fazer isso [analisar as imagens de videovigilância] a tempo inteiro para que rapidamente consigamos identificar o aparente elevado número de pessoas que participaram nesses cânticos racistas”, disse à agência Lusa o diretor nacional da PSP, superintendente-chefe Magina da Silva, à margem da tomada de posse do número dois da Polícia e do comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP).

O responsável pela Polícia de Segurança Pública considerou um comportamento “inadmissível” a situação que envolveu o jogador de futebol do FC Porto Marega, que pediu para ser substituído, ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, por ter ouvido cânticos e gritos racistas de adeptos da formação vimaranense, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminaria o encontro.

“O comportamento a que assistimos no jogo de ontem [domingo] é inadmissível e vamos fazer tudo o que for possível para identificar todas as pessoas que entoaram os cânticos racistas”, garantiu Magina da Silva.

Segundo o diretor nacional da PSP, em causa podem estar eventualmente dois tipos de infrações, designadamente uma que é um crime previsto e punido pelo Código Penal e outra que é uma contraordenação no âmbito desportivo da lei do combate à violência no desporto.

Magina da Silva frisou que vão ter de “responder nestas duas sedes quando forem identificados”.

O diretor nacional da PSP disse também que a divulgação de mensagens racistas dentro de um campo de futebol é inédita com “esta dimensão e estes efeitos”, mas “infelizmente já aconteceu pontualmente noutras circunstâncias”.

Também o secretario de Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, que presidiu à cerimónia de tomada de posse do diretor nacional adjunto para a Unidade Orgânica de Operações e Segurança (UOOS) e do comandante da UEP, considerou “uma situação intolerável” o que se passou no domingo no estádio do Guimarães.

“A PSP está a fazer a identificação de todas as pessoas que se encontravam naquela bancada para tentá-las levar à justiça, seja desportiva, seja a justiça criminal. É esse o trabalho que está a ser feito e esperamos chegar a bom porto e depois as autoridades judiciárias decidiram em conformidade”, disse à Lusa Antero Luís.

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Futebol

Sindicato de Jogadores condena racismo e elogia “murro na mesa” de Marega

Caso Marega

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Imagens via Sport TV

O presidente do Sindicato de Jogadores (SJ), Joaquim Evangelista, condenou hoje os insultos racistas a Marega e elogiou a coragem do futebolista maliano ao abandonar o jogo de domingo entre Vitória SC e FC Porto.

“Impõe-se condenar este comportamento. É inqualificável que isto aconteça num estádio de futebol. Não é só uma ofensa à dignidade do Marega enquanto ser humano e cidadão pleno, é também um atentado ao desporto e ao nosso modo de vida”, disse Joaquim Evangelista à agência Lusa, sublinhando: “Marega teve esta coragem que outros não tiveram. Deu um murro na mesa e obrigou-nos a refletir sobre o tema.”

Considerando que existem “conquistas civilizacionais que não podem ser postas em causa”, o líder do SJ apelou à união da família do futebol no combate ao racismo e vincou que o que sucedeu na noite passada em Guimarães “foi um ataque ao homem, à dignidade, mas foi também um ataque aos valores de relacionamento, civilizacionais e à sociedade” em geral.

“Temos de olhar para o problema e mobilizar agentes desportivos e poder político para evitar que isto volte a acontecer. É um combate de todos os cidadãos. Veja-se o crescimento dos grupos de [extrema] direita, em Portugal e na Europa, à volta destes temas. Ninguém pode ser indiferente. Há valores que não podem ser negociados. A maioria das pessoas está ao lado do Marega, mas não podemos estar só por estar”, defendeu.

Embora veja a educação como a principal solução para tentar resolver o problema do racismo, até por considerar que “há muito racismo que não é visível, mas que existe no subconsciente”, Joaquim Evangelista exigiu também punições “severas e exemplares de condenação destes energúmenos” e pediu a intervenção imediata e concertada das autoridades desportivas.

“Tem de haver dos responsáveis desportivos uma posição que não seja titubeante. Uma posição firme, corajosa, e dar um sinal aos adeptos de que não podemos pactuar com isto. Os dirigentes têm de se reunir, não basta comunicados. Faz todo o sentido a FPF ou a Liga convocarem os presidentes e darem um sinal claro aos adeptos de que querem mudanças efetivas e condenarem igualmente todos os atos desta natureza”, defendeu.

O presidente do SJ foi ainda mais longe e, em solidariedade com Marega, admitiu uma hipotética paragem coletiva, caso continuem a verificar-se episódios racistas nos estádios.

“Se isto continuar assim, terão de tomar uma posição no futebol português que seja definitiva, e quando digo definitiva, eventualmente, pararem todos os jogadores. Hoje foi o Marega, mas o mais pequeno caso deve merecer condenação igual”, concluiu.

No domingo, Marega pediu para ser substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, entre o FC Porto e o Vitória SC, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

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Futebol

Marega distinguido com prémio mérito e valores Porto

Caso Marega

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Foto: Divulgação / FC Porto

O futebolista internacional maliano Moussa Marega recebeu hoje o prémio mérito e valores Porto, entregue pelo FC Porto, um dia após ter pedido para ser substituído no jogo com o Vitória SC, devido a insultos racistas.

No domingo, Marega foi substituído ao minuto 71 do jogo da 21.ª jornada da I Liga, depois de ter sido alvo de cânticos e gritos racistas por parte de adeptos da equipa minhota.

Vários jogadores do FC Porto e do Vitória tentaram demovê-lo, mas Marega mostrou-se irredutível na decisão de abandonar o jogo, numa altura em que os ‘dragões’ venciam por 2-1, resultado com que terminou o encontro.

Nas redes sociais, o avançado, que tinha marcado o segundo golo do FC Porto aos 60 minutos, explicou o que sentiu.

Marega qualificou os adeptos que o insultaram de “idiotas”, contestando ainda o comportamento da equipa de arbitragem, liderada por Luís Godinho, que disse não o ter defendido e ainda lhe ter mostrado um cartão amarelo.

“E também agradeço aos árbitros por não me defenderem e por terem me dado um cartão amarelo porque defendo minha cor da pele. Espero nunca mais encontrá-lo em um campo de futebol! Você é uma vergonha!”, escreveu o maliano.

Hoje, os ‘dragões’ entregaram a Marega o prémio mérito e valores Porto, ilustrando essa mesma entrega junto a Otávio, distinguido pela Liga como o melhor jogador em campo no triunfo de domingo.

Otávio foi criticado por adeptos, por tentar acalmar e tentar impedir Marega de sair de campo, mas hoje o maliano fez questão de apoiar o médio brasileiro.

“É meu irmão! Ele apenas tentou acalmar-me como um irmão e eu sei que ele está comigo”, escreveu o avançado na sua conta na rede social Instagram, agradecendo ainda a todos pelo apoio que tem sentido.

As reações de repúdio aos incidentes no Estádio D. Afonso Henriques surgiram de vários quadrantes, desde o desportivo, de clubes, entidades e outros jogadores, à esfera social e política, nomeadamente, do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Governo.

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