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Guimarães

Visitantes aos Postos de Turismo em Guimarães sobe 32% face a 2018

Turismo

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Paço dos Duques. Foto: Divulgação

O número de visitantes aos postos de Turismo em Guimarães subiu 32% face a 2018, o que demonstra que a cidade tem “aumentado a notoriedade e capacidade de atrair” turistas de “forma consistente”, anunciou hoje a autarquia.

Em comunicado enviado hoje à Lusa, a Câmara Municipal de Guimarães refere que, comparando com os anos de 2013 e 2014, o número de visitantes atendidos em 2019 nos postos de turismo mais do que duplicou, registando um “acréscimo de cerca de 132%”.

A autarquia destaca que Espanha, França e Brasil assumem-se como os “principais mercados emissores, juntamente com o mercado nacional”, registando-se ainda “emergência de um novo [mercado], o Japão”.

“Guimarães tem aumentado a sua notoriedade e capacidade de atrair visitantes de forma consistente ao longo dos últimos anos. O registo do número de visitantes aos postos de turismo da cidade confirma a tendência de crescimento com subida na ordem dos 32% face a 2018”, conclui a autarquia.

Segundo o texto, o período de Natal e Ano “voltou a receber milhares de pessoas com uma tendência de evolução nos últimos anos, de acordo com a afluência de visitantes aos Postos de Turismo”.

No texto, a câmara aponta como atrativos “a visita a cidades históricas da região e o facto de ser Património da Humanidade”, assim como “o património arquitetónico e artístico” e o fator de ser “o Berço da Nacionalidade,” segundo o balanço do inquérito que foi desenvolvido aos visitantes.

A maioria dos turistas pernoita no Porto (49,2%), seguindo-se Guimarães com 22,8% das respostas, pelo que, conclui a autarquia, “a hotelaria de Guimarães continua a manter taxas médias de ocupação-quarto elevadas”.

Os principais atrativos na cidade continuam a ser os monumentos e museus, “verificando-se em 2019 um acréscimo de 8,3% face a 2018 e de 13,9% comparativamente a 2017”, com o Castelo de Guimarães e Paço dos Duques de Bragança, assim como de um conjunto de museus, designadamente o Museu Alberto Sampaio, Centro Internacional das Artes José de Guimarães e Casa da Memória de Guimarães a serem “os principais espaços” visitados.

“A internet, assim como a recomendação de familiares/amigos são os principais fatores na tomada de conhecimento do Destino Guimarães, reunindo no total 68% das respostas dos inquiridos”, termina a autarquia.

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Guimarães

Deputado de Guimarães eleito pelo PSD assume problemas de alcoolismo

Pedro Rodrigues

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Foto: Twitter

O deputado Pedro Rodrigues, natural de Guimarães, assumiu esta quinta-feira, através das redes sociais, ter “um problema de alcoolismo”, de forma a evitar “ataques pessoais inaceitáveis” que, diz, tem vindo a ser alvo.

É que Pedro Rodrigues, contra alguma da corrente atual do partido, foi o primeiro subscritor de uma iniciativa de um grupo de deputados do PSD que pediu uma consulta popular (referendo) sobre a eutanásia, ao invés de ser aprovado apenas pelos deputados.

Eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa, onde tem vivido nos últimos anos, o advogado de 40 anos e ex-líder da JSD nacional revela que, face ao problema de que é alvo, há quem “considere” que o mesmo não é capaz de defender “uma posição política de princípio”, a propósito dos projetos-lei sobre a despenalização da eutanásia, aprovados esta quinta-feira na Assembleia da República.

“Sim tenho um problema de alcoolismo. É um tema que apenas diz respeito à minha intimidade e à minha família. Tenho vivido esse tema com o firme apoio da minha mulher e da minha família. Decidi hoje assumi-lo porque além do sofrimento pessoal em que estou mergulhado tenho sofrido ataques pessoais inaceitáveis”, escreveu.

“A ideia de que não posso assumir uma posição política de princípio, porque alguém considera que não sou capaz é algo que me repugna profundamente. Não estarei hoje na Assembleia da República como devia. Peço desculpa aos que acreditam em mim. Mas não consigo fazê-lo… Estarei junto dos meus sempre… Mas jamais deixarei de lutar intransigentemente por aquilo em que acredito…”, vinca.

Pedro Rodrigues é licenciado e doutorando em Direito, desempenhando funções como advogado. Já havia sido eleito deputado à Assembleia da República na XI legislatura (2009) pelo círculo eleitoral de Braga.

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Guimarães

Funcionário da Câmara de Guimarães acusado de ‘desviar’ quase três mil litros de gasóleo

Peculato

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público (MP) acusou de peculato um funcionário da Câmara de Guimarães, por alegadamente se ter apropriado de pelo menos 2.815 litros de gasóleo e por uso de veículos automóveis do município em proveito próprio.

Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o arguido era assistente operacional e que com a sua conduta terá obtido uma vantagem patrimonial ilegítima superior a 3.070 euros.

Segundo o MP, o arguido recorreu a “vários expedientes” e chegou a usar viaturas do município ao fim de semana.

O suspeito está acusado de um crime de peculato, de um crime de peculato de uso e de um crime de falsificação.

O MP promoveu que seja condenado a pagar ao Estado o valor que terá “ganho” com a sua conduta, sem prejuízo do ressarcimento ao município em que venha eventualmente a ser condenado.

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Guimarães

Empresário de Guimarães dissipou 3,5 milhões em património para não pagar a credores

Insolvência dolosa

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Foto: DR / Arquivo

O Ministério Público acusou de insolvência dolosa agravada o administrador de uma empresa de Guimarães que terá dissipado património num valor de quase 3,5 milhões de euros para assim evitar pagar aos credores, nomeadamente aos trabalhadores.

Em nota hoje publicada na sua página na internet, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o Ministério Público (MP) considerou indiciado que, por sentença datada de 19 de junho de 2014, a sociedade anónima de que o arguido era administrador foi declarada insolvente.

Nesse processo, embora tenham sido apreendidos bens no valor de 383 mil euros, ficaram créditos por satisfazer, incluindo créditos laborais.

Só por conta dos créditos laborais devidos pela sociedade aos seus trabalhadores, o Fundo de Garantia Salarial pagou a quantia ilíquida global de 2,2 milhões de euros.

O MP considerou ainda indiciado que o arguido, de 2011 a 2014, introduziu na sociedade “um esquema de manipulação da faturação, diminuindo artificialmente o valor desta, para que parte das vendas não ficasse registada na contabilidade”.

Além disso, acrescenta o MP, o arguido retirou do património líquido da sociedade quantias monetárias.

No total, foi dissipado património da sociedade no valor de 3,49 milhões de euros.

O MP promoveu que o arguido seja condenado a pagar ao Estado este valor, correspondente à vantagem da atividade criminosa que desenvolveu.

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