Viscondessa de Sistelo alvo de homenagem em Arcos de Valdevez

Foto: JF Sistelo

A Junta da Freguesia de Sistelo, promoveu no passado dia 25 um evento de criação artistica em tempo real, de homenahgem à viscondessa de Sistelo, Júlia Labourdonnay Gonçalves Roque, pintora naturalista.

Em nossa enviada a O MINHO, a autarquia revela que “o ato criativo foi desenvolvido pelo coletivo de pintores Arte Vadia”.

“Júlia Labourdonnay Gonçalves Roque nasceu no Rio de Janeiro no ano de 1853, filha de Boaventura Gonçalves Roque e Maria Luísa Labourdonnay. O pai tinha nascido em Sistelo e emigrara  muito jovem para o Brasil, onde amealhou  fortuna no ramo comercial,  tendo-se tornado  um mecenas  respeitável, elemento que mais tarde lhe valeu o título de visconde do rio Vez”, é explicado na nota de imprensa.

A mãe  tinha ascendência aristocrática francesa pela via materna.

“No ano de 1870 Júlia casou com o seu tio paterno, Manuel António Gonçalves Roque, que tinha seguido taxativamente os passos do irmão mais velho. Em1880,  Manuel Gonçalves Roque  foi designado 1º visconde de Sistelo. O casal não teve filhos e Júlia ficou viúva em 1886, aos 32 anos”, prossegue.

Na sequência disso, “vai para Paris e em 1892 inscreve-se na Académie Julian para aprofundar os estudos artísticos, tendo-se tornado uma das primeiras artistas com raízes  lusas a expor nos prestigiados “Salons” parisienses”. 

“Em 1900 expôs no Pavilhão de Portugal da Exposição Universal de Paris. Em 1905 no Salão da Société Nationale des Beaux Arts de Paris  e no Salão das artistas feministas Union des Femmes Peintres et Sculpteurs.  E assim continuou a sua presença em múltiplas grandes exposições em Paris, no Rio de Janeiro e em Lisboa, até à sua derradeira  participação, em 1924, no Salão da Société Nationale des Beaux-Arts”, conclui a nota de imprensa.

Para a autarquia de Sistema, a “sua obra é  uma emanação do séc. XIX, tendo Júlia  atravessado o início do séc. XX nos círculos parisienses de pintura académica, longe da efervescência vanguardista  do bairro Montparnasse”.

“Sous les pommiers ou Le thé à la campagne” é talvez a sua obra mais significativa.

Foi apresentada no Salon da Société Nationale des Beaux Arts de Paris em 1912 e faz parte da coleção do musée des Beaux-Arts Jules Chéret, Nice.

Faleceu em 1932, com 79 anos.

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