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Alto Minho

Violinista de Ponte de Lima entre os 14 melhores do mundo em concurso de Jazz

João Silva é de Freixo

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Foto: DR

João Silva, violinista profissional natural de Freixo, Ponte de Lima, é um dos 14 semi-finalistas do Seifert Competition, o mais importante concurso mundial para violinistas de jazz.


A viver em Barcelona há 8 anos, onde integra vários projetos relacionados com diferentes estilos, o músico de 29 anos decidiu participar neste concurso quando a covid-19 interrompeu os concertos que dava no Palácio Del Flamenco, na Praça de Catalunha, um dos locais turísticos mais visitados na Europa.

“Como fiquei em confinamento e com algum tempo, decidi selecionar e enviar algum material para o concurso, que se realiza na Polónia, e acabei por ser apurado para as semi-finais, com mais 13 outros violinistas”, conta o jovem talento a O MINHO.

O conceituado concurso conta com dezenas de participantes de todo o mundo e almeja distinguir o melhor violinista de jazz. E João é o primeiro português a chegar tão longe.

Em Portugal, começou no Racho Infantil e Juvenil de Freixo, passou pela Escola Profissional de Música em Viana do Castelo, onde explorou uma vertente mais clássica da música com o violino. Passou depois três anos em Lisboa onde estudou no Hot Club de Portugal – e onde desenvolveu a paixão pelo jazz e pelo improviso.

“Depois vim para Barcelona e ainda por cá estou, tenho grupos, tiro formações e já gravei vários discos”, conta. Toca em clubes de jazz, bares musicais, mas a maior parte dos concertos são dados em salas, clubes e festivais. Viaja também pela Europa em digressão pelos maiores festivais de jazz.

A semi-final, marcada para o próximo dia 08 de julho, será transmitida via streaming, face à pandemia, e o voto do público conta, como explica o músico.

“Há gente de todas as partes do mundo e como não estamos em tempo de viagens, a organização decidiu realizar o concurso via digital. Se passar a meia-final, toco na final no dia 10”, sublinha.

Com concertos perante milhares de pessoas, como no caso do Festival Jazz Grand Canaria, João já está habituado à pressão, que combate com um bom improviso, ou não tivesse sido esse o motivo de seguir este estilo musical desde cedo.

“O objetivo é tocar a minha música de forma a que as pessoas gostem. É sempre esse o meu objetivo, seja em casa, num grande festival ou num concurso”, adianta.

E, embora a partir de Barcelona, estará a jogar em casa, uma vez que as suas duas grandes influências no violino são polacas, como Adam Baldych, estrela que, desde há um ano, tem feito parcerias com o limiano.

Mas também tem presente as grandes influências mundiais, como Miles Davis, no trompete, ou Coltrane, o eterno azul do saxofone.

Sobre a entrada deste estilo mais rebelde na vida, João recorda que já ouvia jazz em Ponte de Lima, mas não de uma forma aprofundada: “Quando acabei de estudar em Viana fui para Lisboa estudar clásssicas quando tive contacto com músicos de jazz, comecei a ver que o improviso era uma forma de composição instantânea e percebi que era o caminho para poder tocar a minha música e expressar-me de uma forma mais livre”.

Para o futuro, não prevê um regresso a Portugal, embora admita que o regresso poderá estar nos planos a longo prazo. “Neste momento tenho vários projetos em Barcelona que estão a correr muito bem e que me deixam feliz, por isso é que não regresso, embora saiba que poderia ter trabalho no meu país”, admite.

Para além de jazz, João ganha a vida a tocar flamenco e música balcânica nos grandes clubes de Barcelona. “Mas o jazz e a improvisação são a minha base”, reforça.

João Silva toca no próximo dia 08 de julho, via streaming, através da página de Facebook do concurso, e todos os que assistirem poderão votar e influenciar o resultado final.

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Alto Minho

Unidade de retaguarda do Alto Minho começa a receber infetados nos próximos dias

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O presidente da comissão distrital da proteção civil de Viana do Castelo estimou hoje para os “próximos dias” o internamento de infetados com covid-19 na estrutura de retaguarda daquela cidade face ao aumento “exponencial” de casos.

“Com o número de casos que temos no Alto Minho, com o crescimento exponencial dos últimos dias e das últimas semanas, com a alteração da média de novos casos, que passou de 25, por dia, em outubro, para 85, por dia, em novembro, a nossa expectativa é que este local, não direi nas próximas horas mas nos próximos dias, vai estar a acomodar gente”, afirmou hoje Miguel Alves.

O responsável, que falava aos jornalistas no final da abertura da Estrutura de Apoio de Retaguarda (EAR) instalada no centro cultural de Viana do Castelo disse que “a pressão sobre o hospital foi em crescendo, nos últimos dias”, existindo hoje, para doentes covid, quatro camas em enfermaria e três em cuidados intensivos.

“À data de hoje, na Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), das 81 camas na enfermaria de covid apenas quatro estão disponíveis. Na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) existem 25 camas e apenas três estão disponíveis”, especificou.

Miguel Alves, que é também presidente da Câmara de Caminha, disse que o hospital deu “a resposta certa” à evolução da pandemia causada pelo novo coronavírus.

“A resposta foi crescendo, com a criação de novas enfermarias e está agora à beira de ter de criar uma quarta enfermaria que é este espaço. É agora que ele faz sentido, que faz falta e que está preparado para receber pessoas do hospital ou dos lares”, adiantou o autarca socialista.

Segundo Miguel Alves a EAR tem 30 camas preparadas, mas pode crescer até às 120 camas.

“No limite, se tivéssemos uma situação de absoluta rutura, catástrofe, que não prevemos, o espaço está preparado para acomodar 200 pessoas”, sustentou o autarca socialista.

“Trabalhamos em módulos de 10 camas e, por cada dez camas, temos de ter cinco auxiliares de ação direta e ação geral, um enfermeiro e um médico”, especificou.

O autarca socialista disse ainda que a situação epidemiológica no distrito de Viana do Castelo “é muito preocupante”.

“Neste momento, estamos com mais de quatro mil casos ativos e temos a lamentar 94 mortes. Só no mesmo de novembro e ainda não chegamos ao final do mês temos mais caso do que tivemos até ao final do mês de outubro e o mês de outubro já foi muito difícil”, reforçou.

Adiantou que, em outubro, “a média de novos casos, por dia, no distrito de Viana do Castelo era de 28. Em novembro, estamos a ter 85 casos por dia”.

“Isto coloca muito pressão sobre as instituições que apoiam os idosos mas também sobre as unidades hospitalares”, frisou.

A EAR foi instalada pela Câmara de Viana do Castelo, em abril, no centro cultural da cidade.

Inicialmente esteve prevista a desativação desta unidade, no final de outubro, mas, entretanto, a Câmara de Viana do Castelo e a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) decidiram prolongar o seu funcionamento até final de novembro devido ao aumento de casos de covid-19 na região.

A abertura da estrutura em Viana do Castelo contou com a participação do secretário de Estado Coordenador Eduardo Pinheiro, que disse “em todos os distritos da região Norte ou já tem espaços abertos ou tem espaços que abrirão nos próximos dias”, sendo que no distrito do Porto foram criados dois espaços.

A sessão contou ainda com a presença do presidente da Câmara de Viana do Castelo, presidente do conselho de administração da ULSAM, Comandante Operacional Distrital, diretora do centro distrital da Segurança Social e delegado de saúde coordenador.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,4 milhões de mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 4.209 em Portugal.

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Alto Minho

Monção apoiou 218 pessoas com bens alimentares só em novembro

Solidariedade

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Foto: Divulgação / CM Monção

O Banco Local de Voluntariado de Monção apoiou 218 pessoas em situação de carência com produtos alimentares, foi hoje anunciado.

A iniciativa decorre do Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas, que vigora desde janeiro de 2020 e até janeiro de 2023.

Em comunicado, a autarquia refere que, em “tempo de crise pandémica”, os dias são “difíceis e complexos”, existindo necessidade de “elevar valores humanistas e altruístas”.

O grupo de voluntários daquele programa tem elaborado cabazes específicos, de acordo com a composição de cada agregado familiar, para além de realizarem o empacotamento dos produtos alimentares e respetiva entrega.

Foto: Divulgação / CM Monção

“Ontem, quarta-feira, decorreu mais uma entrega mensal. De manhã, estiveram presentes as voluntárias Maria Sidalina Vilar e Maria Elvira Balsa. À tarde, foi a vez de Debbie Toogood e Amílcar Pires”, refere a nota do município.

O programa começou por apoiar 109 pessoas, tendo sido reforçado em 50% nos meses de maio, junho e julho e, em 100%, desde o mês de agosto. Este mês, que ainda não terminou, já viu serem ajudadas 218 pessoas.

“A distribuição alimentar é uma das áreas de intervenção do Banco Local de Voluntariado de Monção, o qual abrange a realização periódica de campanhas de sensibilização e a operacionalização de programas de apoio em instituições sociais, estabelecimentos de ensino e unidades de saúde”, termina a nota.

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Viana do Castelo

Nasceu em França, o pai é de Viana e está nomeada para prémio na Academia Francesa de Cinema

Cinema

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Foto: DR

O filme “Invisível Herói”, da realizadora luso-francesa Cristèle Alves Meira, é candidato a uma nomeação para os prémios Césares de 2021, anunciou a Academia Francesa de Cinema.

“Invisível Herói” está entre os 24 filmes pré-selecionados para o César de Melhor Curta-Metragem, segundo a lista de obras escolhidas por um comité da academia. Desta pré-seleção sairão os cinco filmes nomeados naquela categoria, para a 46.ª edição dos Césares.

Nascida em 1983 em Montreuil, Cristèle Alves Meira vive em Paris e tem raízes portuguesas entre Viana do Castelo, de onde o pai é natural, e Trás-os-Montes, região onde nasceu a mãe e à qual regressa várias vezes por ano para produzir azeite.

Em “autorretrato” publicado em 2017 pelo Diário de Notícias, a lusodescendente explica a paixão que sente pelo Norte de Portugal:

“Sinto o complexo de alguém que não tem um só país”, explica. “Nasci em França, filha de pais portugueses, do Norte do país, tenho dupla nacionalidade, já que pedi a nacionalidade francesa aos 18 anos, sinto-me francesa, é verdade, mas em casa sempre recebi uma cultura portuguesa”, garante.

“Ao mesmo tempo, quando venho a Portugal, é como se não me sentisse portuguesa: vivo uma espécie de crise identitária”, acrescenta a vencedora de um dos mais prestigiados prémios do cinema europeu.

Invisível Herói

“Invisível Herói”, que aparenta um registo documental, mas é ficção, é protagonizado por Duarte, um homem de 50 anos, cego, que procura um amigo, Leandro, para quem compôs uma canção.

Quando o filme passou em 2019 na Semana da Crítica em Cannes, Cristèle Alves Meira contou à agência Lusa que fez esta curta-metragem por causa de Duarte Pina, um ator não profissional que conhecera quando fazia um ‘casting’ para a primeira longa-metragem de ficção.

“Queria fazer um documentário-retrato sobre ele, mas ele detesta biografias e sugeriu que introduzíssemos uma ficção. […] Estivemos a falar quase duas ou três horas, é muito curioso, gosta de teatro, de cinema, de artes, tem uma ligação intelectual muito forte”, recordou a realizadora.

A realizadora decidiu fazer uma ficção a meio caminho entre “um mundo imaginário e um mundo interior”, ancorada em coisas reais da vida de Duarte Pina, como a incapacidade visual, uma certa fragilidade física, mas também um sentido de humor e jovialidade particulares.

“Invisível Herói” teve estreia mundial em 2019 no festival IndieLisboa, e já soma vários prémios internacionais, entre os quais o de melhor filme europeu este ano no Festival de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, em França, e o de melhor curta, no passado fim de semana, no Festival Internacional de Cinema de Liubliana.

Nascida em 1983 em Montreuil, Cristèle Alves Meira vive em Paris e tem raízes portuguesas entre Viana do Castelo e Trás-os-Montes, região à qual regressa várias vezes por ano para produzir azeite.

É lá que também pretende fazer a longa-metragem “Bruxa”, embora a produção tenha sido afetada pela covid-19.

A data da cerimónia dos Césares 2021 ainda não foi divulgada pela Academia Francesa de Cinema.

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