Seguir o O MINHO

Braga

Theatro Circo organiza vigília em homenagem a Gabriela, vítima de violência doméstica em Braga

Gabriela Monteiro foi esfaqueada com “dez golpes”

em

Foto: DR

O Theatro Circo, em Braga, vai encerrar as portas e fazer esta noite uma vigília pela morte da uma funcionária, esfaqueada quarta-feira pelo companheiro, num gesto que pretende ser também “um grito de alerta” contra a violência doméstica.

“Pela Cultura também se educa. Nem uma vítima mais”, explicou à Lusa o diretor artístico da sala de espetáculos do Minho, Paulo Brandão, que adiantou ainda que além de encerrar as portas durante o dia, também a Companhia de Teatro de Braga (CTB) cancelou o espetáculo previsto para hoje.

O palco será às portas do Theatro de Rua naquele que se espera que seja um “momento de reflexão, solidariedade e de alerta” contra um “flagelo que afeta a sociedade e não deve ser escondido”.

Segundo Paulo Brandão, a vítima “era parte da equipa, da família do Theatro Circo, desde 2010” e deixa “na memória dos colegas uma profunda bondade, a simpatia e o sorriso fácil, a prontidão em ajudar em todas as situações, mesmo em momentos de adversidade”.

O responsável salienta que a vítima, Gabriela, “foi vítima de violência doméstica” e que o Theatro Circo, que conta com 17 mulheres na equipa para fazerem do espaço “um lugar de fruição de arte, de cultura, de harmonia, não pode deixar de repudiar profundamente este ato de violência que tirou a vida a uma das melhores pessoas que contribuía diariamente para esta casa”

“Convidamos a cidade a juntar-se a nós, vestindo de branco e trazendo consigo uma flor”, pediu Paulo Brandão.

Paulo Fernandes. Foto: DR

A Gabriela, que tinha 46 anos e deixa dois filhos, foi morta “por uma arma branca”, sendo que o suspeito do crime entregou-se numa esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP), disse à agência Lusa fonte desta força policial.

Paulo Fernandes, de 48, entregou-se “numa esquadra do Comando Distrital de Braga indicando que feriu a sua companheira com uma arma branca”.

“A PSP deslocou-se ao local indicado pelo suspeito, a via pública, e encontrou a vítima. Foram acionados os meios de emergência e o óbito foi declarado no local”, referiu a mesma fonte.

26.ª vítima este ano

Gabriela Monteiro é a vigésima sexta vítima mortal de violência doméstica, este ano, em Portugal. Na lista, de acordo com dados da Procuradoria Geral de República (PGR), constam 20 vítimas do sexo feminino e seis do sexo masculino. 25 adultos e uma criança.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Na região do Minho, esta foi a quarta morte registada em 2019, no âmbito deste crime.

O primeiro caso ocorreu em março, em Salamonde, Vieira do Minho, e vitimou uma mulher de 39 anos, num caso que chocou o país. O agressor, marido da vítima, foi acusado pelo Ministério Público, esta quarta-feira, de homicídio qualificado. Terá esganado a esposa.

Em agosto, há registo de dois casos. Em Gondifelos, Vila Nova de Famalicão, uma mulher foi morta pelo marido, que se suicidou de seguida. Em Pedralva, no concelho de Braga, uma mulher, de 54 anos, morreu após de ter sido alvejada por três tiros de caçadeira. O suspeito é o marido, de 59, pedreiro de profissão.

Fora do país, também foram conhecidos dois casos a envolver cidadãos portugueses. Nos Estados Unidos, uma mulher da região de Sintra foi esfaqueada mortalmente pelo companheiro, em maio. No Luxemburgo, uma mulher brasileira foi morta pelo marido, natural de Lama, Barcelos, também por esfaqueamento.

Em março, outra mulher morreu colhida por um comboio, em Vila Nova de Famalicão, num aparente caso de suicídio, tendo vindo a saber-se que também era vítima de violência doméstica.

 

Notícia atualizada às 15h56 com mais conteúdo.

Anúncio

Braga

Mulher cospe para clientes em padaria de Braga e diz que está infetada

Covid-19

em

Foto: O MINHO (Arquivo)

A PSP deteve hoje, em Braga, uma mulher de 43 anos por distúrbios no interior de uma padaria, dizendo que estava infetada com o vírus da covid-19 e cuspindo em objetos e em pessoas, chegando mesmo a agredi-las.

Em comunicado, a PSP acrescenta que o proprietário da padaria disse que a situação tem-se repetido há vários dias, condicionando o normal funcionamento do estabelecimento, bem como colocando em perigo a integridade física dos funcionários e clientes.

“Segundo ainda informações obtidas no local, a mesma era ainda acusada de dizer aos clientes que estava infetada com o vírus da covid-19 e cuspia em objetos e em pessoas, chegando mesmo a agredi-las”, refere ainda o comunicado.

A PSP diz que, com o objetivo de sensibilizar e alertar a mulher para as contingências de segurança atuais, a mesma foi aconselhada regressar à sua residência, mas recusou.

A mulher “continuou a negar dirigir-se a casa, mantendo sempre uma postura irredutível”.

Por isso, foi detida e notificada para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

Continuar a ler

Braga

Cruz Vermelha de Braga está a recrutar auxiliares “com urgência”

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

A delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) está a realizar uma campanha, em conjunto com outras delegações do país, para recrutar auxiliares de ação médica, ação direta e serviços gerais com caráter “urgente” , foi hoje anunciado.

Através da página oficial da CVP de Braga, é referida a criação de uma bolsa de recrutamento para responder à crise de recursos humanos provocada pelo novo coronavírus.

“A Cruz Vermelha Portuguesa integra um grupo de trabalho do Ministério da Segurança Social que tem como objetivo desenvolver uma bolsa de profissionais com disponibilidade para integrar equipas de retaguarda para responder, a nível nacional, a carências nas estruturas residenciais de apoio a idosos”, pode ler-se na publicação oficial.

“A iniciativa é uma resposta à necessidade de reforçar ajuda profissional às comunidades mais vulneráveis aos efeitos da doença COVID-19, nomeadamente a população idosa em contexto residencial”, acrescenta.

As candidaturas, com Curriculum Vitae e Certificado de Habilitações, podem ser enviadas para [email protected]

Continuar a ler

Braga

Braga é o terceiro distrito com mais casos encaminhados para Via Verde AVC

Saúde

em

Foto: DR / Arquivo

Mais de 4.400 casos de Acidente Vascular Cerebral foram encaminhados no ano passado para a Via Verde AVC pelo INEM. Braga é o terceiro distrito com mais casos registados (432), atrás de Porto e Lisboa com 1.041 e 916, respetivamente.

O INEM alerta para a importância de os doentes continuarem a ligar para o 112 em caso de doença súbita. “Considerado o contexto atual de pandemia pelo novo coronavírus, importa reforçar a necessidade de os cidadãos continuarem a ligar 112 sempre que se verifique uma situação de doença súbita ou acidente”, sublinha o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que recorda que a colaboração com os profissionais do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do instituto “é fundamental para o despiste de situações de emergência médica, como é o caso do AVC”.

Em comunicado, o instituto lembra que a falta de força num braço ou a dificuldade em falar são alguns dos sinais de AVC e sublinha: “a rápida intervenção médica é vital para o sucesso do tratamento e posterior recuperação do doente”.

O INEM registou no ano passado 4.415 casos encaminhados para a Via Verde AVC, uma média de 12 casos por dia e um total de mais 919 casos comparativamente a 2018.

Os distritos de Porto e Lisboa foram os que registaram mais casos, com 1.041 e 916, respetivamente, seguidos de Braga (432), Setúbal (309) e Aveiro (218).

O INEM recorda que o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal, sendo também “a principal causa de morbilidade e de potenciais anos de vida perdidos no conjunto das doenças cardiovasculares”.

“As primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima, pois é esta a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos”, acrescenta.

O instituto explica ainda que o AVC é “um défice neurológico súbito” provocado por deficiência de irrigação sanguínea (isquemia) ou hemorragia no cérebro e diz frisa que, para prevenir a doença, devem ser adotados hábitos de vida saudável, evitando o tabaco e a vida sedentária e com especial atenção a doenças como a hipertensão, diabetes ou arritmias cardíacas.

Nos primeiros três meses deste ano, o INEM registou 1.369 casos de AVC encaminhados para a Via Verde, mais 353 casos em comparação com igual período de 2018.

Continuar a ler

Populares