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Alto Minho

Vinhos brancos “de alguns dos melhores criadores do Mundo” encontram-se em Melgaço

Monção & Melgaço – The White Experience

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Foto: DR / Arquivo

Vinhos brancos de “alguns dos melhores criadores nacionais e do Mundo” são os protagonistas da segunda edição do encontro Monção & Melgaço – The White Experience, nos dias 19 e 20 deste mês, nas Termas de Melgaço.

Organizado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) e integrado na promoção da sub-região de Monção e Melgaço, o evento traz a Portugal produtores de vinhos brancos da Alemanha, França, Áustria, África do Sul, Nova Zelândia e Rias Baixas (Galiza, Espanha).

A representação nacional caberá a 22 produtores de vinhos verdes, 16 deles de Monção e Melgaço, e ainda a “oito convidados” das regiões vinícolas do Douro, Dão, Beira Interior, Bairrada, Lisboa, Alentejo, Távora-Varosa e Açores.

O programa integra ainda “masterclasses e provas comentadas, conversas com produtores e visitas a algumas quintas, para além de um seminário dedicado ao tema A Casta Alvarinho em Monção e Melgaço – Viticultura de precisão para potenciar a excelência”.

O presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, disse hoje à agência Lusa que o objetivo deste evento é “trazer a Portugal alguns dos melhores produtores de vinhos brancos do Mundo” e também “afirmar Monção e Melgaço com uma região de grandes vinhos brancos de qualidade”.

Monção e Melgaço representam “16% da produção da região demarcada dos vinhos verdes” e os alvarinhos são os seus grandes embaixadores, constituindo aliás os vinhos de “maior prestígio e maior valor”.

Os vinhos da casta alvarinho dominam a quase totalidade da produção do concelho de Monção, ao passo que “Melgaço também tem alguns tintos”.

Com mais de 1.700 produtores associados, a maioria deles de pequena dimensão, a Adega Cooperativa de Monção destaca-se por valer “mais de metade do negócio da sub-região”, vincou ainda Manuel Pinheiro.

Monção e Melgaço perderam em 2015 o uso exclusivo da designação Alvarinho na rotulagem entre os vinhos verdes, mas ganharam uma campanha promocional de 500 mil euros até 2022, da qual faz parte o encontro Monção & Melgaço – The White Experience.

“O Acordo Alvarinho permitiu-nos trabalhar a sub-Região de Monção e Melgaço com a exclusividade que lhe é merecida, representando um território único que dá origem a alguns dos grandes brancos portugueses”, sublinhou o presidente da CVRVV.

A possível saída do Reino Unido da União Europeia e as tensões comerciais a nível internacional deixam no ar algumas dúvidas sobre o negócio, mas para já o ano está a correr bem e, de acordo com Manuel Pinheiro, as vendas situam-se “3% acima do ano passado até ao passado mês de setembro”.

Os Estados Unidos ameaçaram agravar as taxas sobre alguns produtos europeus e os vinhos estão entre eles, mas o mesmo responsável afirmou que os alvos serão os espanhóis, os franceses e os italianos e manifestou “confiança” no futuro.

A vindima na Região dos Vinhos Verdes deverá acabar no próximo fim-de-semana e “o resultado andará perto do de 2018”, sendo aguardados “vinhos muito bons, apesar de ter sido um ano difícil” em termos climatéricos

“As uvas chegaram em boas condições às adegas”, completou Manuel Pinheiro.

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Alto Minho

Quintas de Melgaço Alvarinho 2019 premiado com “medalha de ouro” no Japão

Sakura Japan Women’s Wine Awards

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Foto: Divulgação / Ilustrativa

O vinho Quintas de Melgaço Alvarinho 2019 foi distinguido com Medalha de Ouro na sétima edição do concurso Sakura Japan Women’s Wine Awards, no Japão, competição vínica que tem a particularidade de o júri ser composto exclusivamente por mulheres especialistas.

Na prova cega, que decorreu em janeiro, em Tóquio, foram avaliados mais de quatro mil vinhos, provenientes de 29 países.

Imagem: Facebook de Quintas de Melgaço

Para além daquele vinho alvarinho de Melgaço, foram premiados outros 36 produtores portugueses.

Cerca de metade dos vinhos participantes recebeu distinções, tendo sido atribuídas 256 medalhas de duplo ouro, 957 de ouro e 836 de prata.

Os vinhos premiados estarão em exposição na feira Foodex Japan, certame no qual serão entregues aos premiados, a 10 de março, as respetivas medalhas.

 

 

 

 

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Alto Minho

Pensão centenária no centro de Viana transformada em apartamentos

Casa Guerreiro abriu portas em 1922. Está fechada há mais de dez

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Foto: Blogue "Olhar Viana do Castelo" / Arquivo (redimensionada)

Uma pensão centenária no centro de Viana do Castelo, encerrada há mais de uma década, vai ser reabilitada e transformada em nove apartamentos no âmbito de um investimento privado, disse hoje o presidente da Câmara.

A Casa Guerreiro abriu portas em 1922, na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, a principal artéria de Viana do Castelo construída entre 1917 e 1920.

A antiga pensão ocupa os dois pisos superiores do imóvel. Já no rés-do-chão estão instalados uma loja de produtos regionais e o Café Guerreiro, com alvará atribuído em 1943.

Contactado pela agência Lusa, o autarca socialista, José Maria Costa, disse tratar-se de um edifício que faz parte da “memória coletiva” da cidade, mas destacou “o projeto de reabilitação, num investimento de mais de meio milhão de euros”.

“A parte superior do edifício não tinha utilização há muito tempo. Com este projeto vai ganhar uma função residencial que valorizará o centro histórico”, disse o autarca socialista.

Segundo José Maria Costa, o novo projeto “vai ao encontro da estratégia de reabilitação urbana do centro histórico que o município tem vindo a desenvolver”.

O autarca realçou “a oferta habitacional que criará no centro histórico”, acrescentando que “a falta de alojamento destinado a jovens casais ou estudantes é uma das carências” do centro histórico da capital do Alto Minho.

“Há muito dificuldade (…) e, nesse sentido, é muito importante a função residencial que o edifício irá ganhar com este projeto. É um imóvel que faz parte da memória coletiva e que esta requalificação valorizará o centro histórico”, referiu.

À Lusa, o vereador do Planeamento, Gestão Urbanística, Desenvolvimento Económico, Mobilidade e Coesão Territorial, Luís Nobre, adiantou que o processo de licenciamento que deu entrada na autarquia está relacionado com a reabilitação do edifício e a sua transformação em 12 unidades funcionais”.

Ao nível do rés-do-chão, “o projeto prevê um estabelecimento de restauração e bebidas, duas unidades de comércio ou serviços”.

Na parte superior do imóvel “serão criadas nove unidades habitacionais de diferentes tipologias (dois T0, quatro T1, dois T2 e um T3)”.

Luís Nobre adiantou que o alvará de construção atribuído à sociedade Jomafema – Imobiliária é válido até novembro de 2023.

Os promotores “já têm licença de obras que deverão arrancar a breve prazo”, concluiu o vereador.

O início da intervenção marca o encerramento do Café Guerreiro a funcionar há 77 anos na principal rua da capital do Alto Minho.

Samuel Matos começou a trabalhar no café como empregado, em 1970, tinha 15 anos. Hoje, aos 65 anos, não escondeu a “amargura de deixar os clientes que tem como amigos de toda uma vida”.

“É com muita amargura que tenho de os deixar. Tinha aqui uma família. São mais de 14 horas por dia aqui, há 50 anos. São mil e uma recordações, muitas histórias de alegrias e tristezas”, disse o empresário em declarações à agência Lusa.

Em 1984, o espaço ficou com passe do estabelecimento conhecido “em todo o lado” pela sangria “especial”, receita “com 36 anos” que não divulga. As tostas à Guerreiro, os cachorros, as bifanas ou as moelas são outros dos pratos fortes do café.

Há dois anos, Samuel foi abordado pelo promotor do novo projeto e hoje não poupou críticas à forma como foi conduzido o processo de saída.

“Só me deram metade do valor das obras que fiz no café. Gastei aqui 75 mil euros. Além disso dão-me o valor de dois anos de rendas. É inadmissível. A lei do arrendamento não é justa porque não protege os inquilinos da mesma forma que os senhorios. Põe-me na rua com uma mão à frente e outra atrás”, lamentou.

O Café Guerreiro vai fechar portas na quinta-feira. Nas redes sociais os clientes mobilizam-se para uma festa de despedida que Samuel Matos não tem dúvidas que terá “muitas lágrimas”.

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Alto Minho

Vila Praia de Âncora vai ter nova unidade hoteleira de quatro estrelas

Investimento de 4 milhões vai criar 29 postos de trabalho

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Foto: Luís Valadares / CM Caminha / Divulgação (Arquivo)

Um investimento de quatro milhões de euros de um promotor local vai fazer nascer em Vila Praia de Âncora, em Caminha, uma unidade hoteleira de quatro estrelas que criará 29 postos de trabalho, informou hoje a Câmara local.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, adiantou que “o promotor é a Vale do Âncora – Empreendimentos Turísticos, com sede no concelho e criada para o efeito, sendo que a intenção da empresa é ter o projeto aprovado ainda este ano para poder arrancar com as obras de imediato”.

Na segunda-feira, a maioria socialista na Câmara de Caminha aprovou a proposta de “reconhecimento de relevante interesse público municipal” ao investimento naquele empreendimento turístico, medida que terá ainda de ser submetida à apreciação da Assembleia Municipal.

“O sim da Câmara ao investimento é inequívoco e vem ao encontro do esforço que o município tem vindo a fazer na qualificação da oferta turística, com resultados oficialmente reconhecidos”, disse Miguel Alves, citado na nota hoje enviada à imprensa.

No documento, a autarquia explica que o novo hotel, que “deverá chamar-se Âncora – River & Nature, terá 51 unidades de alojamento, com capacidade para acolher 108 pessoas por dia, sendo suscetível de gerar um volume de negócios da ordem de 1,5 milhões de euros por ano”.

O novo complexo “terá ainda impacto no mercado de trabalho, com a criação de 29 novos postos de trabalho”.

A unidade hoteleira, “a construir de raiz, envolverá também espaços destinados à promoção de atividades complementares, favorecidas, como os promotores destacam, pela proximidade e relação com o rio Âncora, qualificando-se ao mesmo tempo a oferta turística do território e, referem, em especial a promoção da vertente de sustentabilidade e valorização do património natural e paisagístico”.

“Estima-se que, anualmente, os 22 mil potenciais hóspedes e toda a dinâmica associada ao complexo possam fazer subir os proveitos do setor no concelho em cerca de 25%”, acrescenta a nota.

O aldeamento turístico “vai nascer num prédio rústico com cerca de 44 mil metros, ocupando menos de metade desta área e preservando as zonas próximas do rio e a vegetação a elas associada”.

A propriedade em causa fica na Rua da Valada, lugar de Telheira, em Vila Praia de Âncora.

O reconhecimento de Relevante Interesse Público Municipal a atribuir ao empreendimento turístico “é necessário para a obtenção da parte da Reserva Agrícola Nacional (RAN)”, onde está previsto o hotel.

Para a atribuição daquele reconhecimento, a autarquia adiantou ter “considerado todos os aspetos envolvidos, nomeadamente a vocação e a aposta que tem vindo a ser feita na área do turismo, a que acresce ainda a relevância económica para o concelho”.

“O processo foi acompanhado por um estudo económico que demonstra o impacto altamente positivo deste investimento, quer na criação de emprego quer na dinamização da economia local”, sustenta o município.

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