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Futebol

“Vínhamos de um ‘handicap’ de duas derrotas seguidas em casa”

I Liga

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Foto: DR / Arquivo

Declarações após o Vitória SC – Portimonense (1-0), jogo da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães:

João Henriques (treinador do Vitória): “Tivemos a consistência que eu pedia na antevisão. Era preciso consistência e equilíbrio emocional. Foi isso que aconteceu hoje. Dominámos e controlámos o jogo na primeira parte. Na segunda, controlámos o jogo. Não permitimos ao adversário que criasse qualquer oportunidade de golo. As vitórias, o não sofrer golos, o facto de voltarmos a ganhar em casa dão confiança e estabilidade.

Do outro lado, estava um adversário com um treinador competente [Paulo Sérgio]. O campeonato tem equipas boas e é preciso dar mérito ao adversário. A ideia para a segunda parte era marcar mais e não sofrer. Temos de ir aos últimos desaires caseiros [Braga, por 1-0, e Sporting, por 4-0] para encontrar golos sofridos. Também queríamos ter mais bola e criar situações de finalização, mas não o fizemos. Temos margem para melhorar.

O processo defensivo da equipa está adquirido. Quando a equipa se desmultiplicou no ataque, nunca permitiu transições ao adversário. O adversário também é reconhecidamente forte nas bolas paradas e anulámos isso.

As boas decisões [no contra-ataque] são tão melhores quanto a confiança que existe. Vínhamos de um ‘handicap’ de duas derrotas seguidas em casa. Com os pontos e o prolongar da qualidade de jogo, os jogadores vão melhorar nesse aspeto para criarmos ainda mais situações de finalização. Tivemos situações mais perigosas do que o adversário na segunda parte, indo menos vezes à baliza, mas queremos mais. Queríamos um resultado mais avultado, mas a nossa performance foi positiva no global.

Na minha opinião, a falta [sobre Jacob Maddox, aos 90+4 minutos] é para grande penalidade. Não sei se haveria fora de jogo. Mas tinha de ser assinalada falta para o videoárbitro analisar depois.

O campeonato vai parar, mas não vamos parar os jogos. Vamos ter jogos para duas competições em que queremos permanecer [Taça de Portugal e Taça da Liga]. Queremos continuar a ganhar, a manter a baliza a zeros, a marcar mais golos, de preferência, e a passar as duas eliminatórias. Quando regressarmos ao campeonato, vamos olhar para os 19 pontos. Temos 16 e vamos querer somar os três pontos [na próxima jornada, com o Santa Clara]”.

Paulo Sérgio (treinador do Portimonense): “Foi um jogo muito equilibrado durante a primeira parte, sem balizas. Não houve ocasiões nem da nossa parte, nem do Vitória. O Vitória teve mais qualidade do que nós na posse. Num lance infantil, permitimos a vantagem ao adversário.

Tentámos tudo [para ‘virar’ o jogo]. A segunda parte é de sentido único [para a baliza vitoriana]. Tivemos o mérito de não permitir contra-ataques ao Vitória. Fomos ‘refrescando’ as ‘pedras’, à procura de gente com outras características. Colocámos o Luquinha [no lugar de Fabrício] para o último passe. Carregámos muito, mas não conseguimos o golo. A segunda parte foi bem conseguida. Não demos qualquer veleidade ao Vitória e fomos corajosos na busca do resultado.

Não levamos qualquer ponto daqui, parece-me que imerecidamente. Não quero tirar o mérito ao Vitória, mas é responsabilidade nossa não levarmos nada daqui. Os ‘brindes’ em alta competição pagam-se caros.

Não estivemos ágeis, nem rápidos sobre a bola na primeira parte. Chegámos atrasados aos duelos. Em pequenos desvios de bola, os adversários conseguiam contornar-nos. Não estivemos tão agressivos e bem posicionados durante os primeiros 25 minutos do jogo. No golo, recuperámos a bola, poderíamos pô-la fora, tivemos cerimónia e deu o que deu [golo]”.

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