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Alto Minho

Vilar de Mouros: Novo palco e mais área de lazer

Festival começa esta quinta-feira

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Foto: Facebook de EDP Vilar de Mouros / Arquivo

O festival de Vilar de Mouros começa, quinta-feira, com novo palco e áreas de lazer alargadas para receber mais pessoas naquela que a organização estima vir a ser “das maiores edições” a que a aldeia de Caminha assistiu.

“Vamos ter um recinto mais alargado, com dois palcos, o EDP e o Meo. O palco Meo vai complementar as atuações do palco EDP. Não vamos ter atuações em simultâneo nos dois, mas sim uma circularidade muito maior no recinto, o que vai criar maior dinâmica no festival”, disse hoje à Lusa Diogo Marques, da organização.

O responsável apontou, entre as novidades da edição 2019, o aumento da área do recinto dos concertos, para os 20.000 metros quadrados e da zona de campismo, para acolher mais mil tendas.

“Estamos a contar receber mais pessoas e, por isso, temos de ter condições de conforto para as receber”, revelando também que, “pela primeira vez, na zona franca, exterior ao recinto, haverá sessões ‘after-rock’ até às 04:00”.

Em 2018, segundo números da organização, mais de 30.000 espetadores marcaram presença nos três dias do festival.

Sobre o cartaz do festival, Diogo Marques disse estar “repleto de reencontros com músicas de outros tempos, que marcaram gerações e também com alguns nomes atuais como Anna Calvi e os Linda Martini”.

“Tentamos com este grande cartaz atrair avós, pais e netos. Estamos a contar com uma pré-venda de bilhetes praticamente com o dobro de pessoas que em edições anteriores. O recinto está praticamente cheio. Nos próximos dias, por norma, vendemos mais bilhetes e podemos esgotar, a qualquer momento, os passes, ou os bilhetes para algum dos dias. Estamos muito próximo disso. Esperamos, se não o maior festival de sempre, uma das grandes edições de Vilar de Mouros”, destacou.

Imagem: Divulgação

O festival começa na quinta-feira e prolonga-se até sábado, com os The Cult a atuarem no primeiro dia, juntamente com os Tape Junk. Os Jarojupe, “a mais antiga banda de rock minhota”, tocam no último dia.

Estes três nomes juntam-se a um cartaz que integra, entre outros, Manic Street Preachers, Anna Calvi, The Offspring, Skunk Anansie, Linda Martini, The Wedding Present, The Sisters Of Mercy, The House Of Love, Gang Of Four e Fischer-Z, repartidos pelos dois palcos.

Segundo a organização, no primeiro dia do festival atuará a Sociedade Musical Banda Lanhelense.

As “zonas de lazer, os balouços sobre o rio Coura, a praia fluvial com Bandeira Azul, as bicicletas gratuitas para passeios entre o recinto do festival e a vila de Caminha melhores acessos para pessoas com mobilidade reduzida” são outras das apostas.

À Lusa, o presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, disse esperar “o maior festival desde o seu último regresso e um dos maiores de sempre”.

“Todos os números que temos – venda de bilhetes, procura de casa para os dias do evento, hotéis cheios, interações nas redes sociais – apontam para a possibilidade de termos três dias de muita música, mas também de muita gente. Se o ritmo de aquisição de bilhetes se mantiver, qualquer um dos dias terá sempre mais público que qualquer dos dias das últimas quatro edições. Vamos encher e já tomamos várias medidas para precaver os desafios que daí resultam”, referiu.

O autarca socialista explicou que o município “investiu mais em infraestruturas”, apontando “a criação do segundo palco, o aumento do parque de campismo, da zona restauração e o reforço da iluminação”.

O primeiro festival de música do país, que ainda hoje goza da fama do “Woodstock” à portuguesa, sofreu um interregno de oito anos, entre 2006 e 2014.

À mítica edição de 1971, lançada pelo médico António Barge, com a presença, entre outros, de Elton John e Manfred Mann, sucederam-se nas últimas décadas avanços e recuos na organização do evento que ressurgiu em 2016.

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Alto Minho

PS questiona Governo sobre falta de apoios à bienal de Cerveira

Exclusão pela DGArtes

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Foto: Facebook

Os deputados do PS eleitos por Viana do Castelo questionaram, na terça-feira, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, sobre a não atribuição de financiamento à candidatura da bienal internacional de arte de Vila Nova de Cerveira.

Na segunda-feira, a Direção-Geral das Artes (DGArtes) revelou as três entidades culturais, todas da Área Metropolitana de Lisboa, que vão receber um total de 550 mil euros de apoio sustentado à criação, na área das Artes Visuais, para 2020-2021.

Os resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado 2020-2021 começaram, na segunda-feira, a ser divulgados pela DGArtes e, na área das Artes Visuais, confirmaram os resultados provisórios anunciados em 11 de outubro.

A candidatura da bienal de Cerveira é uma das cinco que foram consideradas elegíveis para apoio pelo júri, mas para as quais não há financiamento disponível.

No requerimento enviado à ministra da Cultura, os deputados Marina Gonçalves, Anabela Rodrigues e José Manuel Carpinteira, perguntam “se existe margem para a reapreciação da continuidade do apoio da DGArtes aquele projeto cultural de excelência para a vila das artes, para o distrito, mas também para a promoção cultural do nosso país”.

“A Bienal Internacional de Cerveira, que conta com mais de 40 anos de história e com 20 edições já realizadas, é indiscutivelmente um dos grandes acontecimentos do nosso país e uma referência para a cultura artística nacional”, argumentam os três deputados socialistas eleitos pelo Alto Minho.

Os parlamentares referem ainda que “artistas de renome expuseram a sua arte em Vila Nova Cerveira, ao mesmo tempo que esta deu oportunidade a novos artistas para promoverem as suas criações”.

Os deputados socialistas dizem ter recebido com “preocupação” a decisão da DGArtes de não atribuir financiamento ao projeto, “ao contrário do que vinha acontecendo nos últimos três anos”.

“Tendo a fundação Bienal Arte de Cerveira ficado entre as candidaturas elegíveis para apoio, mas para as quais não há financiamento disponível, é importante conhecer os motivos pelos quais se priorizou o financiamento de outros projetos, em detrimento de um projeto que valoriza o Alto Minho, dignifica o setor e permite dar continuidade a um trabalho de excelência reconhecido nacional e internacionalmente”, reforçam os três deputados do PS no requerimento ontem enviado à tutela.

Na segunda-feira, o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho disse ter recebido com “estupefação” a decisão “incompreensível” da Direção-Geral das Artes (DGArtes) de não financiar a bienal de arte de Vila Nova de Cerveira.

Alto Minho “estupefacto” com DGArtes: “Decisões destas aprofundam as fraturas culturais”

“Esta decisão prejudica a programação da mais antiga bienal da Península Ibérica e de Portugal, mas lesa também uma afirmação cultural descentralizada e fora da capital do país”, afirmou José Maria Costa.

Para o socialista José Maria Costa, que também preside à Câmara Municipal de Viana do Castelo, são “decisões destas que prejudicam a coesão territorial e aprofundam as fraturas culturais” no país.

Também contactado, na segunda-feira, pela Lusa, o presidente da Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC), Fernando Nogueira, disse estar “completamente desiludido” com a decisão por considerar que “prejudica a cultura e arte no norte”.

“Estou completamente desiludido com esta decisão. O que devo dizer é que quem manda pode. Não sei se é uma decisão técnica ou política. Parece-me ser mais uma decisão política do que técnica, porque a candidatura da fundação estava bem sustentada. É uma decisão que prejudica os interesses da cultura e das artes no norte. Isso é uma constatação mais do que evidente”, afirmou Fernando Nogueira.

O responsável pela fundação reafirmou ser “estranho que os apoios fiquem circunscritos à região de Lisboa”.

“Este concurso foi a prova provada de que Lisboa continua a ter muito força e a sobrepor-se ao resto do país em todas as áreas e então nas artes é mais do que evidente. O Governo tomou esta posição ou quem decidiu, mas em última instância, como é óbvio, é o Governo que tem responsabilidade pelo que aconteceu”, frisou.

Fernando Nogueira, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, garantiu que a bienal irá realizar-se em 2020.

“Haverá, com toda a certeza, bienal de artes no próximo ano. Certamente num modelo mais mitigado, mas tudo faremos para manter a qualidade a que a bienal nos habituou nos últimos anos. Terá de ser a câmara municipal a fazer um esforço suplementar. Vamos ter de reduzir na dimensão do evento”, especificou.

A Bienal Internacional de Arte de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica, realiza-se desde 1978.

Em 2018, decorreu entre 15 de julho e 16 de setembro, e recebeu cem mil visitantes. A 20.ª edição apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

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Alto Minho

Congresso da hotelaria começa hoje em Viana com 450 participantes

Associação da Hotelaria de Portugal (AHP)

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Foto: Ilustrativa

O 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), começa hoje em Viana do Castelo e vai reunir 450 participantes, mais do que o inicialmente previsto.

Em 15 de outubro, em Lisboa, o presidente da AHP, Raul Martins, disse que a estimativa era de cerca de 400 congressistas, “o mesmo número dos outros anos em que o congresso acontece fora de Lisboa”, mas hoje fonte oficial da AHP disse à Lusa que as inscrições estão nos “450 congressistas”.

O 31.º Congresso Nacional de Hotelaria e Turismo, que termina na sexta-feira, tem como tema “Portugal: Preparar o Amanhã”.

Aquando a apresentação do congresso, em 23 de setembro, em Viana do Castelo, o presidente da associação anunciou que os cinco principais grupos hoteleiros portugueses (que representam cerca de 140 hotéis e mais de 20 mil quartos em Portugal) iriam participar no primeiro painel do congresso deste ano, que contará com mais cinco momentos.

“Em 2014, Braga foi palco deste congresso, pelo que, cinco anos depois, faz todo o sentido voltar ao Norte e realizá-lo, pela primeira vez, nesta cidade. Nestes últimos anos, muita coisa mudou, o turismo cresceu, surgiram projetos inovadores e o Norte tornou-se num dos destinos de preferência e referência do nosso país, tendo sido o destino que mais cresceu em 2018, com quatro milhões de hóspedes e quatro milhões de dormidas”, destacou o responsável da AHP na ocasião.

Organizado pela AHP, a maior associação hoteleira nacional, o congresso tem o apoio da Câmara de Viana do Castelo.

Raul Martins sublinhou a importância do debate em torno das perspetivas de um setor que “tem ciclos de expansão e contração, estádios de maturação, concorrência e afirmação de modas, tendências e destinos”.

“Os anos mais recentes em Portugal foram os do ciclo de expansão. Que sinais há no horizonte? Continuaremos a crescer? Como, onde, em que mercados e em que segmentos? Que indicadores temos hoje que nos permitem antecipar o que será o amanhã?”, questionou.

O congresso começa hoje pelas 19:00, com uma mostra de produtos regionais.

Os dias de quinta e sexta-feira serão dedicados a debater temas como “Crescer a Norte”, “A Convergência Ibérica”, “O Investimento Hoteleiro em Portugal” e “A Transformação da Indústria da Aviação”.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, vai estar presente na quinta-feira. Já na sexta-feira, a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, estará no encerramento do congresso.

Sobre o tema do segundo painel “Convergência Ibérica. As oportunidades de Portugal em Espanha – Como seduzir Espanha?”, a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, disse, também em 15 de outubro, em Lisboa, que se quer tentar perceber se é possível captar espanhóis com mais poder de compra.

A responsável da AHP lembrou que o mercado espanhol é o segundo em termos emissor de turistas, mas é o terceiro mercado em termos de receitas.

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Arcos de Valdevez

Rojões e papas de sarrabulho regressam às mesas dos restaurantes em Arcos de Valdevez

Arcos à Mesa

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Foto: DR/Arquivo

O concelho de Arcos de Valdevez vai ser palco, no fim de semana, da iniciativa Arcos à Mesa que leva envolve restaurantes do concelho na promoção dos rojões e das papas de sarrabulho.

Trata-se de um dos principais pratos da gastronomia daquele concelho, “muito procurado e apreciado nesta época do ano e intimamente ligado à matança do porco”.

A iniciativa inclui a doçaria tradicional, com destaque para Charutos dos Arcos, recentemente eleitos uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal, e o vinho verde produzidos na região.

O programa de animação engloba uma “Feira de Artesanato e Mercado de Sabores”, uma visita guiada a quintas de vinho verde do concelho, bem como provas de vinhos, animação musical com a atuação de rusgas, da Orquestra Microsom, no Campo do Trasladário, teatro e visitas à Porta do Mezio.

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