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Região

Vila Verde, Terras de Bouro e Gerês ainda sem infetados. Em Amares há dois confirmados

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Os concelhos de Vila Verde e Terras de Bouro (que abrange a vila do Gerês) ainda não registaram nenhum caso positivo de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19, disseram a O MINHO os respetivos presidentes de câmara. O concelho de Amares, no entanto, regista já dois casos positivos, disse o edil Manuel Moreira. Os dados são válidos até às 14:00 horas deste sábado.


Contactada a propósito por O MINHO, António Vilela, presidente da Câmara de Vila Verde, assegurou que ainda não existem casos confirmado nas 33 freguesias do concelho.

A autarquia tem levado a cabo algumas ações para “minimizar o impacto na economia dos munícipes”, como é o caso da redução das tarifas de água e saneamento, a suspensão de execuções fiscais e a prorrogação dos prazos de pagamento voluntário.

Fonte da autarquia vila-verdense disse ao nosso jornal que “está ainda a ser preparada um conjunto de medidas adicionais dirigidas ao apoio da atividade económica no âmbito da agricultura, comércio, indústria e serviços”.

Foi ainda criada uma linha de atendimento telefónico, pelos números 253 323 002 / 926 288 134, todos os dias úteis, das 09:00 às 18:00, para apoiar “os mais idosos e todos aqueles que precisem de apoio” devido a situações relacionadas com o impacto da luta contra a pandemia.

Terras de Bouro

Em Terras de Bouro, um dos concelhos do distrito de Braga com maior extensão, mas também um dos menos populados, ainda não existem registos positivos da infeção, disse Manuel Tibo, presidente da Câmara.

O concelho abrange locais de turismo de montanha, como é o caso das serras do Parque Nacional Peneda-Gerês, mas para já parece ter escapado incólume, mesmo com o grande afluxo de turistas que se regista ao longo de todo o ano.

A autarquia tinha decidido colocar em quarentena todos os que regressassem ao concelho, vindos de um país estrangeiro, medida que foi entretanto revogada após a ARS-Norte ter divulgado um despacho que vai no mesmo sentido.

Na página da autarquia é possível ler-se o horário “obrigatório” para os estabelecimentos que sejam considerados como prioritários, e que não podem encerrar. Minimercados, supermercados, grandes superfícies, padarias, quiosques, talhos e restaurantes de encomendas ou take-away  têm obrigatoriamente de estar abertos num determinado horário imposto pela autarquia. Já as farmácias mantêm os horários habituais.

Amares com dois casos

Já o concelho de Amares, que fecha a região conhecida como vale do rio Homem, que vem do Gerês até desaguar no Cávado, em Soutelo, regista já dois casos confirmados, disse a O MINHO Manuel Moreira, presidente da autarquia. A mesma fonte não soube indicar mais pormenores sobre os infetados.

A autarquia também tem levado a cabo o plano de contingência, agora desvinculado face à proclamação de Estado de Emergência.

Braga com 27 confirmados

Conforme já noticiado por O MINHO ao início da tarde deste sábado, no concelho de Braga existem 27 casos confirmados, revelou fonte oficial da proteção civil.

12 mortos e 1.280 casos confirmados

O número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, subiu para 1.280 casos em Portugal, anunciou, este sábado, a Direção-Geral da Saúde (DGS), mais 260 do que na sexta-feira. Estão confirmados 12 óbitos.

Fonte: DGS

Foram confirmados mais seis óbitos em relação a sexta-feira.

Há 1.509 casos suspeitos que aguardam resultado laboratorial e cinco pacientes dados como curados.

Fonte: DGS

Dos 1.280 confirmados, 156 estão internados enquanto os restantes recuperam em casa.

Existem 35 em estado grave/crítico.

644 casos são no Norte do país, 448 na Grande Lisboa e 137 no Centro. Algarve tem 31 casos confirmados, Açores três e Madeira cinco. O Alentejo regista três casos. Há ainda nove portugueses no estrangeiro com confirmação de infeção.

Notícia atualizada às 18h14 com a identificação das fontes oficiais

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Barcelos

Cantor famalicense Víctor Rodrigues curado da covid mais de um mês após infeção

Covid-19

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Foto: Facebook de Víctor Rodrigues

Victor Rodrigues, cantor natural de Famalicão, está curado da covid-19, mais de um mês depois de ter testado positivo, anunciou o próprio neste sábado através da página pessoal da rede social Facebook.

O autor do conhecido hit “Ponha a mão na cabecinha” revela que, ao fim de um mês de confinamento e ao quinto teste deu negativo”.

O cantor agradeceu “as milhares de mensagens chamadas e todo o apoio ao longo desta jornada. Protejam-se que acho que este vírus veio mesmo para durar”.

De acordo com a biografia no site oficial de Victor Rodrigues, este é natural de Nine, no concelho de Vila Nova de Famalicão. Aprendeu a tocar acordeão aos 9 anos na cidade de Barcelos, na escola de música Masof, e foi integrante do Grupo Folclórico Infanto-Juvenil de S. Miguel da Carreira (Barcelos).

Gravou o primeiro álbum com 18 anos de idade, iniciando atuações em casamentos, jantares de empresas e festas de família. É, nos tempos que correm, presença habitual nas televisões. Atualmente reside em Couto de Cambeses, no concelho de Barcelos.

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Ave

Explosão em pavilhão de Guimarães, ouvida a quilómetros, provoca incêndio

Ponte

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Foto: Reflexo Digital

Uma explosão seguida de incêndio numa empresa mobilizou vários meios de socorro, ao final da manhã deste sábado, em Ponte, concelho de Guimarães.

De acordo com Rafael Silva, comandante dos Bombeiros das Taipas, a explosão ocorreu numa empresa de polimentos, na Avenida da Indústria, mobilizando oito viaturas e 28 operacionais daquela corporação.

Segundo a mesma fonte, a explosão, que se ouviu a quilómetros de distância, danificou a infraestrutura onde a mesma ocorreu.

“O incêndio foi prontamente dominado, após ataque musculado”, disse o comandante.

Não há registo de feridos.

Desconhece-se a origem do estrondo.

A GNR registou a ocorrência.

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Alto Minho

Vison-americano filmado a recolher carcaça de ave na foz de Caminha

Na foz do rio Minho

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Foto: Rafael Martins

Depois de avistamentos no rio Selho em Guimarães, no rio Cávado em Barcelos, na marginal de Esposende, há agora novo vídeo, filmado na sexta-feira, que mostra um vison-americano na foz do rio Minho. O vídeo cedido a O MINHO foi captado por Rafael Martins, que registou o mamífero em Caminha, enquanto recolhia uma carcaça de uma gaivota.

Foto: Rafael Martins

O vison-americano, neovison vison, é um mamífero da família mustelidae e está relacionado com doninhas e lontras. Trata-se de uma espécie invasora.

De acordo com a bióloga Joana Soto, ouvida pela Jornal de Barcelos (JB) a propósito dos avistamentos destes animais no rio Cávado, o vison-americano representa uma “ameaça” para as espécies nativas, mas o seu impacto neste território ainda carece de estudos.

A bióloga salienta que não sendo novo no Cávado, é normal existirem mais avistamentos nesta altura do ano porque está mais ativo a preparar o Inverno.

Joana Soto refere que o maior perigo que o animal representa é comer ovos das aves que habitam as margens do rio e fazem ninhos no solo, salientando que é uma espécie muito recente em Portugal e que “ainda se está a adaptar ao habitat”.

Foto: Rafael Martins

Como a presença deste anfíbio na bacia do Cávado ainda é pouco estudada, a bióloga apela a que os avistamentos sejam reportados pela aplicação móvel “iNaturalist” de forma a contribuir para o mapeamento da espécie.

Como O MINHO tem noticiado, já foram filmados visons-americanos no rio Selho em Guimarães e no rio Cávado em Barcelos, sendo que também há relatos da sua presença no rio Ave e no Este, em Braga, na zona de Gualtar.

A moda acabou por ser a razão de o vison-americano ter ‘viajado’ do continente norte-americano para o europeu.

Foto: Rafael Martins

“Foi introduzida na Europa para criação em quintas para o comércio de peles. No entanto, quer por fugas de animais a partir destas quintas, quer pela sua libertação deliberada e ilegal por parte dos proprietários das quintas, quando a atividade deixa de ser rentável, ou por grupos de defesa dos direitos animais, estabeleceram-se populações ferais em grande parte da Europa”, pode ler-se na tese de mestrado em Biologia da Conservação de Ana Duarte.

“Em Portugal, o vison-americano foi introduzido na década de 80, sendo provavelmente proveniente de quintas de criação localizadas na região da Galiza, existindo apenas uma quinta de criação em Portugal, na cidade de Valença do Minho”, refere o mesmo estudo, que alerta que o vison-americano “pode ainda vir a afetar negativamente as populações de rato-de-água (Arvicola sapidus) e as populações de anfíbios já de si debilitadas”.

“Atualmente, a introdução de espécies exóticas é considerada uma das principais ameaças à diversidade biológica”, sublinha a tese de Ana Duarte.

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