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Vila Verde

Vila Verde investe mais de 800 mil euros em ciclovia urbana e bicicletas partilhadas

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Foto: Divulgação

A Câmara de Vila Verde vai avançar com a construção da ciclovia urbana e a instalação do sistema de bicicletas partilhadas no concelho, num investimento de 801 mil euros, anunciou esta quarta-feira o município.


Em nota publicada na sua página na internet, o município refere que obteve a “aprovação final” de uma comparticipação do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), de 85%.

Sublinha que se trata de “uma forte aposta” na mobilidade urbana sustentável.

“O projeto da ciclovia urbana desenvolve-se no centro da sede do concelho e contempla uma rede de eixos de circulação que, em boa parte, é exclusivamente dedicada ao tráfego de bicicletas, existindo ainda pequenos troços onde a circulação é partilhada com peões e automóveis”, acrescenta.

A extensão total dos eixos cicláveis será de 5.895 metros, abrangendo um total de 21 vias, a que acrescem 1.035 metros de ciclovia já existente.

À ciclovia, junta-se também um sistema de bicicletas partilhadas, que proporcionará o apoio às deslocações pendulares e às curtas distâncias, numa perspetiva de integração de lógicas multimodais–bicicleta e transporte público e pedonal.

Serão melhorados os percursos e todas as infraestruturas e equipamentos, “com vista a uma cabal e muito cómoda e segura fruição” pelas pessoas.

Citado na nota, o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, destaca a importância da obra em matéria de “elevação” da qualidade de vida das pessoas”, indicando que se trata do “início de vários investimentos que vão ser feitos nos principais núcleos urbanos concelhios, para incrementar a mobilidade sustentável e para estimular a prática de atividades físicas que têm um impacto muito positivo no bem-estar da população e no próprio ambiente”.

O autarca sublinha que a obra “vai também concorrer para a elevação da atratividade da sede concelhia e, assim, ajudar a dinamizar ainda mais a economia local”.

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Braga

Dezenas de motoristas manifestam-se em Vila Verde pelo fim do ‘lay-off’

Protesto

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Foto: União dos Sindicatos do Distrito de Braga

Quatro dezenas de motoristas de transporte de passageiros manifestaram-se hoje em Vila Verde para reclamar o fim do ‘lay-off’ no setor, alertando para a “situação desesperada” em que muitas famílias já se encontram.


Os representantes dos motoristas reuniram com Patrício Araújo, vereador da Câmara de Vila Verde, que lhes comunicou que o município “não criava qualquer obstáculo às empresas no sentido de elas recomeçarem com mais horários”, contou a O MINHO, Adriano Sousa, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

O vereador “declina responsabilidade” da Câmara, dado que esta “já atribui subsídios no fornecimento dos passes e que as empresas são privadas e têm que retomar a atividade por iniciativa própria”, acrescentou o sindicalista a O MINHO, adiantando que, agora, os trabalhadores vão “questionar novamente as empresas”.

Ao protesto, juntou-se também cerca de uma dezena de utentes, que se queixam da falta de transportes, nomeadamente para irem trabalhar.

“Cada trabalhador estará a receber cerca de metade do salário, já havendo alguns em situação desesperada”, disse o coordenador regional do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP).

Segundo Agostinho Silva, o ‘lay-off’ dura desde 01 de abril e, atualmente, será total para 70% dos trabalhadores e parcial para os restantes.

O sindicalista sublinhou que a falta de transporte está também a pôr em causa o direito constitucional à mobilidade.

Sindicatos dos transportes protestam segunda-feira em Vila Verde contra ‘lay-off’

“Não se pode ver a questão sob o ponto de vista da procura e dos números. Basta haver uma pessoa sem transporte para se estar a violar a Constituição”, referiu.

Francisco Ramos é motorista, está a receber cerca de metade do salário e tem a mulher desempregada, tudo por causa da crise pandémica.

“Está mais do que na hora de nos mandarem trabalhar”, apela, sublinhando que se torna “quase insustentável sobreviver” com a atual situação.

Vincou que é preciso retomar as carreiras habituais, porque “os motoristas querem trabalhar e as pessoas querem transportes”.

Há 26 anos que Maria de Jesus Monteiro “apanhava a camioneta” para ir trabalhar em Valbom S. Pedro, em Vila Verde, a cerca de 11 quilómetros de casa.

“Desde 16 de março, tem sido um martírio, porque praticamente não há carreiras. Os horários agora em vigor apenas me davam para trabalhar um quarto de hora. Tenho faltado ao trabalho, também já meti férias e não vejo solução à vista”, desabafa.

Promovido pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), o protesto poderá repetir-se noutros municípios da região do Minho e de outros pontos do país, se a situação não se alterar substancialmente.

“O Estado português está a pagar a empresas privadas para que estas estejam paradas, numa altura em que há necessidade de maior oferta para proteger os cidadãos. Enquanto milhares de trabalhadores, com a redução dos seus salários e com os dinheiros da Segurança Social estão a suportar a generalidade dos encargos destas empresas”, refere um comunicado da FECTRANS.

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, que sexta-feira foi prolongado até 14 de junho, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório apenas para pessoas doentes e em vigilância ativa e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Braga

Autarca levou carrinha da Junta a comício do PSD. Vai doar 1.250 euros para evitar julgamento

Vila Verde

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Manuel Rodrigues. Foto: DR

O autarca de Marrancos e Arcozelo, em Vila Verde, tem de doar 1.250 euros à Liga Portuguesa contra o Cancro para ver arquivado o processo de utilização de uma carrinha da autarquia para ir a um comício do PSD.


Em nota hoje publicada na sua página, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto refere que o Ministério Público (MP) determinou a suspensão provisória do processo de inquérito, por quatro meses, aplicando ao arguido a obrigação de doar aquela quantia.

Findo o prazo de quatro meses, o processo é arquivado se o arguido pagar a quantia fixada.

A injunção foi aplicada com a anuência do arguido e com a concordância do juiz de instrução.

O MP considerou indiciado que o arguido, Manuel Rodrigues (PSD), presidente da União de Freguesias de Marrancos e Arcozelo, utilizou, no dia 19 de maio de 2019, um veículo automóvel da autarquia para, juntamente com outras pessoas, se deslocar ao comício de Rui Rio, para as Europeias, na Quinta da Malafaia, em Esposende.

Para o MP, aquele modo de proceder fez o arguido incorrer na prática de um crime de peculato de uso, punível com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.

No entanto, o MP decidiu-se pela suspensão provisória do processo, solução processual admissível face à moldura penal da infração e adequada às circunstâncias do caso e do arguido, designadamente ausência de antecedentes criminais, inserção social e profissional, ressarcimento da freguesia pela utilização do veículo já operado e caráter singular da conduta.

Na altura dos factos, o CDS de Vila Verde participou ao Ministério Público e à Comissão Nacional de Eleições o caso da utilização de uma carrinha de uma junta de freguesia do concelho para transportar pessoas para um comício do PSD, em Esposende.

Integrado na campanha para as Europeias, o comício contou com a presença de Rui Rio e Paulo Rangel.

Na altura, contactado pela Lusa, Manuel Rodrigues confirmou a utilização da carrinha a pedido de um particular, que pagou pelo “serviço” 150 euros.

“No fundo, foi um ‘donativo’ para a Junta, porque pagaram-nos 150 euros e nem sequer 40 euros gastámos”, referiu.

O autarca foi uma das nove pessoas que foram ao comício na carrinha, que foi conduzida pelo tesoureiro da Junta.

O CDS, na exposição que fez à Comissão Nacional de Eleições e ao Ministério Público, aludia a uma situação “absolutamente abusiva” e questionava se não estaria em causa um crime, “agravado por se tratar de período de campanha eleitoral, prejudicando deliberadamente todas as outras forças partidárias nacionais”.

O presidente da Junta disse que cedeu a carrinha “de boa-fé” e a pensar “no bem” da freguesia, mas garantiu que aquela fora “a primeira e última vez”.

“Sou novo nisto [primeiro mandato], nunca pensei que isto fosse dar esta polémica toda, mas agora admito que fui ingénuo. Não voltará a acontecer”, referiu.

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Braga

Sindicatos dos transportes protestam segunda-feira em Vila Verde contra ‘lay-off’

Transportes públicos

em

Foto: Transdev

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) e a União dos Sindicatos do Distrito de Braga (USB/CGTP-IN) vão manifestar-se segunda-feira, às 15:00, na Praça do Município, em Vila Verde, para exigir o fim do ‘lay-off’ nas empresas de transporte urbano e interurbano de passageiros.


“O Estado Português está a pagar a empresas privadas para que estas estejam paradas, numa altura que há necessidade de maior oferta para proteger os cidadãos. Entretanto, milhares de trabalhadores vem reduzidos os seus salários e o dinheiro da Segurança Social suporta a generalidade dos encargos das empresas”, critica a USB em comunicado.

Os sindicatos denunciam que “os trabalhadores das empresas de transportes colocados em ‘lay-off’ estão com uma desregulação de horários que impede uma vida familiar condigna”, que há “trabalhadores que não se podem deslocar para o local de trabalho”, “estudantes que não se podem deslocar para as escolas” e “utentes que não se podem deslocar aos serviços públicos, grande parte deles nas cidades”.

“Na segunda fase de desconfinamento, o transporte das populações assume ainda maior importância, só com o cumprimento do horário de funcionamento das carreiras será possível que a actividade económica regresse. Isto não vai acontecer com horários de fim de semana”, defendem os sindicatos em comunicado.

De acordo com os sindicalistas, “há empresas que fixaram horários ao público com designação Plano de Contingência, que suprimem essas mesmas circulações, ficando por realizar muitos horários e carreiras. Um claro desrespeito pelos utentes, perante o qual as autarquias já deveriam ter tomado uma posição, porque isto contraria todo o sentido dos princípios do serviço publico de transportes”.

“O transporte público não é uma actividade sazonal, e prova disto é a manutenção deste serviço mesmo em tempos de emergência”, remata o comunicado.

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