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Braga

Vila Verde: Doença rara paralisou José Manuel. Precisa de 9 mil euros para adaptar carrinha

José Manuel Carvalho, natural de Braga, mas a residir em Vila Verde, sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica

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A família de José Manuel Carvalho, que padece de uma doença rara, lançou um pedido de ajuda para adaptar uma carrinha de forma a garantir maior qualidade de vida a este antigo eletricista, natural de Merelim São Pedro, Braga, e residente em Soutelo, Vila Verde, que sofre de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Para esse efeito, têm sido levadas a cabo várias iniciativas de angariação de fundos, como foi o caso de uma prova de automobilismo organizada por “Os Brutos”, no passado sábado, de forma a ajudar ao pagamento da viatura que a família está prestes a adquirir.

Imagem: DR

O MINHO falou com Rita Ribeiro, filha de José Manuel. A soutelense explica que, para a compra de uma nova carrinha que possa ser adaptada, e pela qual já deram algum valor de entrada, será necessária a venda da própria viatura da família, dado o preço elevado. Mas não chega para as despesas.

“Para a compra da carrinha e da sua transformação são necessários 25 mil euros no total, mas o nosso principal objetivo é angariar nove mil euros para a transformação”, explica Rita, acrescentando que, desde o início da doença, diagnosticada em agosto de 2017, a mãe deixou de trabalhar para cuidar do pai, que ficou incapacitado de realizar os trabalhos que fazia como eletricista por “conta própria”.

Atualmente, José Manuel já não fala e está completamente paralisado.

José Manuel padece de ELA bulbar, ou seja, viu-se afetado numa fase inicial na fala e na garganta. Acabou por perder a capacidade de comunicação verbal, tendo a doença tolhido, ao longo do último ano, também a mobilidade dos membros, estando atualmente paralisado.

“Aguenta-se cerca de três segundos em pé sozinho”, explica a filha.

José Manuel com a família, antes de lhe ter sido diagnosticada a doença. Foto: Cedida a O MINHO

Rita adianta que, numa primeira fase, foram alvo da solidariedade dos amigos e da própria Junta de Freguesia de Soutelo, que confirmou o caso a O MINHO, de forma a renovar o piso inferior de uma moradia para que ficasse adaptada a José Manuel e às suas necessidades. Para além do casal, na mesma habitação, reside ainda outro filho, de onze anos.

Conta solidária: IBAN PT50 0036 0389 99106009100 67

A filha do casal explica que os primeiros sintomas da doença foram detetados ainda em dezembro de 2016, mas que apenas meio ano depois lhe foi diagnosticada esta doença rara, que afeta a comunicação entre cérebro e músculos. Acrescenta ainda que este tipo de transformações na viatura são comparticipados pelo estado, mas que esse apoio ainda demorará cerca de dois anos a ser “libertado”.

O MINHO contactou Filomena Borges, responsável pelo departamento de comunicação da Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA), que confirmou estas “demoras” do Estado nas comparticipações aos utentes que sofrem desta doença que afeta a comunicação entre cérebro e músculos.

A responsável daquela associação explica que existem, atualmente, cerca de 800 casos identificados com ELA em Portugal, surgindo 200 novos casos a cada ano, e que a Segurança Social, através do Estado, disponibiliza apoios para garantir o direito à mobilidade, como é o caso de adaptar viaturas, mas também à comunicação. Acrescenta, todavia, que estes processos são “muito demorados e os doentes que submetem estes pedidos” nem sempre chegam a usufruir deles em vida, dada a “imprevisibilidade da doença” que não tem ainda qualquer cura.

Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)

Filomena Borges sumariza as caraterísticas da ELA, apontando que esta doença surge quando os “neurónios motores responsáveis deixam de transmitir informação entre o cérebro e os músculos, porque morrem precocemente, paralisando o doente”.

“É uma doença profundamente incapacitante, sem causas definidas e sem cura, que, em proporções imprevisíveis, vai tomando conta do corpo da pessoa”, acrescenta.

José Manuel. Foto: Cedida a O MINHO

É uma doença sem reabilitação possível, mas com a possibilidade de assegurar qualidade de vida, através de fisioterapia, terapia da fala, psicologia, entre outros métodos clínicos.

Explica que a doença pode manifestar-se inicialmente com dificuldades em mover os membros ou de falar e deglutir, afetando ainda a pressão respiratória. “Esta doença, por ser incapacitante, acaba por ser não só da pessoa que a tem mas também da própria família, dos cuidadores informais”.

Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA)

A APELA é uma Instituição Particular de Segurança Social (IPSS) que surge no sentido de “tentar apoiar as pessoas com ELA e os seus familiares”, como explica Filomena Borges. Para além dos serviços clínicos, disponibiliza ainda serviço social e de nutrição nas cidades de Porto e Lisboa, existindo já algumas colaborações com unidades de saúde local em outras regiões do país.

De acordo com a responsável, a APELA tenta ainda consciencializar o corpo clínico do país para esta doença, mas não só.

“Tentámos sensibilizar o poder político para esta doença de forma a agilizar certos processos – uma desburocratização – como é o caso da Segurança Social, para que os utentes possam mais rapidamente ter uma comparticipação e não ficarem vários anos à espera”, explica.

“Temos também a função de informar a sociedade civil sobre esta doença”, acrescenta.

Segundo dados da mesma associação, existem atualmente cerca de 800 portugueses diagnosticados com Esclerose Lateral Amiotrófica, surgindo cerca de 200 novos casos a cada ano.

A nível mundial, de acordo com informação disponibilizada pela CUF, os dados variam muito segundo o tipo de estudo e a população em causa mas estima-se que existam três a cinco casos de Esclerose Lateral Amiotrófica por cada 100 mil pessoas a nível global.

Ice Bucket Chalenge

No verão de 2014, uma ação de consciencialização para esta doença tomou proporções virais um pouco por todo o mundo. Trata-se do “Ice Bucket Chalange” onde as pessoas se filmavam enquanto viravam um balde de água gelada pelo próprio corpo. Essa ação permitiu uma primeira consciência global sobre a ELA.

Conta solidária: IBAN PT50 0036 0389 99106009100 67

 

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Braga

Perseguição policial em Braga acaba com condutor detido

Crime

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

Um homem, de 41 anos, foi detido na madrugada desta terça-feira depois de uma perseguição policial movida pela PSP, no centro de Braga, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a PSP dá conta da fuga na sequência de ordem de paragem dos agentes, junto ao complexo habitacional do Picoto, na cidade, com o condutor a fugir em marcha-atrás numa primeira instância.

“De seguida, foi iniciada perseguição à viatura, tendo o suspeito desrespeitado sempre a ordem de paragem e durante a fuga praticou sempre uma condução perigosa, obrigando várias viaturas a travar a fundo”, refere a polícia.

O suspeito acabou por abandonar a viatura numa rua sem saída, tendo encetado fuga apedada, acabando por ser intercetado e detido logo de seguida pelos agentes.

“Aquando a interceção esta Polícia constatou que o suspeito, um cidadão com 41 anos de idade, não possuía qualquer documento que o habilitasse para o exercício da condução e quando submetido ao teste de alcoolemia, apresentou uma TAS de 1,38 g/l no sangue”, acrescenta a nota policial.

O detido foi informado que irá ser notificado posteriormente para comparecer no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

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Braga

Queda em cascata no Gerês mobiliza helicóptero e vários meios de emergência

Ermida

em

Foto: DR / Arquivo

Uma mulher de 35 anos sofreu ferimentos ligeiros na sequência de uma queda na cascata Fecha de Barjas, conhecida como cascata do Tahiti, no Gerês, ao início da tarde desta terça-feira.

Para o local foram mobilizados os Bombeiros de Terras de Bouro, Cruz Vermelha de Rio Caldo, UEPS da GNR e a VMER de Braga.

Foi ativado um helicóptero do INEM para transporte da vítima para Braga, disse a O MINHO fonte do CDOS. O alerta foi dado às 13:45.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Inicialmente tinha sido avançado que se tratava de ferimentos graves, mas tal não se veio a confirmar após primeira análise da equipa médica no local.

(notícia atualizada às 17h47)

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Braga

Câmara de Braga limpa lixeira após denúncia

Ambiente

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Foto: DR

A Câmara de Braga limpou uma lixeira, na freguesia de Palmeira, após denúncia de um ativista ambiental à ASAE e à Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT).

A denúncia de Carlos Dobreira, feita a 20 de março, apontava que na Rua Monte da Devesa, em Palmeira, havia uma “megalixeira” com “pneus, sofás, embalagens de óleo, lonas, entulho, roupas, latas, colchões, tijolos, óleos, televisões, peças de automóveis, muitos plásticos, almofadas, beatas de cigarro, bens alimentares, telhas, cimento e equipamentos elétricos”.

“Cheira a putrefacção, avistam-se roedores e a paisagem é deprimente”, ilustrava Carlos Dobreira, falando de desrespeito pela “população da freguesia de Palmeira, dado ser um foco de insalubridade e representar um risco para a saúde pública”.

Entretanto, a IGAMAOT reconheceu que a competência de intervenção no local é da Câmara de Braga, para a qual reencaminhou a denúncia – que também já tinha sido feita ao município pelo próprio Carlos Dobreira – e solicitou que desse resposta ao ambientalista bracarense.

“Foi dado conhecimento do presente expediente ao denunciante, solicitando-se que lhe seja providenciada a resposta”, refere e-mail do IGAMAOT do dia 8 de abril.

Agora, a Câmara respondeu ao ativista, através do chefe de divisão Octávio Oliveira, informando que a lixeira foi limpa e comprovando-o com fotografias do antes e depois da operação.

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