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Alto Minho

Vila Praia de Âncora descerrou placa de homenagem às vítimas de covid-19

Covid-19

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Fotos: Divulgação / Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora

A Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora descerrou hoje uma placa de homenagem às vítimas de covid-19 na Praça da República, anunciou a autarquia.


Contactado por O MINHO, Carlos Castro, presidente da junta, explica que a ideia surgiu esta semana face a “todos os problemas” que a freguesia atravessa derivados da pandemia.

O autarca pretende recordar não só as vítimas de covid-19 mas também os familiares que sofrem, prestando-lhes esta homenagem. “Nesta data histórica e memorável que é o 25 de Abril, achamos por bem reforçar com esta homenagem meritória a todos os que passam por este flagelo”, disse.

“As nossas gentes que sofrem indiretamente têm feito um esforço tremendo para ajudar a combater este vírus, e esta homenagem é também para eles”, sublinha.

O autarca destaca que ainda não existem vítimas mortais de covid-19 na freguesia, embora exista um óbito suspeito cujos resultados ainda não foram divulgados.

Acrescenta ainda que, para ajudar a mitigar as consequências da doença, a junta, em conjunto com instituições ligadas à religião, tem em marcha uma campanha solidária que permitiu angariar fundos e bens alimentares para as famílias que passam por dificuldades.

“Temos pessoas que ficaram sem emprego com créditos da casa para pagar e agora, sozinhas, não conseguem pagar taxas mais simples como água ou luz”, revela, adiantando que a campanha “está a correr muito bem”.

A junta está ainda a levar alimentos e medicamentos a casas de pessoas já sinalizadas como sendo mais vulneráveis em termos financeiros.

Sobre o combate em si à pandemia, Carlos Castro salienta que esta freguesia de Caminha terá sido uma das primeiras do concelho a distribuir gel desinfetante pela população, de forma a mitigar possíveis contágios.

O concelho de Caminha, à semelhança de outros da zona litoral, é um dos menos afetados pelo SARS CoV-2, registando à data de hoje onze casos confirmados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) de infeção pelo novo coronavírus.

O boletim epidemiológico da DGS deste sábado aponta para 2.782 casos confirmados no Minho mais 42 do que na véspera.

Braga com 974 (+24), Guimarães com 486 (+24) Famalicão com 313 (+8) e Barcelos com 197 (+6) são os concelhos mais afetados. Juntos registam 1.970, mais 64 do que na véspera.

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Viana do Castelo

PCP aponta Hospital de Viana como “bom exemplo” nacional

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O PCP de Viana do Castelo apontou hoje a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) como um “bom exemplo” na prestação de cuidados de saúde primários, apesar de persistirem “problemas de fundo” decorrentes de “prioridades nacionais”.

“Podemos dizer que é um bom exemplo a nível nacional. Estaríamos muito melhor se a realidade dos cuidados de saúde primários fosse como esta”, afirmou o responsável pela Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP.

Gonçalo Oliveira, que falava aos jornalistas à porta do hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, no final de uma reunião com a administração da ULSAM, apontou a contratação de profissionais de saúde como um dos exemplos dos “problemas” que ultrapassam a realidade do Alto Minho.

“É necessária uma aposta muito mais forte no Serviço Nacional de Saúde (SNS) que não passa só por elogiar os profissionais de saúde, por lhes bater palmas, mas por dedicar verbas efetivas para a contratação de profissionais para o SNS não a título extraordinário, mas com vínculos efetivo para reforçarem os serviços que devem também ser dotados dos equipamentos necessários”, sublinhou.

Hospital de Viana do Castelo com mais 16 enfermeiros e 400 mil euros para material

O responsável adiantou que dessas “limitações”, a ULSAM, “em alguns aspetos”, tem trabalhado “contracorrente”.

“Há que valorizar isso e, é claro, que isso dá uma certa tranquilidade”, referiu após a reunião com a administração da ULSAM realizada no âmbito da ação nacional que o partido a realizar denominada “Combater a covid-19, recuperar atrasos, garantir o acesso aos cuidados de saúde”.

“Há aqui uma mensagem de serenidade que foi dada pelo conselho de administração, que estão a tomar todas as medidas atempadamente. Claro que depois há problemas de fundo que ultrapassam a realidade do Alto Minho e que tem a ver com as prioridades nacionais”, reforçou.

Segundo Gonçalo Oliveira, “a ULSAM tem cumprido seu o papel, na prática, com a tomada de medidas concretas”.

“Em alguns casos, há situações que são dignas de nota. Neste contexto complicadíssimo de pandemia conseguiu aumentar o número de consultas domiciliárias e ter um leque de áreas prioritária que nunca deixaram de ter atendimento presencial, ao contrário do que aconteceu noutras unidades de saúde”.

A ULSAM “conseguiu salvaguardar até direitos dos trabalhadores, como o gozo para que possam estar minimamente repousados e preparados para esta segunda vaga”, situação que disse não se verificar em todo o país.

“Um exemplo flagrante, é o dos utentes sem médicos de família que aqui é um problema quase residual, quando a tendência nacional não é essa”, frisou.

“Já se estão a adiantar na reabertura de extensões de saúde já a partir da próxima semana. Há dificuldades de comunicação nos centros de saúde que resultam de centrais telefónicas desatualizadas, falta de pessoal de secretariado clínico, entre outros. Aqui já estão a ser tomadas medidas. Já está em fase experimental uma nova central telefónica. Também já estão adiantados”, adiantou.

O PCP tem em curso uma ação nacional que se conjuga com o objetivo de criar um plano de nacional de emergência visando reforçar o Serviço Nacional de Saúde com mais financiamento, mais profissionais e melhores equipamentos, especialmente no que à atividade dos cuidados de saúde primários diz respeito.

Já a vereadora da CDU na Câmara de Viana do Castelo, Cláudia Marinho, que também participou na reunião, destacou “o trabalho de boas práticas desenvolvido há longo tempo”, apesar das “imensas dificuldades” que enfrenta, defendendo necessidade de alteração do modelo de financiamento daquela estrutura que atribui à região uma capitação inferior à média nacional.

“Têm uma estrutura muito bem montada e acabam por ter menos dificuldades, apesar de elas existirem”, especificou a vereadora, apontando como exemplo a “fixação” de profissionais em algumas especialidades, como dermatologia.

Relativamente ao combate à pandemia, Cláudia Marinho referiu que durante a primeira vaga a ULSAM reconheceu que “estava menos preparada, quer em recursos humanos quer materiais”, e que, neste momento, a unidade “sente-se mais confortável, sem descurar” um eventual agravamento da situação epidemiológica.

“Têm descentralizado pelo Alto Minho centros de despiste da doença, coisa que não acontece noutras zonas do país”, disse.

A ULSAM é constituída pelos hospitais de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e de Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas dos 10 concelhos do distrito de Viana do Castelo, e algumas populações vizinhas do distrito de Braga.

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Alto Minho

Detido com planta de canábis e mais de 200 doses de liamba em Valença

Tráfico de droga

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Foto: GNR

Um homem de 44 anos foi detido, na quarta-feira, por tráfico de droga em Valença, anunciou hoje a GNR.

Em comunicado, o Comando Territorial de Viana do Castelo refere que, na sequência de uma denúncia sobre a existência de uma plantação de canábis numa construção sem licenciamento, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Valença realizou uma fiscalização ao local que, posteriormente, resultou numa busca domiciliária, culminando na apreensão de uma planta de canábis e 238 doses de liamba.

O detido foi constituído arguido, e os factos foram remetidos para o Tribunal Judicial de Valença.

A ação contou com o reforço do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Valença, que elaboraram um auto de contraordenação por construção sem licenciamento.

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Alto Minho

Cerveira vai construir 44 habitações a custos controlados

Para colmatar “carência” no concelho

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Vila Nova de Cerveira vai construir 44 habitações destinadas a jovens e para “colmatar” necessidades identificadas no concelho, onde “há uma década não se constrói nem a custos controlados nem sociais”, foi hoje divulgado.

Em comunicado, a autarquia estimou até ao final do ano ter concluído o projeto de construção de habitações a custos controlados (HCC) para avançar com a “submissão de candidaturas a fundos específicos do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU)”.

O município adiantou ter celebrado um protocolo de cedência de terreno com a União de Freguesias de Campos e Vila Meã e assinado um contrato com a Escola Superior Gallaecia, com sede no concelho, para a elaboração do projeto.

“No programa base entregue pela autarquia à Escola Superior Gallaecia, e no qual estão definidas as intenções e regras para o desenvolvimento do processo, está definida a construção de 44 habitações numa área de implantação de 13.840 metros quadrados”, sublinhas a nota.

Para o presidente da Câmara, Fernando Nogueira, citado no documento, “esta intenção serve para colmatar uma das carências de Cerveira no âmbito da habitação, quer para arrendamento, quer para aquisição própria, sobretudo para jovens, a preços controlados, o que permitiria instalar ainda mais empresas e ter mais postos de trabalho nos polos industriais”.

Fernando Nogueira sublinhou que “há uma década que não se constrói em Vila Nova de Cerveira, nem a custos controlados nem sociais, pelo que está identificado como uma prioridade”.

As HCC “são construídas ou adquiridas com o apoio financeiro do Estado, que concede benefícios fiscais e financeiros para a sua promoção, e destinam-se a habitação própria e permanente dos adquirentes, ou a arrendamento”.

A concessão destes apoios “tem como pressuposto a construção de qualidade, e que obedeçam aos limites de área bruta, custos de construção e preço de venda fixados na Portaria 500/97, de 21 de julho”.

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