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Vigília contra a mina de lítio marcada para sábado em Montalegre

Na freguesia de Morgade

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Foto: DR / Arquivo

A Associação Montalegre Com Vida marcou uma vigília no sábado para alertar contra a mina de lítio a céu aberto prevista para aquele concelho e mostrar que a luta não esmoreceu com o confinamento e a covid-19.


“O objetivo é chamar a atenção e, mais uma vez, alertar para o que está a acontecer. Queremos também demonstrar que nós estamos atentos, que não esmorecemos e que estamos unidos”, afirmou hoje à agência Lusa Armando Pinto, dirigente da associação que foi criada para lutar contra a exploração mineira.

A iniciativa marcada para sábado vai decorrer no local previsto para a mina de lítio, na freguesia de Morgade.

A vigília inclui uma plantação simbólica de árvores, uma por cada furo feito pelas sondagens e prospeções, ainda uma tertúlia e realiza-se no dia em que decorreria a tradicional festa em honra de São Domingos.

Sem festa por causa da pandemia de covid-19, o dia será marcado pela luta contra a mina que a empresa Lusorecursos quer implantar no território do distrito de Vila Real.

Armando Pinto referiu que se pretende também informar os emigrantes que este verão vieram de férias e aproveitar para divulgar a causa. Na iniciativa participam associações e movimentos provenientes de outras zonas do país.

“Nós vamos defender aquilo que é nosso”, frisou Armando Pinto.

A população, nomeadamente das aldeias de Morgade, Rebordelo e Carvalhais, opõe-se ao projeto, elencando preocupações ao nível da dimensão da mina e consequências ambientais, na saúde e na agricultura.

Os opositores à mina têm também alertado para a incompatibilidade entre o Património Agrícola Mundial, distinção atribuída a Montalegre e Boticas em 2018, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e a mina do Romano (Sepeda).

O contrato de concessão de exploração de lítio no concelho de Montalegre foi assinado em março de 2019, entre o Governo e a Lusorecursos Portugal Lithium, e tem estado envolto em polémica.

A empresa tem dito que a exploração da mina de lítio em Morgade vai ser mista, efetuando-se primeiro a céu aberto e depois em subterrâneo, e prevê a construção de uma unidade industrial para transformação do minério.

Em janeiro, a Lusorecursos Portugal Lithium anunciou a entrega do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do projeto “Concessão de Exploração de Depósitos Minerais de Lítio e Minerais Associados – Romano” à Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

No entanto, dias depois, a APA esclareceu que “não foi efetuada a instrução” do EIA da exploração de lítio em Montalegre pelo incumprimento de condições como, por exemplo, um documento relativo aos impactos transfronteiriços.

Armando Pinto criticou ainda a nova legislação sobre minas, classificando-a como “absurda” porque dá plenos poderes à Direção-Geral de Geologia e Energia (DGEG), retirando poder de intervenção às câmaras e populações.

Para Armando Pinto, o novo decreto-lei que regulamenta a exploração de recursos minerais em solo público “é traiçoeiro porque, com os ‘s’, acaba por englobar todas as áreas protegidas”.

Esta nova legislação, cuja consulta pública decorreu até final de julho, não se aplica à mina do Romano, mas, segundo o dirigente poderá incidir sobre os novos pedidos de prospeção que abrangem também este território.

O interesse pelo lítio português despertou em 2016, ano em que deram entrada 30 novos pedidos de prospeção e pesquisa deste metal, impulsionado pelo aumento da procura global devido à utilização nas baterias do automóvel elétrico.

Desde então, várias associações ambientalistas, câmaras municipais e população já se pronunciaram contra a prospeção e exploração de lítio, com o Governo a defender, por outro lado, que aquele recurso é essencial para a transição energética.

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Festival Maré junta na Galiza artistas lusófonos e galegos

De quinta-feira a sábado

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Miguel Araújo é um dos músicos convidados. Foto: DR / Arquivo

O festival de música e artes Maré, iniciado há 15 anos em Pontevedra, recomeça na quinta-feira na capital da Galiza, Santiago de Compostela, e vai contar com a participação de diversos artistas lusófonos e espanhóis.

Em nota hoje enviada às redações, a organização do festival Maré, que vai decorrer a partir de quinta-feira e até sábado, num hotel em Santiago de Compostela, adiantou que o cartaz do evento inclui as atuações dos portugueses António Zambujo e Miguel Araújo, do angolano Toty Sa´Med, e de Ugia Pedreira, Bifannah, LaBaq, Sabela, Nacho-Faia-LAR e Uxía Senlle, diretora artística do festival.

“A maré chega a Compostela este ano com a ambição de ser um evento global, transversal, profissional, ponto de encontro de músicos, poetas, letristas. Todos os criadores envolvidos na língua galego-portuguesa trocam experiências e conhecimentos, enriquecem-se mutuamente e podem transmitir às nossas sociedades a proximidade que estamos uns dos outros”, destacou Uxia Senlle, citada naquela nota.

A diretora artística do festival adiantou que “uma das principais atrações do Maré será o alinhamento, com nomes como os portugueses António Zambujo e Miguel Araújo, os galegos Bifannah, Ugia Pedreira, Sabela e Faia, o angolano Toty Sa´Med e a brasileira LaBaq”.

Na quinta-feira, a partir das 19:30 atuam Toty Sa´Med e Ugia Pedreira.

Na sexta-feira, será a vez de LaBad e Nacho-Faia-LAR, e, no sábado, acontecerá o concerto de António Zambujo e Sabela (vencedores dos prémios aRi[t]mar para o melhor tema musical publicado em Portugal e Galiza), Miguel Araújo, Faia e Toty Sa´Med, sob direção artística de Uxía Senlle.

O programa do festival inclui, no sábado, mas pelas 12:30, a Gala aRi[t]mar Galiza e Portugal que irá distinguir os músicos António Zambujo e Sabela, os poetas Carlos da Aira e Raquel Lima e a ex-diretora-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e ex-ministra do Comércio e Turismo de Cabo Verde Georgina Benrós de Mello.

O júri do prémio internacional aRitmar concedeu o Prémio Especial a Georgina Benrós de Mellopelo “pelo seu envolvimento ativo na integração da Galiza naquele organismo internacional e o impulso que deu ao estabelecimento de relações com instituições oficiais e associações civis galegas”.

Os Prémios aRitmar, na quinta edição, premeiam as melhores músicas e poemas portugueses e galegos de cada ano, numa iniciativa organizada pela Escola Oficial de Idiomas de Santiago de Compostela.

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Mais 14 pescadores infetados e 45 em isolamento em Vila do Conde e Póvoa de Varzim

Covid-19

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Foto: DR

Catorze pescadores da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, distrito do Porto, que operavam em duas embarcações, testaram positivo à covid-19, informou esta terça-feira a Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar.

Segundo a instituição, surgiram nove casos numa embarcação e cinco noutra, forçando a suspensão da atividade de ambas, que estão, de momento, atracadas no porto de pesca de Matosinhos, uma vez que os 45 elementos das tripulações estão em confinamento profilático obrigatório nos domicílios.

A Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar informou que desde o início do mês já promoveu 100 testes de despiste à covid-19 a pessoas ligadas à atividade da pesca, e mostrou “preocupação” com o aumento no número de casos positivos no setor, garantindo que continuará a promover a testagem.

“Manifestamos grande preocupação com o setor e com os impactos que esta pandemia poderá trazer aos nossos pescadores”, partilhou a associação numa nota informativa.

Este é um segundo surto de covid-19 nesta comunidade piscatória da Póvoa de Varzim e Vila do Conde, uma das maiores do país.

Em agosto, 15 pescadores foram infetados pelo novo coronavírus, forçando ao isolamento de 90 homens e à paragem de quatro embarcações.

De acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, Vila do Conde registou, desde o início da pandemia, 842 casos de infeção pelo novo coronavírus, tendo concelho vizinho da Póvoa de Varzim somado 537 casos.

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Homem desaparecido desde domingo encontrado morto em Santo Tirso

Óbito

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Foto: Redes sociais

Um homem que estava desaparecido desde domingo foi encontrado morto, esta terça-feira, em Vilarinho, na fronteira entre Vizela e Santo Tirso (distrito do Porto).

De acordo com a Rádio Vizela, o homem, de 56 anos e residente naquela freguesia, é conhecido por Berto Serralheiro e estava desaparecido desde domingo, levando a várias campanhas nas redes sociais após o seu desaparecimento.

Segundo a mesma fonte, o homem foi encontrado nas imediações da sua residência, junto ao campo de futebol de Vilarinho. O mesmo padecia de vários problemas de saúde, desconhecendo-se as causas da morte.

No local estiveram os Bombeiros de Vila das Aves e a GNR.

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