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Braga

Vieira do Minho: Ponte de Rês e Caminho de Ruivães classificados de interesse público

Património

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Foto: DR / Arquivo

A Ponte de Rês e o Caminho de Ruivães, em Vieira do Minho, foram hoje classificados como conjunto de interesse público pelo “interesse como testemunho notável de vivências, valor estético e memória coletiva que reflete”.


De acordo com a portaria de classificação, hoje publicada em Diário da República (DR), é fixada uma “graduação das restrições, nomeadamente quanto à volumetria, morfologia, alinhamentos e cérceas, cromatismo e revestimento exterior dos edifícios”.

Aquela classificação levou ainda à criação de “dois zonamentos”: um correspondente à Ponte de Rês e o segundo correspondente ao Caminho de Ruivães.

É ainda criada uma “área de sensibilidade arqueológica (ASA), correspondente a todo o conjunto a classificar (…) em que devem ser sujeitas a acompanhamento arqueológico, por parte de arqueólogo, todas as intervenções que impliquem movimento de terras ou alteração das preexistências”.

“A classificação da Ponte de Rês e do Caminho de Ruivães reflete os critérios (…) relativos ao caráter matricial do bem, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica e paisagística, e à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva”, explica a portaria.

A atual Ponte de Rês, específica o texto, é “constituída por longo tabuleiro horizontal assente sobre um único arco de volta perfeita de boa altura, deverá corresponder a uma estrutura de origem tardo-medieval, com alterações posteriores, embora integre a antiga via militar romana que ligava Braga a Astorga, por Chaves, que estará na origem da Estrada Real 14 (EN 103).

O caminho atravessa, neste ponto, o rio Saltadouro (ou rio da Cabreira), em local de notável enquadramento paisagístico, com margens ocupadas por vegetação autóctone e algumas azenhas em ruínas.

“A ponte foi igualmente testemunho de um episódio das Invasões Francesas com significado regional, a par da vizinha Ponte de Misarela”, salienta.

O texto publicado refere que “o troço da via a que corresponde a designação de Caminho de Ruivães conserva extensos trechos pavimentados com lajeado de tipologia romana, percorrendo um trajeto pontuado por linhas de água, levadas, muros e outras estruturas de cariz rural”.

Para os dois zonamentos criados, na zona da ponte de Rês “apenas são admitidas obras de reabilitação, conservação e restauro, que devem preservar todos os elementos construtivos originais, podendo ser substituídos quando não seja possível a sua manutenção, mas respeitando a autenticidade histórico-arquitetónica do bem”.

Deve dar-se primazia às ações de manutenção regular, com limpezas manuais sem recurso a meios motorizados, de forma a garantir a preservação das propriedades físicas dos elementos constituintes da ponte”.

Na zona do Caminho de Ruivães, “apenas são admitidas obras de reabilitação dos elementos construídos que fazem parte integrante do caminho (muros, portões, pontes, pavimentos, levadas, etc.), de modo a manter as características arquitetónicas e paisagísticas do percurso, designadamente o seu traçado, a forma, composição, materiais e técnicas construtivas originais utilizados na sua execução”.

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Braga

Braga investe seis milhões para combater a pandemia

3,5 milhões este ano e 2,5 no próximo

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Foto: CM Braga (Arquivo)

Seis milhões de euros, em dois anos, na luta contra a pandemia. O Município de Braga despendeu, este ano, 3, 5 milhões de euros em ações de combate à pandemia do covid-19 e vai investir 2,5 milhões em 2021, disse a O MINHO o seu presidente, Ricardo Rio.

O autarca salientou que esse montante corresponde a apoios diretos a instituições e munícipes, como é o caso da área social, e indiretos por quebra voluntária de receita em taxas e impostos municipais, para apoio às empresas.

O plano e orçamento de Braga para 2021 – acrescentou – inclui 2,5 milhões para o mesmo fim, num volume total de 133 milhões, mais cerca de 12 do que no ano anterior.

Braga aprova orçamento de 133 milhões com votos contra da oposição

O documento, aprovado segunda-feira em reunião do executivo pela maioria PSD/CDS, com os votos contra da oposição, PS e CDU, salienta que “Braga esteve sempre na linha da frente deste combate, com medidas de âmbito alargado, seja no apoio social, nos auxílios económicos ou na cooperação com outras entidades, públicas ou privadas”.

“Em termos de apoio aos cidadãos, vamos continuar a apoiar a instalação do Centro de Rastreio para despistagem de Covid-19 no Altice Forum Braga, em coordenação com a Administração de Saúde do Norte (ARSN)”, adianta, vincando que, este centro “tem sido fundamental para que os cidadãos tenham uma resposta mais rápida”.

Parceiro na saúde

Como sucedeu em 2020, – sublinha, ainda, o Plano – “seremos um parceiro ativo das autoridades de saúde e sempre que necessário, interviremos diretamente, como aconteceu quando o município assumiu as despesas de rastrear todos os utentes e profissionais dos lares residenciais de idosos”. E acrescenta: “Em parceria com a Escola de Medicina da Universidade do Minho e o Município de Guimarães, vamos continuar a disponibilizar a Linha de Apoio Psicológico Covid-19 aos nossos cidadãos”.

E prosseguindo, o documento sublinha que “os serviços municipais estarão também ao dispor da sociedade para minorar os perigos provocados pela pandemia. Em termos de apoio aos cidadãos mais necessitados, poderemos reativar a Linha de Apoio 60+, caso seja necessário um novo período de confinamento. Esta linha telefónica gratuita serviu para apoiar os cidadãos mais idosos, em isolamento ou situação vulnerável, caso necessitassem de ajuda para a realização de tarefas domésticas ou compra de bens essenciais”.

Sem-abrigo

A autarquia, pondera, também, “voltar a ativar, em parceria com a Segurança Social e a Cruz Vermelha, uma Zona de Concentração e Acolhimento de Pessoas em Situação de Sem-Abrigo. Outro tipo de apoios mais diretos às populações, como foi o caso de transportes gratuitos nos TUB durante a fase inicial da pandemia, ou com descontos nas tarifas da AGERE, poderão voltar. Tudo irá depender da evolução da doença.

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Braga

Covid-19: Número de casos ativos no concelho de Braga desce

Dados locais

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Braga regista 1.356 casos ativos de covid-19, menos 108 entre quinta e segunda-feira, data do último balanço publicado por O MINHO.

O município contabiliza agora 7.631 casos desde o início da pandemia, mais 479 entre quinta e segunda-feira.

Estes números foram apurados pelo nosso jornal junto de fonte local da saúde atualizados às 18:00 desta segunda-feira.

Há ainda mais 587 doentes curados, totalizando 6.177 recuperações desde o início da pandemia.

Há 98 óbitos a lamentar, número que não sofreu alterações.

Por fim, estão 1.952 pessoas em vigilância ativa.

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Braga

Hospital de Braga manteve “na íntegra” atendimento de doentes HIV/Sida

Apesar da pandemia

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Foto: DR / Arquivo

O Hospital de Braga manteve “na íntegra” o atendimento prioritário a doentes HIV/Sida, apesar da pandemia de covid-19, tendo realizado, desde março, 1.748 consultas de acompanhamento, anunciou hoje aquela unidade.

Em comunicado enviado à agência Lusa, o Hospital de Braga especifica que, daquele total, 54 foram primeiras consultas e as restantes 1.694 consultas subsequentes.

“Nesta altura de pandemia pelo vírus SARS-CoV-2, causador da covid-19, o Hospital de Braga manteve na íntegra o atendimento prioritário a estes doentes, sendo que a tipologia da consulta teve de ser adaptada às restrições da pandemia”, sublinha.

Desta forma, houve um “aumento significativo” das consultas não presenciais, “mas sempre com disponibilidade a 100% para a observação médica, quando necessária”.

Este ano, o Hospital de Braga já acompanhou 788 doentes em tratamento de HIV.

No Dia Mundial da Luta contra a Sida, que hoje se assinala, a equipa médica da consulta de Doenças Infecciosas do Hospital de Braga alerta que é “fundamental continuar a chamar a atenção para esta data, com o objetivo de sensibilizar, informar e diminuir o estigma e discriminação relativamente aos doentes que vivem com HIV e Sida”.

Reitera, igualmente, “a importância de comportamentos sexuais seguros”, reforçando a existência do programa de troca de seringas e a profilaxia pré e pós exposição.

Citada no comunicado, Joana Alves, infecciologista do Hospital de Braga, lembra que o rastreio da infeção está indicado a todos.

“Um diagnóstico atempado garante o tratamento adequado, fundamental para uma melhor qualidade de vida e diminuição da transmissão a terceiros”, afirma.

No mundo, 38 milhões de pessoas vivem com o HIV.

Em Portugal, segundo o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e a Direção-Geral da Saúde, há 61.433 casos de infeção pelo HIV, dos quais 22.835 em estádio de Sida, em que o diagnóstico aconteceu entre 1983 e final de 2019.

Em 2019, foram diagnosticados 778 novos casos de infeção pelo HIV em Portugal, 15% dos casos apresentavam patologia indicadora de Sida.

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