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Viana do Castelo

Viana pondera instalar ilhas de produção de energia no rio Lima

Energia solar

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo disse hoje estar a ser analisada a instalação de três ilhas flutuantes de produção de energia solar no rio Lima para “acautelar” o seu impacto na utilização do espelho de água.


“Os nossos serviços estão a fazer análise técnica do projeto. A nossa preocupação é que o espaço a ser utilizado por aquelas infraestruturas não conflitue com usos pré-existentes, nomeadamente, a atividade piscatória e os desportos náuticos. A atividade no rio Lima tem de compatibilizar todo o tipo de usos”, afirmou hoje à agência Lusa José Maria Costa.

Em causa o PROTEVS, um projeto-piloto que prevê a instalação, por um prazo máximo de cinco anos, de três ilhas no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

O projeto, em fase de consulta pública até ao dia 20, da empresa portuguesa Solarisfloat, é considerado “uma solução única no mundo, na área do solar fotovoltaico flutuante”.

Contactado hoje pela Lusa, o o presidente da Câmara de Viana, o socialista José Maria Costa, explicou que o parecer da autarquia sobre o projeto “ainda não está fechado”.

“Somos favoráveis a projetos de inovação e este é um projeto de inovação. Agora, queremos acautelar essa utilização do espelho de água com toda a atividade existente no rio Lima. O rio Lima é utilizado para inúmeras atividades. Três ilhas com a dimensão prevista [duas delas com uma área circular com de 38 e 44 metros de diâmetro] pode causar conflitos com outras utilizações e nós queremos acautelar essa situação”, sustentou.

No dia 22 de junho, foi publicado em Diário da República o edital para a atribuição do título de utilização privativa do domínio público hídrico para instalação das três ilhas por um prazo máximo de cinco anos, no espelho de água a poente do porto comercial de Viana do Castelo, em área de jurisdição da APDL para o desenvolvimento de unidades de geração de energia com recurso a fontes renováveis de irradiação solar.

Segundo o edital, uma das plataformas flutuantes, designada “PROTEVS+, tem 180 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 38 metros de diâmetro. Uma outra ilha, a “PROTEVS Single 360 tem 364 módulos fotovoltaicos dispostos numa área circular de 44 metros de diâmetro, sendo que uma terceira ilha será “representativa para simular disposição” das restantes.

O documento aponta um prazo de 30 dias úteis para os interessados se pronunciarem sobre o projeto.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela Lusa, o diretor-geral da Solarisfloat, João Felgueiras, explicou que após a conclusão da consulta pública, a instalação das ilhas deverá começar em setembro.

“Trata-se de uma ilha com módulos fotovoltaicos com rotação a um ou dois eixos a implementar em lagos, lagoas, albufeiras e reservatórios de água. Este sistema de rotação, seguindo o sol, assegura uma constante otimização de produção, traduzindo-se em ganhos até 30%, quando comparáveis com soluções estáticas. O PROTEVS é uma solução modular, escalável, de fácil e rápida instalação, sem necessidade de mão-de-obra qualificada”, especificou.

Segundo João Felgueiras, serão instaladas no rio Lima três ilhas do segmento do solar fotovoltaico flutuante – duas para produção de energia e uma para testes e validações”.

“As ilhas irão produzir cerca de 476,8 MWh/ano, energia que será canalizada para a APDL e injetada para autoconsumo. Estima-se que a energia produzida permita abastecer, em média, 120 habitações, considerando o consumo per capita em 2017 (dados Pordata)”, disse.

De acordo com João Felgueiras, o ROTEVS foi alvo, nos últimos anos, de vários testes e validações por diversas entidades, que comprovam o total respeito pelas questões ambientais, tendo sido desenvolvido um trabalho, em conjunto com a APDL, de forma a não causar impacto em qualquer atividade já existente”.

O projeto a instalar em Viana do Castelo pela Solarisfloat, empresa do setor das energias renováveis do grupo português JP, “envolve um investimento privado de cerca de 300 mil euros e recorre a Investigação e Desenvolvimento (I&D) 100% nacional”.

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Viana do Castelo

Onda de assaltos a viaturas na marginal de Viana

Em Amorosa

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Foto: Redes sociais

Pelo menos três viaturas foram alvo de assalto com quebra de vidros nesta madrugada de domingo, na marginal de Amorosa, em Viana do Castelo.

As vítimas tinham o carro estacionado nos vários locais de estacionamento daquela via tendo encontrado os vidros partidos, alguns objetos roubados e tudo remexido dentro das viaturas.

Foto: DR

Foto: DR

Esta não é a primeira vez que há registo de múltiplos assaltos a viaturas na zona marginal da capital do Alto Minho. Há três semanas, vários automobilistas queixaram-se da mesma situação.

A GNR está a investigar os furtos e a proceder a diligências para encontrar os responsáveis.

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Viana do Castelo

Mulher agredida no trânsito em Viana do Castelo

EN 13

em

Foto: Google Maps

Uma mulher terá sido agredida por outra mulher após uma manobra no trânsito na Estrada Nacional 13, ao final da tarde de sexta-feira, junto ao Minipreço de Viana do Castelo.

Ao que apurou O MINHO, a mulher seguia numa rotunda pelo lado interior para sair numa segunda saída, quando foi ‘entalada’ por outra viatura que seguia na faixa exterior, mas com o mesmo destino.

 

De acordo com um familiar da vítima, eram cerca das 18:00 horas de sexta-feira. quando a mulher que conduzia a segunda viatura entrou em perseguição à viatura da vítima durante alguns metros, a buzinar, até paragem num semáforo, para ‘ajustar contas’ pela manobra anterior.

Terá então saído da viatura, com duas crianças menores atrás, e desferiu uma agressão na vítima, que sofreu ferimentos ligeiros, sem necessitar de assistência hospitalar.

A vítima procura agora informações junto de possíveis testemunhos que possam ter assistido á agressão, de forma a formalizar queixa na PSP.

Mostra-se revoltada por ter cumprido as regras de trânsito e ainda ter sido agredida por isso.

(notícia atualizada às 20h02 com retificação da hora da ocorrência)

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Alto Minho

História de devoção da ribeira de Viana à Senhora d’Agonia contada através imagens

Reportagem

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Foto: Rui Carvalho

A história “arrepiante” da devoção da ribeira de Viana do Castelo à Senhora d’Agonia, “narrada” pelas fotografias de Rui Carvalho quer transmitir, a partir de sábado, a “carga emocional” de um dos momentos “mais fortes” das festas da cidade.

Viana do Castelo vai entrar em agosto, pela primeira vez em 248 anos, sem viver nas ruas a festa que nasceu para honrar a “Mater”, padroeira dos pescadores, mas a “explosão” de imagens que se vão espalhar pela cidade não vai deixar esquecer que é mês de romaria e de fazer sentir uma devoção “sem igual”.

A veneração à padroeira dos homens do mar, que se cumpre há mais de meio século, “entranha-se mesmo que não se seja da Ribeira”. Para Rui Carvalho, que fotografa a romaria da capital do Alto Minho desde 2004, é “um dos momentos mais fortes e intensos”.

Neto e filho de fotógrafos da cidade, Rui, de 43 anos, assina a “Mater”. A exposição de autor abre ao público, no sábado, com uma seleção de trinta imagens, que retratam um “olhar” que se deixou “envolver” nas festas e “tomar” pelo “carinho” das pessoas pela santa.

“Há várias imagens que passam a carga emocional presente naquele momento [procissão ao mar]. É um momento muito pessoal. Há ali toda uma história de vida por trás. De pessoas que perderam familiares no mar, de quando os barcos querem entrar na barra e a coisa corre mal, é para a santa que se viram. Isso sente-se na imagem”, contou hoje à agência Lusa Rui Carvalho, licenciado em ‘Design’ de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

O culto à Senhora d’Agonia tem a sua primeira referência escrita em 1744. Já a procissão ao rio e ao mar, em sua honra, cumpre-se sempre a 20 de agosto, desde 1968.

Este ano, por causa da pandemia causada pelo novo coronavírus, será celebrado presencialmente na igreja de Nossa Senhora d’Agonia, mas com limitações.

A “narrativa” construída pelas imagens de Rui conta uma história de “envolvência” da ribeira “no antes, durante e depois” da procissão ao mar, desde “a preparação dos tapetes floridos, nas semanas que antecedem a romaria, à noite dos tapetes, à procissão ao mar, ao regresso do mar, com a passagem do andor pelas ruas da ribeira no regresso à igreja”.

“Há uma relação entre a ribeira e a Santa, e a Santa e a ribeira, que é muito especial. Em certas famílias nota-se que é muito sentido. Devido até, dia-a-dia, ao andarem no mar, às dificuldades que sentem. Não é propriamente o dia da festa que é importante para a ribeira, é o ano todo. Se calhar, o dia da festa é quando as emoções vêm a flor da pele”, referiu.

Daquela relação nasceu o nome da exposição: “Mater porque é a mãe que cuida dos pescadores, daquela comunidade e dos vianenses”. A mostra é inaugurada no sábado, pelas 17:00, no âmbito do projeto “Pulsar Viana”, promovida no centro comercial da cidade.

“Nas noites dos tapetes, a dona Celeste da Rua Monsenhor Daniel Machado não me perdoa se não for lá comer uma fatia de bolo de chocolate. Passei a fazer parte da vida daquelas pessoas. Há uma empatia muito grande e sinto, agora, com outra clareza a devoção da ribeira à Senhora”.

Além da mostra “Mater”, Rui Carvalho assina as 25 fotografias da exposição “Sentir os tapetes para a Senhora Passar” que vai abrir ao público, também no sábado, a bordo do navio-hospital Gil Eannes.

Ainda a partir de sábado, em seis locais da cidade vão ser expostas 174 fotografias dos números mais emblemáticos das festas, todas de Rui Carvalho que, em 1993, iniciou uma colaboração ininterrupta com a comissão de festas da Senhora d’ Agonia, nas áreas da conceção, ‘design’, imagem e comunicação. É ainda responsável, desde 2015, pelo registo fotográfico da romaria.

“Há uma explosão de fotografias para que as pessoas sintam as festas, apesar de ser um ano anormal”, disse, referindo-se à pandemia de covid-19 que levou ao cancelamento do formato normal da romaria.

Os painéis com as 170 fotografias vão ser colocados nas ruas onde decorrem os principais pontos da romaria e que através de códigos de barras bidimensionais (‘QR Code’) neles instalados, os visitantes podem aceder aos conteúdos multimédia sobre os quadros emblemáticos que, habitualmente, se realizam naquele local e que estarão disponíveis numa página na Internet criada para o efeito.

Reportagem por Andrea Cruz, da agência Lusa

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