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Viana do Castelo

Viana entre 18 cidades europeias candidatas a prémio de liderança ambiental

Prémio Green Leaf 2021

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Foto: Divulgação

Viana do Castelo está entre as 18 cidades europeias candidatas ao Prémio Green Leaf 2021, informou, esta segunda-feira, a Comissão Europeia. Oliveira do Hospital é a segunda representante do país nestes prémios que visam premiar cidades que lideram na implementações de medidas a nível ambiental e sustentável.

Além das duas cidades portuguesas, concorrem àquele prémio, as cidades Avignon e Vichy (França), Bistrita (na Roménia), Carballo e Riba-Roja de Túria (Espanha), Çiftlikköy (Turquia) e a cidade alemã de Coswig.

Na lista estão também Elsinore, Nyborg e Ringkøbing-Skjern (Dinamarca), Gabrovo (Bulgária), Kemi e Lappeenranta (Finlândia), Sombor (Sérvia), Taurage (Lituânia) e Valmiera (Letónia), concorrem também aquele prémio europeu

Na nota, a Comissão Europeia informou ainda que além dos prémios Green Leaf (folha verde) 2021, há 18 cidades candidatas ao Prémio European Green Capital (cidades verdes) 2022.

Concorrem àquela distinção as cidades de Belgrado (Sérvia), Budapeste e Pécs (Hungria), Dijon, Grenoble e Lyon (França), Gdansk, Katowice, Cracóvia e Poznan (Polónia), Maribor (Eslovénia), Múrcia (Espanha), Parma, Perugia e Turim (Itália), Sofia (Bulgária), Tallinn (Estónia) e Zagreb (Croácia).

Segundo a Comissão Europeia, “as cidades da Europa estão cada vez a tornar-se mais sustentáveis”, referindo que “36 cidades de 18 países europeus estão a competir pelos prémios European Green Capital 2022 e European Green Leaf 2021”.

“Nos 13 anos de existência destes prémios, este é o maior número de cidades até agora a participar na competição”, reforça a nota.

A Comissão Europeia destaca ainda que aqueles prémios “mostram cidades e cidadãos que respondem com sucesso aos desafios do ambiente urbano e das mudanças climáticas”.

“Este ano, a competição atraiu inscrições de toda a Europa, em particular dos países do sul e do leste. A maioria é candidata pela primeira vez, com 23 estreias entre os 36 participantes”, especifica.

Segundo o comissário europeu para o Meio Ambiente, Assuntos Marítimos e Pescas, Karmenu Vella, citado naquela nota, face à “crise ecológica e climática” que o mundo enfrenta “as cidades estão na linha da frente das mudanças climáticas e de como melhorar a situação”.

“É por isso que estou muito animado ao ver um número recorde de candidatos ao Prémios European Green Capital 2022 e ao European Green Leaf 2021. As cidades europeias compreendem cada vez mais que, ao tornarem-se verdes, podem oferecer uma boa qualidade de vida aos cidadãos e proteger seus negócios dos riscos ambientais”, salienta.

Para o comissário europeu, aqueles títulos representam “uma grande responsabilidade que a rede de cidades vencedoras leva muito a sério”.

“Uma cidade vencedora é uma embaixadora global vitalícia para a liderança ambiental da Europa. Cidades de todo o mundo, incluindo Nova Iorque, estão agora a aprender com as nossas cidades europeias que lideram o caminho da transição ambiental”, destaca

Os prémios European Green Capital e o European Green Leaf “reconhecem cidades que estão a elevar a fasquia das práticas ambientais urbanas”.

Desde 2010, 12 cidades receberam o título de Capital Verde da Europa. Lisboa é a Capital Verde da Europa em 2020.

O European Green Leaf Award foi lançado em dezembro de 2014 e é dirigido a cidades europeias com entre 20 mil a 100 mil habitantes e que se demonstrem comprometidas com o ambiente e o crescimento da economia verde.

Limerick, na Irlanda, e Mechelen, na Bélgica, são as cidades europeias Folha Verde em 2020.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana promove jornadas de organização e gestão

Escola Superior de Ciências Empresarias

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Foto: Divulgação / IPVC

A Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) promoveu, no passado dia 10 de dezembro, a terceira edição das Jornadas de Organização e Gestão do Minho, organizadas pela coordenação de curso e pelos alunos da licenciatura em Organização e Gestão Empresariais.

“Discutir e refletir sobre temáticas atuais e impactantes tanto para a comunidade escolar como para o tecido empresarial” foi o objetivo da iniciativa que trouxe a debate questões como: “A perspetiva económica 2020/2023” e a “Perspetiva da gestão de pessoas nas organizações”.

A professora catedrática Aurora Teixeira, da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, abordou o tema “A evolução económica para o período 2020/2023”, e falou dos desequilíbrios macroeconómicos ao longo das últimas décadas.

Relativamente às perspetivas internacionais para 2020-23 “alertou para a desaceleração do crescimento económico a nível mundial, assumindo a Ásia como o “maior” motor da economia mundial”, não esquecendo na intervenção” a desintegração das economias e instituições multilaterais mais fracas com uma integração económica mais regionalizada implicando um ambiente mais complexo para as empresas”.

Para a Europa Ocidental a docente falou dos baixos custos de financiamento para os governos e empresas, alertando que “o aumento das taxas de juro levará a uma diminuição do investimento e do crescimento económico”.

Para Portugal, considera Aurora Teixeira que se “prevê uma desaceleração da taxa de crescimento do PIB real, o abrandamento do emprego e a deterioração da balança de bens e serviços”.

Referiu ainda que “o impacto do Brexit na economia portuguesa se refletirá na diminuição do investimento direto estrangeiro, das remessas de emigrantes e das exportações para o Reino Unido”, concluindo que “o consumo e investimento privados serão os motores do crescimento económico”.

O professor Leonardo Costa da Universidade Católica Portuguesa, trouxe a debate a “A evolução económica para o período 2020/2023: A crise ainda não passou!”, analisando a crise financeira de 2008 na UE e em Portugal, as transferências entre os Estados Membros da UE, a evolução registada em Portugal de 2008 a 2021 e o que se avizinha nos próximos anos, referindo que o aumento da dívida pública em todos os países será uma realidade.

Demonstrando que antes da crise 2008 existiam países deficitários e outros excedentários na balança corrente, Leonardo Costa, assume que “as taxas de desemprego não têm sido tão elevadas devido à contínua emigração”.

Assume ainda que “as PME são quem domina o tecido produtivo português e que estas têm problemas de financiamento destacando “a baixa qualificação dos recursos humanos (trabalhadores e empresários)” que ainda é um problema em Portugal. Assumiu ainda que o sistema financeiro não está bem e alertou para o facto dos fundos de coesão da UE poderem ser reduzidos e para as consequências que daí podem advir.

Filipe Garcia CEO da IMF, S.A., falou do futuro: “O que nos dizem os mercados sobre o ciclo económico futuro”, considerando que os contextos se alteram muito rapidamente, mas com base nos leading indicatores da OCDE, garantiu que “não existem indicadores económicos que consigam suportar com garantia de que no período 2020-2023 existirá uma crise”.

O CEO disse ainda que “apesar de ser evidente o processo de desaceleração económica, já se começam a obter indicadores positivos, nomeadamente na China”, reforçando o facto que “uma desaceleração económica significa que a economia terá um crescimento positivo, mas inferior face a períodos anteriores, não sendo sinónimo de uma crise económica”.

Olhando para o Purchasing Managers’ Index (PMI) admite que” a situação tem vindo a melhorar ainda que gradualmente. Portanto, não existem dados macro que suportem essa situação. Considera ainda que se a economia mundial estiver a crescer, Portugal também irá crescer, não se prevendo nenhuma contração económica para 2020”.

No entanto, o CEO deixa a ressalva de que “existem algumas perspetivas que podem eventualmente derivar em algumas nuvens negras sobre o cenário económico e que se possa extrapolar no sentido de dizer que existe uma probabilidade de, mas com total segurança não se pode afirmar que seja previsível uma crise”.

A Felicidade, o Tempo e o Mindfulness nas empresas

Enquanto no período da manhã os trabalhos estiveram centrados na perspetiva económica a parte da tarde centrou-se na gestão de pessoas nas organizações. Adelino Cunha, CEO da SOLFUT, Lda – I HAVE THE POWER, considerou que a “felicidade pessoal está em nós (não nas coisas, não nos outros)” sendo importante perceber que a “felicidade depende da nossa atitude e da nossa decisão”.

“A felicidade não é um estado que dura sempre; a infelicidade também não. Então, temos de saber aproveitá-los e perceber que apenas dependem de nós! Quanta mais felicidade as empresas conseguirem promover nas suas pessoas, mais elas querem lá ficar, porque todos nós só queremos estar nos locais onde nos sentimos bem e com pessoas de que gostamos! Daí a importância de promover a felicidade para reter talentos!”

Já Paulo Santos, responsável de Formação e Recrutamento do banco Best, evidenciou a importância do Tempo como elemento mais escasso e valioso da Terra. A importância de uma correta perceção sobre a Compreensão, o Valor, os Mitos e os Ladrões do Tempo para uma eficaz Gestão do Tempo, quer a nível organizacional/empresarial, quer a nível pessoal foi igualmente focada assim como a procrastinação e as técnicas que podem ser utilizadas para a evitar.

Por fim, apresentou a relação, muitas vezes direta, entre a existência de Conflitos numa organização com uma má Gestão de Tempo e com más práticas de delegação.

“Num mundo em constante mudança, em que as pressões e as solicitações se multiplicam diariamente, de que ferramentas dispomos para nos tornarmos presentes, focados, criativos, resilientes?” foi a questão trazida pela consultora em Mindfulness, Florbela Silva, fundadora do Estúdio da Alma que com algumas técnicas e reflexões deixou a garantia que esta é uma abordagem cada vez mais presente no mundo das organizações.

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Viana do Castelo

Em Viana também há um “estendal solidário” para agasalhar quem mais precisa

No edifício da Santa Casa da Misericórdia

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Foto: Orideth Fort

Não é só Braga que terá um “estendal solidário” para ajudar os mais necessitados.

Em Viana do Castelo, o projeto “Cachecol” vai já na sua terceira edição e conta com vários intervenientes que, desde as 18:00 horas, se reúnem junto aos claustros do edifício da Santa Casa da Misericórdia, sobretudo para deixar, mas alguns para recolher.

Esta ação é organizada pela Associação Voluntariado e Cidadania – nascida num grupo de Facebook – e consiste em deixar cachecois e casacos pendurados nos gradeamentos daquele edifício, para que possam ser levantados sem quaisquer explicações ou perguntas.

As roupas ficam disponíveis durante toda a noite deste sábado e domingo todo o dia.

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Viana do Castelo

Daniel Pereira Cristo reinterpreta folclore de Viana do Castelo

Grupo Etnográfico de Areosa

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Foto: Divulgação

Daniel Pereira Cristo e Celina da Piedade integram um grupo de 50 músicos convidados pelo Grupo Etnográfico de Areosa, em Viana do Castelo, para reinterpretar canções tradicionais do folclore português a incluir num CD a lançar em março.

“O Grupo Etnográfico de Areosa (GEA) é diferente dos outros. Para mim, é um exemplo a seguir pelo nosso folclore. Depois da importância dada à beleza inequívoca do trajar e das fantásticas danças tradicionais, é fundamental tratar com o máximo rigor possível as nossas canções tradicionais, os nossos instrumentos seculares e a produção de espetáculos que possam ganhar o seu lugar na contemporaneidade”, afirmou, este sábado, à Lusa, Daniel Pereira Cristo, cantautor e multi-instrumentalista.

Daniel Pereira Cristo, vencedor do Prémio Carlos Paredes’2018, que falava à margem da apresentação, hoje, no museu do traje de Viana do Castelo, do novo álbum do GEA intitulado “A Várias Vozes” explicou ser esse o “espírito” do novo projeto.

“Se não queres perder público, queres atrair juventude para a tradição, então este o caminho certo. Candeia que vai à frente alumia duas vezes e o GEA vai mostrar aos outros que este é o caminho certo”, afirmou Daniel Pereira Cristo que, este ano, convidou Ana Bacalhau para um concerto que decorreu em agosto em Viana do Castelo.

O projeto integra ainda o contributo de Celina da Piedade, cantora e acordeonista e compositora, do poeta, intérprete de música tradicional e cantador ao desafio Augusto Oliveira Gonçalves, localmente conhecido como Augusto Canário, Pi d’Areosa, tocador de concertina e cantador ao desafio, Ana Santos, o maestro Vítor Lima, Rafaela Alves e Diana Leitão do grupo à capela Contraponto, a soprano Tânia Esteves e a fadista Elsa Gomes.

Na apresentação do novo projeto, o diretor artístico do GEA, Flávio Cruz, sublinhou que o objetivo do novo trabalho “não foi só dar uma nova roupagem aos temas tradicionais mas fazê-lo com a comunidade e com o país, reunindo músicos locais e nacionais”.

Também a vereadora da Cultura da Câmara de Viana do Castelo, Maria José Guerreiro, destacou a escolha do Museu do Traje para a apresentação do projeto por considerar que se trata de um espaço “icónico” da cidade.

“Se Viana é a capital do folclore, o museu do Traje é a catedral do folclore”, frisou,

A responsável sublinhou que “pegar na tradição e dar-lhe uma linguagem contemporânea”.

“Viana do Castelo tem valores para valorizar a tradição. É uma obrigação nossa meter cada vez mais gente neste processo. Incluir outros registos. Pegar na tradição e introduzir uma linguagem contemporânea, sempre com respeito e rigor e nunca atraiçoando a tradição”, apelou.

O presidente do GEA, Alberto Rego, destacou o “contributo” dos cerca de 50 músicos que participaram no trabalho hoje apresentado, e que explicou, está a ser “trabalhado em laboratório há muitos anos”.

“Só há uma maneira de salvar a tradição. É juntar a interpretação de cada geração. Não é alterar, é juntar os contributos de cada geração, valorizando o que vem do passado para o fazer chegar ao futuro”, referiu.

Os instrumentos utilizados são reinterpretação das canções tradicionais do folclore português são o bandolim, braguesa, cavaquinho, contrabaixo, guitarra, guitarra baixo, violino, violoncelo, flauta transversal, gaita-de-foles, acordeão, concertina e vários instrumentos de percussão.

Para além os músicos “locais e nacionais”, o CD inclui a participação de “atuais e antigos” solistas do GEA, reconhecido, em 2017, pela Câmara com o título de Instituição de Mérito de Viana do Castelo.

Neste CD são apresentados 21 temas interpretados pelo GEA desde a sua fundação, em 1966.

Com cerca de uma centena de elementos, o GEA venceu, em 2017, o Grande Prémio da VII edição do International Folk Contest-Festival “Flower of the Sun’ 2017”, na Lituânia, disputado por 37 grupos, de 12 países, envolvendo mais de 700 artistas.

A conceção da imagem gráfica do novo álbum foi também feita por quatro artistas locais que criaram “uma peça única”.

“O objetivo é que a imagem realçasse o movimento das dançarinas e a beleza do traje. Os diferentes contributos diferentes conjugados resultaram numa imagem coesa”, explicou a designer Helena Soares, que juntamente com os artistas plásticos João Gigante, Hugo Soares e Sara Costa, assina o trabalho.

A sua apresentação do CD “Grupo Etnográfico de Areosa, A Várias Vozes”, terá lugar no centro cultural de Viana do Castelo, dia 13 de março de 2020, às 22:00.

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