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Viana do Castelo

Viana do Castelo pede estudo sobre segurança da ponte Eiffel

Infraestruturas

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Foto: DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo afirmou hoje que vai pedir um estudo às condições de segurança da ponte Eiffel, devido ao previsível acréscimo de trânsito que os novos acessos ao porto de mar vai gerar.


“É previsível que, com os novos acessos ao porto de mar, haja um acréscimo de trânsito na ponte Eiffel. Por isso, vou solicitar ao Ministério das Infraestruturas um estudo sobre as fundações da ponte”, afirmou o socialista José Maria Costa.

O autarca, que falava no período antes da ordem do dia da reunião camarária de hoje, justificou a realização do estudo com a necessidade de o concelho “ter um conforto técnico em relação à segurança da ponte”.

José Maria Costa adiantou que, devido às obras de modernização e eletrificação da linha ferroviária do Minho, que liga o Porto a Vigo, na Galiza, “houve reforço da estrutura da ponte e que a mesma está monitorizada”.

“Sabemos que a Refer é bastante escrupulosa com a segurança. A minha perceção é que é muito ciosa dessa segurança, mas vamos pedir este estudo”, reforçou.

A construção dos acessos rodoviários ao porto de mar foi iniciada em fevereiro de 2019.

Os novos acessos, com 8,8 quilómetros e reivindicados há mais de quatro décadas, terão duas faixas de rodagem de 3,5 metros de largura, e representam um investimento superior a nove milhões de euros.

A obra é financiada pela Câmara de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Hoje, o autarca adiantou que a realização do estudo integra o acordo negociado na terça-feira com a associação de moradores do Cabedelo, para permitir retomar a construção da última fase dos acessos ao porto de mar da cidade, parada desde 11 de setembro.

A empreitada foi embargada por aquela associação que contesta o abate de 30 dos 170 plátanos existentes nos 628 metros daquela artéria.

A ponte Eiffel sobre o rio Lima, com 142 anos, entrou, em 2019, em processo de classificação como imóvel de interesse nacional.

Aquela travessia metálica, que liga a cidade de Viana do Castelo a Darque, encontra-se classificada como património da cidade e constitui um símbolo da arquitetura do ferro do século XIX, sendo hoje um ex-líbris de Viana do Castelo.

Tem 645 metros de comprimento, é composta por dois tabuleiros metálicos, sendo o superior rodoviário, para trânsito automóvel e pedestre, e o inferior ferroviário.

Inaugurada em 1878, a ponte metálica sobre o rio Lima foi desenhada pela casa Eiffel de Paris e substituiu a ponte em madeira que ligava o então terreiro de São Bento à margem esquerda do rio Lima, junto à capela de São Lourenço, na freguesia de Darque.

A empresa de Gustave Eiffel também foi encarregada da construção.

As obras começaram em março de 1877 e foram concluídas em maio do ano seguinte, sendo que a 30 de junho de 1878 foi inaugurado o troço ferroviário entre Darque e Caminha.

A última intervenção realizada na ponte centenária foi realizada em 2016, para a substituição dos aparelhos de apoio da travessia rodoferroviária sobre o rio Lima, num investimento de 117.790 euros.

Em 2014, a travessia foi alvo de uma empreitada de substituição integral do piso do tabuleiro rodoviário, que se encontrava “totalmente esburacado”.

Aquela obra, da responsabilidade da Refer, foi concluída dias antes de a travessia completar 136 anos de existência (30 de junho).

Em 2007, toda a estrutura recebeu uma grande intervenção de reabilitação, que durou quase dois anos e que custou 15 milhões de euros.

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Viana do Castelo

Sobreviventes de naufrágio em Viana do Castelo desembarcam nos Açores

Naufrágio provocou um morto

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Foto: Marinha Portuguesa

Os três sobreviventes do naufrágio de um veleiro que naufragou no sábado ao largo de Viana do Castelo, desembarcaram “em segurança” na segunda-feira, em Ponta Delgada, nos Açores, anunciou a Marinha.

Em informação divulgada na noite de segunda-feira, a Marinha indica que o desembarque dos três homens foi feito pelas 16:00 locais (17:00 em Lisboa), no Cais de Honra das Portas do Mar, com o apoio de uma embarcação de alta velocidade da Autoridade Marítima Nacional, e foi coordenado pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Ponta Delgada da Marinha Portuguesa.

À chegada a terra, os três tripulantes, de 49, 62 e 67 anos de idade, “foram submetidos ao teste da covid-19 por parte da Direção Regional de Saúde dos Açores, sendo posteriormente acompanhados pela Polícia Marítima, em coordenação com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, e pela Embaixada de França, no âmbito das suas competências”.

O veleiro, onde seguiam quatro homens de nacionalidade francesa, naufragou na madrugada de sábado ao largo de Viana do Castelo.

O navio mercante Midas, de bandeira finlandesa, localizou e recuperou os três sobreviventes, acrescenta.

O quarto tripulante, de 63 anos, foi encontrado já sem vida no seguimento das operações de busca dirigidas pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa, que mobilizou dois navios mercantes, uma fragata, uma aeronave da Força Aérea e meios do Instituto de Socorros a Náufragos.

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Viana do Castelo

Antigos escritórios da Allianz em Viana do Castelo vendidos a investidor privado

Economia

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Foto: DR

O edifício dos antigos escritórios da seguradora Allianz em Viana do Castelo, no centro histórico, com 253 metros quadrados e que se encontrava devoluto, foi vendido a um investidor privado português, anunciou hoje a imobiliária JLL, responsável pelo negócio.

“Este mandato foi atribuído à JLL na sequência de uma colaboração anterior com a seguradora na região Norte, mais concretamente no Porto, no âmbito da qual a Allianz contactou a consultora com o objetivo de vender a sua antiga sede na cidade Invicta, um imóvel com 2.600 m2 [metros quadrados] na rua Gonçalo Cristóvão. Graças ao aconselhamento da equipa da JLL, a seguradora viria a optar por arrendar a totalidade do edifício a uma marca hoteleira nacional, garantindo assim um contrato de longa duração que além de gerar rendimento, resulta também numa valorização do edifício”, lê-se num comunicado enviado às redações.

A imobiliária foi já escolhida pela Allianz para vender os atuais escritórios na região de Braga, com cerca de 450 m2 e para encontrar um novo espaço para a seguradora naquela cidade.

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Viana do Castelo

Festival de Teatro de Viana do Castelo adapta-se a recolher obrigatório

Teatro do Noroeste

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Foto: DR

O Teatro do Noroeste – CDV informou hoje que a quarta edição do festival de teatro de Viana do Castelo, com início na terça-feira, adaptou ao recolher obrigatório decretado pelo Governo.

Em comunicado hoje enviado à imprensa, a companhia de Viana do Castelo explicou que o festival vai começar, na terça-feira com a estreia do espetáculo Falar Verdade a Mentir, encenado por António Capelo, antecipado para as 21:00.

“Todos os espetáculos noturnos foram antecipados para as 21:00, de forma a cumprir com a obrigatoriedade de encerramento dos espaços culturais às 22:30. Foram alterados também os horários dos espetáculos programados para o fim de semana de 14 e 15”, especifica a nota.

A peça Sítio, da Companhia da Chanca, inicialmente agendado para dia 14, às 15:00, passa para as 10:00 do mesmo dia.

No dia 15, o Teatro do Noroeste – CDV tinha preparado duas sessões de Lullaby do Teatro Plage, às 11:00 e às 16:00, que passam agora para as 10:00 e 11:00.

Os espetáculos Alma da companhia A Turma e Ermelinda do Rio, do Teatro da Terra realizam-se conforme previsto, mas sem público na sala, podendo os espetadores aceder à transmissão ?online’, nas plataformas digitais do Teatro do Noroeste – CDV.

A 4ª edição do Festival e Teatro de Viana do Castelo acontece de 10 a 18 de novembro no Teatro Municipal Sá de Miranda e na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo.

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