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Viana do Castelo

Viana do Castelo exige reavaliação da lei por “não ter solução” para cães vadios

Sucessivos ataques a gado nas últimas semanas

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Foto: Ilustrativa / DR

O presidente da Câmara de Viana do Castelo exigiu hoje a reavaliação da lei que proíbe o abate de animais saudáveis, que esgotou a capacidade dos canis e criou um “problema complexo” e sem “solução” causado por cães vadios.

“É preciso, de uma vez por todas, que haja uma reavaliação desta legislação. Que a Assembleia da República ouça a Direção Geral de Veterinária e a Ordem dos Veterinários para se aconselhar com os principais interessados na qualidade de vida e bem-estar animal”, afirmou José Maria Costa.

Questionado pela agência Lusa, a propósito das mais de 30 cabras e ovelhas foram mortas nos últimos 15 dias por uma matilha de cães vadios em quatro freguesias do concelho, o autarca socialista garantiu não ter “solução” para acabar com o que considerou ser um “problema complexo”.

“Nós não temos solução. Se abrirmos um novo canil para 100 animais, dentro de três a quatro meses está completamente esgotado. Isto está a passar-se no país todo. Vamos gerindo consoante as possibilidades que temos e os nossos meios. Enquanto não tivermos uma solução temos de defender a eutanásia dos animais. Não temos outra alternativa”, reforçou.

O canil intermunicipal do Alto Minho, instalado em Ponte de Lima, funciona desde dezembro de 2008. Além dos 10 concelhos do Alto Minho, (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), a estrutura serve ainda o município de Esposende, no distrito de Braga.

Em novembro, a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho informou que o canil intermunicipal registou, no último ano, uma “diminuição considerável” na capacidade de alojamento de animais errantes, estimando-se em cerca de 300 os animais em lista de espera.

Em resposta escrita a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa, a CIM do Alto Minho, que gere o canil, referiu que “o número de animais alojados permanece idêntico em termos médios anuais, uma vez que canil tem funcionado, regra geral, no limiar da capacidade de carga, isto é, entre 90 a 100 cães”.

Hoje, no final da reunião camarária de Viana do Castelo, José Maria Costa disse entender a “bondade” da lei que entrou em vigor em 2018, mas defendeu que antes de uma “decisão com esta profundidade” deveriam ter sido “preparadas medidas” como “programas de promoção da adoção de animais ou de responsabilização de pessoas e entidades”.

“Depois os problemas sobram sempre para os mesmos, os municípios que, em última linha, têm de os resolver”, lamentou, o também líder da CIM do Alto Minho.

Disse que a sobrelotação dos canis municipais é transversal a todo o país.

“Temos todos os municípios do país confrontados com a lotação esgotada dos canis municipais e não temos solução para o problema. Por vezes é fácil legislar na Assembleia da República quando não se tem a noção clara dos problemas e constrangimentos que existem”, referiu.

Hoje, contactada pela Lusa, fonte da GNR adiantou que mais de 30 cabras e ovelhas foram mortas nos últimos 15 dias por uma matilha de cães vadios em quatro freguesias do concelho de Viana do Castelo.

A fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo revelou que “hoje, cerca das 11:00, foi denunciado um ataque por quatro cães vadios a um rebanho que se encontrava num terreno privado situado na União de Freguesias de Torre e Vila Mou, que resultou numa ovelha ferida”.

Na quarta-feira, adiantou a fonte da GNR, foi reportado por “um habitante da aldeia de Moreira de Geraz do Lima, novo ataque, por cinco cães vadios a um rebanho que se encontrava num terreno agrícola vedado, tendo sido mortas dez cabeças de gado”.

“Foi solicitada a presença dos militares do posto de Lanheses para tomarem conta da ocorrência”, afirmou aquela fonte.

No dia 08 de fevereiro, o ataque denunciado à GNR ocorreu em São Salvador da Torre, por quatro cães, que feriram duas ovelhas”.

De acordo com os registos da GNR, no dia 04 de fevereiro, em Nogueira, foi formalizada nova denúncia de um ataque de cães que matou dez animais e feriu três”.

O primeiro caso registado este mês ocorreu na madrugada de 31 de janeiro para 01 de fevereiro, resultando na morte de 17 cabras numa exploração agrícola em Geraz do Lima, Viana do Castelo.

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Viana do Castelo

Subconcessionária de estaleiros reúne 100 mil euros para hospital de Viana do Castelo

Covid-19

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Foto: Divulgação / West Sea

A West Sea, subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), angariou mais de 100 mil euros e está a comprar equipamentos identificados pelo hospital local como “necessidade mais premente” no combate à pandemia covid-19.

Em nota hoje enviada à agência Lusa, a West Sea explicou que “algum material” adquirido com os fundos da campanha “já começou a ser entregue” no hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

A angariação de fundos foi iniciada pela subconcessionária dos extintos estaleiros navais de Viana do Castelo, em coordenação com a Câmara de Viana do Castelo, e envolve “os parceiros de negócio”, da empresa do grupo Martifer.

A West Sea revelou que, além do material já entregue à unidade hospitalar, também as encomendas de outros equipamentos foram feitas “de acordo com as necessidades identificadas pela Unidade de Saúde Local de Viana do Castelo (ULSAM)”.

“Esta ação de apoio às necessidades do Hospital de Viana do Castelo é dinâmica e vai manter-se nos próximos tempos, permitindo que os vários parceiros de negócio da West Sea continuem a contribuir, apoiando a população do distrito de Viana do Castelo”, acrescenta a nota.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Os ENVC foram extintos em março de 2018, mas encontravam-se em processo de extinção desde janeiro de 2014, data da assinatura, entre o anterior Governo PSD/CDS-PP e o grupo privado Martifer, do contrato de subconcessão dos estaleiros navais até 2031, por uma renda anual de 415 mil euros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 87 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 280 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito na quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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Alto Minho

Tarifas da água em Viana aumentaram 0,02% com Águas do Alto Minho, diz autarquia

Águas do Alto Minho

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo informou hoje que as tarifas de água praticados pela Águas do Alto Minho (AdAM) aumentaram “apenas 0,02%, face a dezembro de 2019”, devido à “obrigatoriedade legal de aplicar IVA de 6%”.

Em comunicado enviado às redações, a autarquia presidida por José Maria Costa justificou o esclarecimento com a necessidade de “repor a verdade” face a informações que “têm circulado, nos últimos dias, nas redes sociais sobre a constituição da empresa, dos objetivos da sua fundação e do regime tarifário em vigor, procurando a desinformação e a confusão”.

A Águas do Alto Minho é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% por sete municípios do distrito de Viana do Castelo (Arcos de Valdevez, Caminha, Paredes de Coura, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

A nova empresa de gestão de redes de água em baixa e de saneamento começou a operar em janeiro, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, a cerca de 100 mil clientes e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca, Monção e Melgaço – reprovaram a constituição daquela parceria.

“Os tarifários praticados no município de Viana do Castelo seriam ligeiramente inferiores, não fosse a obrigatoriedade legal de aplicar IVA de 6% no saneamento na empresa AdAM. Mas mesmo com a aplicação do IVA na fatura atual (que inclui abastecimento de água, saneamento e resíduos sólidos), acrescem apenas em 0,02%, face aos tarifários de dezembro de 2019”, sustenta a nota.

A maioria socialista no município “reafirma” a sua “solidariedade e apoio ao trabalho que está a ser efetuado pelos trabalhadores dos sete municípios, cedidos à AdAM, que com dedicação, vencem diariamente as dificuldades de um processo novo, conjuntamente com a administração e está a dar o seu melhor na montagem de um projeto que beneficia os cidadãos do Alto Minho”.

“O executivo municipal está convicto que está a ajudar a construir um projeto público regional para a água e a preparar o sistema de águas para as novas gerações, a aumentar extraordinariamente o investimento nas redes, a melhorar a qualidade do serviço e a garantir a saúde pública dos cidadãos”, refere a nota.

Segundo o município, a criação da nova empresa “resultou de estudos de viabilidade económica e financeiros que, mantendo a tarifa de referência de Viana do Castelo, tarifas aplicadas pelos Serviços Municipalizados de Viana do Castelo, permitem realizar um investimento nos próximos trinta anos de 271 milhões de euros, sendo que o investimento de Viana do Castelo é de 75 milhões de euros, 21 milhões dos quais a serem investidos até 2023”.

“Com a Águas do Alto Minho vamos melhorar a qualidade do serviço nos sete municípios, vamos reduzir as perdas de água (em um terço da água não faturada), atingir o pleno cumprimento das licenças de descarga das Estações de Tratamento de águas Residuais (ETAR) de pequena dimensão, melhorando a qualidade das massas de água da região e as condições de saúde pública das populações”.

Hoje, a coordenadora da CDU no distrito de Viana do Castelo defendeu o regresso da gestão de redes de água em baixa e de saneamento aos municípios da região face ao “agravamento” do valor das tarifas.

Cláudia Marinho, que é também vereadora na Câmara de Viana do Castelo e que rejeitou a constituição da empresa, disse que irá avançar com uma proposta para revogação do contrato junto da maioria socialista no executivo municipal.

Em março, um movimento constituído por residentes nos sete concelhos que integram a empresa lançou uma petição pública a pedir o fim da Águas do Alto Minho, face “ao aumento exponencial” dos valores faturados pela empresa.

No texto que, às 16:30 de hoje, tinha 5.291 assinaturas, os peticionários dizem que, “na primeira fatura de água e saneamento, enviada a mais de 70 mil pessoas (individuais e coletivas), foram milhares os surpreendidos com os valores exorbitantes”.

“Há inúmeros relatos de pessoas cuja fatura aumentou 50 ou até mesmo 100%, mas há casos em que os consumidores passaram a pagar três, quatro ou até sete vezes mais (?)”, argumentam, apontando exemplos de faturas.

Acrescentam existirem casos “da cobrança da taxa de saneamento em zonas onde a rede pública ainda não chegou”.

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Alto Minho

Primeiro utente infetado em lar da Misericórdia de Viana do Castelo

Covid-19

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Foto: DR

A provedora da Misericórdia de Viana do Castelo disse hoje à Lusa que um utente com cerca de 90 anos, residente num dos dois lares da instituição, que se escudou a identificar, está infetado com covid-19.

“Temos um caso num dos nossos lares. A situação está controlada. As funcionárias estão em regime de internato. Não queremos identificar o lar em questão, por estarmos a contactar as famílias para as informar da situação sem criarmos alarmismos”, afirmou Luísa Novo Vaz.

Na cidade de Viana do Castelo, a Misericórdia tem os lares de Santiago e de Nossa Senhora da Piedade.

Segundo números adiantados pela provedora da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, um dos lares acolhe 54 utentes e tem “ao serviço, em regime de internato, seis funcionários, sendo que há trabalhadores em quarentena”.

No outro residem 40 idosos, sendo os funcionários estão a trabalhar, alternadamente, em duas equipas compostas por cerca de 10 a 12 trabalhadores”.

“Está tudo controlado. A Segurança Social vai facultar-nos os recursos humanos e também estamos a contratar pessoal”, referiu

Luísa Novo Vaz adiantou o “despiste de utentes e funcionários já começou e até sexta-feira deverão estar todos os testes realizados”.

“Desde o início de março que ando a pedir junto das autoridades de saúde que os nossos residentes e funcionários fossem testados, mas, como está a acontecer em todo o lado, há muita dificuldade em conseguir testes”, adiantou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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