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Região

Viana do Castelo e Braga em aviso amarelo devido à agitação marítima

IPMA

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Foto: DR / Arquivo

Sete distritos de Portugal continental estão quarta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de agitação marítima forte, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa estão desde as 03:00 desta segunda-feira e até às 18:00 de quarta-feira sob aviso amarelo por causa da agitação marítima, prevendo-se ondas de oeste/noroeste com 4 a 5 metros.

Devido ao estado do mar, as barras marítimas de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Póvoa do Varzim, Vila do Conde e Ericeira estão fechadas à navegação.

De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, as barras de Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, São Martinho do Porto, no continente, e Santa Cruz das Flores e Lajes das Flores, na ilha das Flores, Açores.

O IPMA emitiu também um aviso amarelo para os distritos de Vila Real, Porto, Braga e Viana do Castelo por causa da previsão de vento forte com rajadas até 80 quilómetros por hora no litoral e até 100 quilómetros por hora nas terras altas entre as 18:00 de hoje e as 06:00 de quarta-feira.

Ainda para o continente, o IPMA emitiu um aviso amarelo para os distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro e Braga devido à previsão de períodos de chuva, por vezes forte, entre as 03:00 e as 09:00 de quarta-feira.

O instituto colocou também sob aviso amarelo os grupos ocidental (Flores e Corvo) e central (Graciosa, Pico, Faial, Terceira e S. Jorge) devido à previsão de vento forte até às 09:00 de hoje (10:00 em Lisboa) e agitação marítima até às 15:00 de hoje (16:00 em Lisboa).

O aviso amarelo traduz situações de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

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Braga

Passes nos transportes urbanos de Braga 30% mais baratos a partir de março

Transportes públicos

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Foto: Divulgação

O preço dos passes nos Transportes Urbanos de Braga (TUB) vai descer 30 por cento a partir do início de março, beneficiando mais de 20 mil utilizadores, anunciou hoje o administrador daquela empresa municipal.

Segundo Teotónio Santos, o passe mais caro, que até aqui era de 42,5 euros, passará a ser de cerca de 30 euros.

Aquele passe permite viajar em toda a linha, sem limite de utilizações.

A partir de 21 de fevereiro, já podem ser comprados os passes para março, com o desconto de 30 por cento.

A descida do preço dos passes vai acontecer ao abrigo do Programa de Apoio à Redução Tarifária (PART), lançado pelo Governo para melhorar a atratividade do transporte público e incentivar a procura.

“Vão ser abrangidos mais de 20 mil utilizadores”, disse Teotónio Santos.

O administrador falava no final da reunião da Câmara de Braga, em que o executivo aprovou concessionar, por 10 anos, o serviço público de transporte de passageiros à empresa municipal TUB.

Até 2029, o município vai transferir para a empresa um total de 60,3 milhões de euros.

O vereador da CDU, Carlos Almeida, alertou para o “subfinanciamento” dos TUB (Transportes Urbanos de Braga), defendendo que a comparticipação financeira atribuída pelo município aos TUB deveria ser reforçada em pelo menos 38 milhões de euros.

“Os investimentos previstos ficam aquém das necessidades”, referiu Carlos Almeida, alertando, designadamente, para a subida da “idade média” da frota.

De resto, o vereador comunista manifestou “concordância absoluta” com a entrega do serviço aos TUB.

O vereador do PS, Artur Feio, sublinhou a necessidade de haver “mais coordenação” entre a mobilidade urbana e a política urbanística da cidade.

O presidente da Câmara, Ricardo Rio, eleito pela coligação PSD/CDS/PPM, admitiu que “seriam bem úteis mais meios financeiros” para os TUB, mas lembrou que “o orçamento não se estica indefinidamente”.

“Não é falta de vontade”, referiu, lembrando que a Câmara já decidiu atribuir aos TUB a receita do estacionamento.

Os TUB têm em curso um processo de renovação da frota, que já passou pela aquisição de seis novos autocarros em 2018 e que incluirá mais 32, num investimento de 13 milhões de euros.

Na reunião de hoje, o executivo aprovou ainda a transferência da gestão do “gnration” da Fundação Bracara Augusta para a empresa municipal Theatro Circo.

“Vai permitir partilhar sinergias, partilhar equipas e recursos, pôr em prática projetos conjuntos”, disse a administradora executiva do Theatro Circo.

Cláudia Leite acrescentou que todos os trabalhadores da área cultural do gnration serão integrados no Theatro Circo, enquanto os da área social e da juventude continuarão na Fundação.

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Região

CP lança bilhetes especiais para o Carnaval rumo a Famalicão e Barcelos

Transportes públicos

em

Foto: DR / Arquivo

A oferta de comboios das linhas urbanas do Porto vai ser reforçada durante o fim de semana de Carnaval e irá ser lançado um bilhete especial de dois euros, anunciou hoje a CP – Comboios de Portugal.

Em comunicado, a empresa adianta que, “para dar resposta ao previsível aumento da procura no período de Carnaval”, a oferta nas linhas urbanas do Porto vai ser ajustada, com a realização de comboios especiais e o reforço dos comboios regulares.

Desta forma, na noite de dia 24 e madrugada de 25 (dia de Carnaval) irão circular comboios especiais com destino à “Noite de Carnaval de Famalicão” e à “Noite Mágica em Ovar e Estarreja”.

Nos dias 23 e 25, os comboios regulares irão ser reforçados para “os corsos de Ovar e Estarreja”.

Em toda a rede urbana do Porto estará disponível o bilhete especial de dois euros para viagens de ida e volta. Contudo, estes bilhetes terão de ser comprados até 22 de fevereiro.

Para os passageiros que pretendem dirigir-se para os festejos de Barcelos, Famalicão, Ovar, Estarreja, Mealhada, Nelas, Canas de Senhorim, Figueira da Foz e Torres Vedras, “a CP recomenda a utilização dos comboios Intercidades, Regionais, Interregionais e Urbanos de Coimbra, usufruindo dos descontos em vigor”.

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Alto Minho

BE vai questionar Governo sobre precariedade de técnicos de diagnóstico no Alto Minho

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Foto: O MINHO (Arquivo)

O Bloco de Esquerda vai questionar os ministérios da Saúde e do Trabalho sobre a situação precária de 25 Técnicos Superiores de Diagnóstico de Radiologia (TSDT) do serviço de imagiologia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM).

“Vamos interpelar diretamente o Ministério da Saúde, porque entendemos que, ao abrigo do Programa de Regularização Extraordinária de Vínculos Precários (PREVPAP), e mesmo no caso de pessoas que estão fora da janela temporal do PREVPAP, deve ser reconhecido que isto é uma situação irregular, é um falso ‘outsourcing’. O Estado deve contratar diretamente estes profissionais”, afirmou hoje José Soeiro.

O deputado do Bloco de Esquerda, que falava aos jornalistas no final de uma reunião com aqueles profissionais, hoje na sede do partido em Viana do Castelo, adiantou que irá ainda questionar o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

“Vamos também questionar a ministra do Trabalho, no sentido de saber qual a razão dos recursos feitos por estes trabalhadores não terem sido reapreciados nas comissões de avaliação bipartida, no sentido de lhes ser reconhecido o direito à vinculação”, adiantou.

José Soeiro considerou que “a integração destes trabalhadores, a sua vinculação, o respeito pelas suas condições de trabalho é fundamental não apenas para os próprios e para a justiça laboral, mas é também fundamental para qualificar o Serviço Nacional de Saúde (SNS)e para garantir condições aos cidadãos”.

“Não é compreensível que no SNS esteja a recorrer a um falso ‘outsourcing’ para contratar estes técnicos por via de uma empresa que os aluga ao SNS e que, de três em três anos, não sabem se vão continuar ou não. Isto não é minimamente sustentável”, sublinhou.

O deputado do Bloco de Esquerda defendeu que, “tal como aconteceu noutros serviços, também neste caso há todas as vantagens, do ponto de vista do funcionamento dos serviços públicos e da legalidade laboral de contratar estes trabalhadores e de os vincular ao SNS”.

Na reunião com José Soeiro participaram 11 dos 25 TSDT. Entregaram um documento ao deputado do Bloco de Esquerda onde explicam que “o serviço de imagiologia está concessionado, desde 2004, a uma empresa, que é responsável pela gestão dos recursos humanos e manutenção dos equipamentos, sendo que os equipamentos e instalações são propriedade da ULSAM”.

Os “contratos de ‘outsourcing’ são anuais, renováveis até três anos, sendo que normalmente excedem esse período temporal”.

Os 25 trabalhadores da área de radiologia garantem “partilhar os postos de trabalho com técnicos da função pública”, apontando “uma desigualdade brutal de remunerações e direitos”.

Em 2016 concorreram ao PREVPAP, adiantando que, “em 2018, a ULSAM integrou todos os profissionais com vínculo precário (auxiliares de ação médica, administrativos e TSDT de outras áreas) exceto os técnicos superiores de radiologia”.

“Estes profissionais viram o seu pedido indeferido, uma vez que, segundo a administração hospitalar, estes não se encontravam vinculados à unidade, nem a empresas por eles contratadas”, sustentam na carta entregue a José Soeiro.

Consideram que “todos os técnicos de radiologia são uma necessidade permanente, estando alguns a trabalhar na ULSAM há mais de 14 anos”.

Face ao indeferimento, aqueles profissionais interpuseram uma ação no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, ainda em curso.

No final da reunião com o deputado do Bloco de Esquerda, em declarações aos jornalistas, Susana Oliveira, explicou que trabalha no hospital de Viana do Castelo desde 2006, “sempre no mesmo sistema”.

“Já passei por quatro empresas e continuo sem saber se em abril de 2021 tenho emprego”, referiu, adiantando ter um contrato de trabalho com termo, enquanto outros colegas estão a recibos verdes.

“É vergonhoso. Nós ganhamos 700 euros por mês e um técnico de saúde, com a atualização que houve, ganha 1.200 euros”, referiu.

Também Jorge Rodrigues destacou a desigualdade salarial, afirmando que “são menos 500 euros” no salário mensal.

“Estamos dispostos a ir até onde for possível para resolver esta situação que se prolonga há mais de 15 anos. Neste momento, estamos basicamente a ganhar o salário mínimo. Os nossos salários não são atualizados. Estamos com um salário base de 630 e poucos euros e ganhamos 700. É um bocado impossível viver com esta quantia de dinheiro”, disse.

Criada em 2009, a ULSAM integra o hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, 13 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

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