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Viana do Castelo

Viana do Castelo destruiu 2.554 ninhos de vespa asiática desde 2012

Números avançados pelos Bombeiros Sapadores de Viana

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Foto: Fernando André Silva / O MINHO

A Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo destruiu no concelho, desde 2012, 2.554 ninhos de vespa asiática, num esforço municipal de “muitas dezenas de milhares de euros, disse esta sexta-feira o comandante da corporação.

Em declarações à agência Lusa, António Cruz, referiu que aquele número é o que consta da plataforma criada, em 2012, pela corporação da capital do Alto Minho, admitindo poder ser “muito superior”.

O responsável lamentou que, há oito anos, quando “apareceu um fenómeno completamente desconhecido”, o concelho tenha enfrentado “completamente sozinho” o seu combate.

“Ninguém pode afirmar que, se em 2012 tivéssemos tido a capacidade de juntar tudo e todos, teríamos evitado o que se passou. Mas uma certeza temos, foi feito muito pouco em 2012”, explicou o comandante da única corporação profissional do distrito de Viana do Castelo.

A vespa velutina é uma espécie asiática com uma área de distribuição natural pelas regiões tropicais e subtropicais do Norte da Índia ao leste da China, Indochina e ao arquipélago da Indonésia, sendo a sua existência reportada desde 2011 no distrito de Viana do Castelo.

“A praga foi-se estendendo pelo país, chegou a Lisboa e nós vemos que qualquer vespeiro em Lisboa é notícia nacional. Nós aqui, em 2012, destruíamos 13 a 14 ninhos por dia, ainda hoje destruímos ninhos todos os dias, mas aqui não é notícia porque, infelizmente, convivemos com isto desde 2012”, reforçou.

Desde o início deste ano, a Companhia de Bombeiros Sapadores de Viana do Castelo já destruiu 263 ninhos.

“A Câmara de Viana do Castelo assumiu, desde o primeiro segundo, a responsabilidade de combater a praga e esteve, ao longo de muito tempo, completamente sozinha. Seguramente, são muitas dezenas de milhares de euros, que a câmara assumiu do seu próprio orçamento”, garantindo estar “tudo registado” na plataforma criada pela corporação, desde o “número de horas de serviço gastas na destruição dos ninhos, aos quilómetros percorridos e ao número de operacionais empenhados”.

Viana do Castelo é o concelho do Alto Minho com maior número de casos de ninhos daquela espécie predadora que foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, em 2004. Os primeiros indícios da sua presença em Portugal surgiram em 2011, mas a situação só se agravou a partir do final do ano seguinte.

Em 2012, referiu António Cruz, a corporação “procurou” informação sobre a praga noutros países, “como em França onde, supostamente tudo terá começado em Bordéus”.

“Estivemos muito tempo sozinho. Há uma segunda fase em que alguns órgãos da administração central reagem, mas também rapidamente saltaram fora. Ninguém assumia a responsabilidade perante uma situação destas. Uns diziam que era um problema de saúde pública, outro da agricultura. Muita gente chutou para canto”, lamentou.

Posteriormente, apontou, “foi feita uma primeira tentativa de desenhar um plano nacional de combate, mas apresentava fragilidades enormes ao ponto de querer obrigar as pessoas a pagar a destruição dos vespeiros”.

“Precisávamos da ajuda das pessoas para nos informarem da existência dos ninhos, mas, logicamente, a pagar, as pessoas não informavam ninguém”, especificou.

O método utilizado para destruir os ninhos foi também criado no concelho. A “geringonça” utilizada foi “engendrada” por um funcionário municipal com “muita imaginação que, no primeiro ano, permitiu queimar 400 ninhos”.

Durante “vários anos”, a corporação utilizava “uma garrafa de gás, ligada a uma mangueira extensível e a um queimador em aço inoxidável que queimava o ninho”.

A destruição ocorre sempre quando cai a noite, período em que as vespas fundadoras estão no interior das colmeias.

“Não tínhamos alternativas. Entretanto, as empresas já reagiram. Há quem já utilize drones, espingardas de ‘paint ball’ para injetar o produto químico”, explicou, referindo também que “só muito recentemente” tenha sido disponibilizado “financiamento público para a destruição de vespeiro”.

Em fevereiro, um despacho do Governo refere que a “presença da vespa velutina tem vindo a aumentar no território nacional ao longo dos anos, afetando diversos setores, em particular o da apicultura, mas também o agrícola e o florestal, nomeadamente pela diminuição da quantidade de insetos polinizadores e óbvios efeitos que podem vir a causar a sustentabilidade dos respetivos ecossistemas”. No documento, o Governo atribuiu um apoio de um milhão de euros para uma campanha nacional de destruição da vespa velutina.

Os principais efeitos da presença desta espécie não indígena manifestam-se não só na apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas, mas também para a saúde pública, porque, embora não sendo mais agressivas do que a espécie europeia, reagem de modo mais agressivo se sentirem os ninhos ameaçados, podendo fazer perseguições até algumas centenas de metros.

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Viana do Castelo

Viana dá nome de José Natário a pavilhão municipal

Homenagem

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Foto: Juventude de Viana

O pavilhão municipal de Monserrate, em Viana do Castelo, pode vir a chamar-se pavilhão José Natário, após proposta do presidente da autarquia local, José Maria Costa.

José Natário foi o fundador do Juventude de Viana, equipa de hóquei em patins que tem a sua história associada a este pavilhão, como explicou o autarca.

A proposta já foi debatida em reunião de executivo e aprovada por unanimidade pelos vereadores presentes.

José Natário morreu aos 86 anos, na passada segunda-feira, deixando não só o legado desportivo mas também na economia local, ao ter fundado várias pastelarias que ainda hoje perduram.

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Viana do Castelo

Liga dos Amigos investe mais de 30 mil euros no Hospital de Viana do Castelo

Ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar novo mamógrafo digital oferecido

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Foto: DR /Arquivo

A Liga dos Amigos do Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, está a investir mais de 30 mil euros na ampliação do serviço de radiologia para rentabilizar o novo mamógrafo digital com estereotaxia da unidade.

“O novo equipamento entrou em funcionamento em abril e já realizou exames a 660 mulheres, além de ter permitido intervenções que não eram viáveis com o equipamento que foi desativado, mas a falta de espaço nas atuais instalações condiciona ainda o pleno funcionamento do mamógrafo oferecido pela Liga dos Amigos ao hospital”, explicou hoje à agência Lusa o presidente da Liga dos Amigos do hospital de Viana do Castelo (LAHVC), Defensor Moura.

O médico especialista em medicina interna, já reformado, antigo presidente da Câmara de Viana do Castelo e fundador da Liga, acrescentou que a intervenção “já iniciada” prevê “a transferência do bar, com o objetivo de libertar área para a expansão do serviço de radiologia do hospital”.

“Com esta intervenção, e mais a participação no apetrechamento da nova unidade de cuidados intermédios polivalente, a Liga dos Amigos vai investir mais de 30 mil euros na melhoria dos serviços hospitalares, graças aos contributos regulares dos seus amigos beneméritos”, especificou Defensor Moura.

A LAHVC homenageou publicamente, na quinta-feira, os beneméritos que contribuíram para a aquisição do mamógrafo digital com estereotaxia. A sessão realizada no auditório da unidade foi ainda marcada pelo “pagamento da última prestação à empresa fornecedora do equipamento, cujo custo final orçou em 92.250 euros”.

A campanha para angariação de fundos para recolher a verba necessária à aquisição do mamógrafo digital começou em abril, sendo que a 06 de junho o equipamento começou a funcionar, tendo sido realizados, no primeiro mês, 202 exames a mulheres do distrito de Viana do Castelo que não tiveram de ser deslocar ao Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto.

“Até agora foram recebidos 424 contributos individuais e coletivos, de montantes entre dois euros e dezenas de milhares de euros, a quem a Liga agradeceu e passou os correspondentes recibos para efeitos fiscais”, referiu Defensor Moura.

O novo equipamento veio substituir um existente na unidade, que “avariava com frequência”, causando “adiamentos de mamografias e de intervenções cirúrgicas programadas, com nefastas consequências para o equilíbrio psicológico das doentes”.

O novo aparelho de mamografia digital, com estereotaxia, “veio evitar que, todos os anos, mais de 100 mulheres tenham de se deslocar a hospitais ou centro privados no Porto para a realização de biopsias e colocação do arpão de localização pré-operatória dos tumores da mama”.

A Unidade de Saúde Local do Alto Minho (ULSAM) é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima.

Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

Além da oferta de equipamentos ao hospital de Santa Luzia, a Liga dos Amigos tem um corpo de voluntariado que, em 2018, “prestou mais de 10 mil horas de trabalho voluntário junto dos doentes e, também um grupo de promotores da dádiva de sangue que contribui para a contínua renovação e rejuvenescimento dos dadores benévolos do hospital, cujo serviço colheu, no ano passado, mais de 4.500 dádivas de sangue”.

A Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo foi criada em 1981, comemorando no próximo dia 30 de novembro o seu 38.º aniversário de “atividade ininterrupta”.

Em 38 anos de atividade, a Liga dos Amigos do Hospital já ofereceu “múltiplos equipamentos técnicos aos serviços de urgência, de cirurgia, medicina, cardiologia, pneumologia, obstetrícia, pediatria e imuno-hemoterapia”.

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Alto Minho

Carlos Meira (Viana) quer ser candidato à liderança do CDS

Crise no CDS

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Foto: DR / Arquivo

O conselho nacional do CDS-PP para marcar o congresso da sucessão de Assunção Cristas demorou seis horas e meia e terminou esta sexta-feira de madrugada, sem que nenhum dos dirigentes “em reflexão” tenha anunciado uma candidatura à liderança.

Ao longo de horas e horas, em que muitos fizeram pausas para vir à rua conversar ou até encomendar comida, hambúrgueres, no caso, foi ainda possível saber que um militante, Carlos Meira, de Viana do Castelo, que fez uma intervenção crítica a Cristas no congresso de 2018, anunciou aos conselheiros ter a intenção de se candidatar à liderança.

Carlos Meira, figura conhecida do CDS em Viana do Castelo, já foi presidente da concelhia e candidato à Câmara de Viana em 2013, tendo-se apresentado durante um congresso nacional do CDS como “neto de um deputado da União Nacional”.

Meira já tinha sido muito crítico com Assunção Cristas durante o primeiro dia de trabalhos do 27.º Congresso do CDS-PP, que decorreu em Lamego (Viseu), em 2018.

Na altura, acusou a presidente do partido de desrespeito pelo distrito, ao qual terá dedicado apenas 40 minutos durante a campanha autárquica. “A senhora presidente nunca tinha tempo, era só Lisboa, Lisboa, Lisboa”, criticou.

As declarações, na altura, levaram a que o presidente da mesa do Congresso tentasse intervir, mas Carlos Meira disse que tinha esperado “o dia todo para falar”.

Dirigentes “em reflexão” não avançam

Nem João Almeida, deputado e porta-voz do partido, nem Filipe Lobo d’Ávila, do grupo “Juntos pelo Futuro”, nem o líder da JP, Francisco Rodrigues dos Santos, que está “disponível para aquilo que os militantes” entenderem que pode “ser mais útil”, disseram claramente estar na corrida à sucessão de Cristas, que se afastou depois dos maus resultados do CDS das legislativas, em 06 de outubro, disseram à Lusa vários conselheiros nacionais.

Foram mais de seis horas de reunião em que, na primeira parte, os três dirigentes e Abel Matos Santos, único candidato assumido, da Tendência Esperança em Movimento (TEM), fizeram intervenções em que falaram dos resultados do partido, que passou de 18 para cinco deputados, com 4,2% dos votos, e pediram reflexão sobre o futuro.

No final de um concorrido conselho nacional, mas já com a sala da sede do CDS-PP com pouco mais de 20 conselheiros, a ainda líder, Assunção Cristas, prometeu uma “presença discreta”, para fazer a representação institucional do partido, e disse sair da reunião tranquila com a participação que teve e com o debate de ideias a que assistiu.

E despediu-se, já passava das 04:00, com a frase: “Vamo-nos vendo e, se não for antes, vemo-nos no congresso.”

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, tanto Lobo d’Ávila, que à entrada admitiu que anunciará a sua decisão “dentro de dias”, nem João Almeida revelaram posições definitivas.

Almeida admitiu que já está a preparar a moção de estratégia global que pretende levar ao congresso de janeiro de 2020 e defendeu que, antes de pensar na candidatura, é preciso discutir ideias para o futuro do partido.

À partida, todos quiseram “ouvir”, nas palavras de Filipe Lobo d’Ávila, o que os conselheiros nacionais tinham para dizer sobre os resultados do partido, o pior desde as eleições de 1991. O mesmo, ouvir, quis fazer Nuno Melo, eurodeputado do CDS, que na semana passada se excluiu da corrida à liderança.

Na reunião, à porta fechada, segundo relatos feitos à Lusa por conselheiros nacionais, João Almeida defendeu-se das críticas internas, como Lobo d’Ávila, por não ter estado na sede nacional na noite das eleições, justificando-se ter ficado em Aveiro, círculo por onde foi eleito deputado.

Assunção Cristas falou, logo no início, aos dirigentes do partido para dizer que vai continuar no parlamento até ao congresso de janeiro e que, depois, renunciará ao cargo de deputada, mantendo-se, porém, como vereadora na câmara de Lisboa, para que foi eleita nas autárquicas de 2017.

Na reunião foi aprovada a realização do 28.º congresso nacional do CDS para 25 e 26 de janeiro de 2020, em local ainda a definir.

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