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Viana compra três lojas por 1,4 milhões para instalar serviços municipais

Oposição votou contra
Viana compra três lojas por 1,4 milhões para instalar serviços municipais
Foto: CM Viana do Castelo / Arquivo

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por maioria, a compra de três lojas comerciais, por 1,4 milhões de euros, para instalar serviços municipais atualmente dispersos e a funcionar em edifícios arrendados.

Os membros da oposição no executivo municipal, que hoje se reuniu em sessão ordinária, votaram contra, praticamente pelas mesmas razões.

A vereadora do CDS-PP, Ilda Araújo Novo, o vereador do PSD, Paulo Vale, da CDU, José Ramos, e o independente Eduardo Teixeira consideraram que a proposta carece de informação relativamente aos serviços que estão dispersos e quanto é que o município gasta em aluguer dos espaços onde essas valências municipais estão instaladas, para perceber se a compra dos imóveis, propriedade do Estado, é uma “mais-valia”.

O social-democrata, Paulo Vale, questionou a “oportunidade”, afirmando que a aquisição dos imóveis “podia esperar pelo novo mandato e pelos novos elementos que vierem a constituir o executivo municipal”.

O independente Eduardo Teixeira disse não se sentir “confortável” com a aquisição dos imóveis, entre outras razões pelo “endividamento do município”.

A oposição alertou ainda para os custos que a autarquia terá de suportar para transformar os três edifícios que “estão em bruto” desde 2007.

Na resposta, o presidente da Câmara, Luís Nobre, afirmou que desde que iniciou o mandato, em 2021, o valor da dívida da autarquia desceu em cinco milhões de euros.

Luís Nobre considerou ser “uma boa oportunidade” para “aumentar o património municipal” e uma forma de dar melhores condições de trabalho aos funcionários de áreas que se encontram dispersos”.

As três lojas comerciais, situadas na Avenida Conde da Carreira e Travessa da Estação, no centro da cidade, totalizam 1.661,78 metros quadrados, que são propriedade do Estado e que nunca foram utilizados.

Segundo a proposta apresentada pelo presidente da câmara, há “necessidade de proceder à aquisição de imóveis que permitam instalar serviços municipais atualmente dispersos, gerando custos acrescidos para o erário público e constrangimentos de organização e eficiência administrativa”.

“A aquisição das frações permitirá dotar a autarquia de edifícios próprios, adequados à instalação de serviços municipais, contribuindo para a redução de encargos com arrendamentos, para a melhoria das condições de trabalho dos serviços e para um melhor atendimento aos cidadãos, centralizando estruturas administrativas que hoje se encontram deslocalizadas”, lê-se no documento.

O autarca explicou que “foi promovida a avaliação independente das referidas frações, tendo sido fixado o valor global de 1.384.500 euros.

A fração A representa um investimento de 487.500 euros, a fração F 333 mil euros e a fração K – 564, mil euros.

O valor do conjunto das três frações “mereceu parecer favorável da IP Património Administração e Gestão Imobiliária, S.A., entidade proprietária, e subsequente homologação pela Estamo – Participações Imobiliárias, S.A., nos termos legais aplicáveis, aceitando-se a concretização da operação pelo montante indicado”.

Depois da aprovação em reunião do executivo municipal, compete à Assembleia Municipal autorizar a aquisição dos imóveis, processo que será depois remetido para o Tribunal de Contas.

 
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