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Alto Minho

Viana apela a aumento de rotas no aeroporto do Porto para salvaguardar exportações

TAP vai retomar atividade com 71 rotas em Lisboa e apenas três no Porto

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Foto: Profilbesitzer / Flickr (Arquivo)

O presidente da Câmara de Viana do Castelo apelou hoje para a intervenção do Governo no sentido de aumentar o número de rotas no aeroporto do Porto, medida que considerou fundamental para garantir as exportações das empresas do Norte.


José Maria Costa reagia a uma notícia do diário Jornal de Notícias (JN) que dá conta de que a TAP vai retomar a atividade – interrompida pela pandemia da covid-19 – com 71 rotas a partir do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e com apenas três com partida do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, na Maia, distrito do Porto.

“Todos entendem os cuidados e salvaguarda na área da saúde, mas não se pode limitar desta forma tão drástica a reativação tão necessária da economia e em especial das empresas exportadoras”, sublinha, defendendo que é “urgente uma intervenção do Governo nesta matéria para inverter a tendência que a TAP quererá tomar para o aeroporto do Porto”, refere o autarca socialista, citado numa nota hoje enviada à imprensa.

O presidente da câmara da capital do Alto Minho destaca que “o aeroporto do Porto tem de estar ao serviço das empresas exportadoras”, considerando “muito preocupante” que venha a efetuar “apenas com três voos”.

Para José Maria Costa, “o Aeroporto Francisco Sá Carneiro é uma infraestrutura fundamental para as empresas do Norte do país, que têm um forte perfil exportador e que necessitam desta porta de entrada e saída para as suas atividades”.

Movimento de Rui Moreira considera redução de rotas da TAP “insultuosa” para a região

As últimas previsões do autarca de Viana do Castelo apontam para que este ano o município entrasse no ‘top ten’ das exportações nacionais, ano em que o concelho estaria a exportar mais de 1.000 milhões de euros, correspondendo 30% ao ‘cluster’ eólico, 30% ao setor do papel e 40% ao setor automóvel”.

A estimativa foi apontada por José Maria Costa, em janeiro de 2019. Na altura, e com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), Viana do Castelo era o 16.º concelho mais exportador a nível nacional, sendo responsável por 1,5% das exportações nacionais e contribuindo para “um ‘superavit’ [excedente] positivo de cerca de 300 milhões de euros”.

Aviões vão ter de limitar passageiros a dois terços da lotação

Portugal contabiliza 1.023 mortos associados à covid-19 em 25.190 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado hoje.

Relativamente ao dia anterior, há mais 16 mortos (+1,6%) e mais 203 casos de infeção (+0,8%).

Portugal termina às 23:59 de hoje o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e passa para uma situação de calamidade.

Entre outras medidas, o plano do Governo para continuar a combater a covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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Alto Minho

Crianças aprendem a reflorestar na Serra d’Arga ao som da concertina

Ambiente

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A ideia começou com Miguel Machado, há cerca de dois anos, depois do anúncio de que uma empresa estrangeira estaria interessada em fazer prospeção para avaliação de uma possível exploração de lítio na Serra d’Arga, que atravessa os concelhos de Viana do Castelo, Cerveira, Ponte de Lima e Caminha.

Miguel começou a reflorestar uma pequena zona afetada por incêndios e invadida por espécies agressivas ao habitat, junto aos ribeiros de S. Lourenço da Montaria, em Viana do Castelo, mas, infelizmente, não cumpriu o sonho, após trágico falecimento.

A família, movida pelo espírito de renovação e de contacto ambiental, decidiu organizar um movimento chamado Reflorestar a Serra d’Arga, em memória de Miguel. E este sábado, cumpriram a primeira etapa a que se propuseram.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Eram cerca das 10:00 horas da manhã de sábado quando chegaram os primeiros voluntários vindos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Braga. Alguns cidadãos polacos também se juntaram ao grupo, fascinados com a iniciativa. Com eles, muitas crianças, para explorarem a terra e para terem contacto com a cultura minhota. É que este evento, apelidado “Plantar a Cantar”, também contou com concertinas e música popular minhota.

Ao som da concertina, tocada por Cristina Lima, os voluntários plantaram carvalhos, sobreiros, castanheiros e outras árvores autóctones, numa iniciativa que terminou já perto das 12:00, face ao anunciar do ‘toque’ de recolhimento, uma hora depois.

Renovar laços culturais

Cristina Lima, que é também uma das principais dinamizadoras, explicou a O MINHO que esta iniciativa não visava apenas a regeneração da floresta mas também a renovação dos laços culturais com a música do Alto Minho. E depressa tocou umas ‘modas’ em honra de S. João d’Arga, para gáudio dos presentes.

Foto: O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Se a música ajuda a uma melhor adaptação ao solo, não sabemos, mas é certo que ajudou na ‘alegria’ dos plantadores, enquanto sujavam as mãos com sacholas e (muita) terra.

“Esta ação visa também chamar as crianças, porque é uma questão sensível, embora no mundo rural ainda não se note tanto, mas acontece que nos últimos tempos as crianças e as famílias não têm ligação à terra, aos animais, a toda a natureza”, aponta Cristina ao nosso jornal.

“Esse é um dos objetivos: regenerar a floresta através da reflorestação e aproximar as pessoas da terra e criar em rede a nível de Norte a Sul do país várias áreas verdes e vários projetos de reflorestação a nível nacional”, explica.

O projeto “ambicioso” teve agora o primeiro passo e, “aos pouquinhos e com ajuda de todos”, o grupo espera regenerar várias florestas que estão “mal-tratadas”, especialmente “a Serra d’Arga, a montanha sagrada, que precisa de cuidados”, reforçou Cristina.

Plantar a Cantar

Foi esse o mote para esta ação. A ideia era associar a música, que é algo que também esteve sempre ligada à Serra d’Arga, à reflorestação, como se de uma celebração se tratasse. A celebração da vida.

Foto: O MINHO

“As pessoas quando trabalhavam no campo e na floresta, antigamente, cantavam, e a ideia era levar as vozes, as nossas cantigas e a concertina e animar durante o trabalho. Recuperar o trabalho ambiental e também o cultural”, vinca Cristina.

“A ideia do cantar enquanto se planta surgiu esta semana e porquê? Há outras experiências em África e na Índia de plantação a cantar, que vi nas minhas pesquisas a nível de plantação”, revela.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“Eles até costumam plantar árvores quando nascem crianças. E lembrei-me de associar a música, onde somos tão ricos, em termos de cancioneiro, e recordar o S. João d’Arga. Assim as crianças não aprendem só a mexer na terra, plantar e cuidar das árvores, mas também a cantar e a cuidarem do património cultural, que é de todos nós, e o que nos identifica”, sublinha.

Cerca de 30 árvores plantadas

O grupo plantou “cerca de 30 árvores”, como deu conta Armando Alves Rodrigues, outro dos voluntários que marcou presença no evento, disponibilizando toda a sua experiência com sacholas, como explicou o próprio.

“Eu não levei árvores para plantar mas ajudei a dar uma lição na sachola, para que todos pudessem plantar e sujar as mãos”, disse a O MINHO.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“Já não foi a primeira vez que participei neste tipo de ações, porque quando me dizem que é para plantar árvore, acho logo que devo ir. Isto não é ‘para a fotografia’, é mesmo por consciência ambiental e para tentar construir um mundo melhor para o futuro do planeta”, disse.

Cristina Lima concorda e espelha a alegria das crianças que “dançaram ao som da concertina como se o instrumento se tratasse de uma fábrica de sorrisos”, exemplificou.

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

Foto: Armando Carriça / O MINHO

“As pessoas saíram muito felizes por ajudar, como se tivessem concluído uma missão em mãos. Foi uma animação”, terminou a voluntária.

Em busca da classificação como paisagem protegida

Extensível por uma área de cerca de 10 mil hectares que atravessam os concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Viana do Castelo e Ponte de Lima, a Serra d’Arga tem 4.280 hectares classificados como Sítio de Importância Comunitária.

Atualmente, está em curso a classificação como Área de Paisagem Protegida de Interesse Regional, numa iniciativa conjunta daqueles quatro concelhos do Alto Minho, processo que deverá ficar concluído em 2021 para assegurar a proteção do território.

Em 2016, foi anunciado, através de estudos preliminares, que a Serra d’Arga estava identificada como uma “zona com elevado potencial de lítio”, atraindo empresas estrangeiras de mineração.

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Alto Minho

Covid chega aos lares de Ponte de Barca. Há 18 infetados em Entre Ambos-os-Rios

Covid-19

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Foto: DR

O lar de idosos do Centro Social de Entre Ambos os Rios conta com 18 infetados com covid-19, anunciou hoje a instituição.

De acordo com o diretor da instituição, Inocêncio Araújo, citado pela rádio Barca FM, foram testados todos os 33 utentes do lar, existindo 14 casos positivos.

Há ainda quatro infetados por entre os funcionários do lar.

De acordo com o responsável, os doentes infetados estão separados dos restantes, em alas diferentes daquela instituição.

Já os funcionários infetados estão a recuperar em casa.

A autoridade de saúde está a acompanhar este surto, o primeiro registado em lares deste concelho do Alto Minho.

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Alto Minho

Dois mortos associados à covid-19 em centro de dia de Caminha

Covid-19

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Foto: DR

Dois utentes do Apoio Domiciliário do Centro de Dia de Vilarelho, em Caminha, perderam a vida no hospital de Santa Luzia, em Viana, após complicações associadas à covid-19.

A informação foi avançada pelo Jornal C, citando a diretora técnica Débora Silva. Há ainda um utente internado e cinco infetados que não necessitaram de hospitalização, por entre os 44 utentes daquele serviço. Há também sete funcionárias infetadas.

Já no Centro de Dia da instituição, que permanece encerrado, há ainda três utentes infetados, dois deles internados.

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