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Alto Minho

Viana: “Administração da ULSAM não tem dinheiro para fazer aquilo que precisa”

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Foto: DR/Arquivo

O bastonário da Ordem dos Médicos disse hoje em Viana do Castelo que o subfinanciamento da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) “é uma coisa absolutamente assustadora”, com “repercussões” na administração e profissionais de saúde.

“O subfinanciamento da ULSAM é uma coisa absolutamente assustadora. Com este nível de financiamento a administração da ULSAM não tem dinheiro para fazer aquilo que precisa de fazer”, afirmou Miguel Guimarães.

Deputado do PS pede ao Governo reforço orçamental para Unidade de Saúde Alto Minho

A ULSAM é constituída por dois hospitais, o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

“Esta uma situação grave para quem está a dirigir, nomeadamente para quem está na administração, mas também tem repercussões para quem está no terreno”, afirmou o bastonário da Ordem dos Médicos à porta do hospital de Santa Luzia, na capital do Alto Minho.

O responsável, que falava aos jornalistas no final de uma visita àquela unidade e aos centros de saúde da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), disse que, “neste momento, os médicos estão numa situação limite” e denunciou “a falta de dinheiro para a contratação de profissionais de saúde”.

“Faltam especialistas em praticamente todas as especialidades, sendo que a situação mais crítica é a de anatomia patológica. É um hospital que tem apenas um médico de anatomia patológica e serve uma população de cerca de 250 mil habitantes, população envelhecida, com uma carga de doença crónica elevada e, nomeadamente, doença oncológica. Esta situação pode provocar atrasos inaceitáveis”, sustentou.

Miguel Guimarães destacou que o anatomopatologista do hospital de Santa Luzia “trabalha em regime de prestação de serviços”.

“Quando é necessário, e isso acontece muitas vezes, tentam contratar mais serviços externos”, sustentou.

Disse ter feito “mais de 50 apontamentos sobre coisas que não estão bem” durante as reuniões que hoje manteve com os médicos e a administração da ULSAM, acompanhado pelo presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, António Araújo, e por vários elementos do Conselho Sub-regional de Viana do Castelo, nomeadamente o presidente Nelson Rodrigues.

Segundo Miguel Guimarães, “faltam nove anestesiologistas” e no hospital de Santa Luzia “já foram adiadas cirurgias por falta de assistentes operacionais”.

Apontou também como problema o serviço de radiologia, apesar de sublinhar que não se trata de uma questão “exclusiva de Viana do Castelo, mas transversal ao país”.

“No caso da radiologia, é um ‘outsourcing’ com uma empresa sediada em Lisboa. Não há contacto nenhum com os doentes. É uma coisa inacreditável. (…) Um hospital que tem um serviço de urgência para 250 mil pessoas devia ter radiologistas em presença física no hospital, devia ter um serviço de radiologia organizado, onde fosse possível fazer exames de diagnóstico essenciais, como é o caso de ecografias e TAC”, reforçou.

Como problemas estruturais referiu a “dificuldade em manter uma temperatura estável no bloco operatório, estruturas que não são resistentes e onde entra água quando chove”, situação que, disse, afeta “algumas enfermarias”.

O bastonário da Ordem dos Médicos denunciou ainda as “obras paradas no centro de saúde de Viana do Castelo e no serviço de urgência do hospital”.

“Notamos que os profissionais de saúde estão desesperados e estamos a falar concretamente dos médicos. Os médicos estão a começar a ficar desmotivados e a começar a pensar que o distrito de Viana do Castelo está a ser completamente ignorada pelo Governo”, frisou.

Miguel Guimarães disse que o “hospital vai fazendo o que pode e que as pessoas vão-se desenrascando com as deficiências que existem”.

“Ainda assim, a capacidade de resposta deste hospital tem aumentado nos últimos anos. Se verificarem os números ou falarem com o presidente do conselho de administração ele vai dizer que o hospital fez mais consultas e cirurgias, e é verdade. Isto tem sido à custa de um esforço absolutamente extraordinário dos profissionais de saúde e por isso é que as pessoas estão a chegar a um limite em que já não conseguem mais”, concluiu.

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Viana do Castelo

Pastelaria de Viana deu 108 mil euros na raspadinha: “Fiquei bastante feliz”

Sorte

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Foto: Cedida a O MINHO

108 mil euros. 1.500 euros todos os meses durante seis anos. Foi este o prémio obtido por um senhor numa raspadinha comprada na Pastelaria Londrina, no Largo de São Domingos em Viana do Castelo.

A proprietária, Joaquina Barreiro Dias, manifestou a O MINHO a sua satisfação pela entrega deste prémio.

“Fiquei bastante feliz”.

E se o movimento da Londrina aumentou durante o dia de hoje, a verdade é que o estabelecimento vai dando prémios com alguma frequência.

“Ainda no Natal demos 20 mil euros a um cliente”, recorda Joaquina Dias.

A O MINHO, manifestou o seu sonho secreto: “a minha maior felicidade era entregar o primeiro prémio do Euromilhões”.

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Alto Minho

Alto Minho lamenta “ausência” do ICNF na apresentação contra fogos

Comissão Distrital de Proteção Civil pediu esclarecimentos

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO / Arquivo

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, Miguel Alves, lamentou, hoje, a “ausência” do ICFN na apresentação do plano de combate a fogos e adiantou ter sido decidido pedir esclarecimentos àquele organismo.

“No conjunto de 100 pessoas que estiveram hoje aqui, a debater o presente e o futuro do combate aos incêndios no distrito de Viana do Castelo, o ICNF não esteve presente para nos ajudar a resolver problemas, sobretudo, num contexto do Parque Nacional na Peneda Gerês (PNPG) e das matas nacionais que temos no distrito”, afirmou o também presidente da Câmara de Caminha.

O socialista, que é ainda presidente do Conselho Regional do Norte falava aos jornalistas no final da reunião que decorreu hoje, à porta fechada, em Arcos de Valdevez, para a apresentação do Plano Operacional Distrital no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais/2019.

“É com mágoa que digo que, nesta reunião em que tínhamos instituições de todo o distrito, não tínhamos o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). É uma pena. Gostávamos de colocar várias questões ao ICNF. Temos o Parque Nacional na Peneda Gerês (PNPG), que está sempre sob risco, temos matas nacionais, zonas de cogestão. É uma pena que, ultimamente, não tenhamos a oportunidade de debater estas questões com o ICNF, disse.

O presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo adiantou ter sido decidido “escrever uma carta aos dirigentes do ICNF para encontrar uma solução para resolver essa lacuna”.

Miguel Alves adiantou que o dispositivo distrital, no nível de empenhamento máximo (Nível IV), “terá 98 equipas (incluindo equipas de combate, logísticas, vigilância, de ataque inicial, entre outras), compostas por 474 operacionais e 102 veículos”.

No distrito existem 12 corporações de bombeiros, uma delas municipal. No total a região dispõe de 635 bombeiros voluntários registados.

“Somos o distrito com menos corporações de bombeiros voluntários, menos bombeiros e ocupamos o nefasto primeiro lugar do distrito onde há mais ocorrências por bombeiro, a relação do número de ocorrência por bombeiro é a maior de todo o país”, referiu Miguel Alves.

Adiantou que, apesar de “não ser o dispositivo que a região queria, a área ardida tem vindo a diminuir desde 2016, ano em que foram contabilizados 31.500 hectares, contra os 1.628 hectares, em 2018”.

“Este ano já vamos em 1.281 hectares e 327 ocorrências e ainda não entramos no período mais difícil”, especificou, adiantando estar “mais preocupado este ano, do que em 2018”.

Miguel Alves referiu-se, entre outros fatores, a “um afrouxamento no alarme social e no cuidado nas limpezas, parecendo que já se vão esquecendo os incêndios terríveis de 2017”.

“Se estamos à espera que os nossos bombeiros, que são 635 para dez municípios, 208 freguesias, uma área de 222.000 hectares que vão resolver os problemas todos, quando tudo estiver a acontecer estamos completamente errados e é bom que tenhamos noção disso”, sublinhou.

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Alto Minho

Alto Minho tem o dispositivo “possível” para a época crítica de fogos

Distrito de Viana do Castelo tem cerca de 635 bombeiros voluntários

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO /Arquivo

O primeiro Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Viana do Castelo, Marco Domingues, disse hoje que o dispositivo de combate aos incêndios no Alto Minho, “é o possível”, admitindo que o distrito “tem o maior número de ocorrências por corporação”.

“Se é o dispositivo suficiente, dependerá do número e da simultaneidade das ocorrências. Somos o distrito do país com um dos dispositivos mais reduzidos, senão o mais reduzido e aquele que tem maior número de ocorrências por corporação de bombeiros. É o dispositivo com que contamos, em que confiamos e com o qual vamos trabalhar”, afirmou.

No total, o distrito de Viana do Castelo tem cerca de 635 bombeiros voluntários.

Marco Domingues, que falava aos jornalistas no final de uma reunião da Comissão Distrital de Proteção Civil de Viana do Castelo, que decorreu hoje, à porta fechada, em Arcos de Valdevez, referiu que, este ano, a região “contará em permanência, no ‘nível IV’, entre julho e setembro, com 22 equipas bombeiros, compostas por 89 operacionais nas corporações do Alto Minho”.

“Nestas equipas já incluímos as cinco que virão do distrito de Lisboa, mais duas equipas de combate a incêndios nascentes. Há ainda 12 Equipas de Intervenção Permanente (EIP) nas corporações de bombeiros do distrito”, referiu Marco Domingues aos jornalistas, no final da reunião de apresentação do Plano Operacional Distrital no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais/2019.

O responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viana do Castelo adiantou que no ‘nível IV’, no “total das valências (vigilância, fiscalização e combate) a região terá um total 98 equipas, compostas por 474 operacionais e 102 veículos”.

Àquele dispositivo juntam-se ainda “26 equipas de sapadores florestais, dez equipas do Corpo Nacional de Agentes Florestais do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e três equipas AFOCELCA -Agrupamento Complementar de Empresas”.

Este ano, “o dispositivo contará também com a Unidade Local de Covas, em Vila Nova de Cerveira, composta por 18 operacionais e três veículos e que funcionará, em caso de necessidade, em articulação com o CDOS na vigilância, combate e rescaldo de incêndios”.

Uma equipa do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR e a Brigada de Proteção Ambiental da PSP, também integram o dispositivo distrital “dotado de um meio aéreo permanente, estacionado no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez, e que será reforçado com um segundo meio aéreo médio com capacidade de transporte de 12 operacionais”.

Está ainda previsto “o apoio das Juntas de Freguesias, dotadas de ‘kits’ de intervenção primária de combate a fogos florestais e das equipas logísticas de apoio ao combate”.

No Alto Minho existem 12 corporações de bombeiros, sendo que Viana do Castelo é o único concelho a dispor de um corpo profissional na região.

Além da capital do Alto Minho, apenas Caminha possui duas corporações de bombeiros voluntários, uma situada na sede do concelho e a outra em Vila Praia de Âncora.

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