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Famalicão

Viana adjudica acessos ao porto de mar por mais de 5,3 milhões a construtora de Famalicão

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Foto: DR

A Câmara de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, a intenção de adjudicar à empresa Construções Amândio Carvalho, por mais de 5,3 milhões de euros, a construção dos acessos rodoviários ao porto de mar.

A decisão foi tomada hoje à tarde, durante a reunião ordinária do executivo municipal, com base no relatório final do júri do concurso público, lançado em maio, com um preço base de sete milhões de euros.

Em causa está uma rodovia com 8,8 quilómetros, que ligará o porto comercial ao nó da Autoestrada 28 (A28) em São Romão de Neiva, permitindo retirar o tráfego de pesados do interior de vias urbanas.

Nas conclusões daquele relatório, a que a agência Lusa teve aceso, o júri do concurso público decidiu “manter a intenção” de adjudicar aquela obra à empresa Construções Amândio Carvalho, SA, de Vila Nova de Famalicão, por mais de 5,3 milhões de euros, “sujeito ao valor de IVA, a taxa legal em vigor, intenção essa já sugerida no relatório preliminar lavrado em 19 de outubro de 2018”.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Câmara de Viana do Castelo, José Maria Costa explicou que a proposta hoje aprovada segue para o Tribunal de Contas, estimando que “a obra, com prazo de execução de 18 meses, deverá ser consignada no final do mês de janeiro de 2019”.

“É uma obra muito importante para o concelho e para o distrito que chega 40 anos depois”, destacou José Maria Costa.

A obra é financiada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo e pela Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL).

Em maio, aquando da aprovação, pela autarquia, do concurso público, a maioria socialista na Câmara de Viana do Castelo referiu que o porto de mar, “infraestrutura marítimo-portuária com capacidade instalada para movimentar cerca de 900 mil toneladas de carga por ano, é um elemento âncora para o desenvolvimento da região de Viana do Castelo”.

Para a autarquia, aquela infraestrutura assume-se como “uma plataforma de internacionalização do tecido económico desta região, sendo fator de atratividade de novas empresas e indústrias que se queiram instalar no Alto Minho”.

A autarquia da capital do Alto Minho sublinhou ainda que aquela empreitada, reclamada há várias décadas, “é fundamental para o reforço da capacidade operacional e para garantir o crescente aumento de movimento do porto comercial, em especial, das exportações, resultante da dinâmica comercial das empresas instaladas na região”.

Em abril, a ministra do Mar declarou a utilidade pública da expropriação dos terrenos necessários à construção dos acessos rodoviários ao porto de mar de Viana do Castelo.

No despacho publicado em Diário da República, Ana Paula Vitorino declarou “o caráter de urgência da expropriação em causa, atendendo ao interesse público da obra” e atribui “posse administrativa imediata dos bens”.

“É uma acessibilidade determinante para a competitividade e operacionalidade do porto de Viana do Castelo com um perfil de exportação crescente, possibilitando o reforço das condições de atratividade empresarial da região”, lê-se no despacho.

O projeto integra a estratégia para o aumento da competitividade portuária.

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Famalicão

Cirurgiões de Famalicão vão 15 dias para a Guiné em equipa que vai operar 200 pessoas

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Dois cirurgiões do Hospital de Vila Nova de Famalicão vão integrar uma equipa de médicos e enfermeiros que vão viajar para a Guiné-Bissau, com o objetivo de operar 200 pessoas, grande parte das quais crianças.

Os médicos partem para aquele país africano no dia 22 de fevereiro, acompanhados com um contentor onde será transportado o material necessário, e ali permanecerão durante duas semanas para cumprir a missão.

Segundo o Jornal de Notícias, que hoje deu a conhecer a história na sua edição impressa (e online, apenas acessível a assinantes), a iniciativa partiu do médico José Manuel In-Uba, guineense que trabalha no Hospital de Aveiro e que desafiou os colegas.

As intervenções cirúrgicas vão decorrer no principal hospital do país, o Hospital Nacional Simão Mendes, na capital, Bissau, onde aqueles profissionais também irão aproveitar para dar formação a médicos e enfermeiros locais.

 

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Famalicão

Empresa de Famalicão quer “resolver problemas sociais” com aplicações móveis

“Simplificar o salto das empresas para a realidade indústria 4.0”.

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Foto: DR

Uma empresa de base tecnológica de Famalicão quer “resolver problemas sociais” recorrendo a aplicativos móveis de forma a “acabar com burocracias” e “ligar pessoas em tempo real”.

A IOTech nasceu um janeiro de 2018 com o objetivo de “criar soluções inovadoras” e simplificar o salto das empresas para a realidade indústria 4.0.

“O nosso objetivo é desenvolver soluções inteligentes e inovadoras que são comercializados como um serviço”, explicou à Lusa o responsável pela empresa, Filipe Portela, à margem de uma visita do presidente da autarquia no âmbito do roteiro ‘Famalicão MadeIn’.

Filipe Portela explicou que a ação da IOTech passa por “juntar pessoas a empresas que queiram disponibilizar serviços, acabando com questões burocráticas, com o papel”, sendo que a aplicação da tecnologia desenvolvida pela empresa pode ser transversal.

“Desde áreas técnicas a serviços como um picheleiro, por exemplo. Deixa-se de perder tempo com orçamentos, papéis. Há uma necessidade, há uma resposta na plataforma. Um aluno que tenha uma dúvida que precisa de ver respondida rapidamente, um médico, caminhamos para poder dar e ter respostas no momento”, explicou o responsável.

Além do “perfil inovador” da tecnologia desenvolvida, a IOTech inovou também na forma como está a crescer: “Estabelecemos uma parecia com a Riopele, uma empresa na área dos têxteis, que se tornou nossa parceira ao adquirir uma parte da empresa mas que nos vai também permitir fazer prova de conceito”, apontou.

A parceria com a Riopele é um dos “pontos fortes” da IOTech, também destacado pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

“Depois no nascimento do projeto, a Riopele, além de ter acarinhado no contexto de inovação, percebeu que o projeto tem pernas para andar e com utilidade para a própria Riopele que não se limitou a contratar um serviço, mas que entra como parceiro”, referiu Paulo Cunha.

Para o autarca, esta é uma “forma diferente do relacionamento entre empresas”.

“Estamos mais habituados a uma lógica de absorção, a empresa maior absorve a mais pequena ou limita-se a um ‘outsourcing’. Aqui o que foi feito foi mais do que isso, foi diferente e inovador”, destacou.

Do lado da têxtil, Bernardino Carneiro salientou as vantagens da parceria, nomeadamente no âmbito da indústria 4.0.

“Ficámos a ganhar um parceiro que nos vai permitir acelerar um conjunto de projetos no âmbito da indústria 4.0, da digitalização dos processos da Riopele, na ligação que pretendemos fazer de todo o chão de fábrica ao sistema central”, apontou.

Atualmente a IOTech tem seis colaboradores, mas a pretende expandir-se.

“Temos quatro colaboradores com contrato e, se tudo correr bem, vamos abrir seis estágios no futuro”, adiantou Filipe Portela.

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Famalicão

IPCA chega a Famalicão

Com sede em Barcelos, o Politécnico tem também um pólos em Guimarães e em Braga.

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Foto: Divulgação

A Câmara de Famalicão e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) formalizaram na semana passada a presença desta instituição de ensino superior público no concelho.

Com sede em Barcelos, o Politécnico tem também um pólos em Guimarães e em Braga.

O presidente da autarquia, Paulo Cunha, e a presidente do IPCA, Maria José Silva Fernandes assinaram o protocolo de cooperação para o funcionamento de Cursos Técnicos Superiores Profissionais do IPCA em Famalicão.

“O IPCA compromete-se a diagnosticar as necessidades de formação técnica juntamente com o município e as empresas sediadas no Vale do Ave e a apresentar um plano de formação especializado dirigido às empresas da região”, diz a autarquia em comunicado.

Já o Município de Famalicão compromete-se a cooperar com o IPCA na implementação dos estágios de formação em contexto de trabalho e a divulgar junto das empresas e das escolas o programa de ações de formação e de sensibilização para seminários e palestras realizadas pelo IPCA.

O documento prevê ainda a atribuição de um montante de quase 27 mil euros para o funcionamento do Curso Técnico Superior Profissional de Design de Moda, que está já a ser lecionado nas instalações do CITEVE desde outubro passado. Para o próximo ano letivo, o objetivo passa por aumentar o números de cursos a lecionar.

Recorde-se que o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) é uma instituição do ensino superior público português, criado em 1994. Oferece cursos de licenciatura, mestrados, especialização tecnológica, pós-graduação, em regime diurno e pós-laboral. Constituído por três escolas, Escola Superior de Gestão, Escola Superior de Tecnologia e Escola Superior de Design, o IPCA é uma instituição de ensino superior público que realiza atividades nos domínios de formação graduada e pós-graduada, com a preparação de profissionais com elevado nível de qualidade.

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