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Alto Minho

Viana, a Helena e a Sara mudaram a cara ao Politécnico

ENTREVISTA. Nova imagem do IPVC foi revelada no dia do 34.º aniversário

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Em dia de 34.º aniversário o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) apresentou, oficialmente, a sua nova marca de comunicação, a nível central e das suas seis escolas.


Para a conceção da nova imagem o IPVC lançou em finais de 2019 um concurso para que fossem apresentadas propostas para aquela que poderia ser a nova imagem da instituição.

Após a análise das várias dezenas de propostas, algumas oriundas do Canadá e Brasil, o júri foi unânime na candidatura vencedora. Duas jovens vianenses acabaram por reunir o consenso do júri e arrecadado o primeiro prémio do concurso de ideias para a nova imagem no valor de 2.500 euros.

Uma imagem inovadora que transmite a confiança e o percurso que o IPVC está determinado a seguir, de forma a estar mais próximo de todos os seus stakeholders.

Senhores e senhoras, as vencedoras: Helena Soares e Sara Costa

Por que razão decidiram concorrer para criar o novo logótipo do IPVC?

SARA: Quando tivemos conhecimento do concurso para a nova identidade do IPVC achamos que seria um desafio para nós, porque nem sempre há oportunidade de participar na renovação de uma marca com o prestígio do IPVC e com 40 anos de existência e impacto na região em que se insere. Como estamos há relativamente pouco tempo a trabalhar de forma independente e a começar o nosso próprio projeto, achamos que seria um bom momento para arriscar concorrer.

HELENA: Do nosso ponto de vista, participar na renovação desta identidade é aliciante porque, atendendo à natureza da instituição, o projeto adquire bastante visibilidade e permite um grande desdobramento da identidade. E para nós, enquanto designers, é bastante interessante pensar na exploração de múltiplos suportes e aplicações.

No que se inspiraram para a criação do logótipo?

HELENA: O logo do IPVC partiu de uma reflexão sobre o que é o ensino superior e, de um modo mais particular, o que é o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o que representa e quais são os seus objetivos e posicionamento estratégico. Ao longo das suas quatro décadas de atividade, o IPVC tem vindo a destacar-se pela qualidade da sua versátil oferta formativa, assim como pela contínua procura de atualização e inovação. No seguimento desta ideia constante de evolução, procuramos desenvolver uma proposta de identidade que se ajustasse aos objetivos traçados pela Instituição.

SARA: Pensamos numa nova identidade que ultrapassasse o figurativo e estático, que não datasse o IPVC, e que transmitisse o seu dinamismo. A nova imagem baseia-se, então, neste entendimento do IPVC enquanto instituição mutável e abrangente. É um ponto de partida inclusivo, aberto a múltiplos percursos.

Qual o conceito de comunicação que está subjacente aos elementos gráficos que constituem o logótipo?

HELENA: De uma forma geral, esta nova identidade apresenta o IPVC como um ponto a partir do qual se podem traçar diversos caminhos. Visualmente, esta ideia é traduzida de uma forma simples e através de uma linguagem jovem e facilmente reconhecível. A sigla do IPVC, utilizada desde sempre na sua comunicação, é reescrita numa tipografia bold, com impacto visual. O ponto do I, que é obtido através do uso da tipografia em caixa baixa, é utilizado estrategicamente como representação do IPVC enquanto ponto de partida. Desse ponto, parte uma linha metaforicamente associada aos diversos percursos que podem nascer desta instituição.

Esta proposta permite, mantendo a coerência visual, o desdobramento para outras versões do logotipo.

Neste sentido, o conceito na base desta nova identidade gráfica é realçado: a partir de um mesmo ponto são traçadas diferentes linhas de cor, identificativas dos diversos percursos que o IPVC possibilita através das suas Unidades Orgânicas.

SARA:

1. Escola Superior de Educação

No caso da Escola Superior de Educação, a linha que a representa evoca a escrita, base de toda a aprendizagem.

2. Escola Superior Agrária


Para representar a Escola Superior Agrária, baseamo-nos nas serras e montes que moldam a fisionomia do território do Alto Minho, sugerindo o ambiente e a natureza.

HELENA:

3. Escola Superior de Tecnologia e Gestão


O grafismo associado à Escola Superior de Tecnologia e Gestão é associado à ideia de engrenagem, iconicamente utilizada para representar engenharia e tecnologia. Ao mesmo tempo, transmite as noções de lógica, de organização e de circuito, também relacionadas com informática, matemática e gestão.

4. Escola Superior de Saúde

Para identificar a Escola Superior de Saúde foi desenhada uma linha que sugere o traçado de um eletrocardiograma, símbolo universal de saúde.

SARA:

5. Escola Superior de Ciências Empresariais


O grafismo utilizado para a representação da Escola Superior de Ciências Empresariais faz referência à leitura de gráficos e análise de dados, permitindo uma associação rápida à gestão empresarial.

6. Escola Superior de Desporto e Lazer


A linha ondulada representa a Escola Superior de Desporto e Lazer, remetendo para o imaginário dos desportos náuticos — prática privilegiada no Alto Minho, dada as suas características ambientais e geográficas.

HELENA: Quando transportada para as aplicações gráficas, a nova imagem é versátil e abrangente, permitindo a combinação de elementos e cores. A marca adapta-se a diferentes contextos e suportes, mantendo a sua identidade e coerência visual. Apesar do logotipo principal ser monocromático (preto) conseguimos, através das peças de comunicação da marca, uma identidade visual completa e colorida. As cores não só identificam e distinguem cada um dos polos na sua individualidade, mas também transmitem a ideia do IPVC como um todo, coeso e aglutinador.

Como pretendem que as pessoas vejam/interpretem o novo logótipo do IPVC?

SARA: Esperamos que esta identidade seja lida como uma nova fase do IPVC, uma fase de renovação e de reafirmação dos seus objetivos e valores. Esperamos que haja empatia e que as pessoas reconheçam a nova imagem, que faça parte da sua memória visual.

HELENA:  Esperamos que haja identificação. Que as pessoas que frequentam e trabalham no IPVC sintam orgulho e se sintam bem representados, e que o público em geral reconheça facilmente a nova imagem e a mensagem que transmite. Esperamos que contribua eficazmente para a comunicação do IPVC, enquanto instituição dinâmica, abrangente, com sentido de evolução e de futuro.

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Alto Minho

Monção vai requalificar 17 quilómetros de rede viária

Obras públicas

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Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Monção vai investir 1,3 milhões de euros a requalificar mais de 17 quilómetros de rede viária municipal, em 12 freguesias, para garantir “uma circulação mais segura e facilitar o acesso às habitações”, informou hoje a autarquia.


“A requalificação destes traçados rodoviários reflete um passo importante para quem reside naquelas áreas do concelho, assegurando-lhes uma circulação mais segura e fluída, assim como melhores condições no acesso às habitações. Pode, também, contribuir para a fixação das pessoas nos seus locais de origem ou para a atração de novos moradores”, afirmou o presidente da câmara, António Barbosa, citado numa nota hoje enviada às redações.

No documento, a autarquia do distrito adiantou que, “neste momento, sete obras públicas na rede viária municipal estão em condições de avançar no terreno”.

“Em conjunto, os investimentos, contratualizados e prontos a iniciar-se representam um valor global próximo de 1,3 milhões de euros, decorrendo em 12 freguesias do território, num total ligeiramente superior a 17 quilómetros de extensão”, sustenta.

As intervenções agora anunciadas têm ainda um objetivo de valorização turística do território, “particularmente, nas zonas de montanha, com espaços verdes e águas refrescantes, cada vez mais procuradas pelos turistas”.

“A melhoria dos acessos poderá levar também à afirmação dos valores naturais, patrimoniais e gastronómicos das freguesias, bem como à valorização das estruturas existentes e à eventual concretização de novos empreendimentos capazes de atrair mais gente”, referiu o município.

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Viana do Castelo

El Mundo destaca Viana como local seguro para passar férias

Imprensa internacional

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Foto: El Mundo

O jornal espanhol El Mundo destacou Viana do Castelo como um dos dez locais em Portugal onde os espanhóis podem dar uma escapadinha nas férias.


A explorar locais favoráveis, Portugal beneficiará de um corredor e de abertura de fronteiras com nuestros hermanos a partir do próximo dia 01 de julho, e o El Mundo recomenda a princesa do Lima.

Depois de recomendar outras nove cidades portuguesas, maioritariamente no Sul e zona Oeste do país, o El Mundo termina a viagem no estuário do Lima, onde encontram a “renomeada” Viana do Castelo.

“Aqui convém subir à basílica de Santa Luzia, que coroa a cidade, para desfrutar das vistas do litoral português”, começa por destacar a publicação.

Aconselha ainda a passear “sem rumo” no centro da cidade, onde as ruas levam até à Praça da República. Recomendam ainda as praias, que, dizem, “não faltam” na zona. Destacam ainda o Forte do Paço e a praia de Afife.

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Alto Minho

Alto Minho “completamente desiludido” com falta de mais passagens para a Galiza

Covid-19

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Foto: CM Vila Nova de Cerveira / Facebook

O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira disse hoje estar “completamente desiludido” com os governos de Portugal e Espanha por “desvalorizarem” o impacto da reposição de fronteiras nos municípios portugueses e galegos banhados pelo rio Minho.


“Lamentamos a descoordenação dentro do governo e entre governos, mas lamentamos ainda mais a desvalorização que fazem da situação concreta da região de fronteira do rio Minho, sistematicamente prejudicada por políticas centralistas dos sucessivos governos que não atendem às justas reivindicações das populações de fronteira, ignorando ou desconhecendo a realidade local”, afirmou Fernando Nogueira, citado numa nota enviada à imprensa.

O autarca, que é também vice-diretor Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, lamentou ainda o facto de o assunto não ter sido abordado na reunião do Conselho de Ministros, na quinta-feira.

“Estamos completamente desiludidos”, frisou.

Fernando Nogueira disse esperar “uma minimização desta injustiça”, e reforçou que a luta dos municípios da raia vai continuar, “por ser justa”.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19.

Atualmente, no distrito de Viana do Castelo, a ponte nova sobre o rio Minho, que liga as cidades de Valença e Tui, é o único ponto de passagem autorizado para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

A reabertura das fronteiras entre Portugal e Espanha está prevista para 01 de julho.

Para o diretor do AECT Rio Minho, Uxio Benitez, citado na mesma nota enviada às redações, sublinhou que, “mesmo que ambos os governos avancem ou não com o dia 22”, os dois países “estão a falar de abertura total das fronteiras com caráter geral para o turismo”.

“Os governos não entendem, nem conhecem que antes dessa abertura para os turistas estão os trabalhadores transfronteiriços e a cidadania transfronteiriça. Aquele trabalhador que tem que percorrer 100 quilómetros a mais ou aquele comerciante que não pode abrir porque não podem passar os seus clientes. Precisamos de uma solução imediata, pois esta é uma situação injusta”, sustentou.

O primeiro-ministro, António Costa, desvalorizou na quinta-feira “alguns anúncios unilaterais” do governo espanhol, que já foram desmentidos, sobre a reabertura das fronteiras com Espanha, considerando que “está tudo esclarecido” e que “está reposta a normalidade”.

O Governo espanhol esclareceu na quinta-feira que a abertura das fronteiras à “mobilidade internacional segura” terá lugar a partir de 01 de julho e não a 22 de junho, como tinha indicado a ministra do Turismo, uma mudança de posição de Madrid depois de Lisboa ter pedido “esclarecimentos” e manifestado estar “surpreendido” com as declarações da responsável governamental.

Na quarta-feira, presidentes de câmara portugueses e galegos de municípios banhados pelo rio Minho exigiram a reabertura “imediata” de mais três pontos entre Portugal e Espanha de forma a corrigir o que dizem ser uma injustiça dos dois Estados.

Doze dos 14 autarcas portugueses e galegos com municípios localizados ao longo de 70 quilómetros do rio Minho realizaram uma ação de protesto conjunta no meio da ponte internacional da Amizade, que liga Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, a Tomiño, na Galiza, em Espanha, encerrada desde a reposição de fronteiras entre os dois países.

Do lado português participaram os autarcas de Melgaço (PS), de Monção (PSD), Valença (PSD), Paredes de Coura (PS) e Vila Nova de Cerveira (movimento independente), tendo faltado apenas Caminha(PS). Do lado espanhol marcaram presença os sete autarcas de A Guarda, O Rosal, Tominõ, Tui, Salvaterra do Miño, As Neves e Arco. Não marcaram presença os autarcas de Crecente e Caniza.

Portugal contabiliza pelo menos 1.465 mortos associados à covid-19 em 33.969 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgado hoje.

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