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Viana do Castelo

Viana: 100 mil euros para conservar Citânia de Santa Luzia

Investimento da câmara municipal

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Uma empreitada de conservação da Citânia de Santa Luzia, em Viana do Castelo, vai ter início em janeiro, orçada em 100 mil euros e suportada pela câmara local, informou hoje a Direção Regional de Cultura do Norte.


Na nota hoje enviada à imprensa, a Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN) adianta que a intervenção na Cidade Velha de Santa Luzia vai prolongar-se durante 180 dias.

Os trabalhos vão “incidir na estabilização e restauro das alvenarias dos diferentes sistemas estruturais que constituem a Cidade Velha de Santa Luzia, um notável exemplar dos povoados fortificados existentes no Noroeste Peninsular, tanto pela sua dimensão, como pelo planeamento urbanístico, tipologia construtiva e carácter defensivo”.

A Citânia de Santa Luzia, classificada como Monumento Nacional em 1926, está situada no monte com o mesmo nome, sobranceiro à cidade de Viana do Castelo. A estrutura encontra-se aberta ao público desde 1994, integrando-se num conjunto de estações arqueológicas existentes no Norte de Portugal.

Citânia de Santa Luzia. Foto: Google

“A intervenção será custeada pela Câmara de Viana do Castelo, conforme estabelecido no protocolo de colaboração celebrado entre a DRCN e o município na sequência do estudo de impacto ambiental de consolidação do parque empresarial de Lanheses. Considerando-se ser necessário implementar medidas compensatórias referentes à salvaguarda do património existente no concelho de Viana do Castelo, a câmara municipal optou por alocar o investimento no projeto de conservação das ruínas arqueológicas da Cidade Velha de Santa Luzia”, especifica a nota.

Segundo a DRCN, a intervenção “observará as técnicas construtivas tradicionais incluindo a colocação de elementos de travamento transversal com a dimensão e o espaçamento que vier a ser determinado em obra”.

“O assentamento será executado sem recurso à utilização de argamassas evitando a utilização de elementos de fixação, de forma a constituir um aparelho com as características da alvenaria existente”, refere.

Serão utilizadas “as unidades de alvenaria existentes no local, prevendo-se a possibilidade de recorrer a unidades existentes em depósito, dentro do perímetro da Cidade Velha, caso seja necessário para colmatar espaços ou proceder a reforços complementares”.

O protoloco estabelecido entre o município e DRCN foi aprovado, por unanimidade, em setembro, em reunião camarária da capital do Alto Minho.

Na altura, o presidente da câmara, o socialista José Maria Costa apontou o arranque dos trabalhos para o período “entre março a outubro de 2019”.

José Maria Costa adiantou que a “parceria permitirá fazer a consolidação das ruínas e um levantamento cartográfico mais apurado”.

Disse que o projeto inclui ainda a publicação de uma edição com mais informação sobre aquele “elemento de referência” da capital do Alto Minho.

“Para que os vianenses e os estudantes possam conhecer melhor tudo o que esteve subjacente à construção da Citânia, à sua própria evolução após a chegada dos romanos a este espaço territorial”, especificou, na altura.

Além das ruínas, a Citânia dispõe ainda de um edifício de entrada, desenhado pela arquiteta Paula Santos, para apoio dos visitantes.

As ruínas, designadas pelo nome de “Cidade Velha de Santa Luzia”, são conhecidas desde o século XVII e as primeiras escavações datam de 1876, tendo sido da iniciativa de Possidónio da Silva, presidente da Real Associação dos Arquitetos e Arqueólogos Portugueses.

Em 1902 foi efetuada nova intervenção arqueológica, sob direção de Albano Belino, tendo sido escavada a maior parte da área hoje visível, que constitui cerca de um terço da área total do povoado, já que uma parte foi destruída pela construção do hotel de Santa Luzia e pelas estradas de acesso.

De acordo com informação disponível na página da câmara na internet, a Citânia de Santa Luzia “é um dos castros mais conhecidos do Norte de Portugal e um dos mais importantes para o estudo da Proto-História e da Romanização do Alto Minho”.

“A sua localização estratégica permitia-lhe não só dominar vastas áreas da zona litoral ribeirinha, como também controlar o movimento das entradas e saídas na Foz do Lima que, na Antiguidade, seria navegável em grande parte do seu curso”, refere o município.

Segundo a autarquia, o “povoado apresenta características muito próprias, principalmente ao nível das estruturas arquitetónicas, com destaque para o aparelho poligonal, utilizado em algumas casas, que apresentavam uma planta circular com um vestíbulo ou átrio e que, em alguns casos, albergavam fornos de cozer pão”.

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Viana do Castelo

Viana: DJ’s ‘passam’ música a bordo do Gil Eannes com transmissão para 16 países

DJs Mayze X Faria

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Foto: Divulgação / CM Viana do Castelo

O navio-museu Gil Eannes recebeu um projeto da dupla de DJs Mayze X Faria que será transmitido, na sexta-feira, através de 38 páginas nas redes sociais para 16 países, informou hoje a Câmara de Viana do Castelo.

Em causa, segundo um comunicado da autarquia, está um projeto de vídeo X Places, que “tem como objetivo unir natureza e música, dando a conhecer lugares de excelência espalhados um pouco por todo o país”.

A transmissão da sessão da dupla composta por John Mayze e Miguel Faria,gravada a bordo do navio-museu, ancorado há 22 anos na doca comercial de Viana do Castelo, acontece na sexta-feira, pelas 19h30.

O evento, gravado a bordo do navio Gil Eannes, será transmitido por mais de páginas de música, rádios e temáticas variadas.

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Viana do Castelo

Surfistas sensibilizados para não ocuparem zonas de banhistas em Viana

Praia de Cabedelo

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Foto: AMN

Praticantes de surf, windsurf e kitesurf foram sensibilizados pela Polícia Marítima de Viana do Castelo para não ocuparem zonas de banhistas na praia do Cabedelo, anunciou hoje aquela autoridade.

A ação decorreu na passada quinta-feira, durante a tarde, com os agentes e os nadadores-salvadores da Coordenada Decimal, em conjunto com uma mota de água da Estação Salva-Vidas, levando a que os praticantes da modalidade percebessem que não podem utilizar certas zonas reservadas a banhos.

“​A praia do Cabedelo tem um conjunto de fatores que propiciam a sua procura pelos praticantes daquelas modalidades, o que leva a uma sobrelotação dos espaços criados para o efeito, levando por vezes à ocupação indevida das zonas de banhos”, refere nota da Polícia Marítima.

“Foram ainda abordados e sensibilizados diversos utentes que circulavam no Domínio Público Marítimo, em deslocações de curta duração para efeitos de fruição de momentos ao ar livre, desrespeitando as medidas relativas ao distanciamento, tendo sido indicado que é importante que se cumpram as medidas para conter a propagação da doença covid-19, indicação que foi prontamente acatada”, refere ainda a autoridade.

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Viana do Castelo

Apreendidas 10 toneladas de tintureira e tubarão anequim em Viana do Castelo

Pesca ilegal

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Foto: Divulgação / GNR

A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR apreendeu, em Viana do Castelo, cerca de 10 toneladas de espécies de tubarão com o valor estimado de 11.300 euros, tendo identificado dois armadores, revelou hoje aquela força.

Em comunicado enviado à imprensa, a GNR explica que os “militares da Guarda apuraram que dois navios de pesca estavam a capturar tintureira ou tubarão-azul, ‘Prionace glauca’, e tubarão anequim, ‘Isurus oxyrinchus’, sem estarem licenciadas para tal”.

“Por se encontrarem com as autorizações de pesca suspensas, estas embarcações incorrem em infrações puníveis com coimas máximas de 37.500 euros. No total, foram apreendidos 9.021 quilos de tintureira e 911 quilos de tubarão anequim”, especifica a nota sobre a apreensão daquele pescado, realizada na quinta-feira.

Além da identificação dos mestres das duas embarcações, de 48 e 58 anos, os militares da GNR elaboraram dois autos por contraordenação, por pesca destas espécies sem licença, sendo posteriormente vendido em lota.

A operação decorreu numa ação conjunta da Direção-Geral de Recursos Naturais Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Já na quarta-feira, também em Viana do Castelo, a UCC da GNR apreendeu 3.213 quilogramas de tintureira, com o valor estimado de 6.426 euros e identificou o mestre da embarcação por pesca sem licença.

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