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Alto Minho

Vereador de Melgaço deixa PSD

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O vereador do PSD na Câmara de Melgaço, Manuel Fernandes, anunciou esta terça-feira ter requerido a desfiliação de militante partido, com efeitos imediatos, face à não abertura da Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) do concelho.

Em comunicado, Manuel Fernandes explicou que a decisão já foi comunicada, por carta, ao vice-presidente do partido, Marco António Costa.

“Já é certo que a UCCI de Melgaço não abre em 2015, não se concretizando, assim, o compromisso assumido pelo secretário Adjunto do Ministério da Saúde, Fernando Leal da Costa, a 29 de julho de 2014, em reunião realizada, em Lisboa. Tal compromisso suscitou, em mim e nos Melgacenses, enorme confiança que, afinal, saiu defraudada”, lê na carta enviada ao partido.

A UCCI está concluída desde setembro de 2012 mas aguarda, desde então, a realização de protocolo que permita a sua entrada em funcionamento.

A sua criação foi protocolada a 08 de agosto de 2008 entre a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N) e a Câmara Municipal de Melgaço, no âmbito da requalificação dos serviços do Centro de Saúde local. Foi executada e paga pela Unidade Local de Saúde do Alto Minho, representando um investimento público de 1,5 milhões de euros.

Apesar de abandonar o partido, Manuel Fernandes garantiu que “continuará, porém, a cumprir o seu mandato de vereador, agora na qualidade de vereador independente”.

Na carta enviada a Marco António Costa, datada do dia 28, o vereador justificou a sua saída do PSD com “razões de consciência”.

“Reparo que o discurso do PSD de defesa do interior é simples retórica, sem qualquer efeito prático, tanto mais que temos assistido ao agravamento dos problemas do interior, ao longo dos últimos 4 anos”, sustentou.

Na missiva defendeu que, “os Melgacenses acreditavam que o Governo poderia ser um dos seus aliados na defesa dos seus interesses, ao assegurar a abertura da UCCI e ao manter a exclusividade da produção do vinho Alvarinho na sub-região Monção e Melgaço, sendo que nada disso aconteceu”.

“O Governo capitulou perante os interesses económicos das grandes empresas e das regiões com peso eleitoral superior ao de Melgaço, prejudicando os pequenos produtores da uva e do vinho e os comerciantes melgacenses”, frisou.

“Continuarei a perfilhar os princípios e valores da social democracia e a defender o modelo de sociedade por ela preconizada mas não me revejo na atual praxis política seguida pelo partido”, realçou.

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