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Região

400 alunos do Secundário esperados no “Verão no Campus” da UMinho – inscrições abertas

Em Azurém e Gualtar

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Foto: DR/Arquivo

A 12.ª edição do “Verão no Campus”, promovido pela Universidade do Minho (UMinho), decorrerá, este ano, entre 22 e 26 de julho. O programa, desenvolvido com o objetivo de promover a cultura, a ciência e a arte junto dos mais jovens, e de auxiliar os estudantes que pretendem ingressar no ensino superior na escolha de uma área de estudo e trabalho, deverá acolher cerca de 400 estudantes.

O programa decorre em Braga e Guimarães e pretende ser não só um espaço de aprendizagem para jovens alunos do ensino secundário, mas também fomentar o espírito de trabalho em equipa, e laços de amizade e confiança mútua, através das diversas atividades pedagógicas, lúdicas e culturais levadas a cabo em ambiente universitário. Os estudantes terão ainda a oportunidade de conhecer as cidades de Braga e Guimarães, de conviver com colegas de diferentes regiões geográficas e de aprenderem enquanto se divertem a experimentar as ações científicas, culturais e desportivas propostas.

Com um programa que abrange diferentes áreas científicas, serão promovidas atividades de ensino não formal nas áreas de arquitetura, matemática, química, arqueologia, sociologia, direito, educação, engenharia e letras.

Em todas as tarefas os participantes serão acompanhados por professores, investigadores e alunos da Universidade – os “padrinhos UMinho”.

​​​As inscrições podem ser efetuadas até 31 de maio no site da UMinho.

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Braga

Bombeiros nacionais e estrangeiros voltam a subir os 566 degraus do Bom Jesus

Bombeiro de Elite só se realiza no final de setembro, mas já conta com mais de 300 inscrições. 25% chegam do estrangeiro

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A dois meses da realização da terceira edição da prova Bombeiro de Elite, em Braga, a iniciativa contabilizada já 300 inscrições. É o espelho do sucesso desta competição que consiste na subida do Escadório do Bom Jesus do Monte, com mais de 25 quilos de equipamento de protecção individual (fardamento de combate a incêndios urbanos).

Um quarto dos inscritos são de nacionalidade estrangeira, o que, de acordo com a organização, atesta bem a internacionalização desta prova, promovida pela Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.

Segundo o dirigente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, também operacional da Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga, “o Bombeiro de Elite, na sua terceira edição, a 28 de Setembro, um sábado, será uma das provas mais concorridas a nível mundial”.

Ricardo Fernandes, citado no comunicado enviado às redações, revela que “já dentro das próximas semanas surgirão cada vez mais inscrições, e teremos a capacidade de continuar a receber mais participantes, no limite podemos chegar perto dos 600 atletas, dada a colaboração de entidades oficiais e de empresas particulares”, em que este ano o patrocinador principal é o Grupo Empresarial JC Group, sediado em Braga.

A prova divide-se em sete escalões etários, femininos e masculinos, com o objectivo de percorrer 615 metros, no escadório que tem um desnível positivo de 116 metros, com 566 degraus, onde todos os participantes terão de envergar o Equipamento de Protecção Individual (EPI) completo com as botas de fogo e Aparelho Respiratório Isolante de Circuito Aberto (ARICA), no menor tempo possível.

“Continua a ser assim mais justa a classificação de cada um dos concorrentes, isto em função da sua idade, como foi sugerido por outro organizador, José Sousa, da ADN / Organização de Eventos Desportivos”, referiu ainda Ricardo Fernandes.

A primeira edição do Bombeiro de Elite teve lugar em 07 de outubro de 2017, sendo, na altura, a primeira prova em Portugal tendo como pano de fundo um monumento nacional.

Este ano, a prova vai realizar-se no dia 28 de Setembro, no Bom Jesus do Monte, em Braga, classificado recentemente como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Sobre a escolha deste espaço icónico de Braga, o dirigente nacional da ANBP considera que a opção feita há três anos “demonstra que o lugar não foi escolhido ao acaso. Tínhamos a certeza que era uma questão de tempo e neste momento enche-nos de alegria, mas também de orgulho por ser actualmente a única prova no Mundo realizada num local com esta classificação”.

A prova conta ainda com a colaboração da Câmara Municipal de Braga, da ADN / Organização de Eventos Desportivos, Confraria do Bom Jesus e da Companhia de Bombeiros Sapadores de Braga, para além de outras entidades e de muitas empresas prestigiadas que já se associaram a este evento.

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Famalicão

Visita guiada: O Labirinto que se descobre de tocha na mão em Famalicão

Conheça o Labirinto das Artes d’A Casa ao Lado, numa reportagem de Pedro Antunes Pereira (texto) e Paulo Jorge Magalhães (imagens)

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Foto: Facebook

Dez salas em forma de labirinto percorrem-se de tocha na mão. É a pequena luz que vai desvendando uma viagem por diferentes épocas, a começar na arte rupestre e a acabar na técnica de Vhils. O Labirinto das Artes fica na freguesia de Requião, em Vila Nova de Famalicão, numa quinta bucólica e onde o relógio pára enquanto se descobrem as técnicas do grafismo que atravessaram a história mundial.

Antes de deambularem pelo labirinto, os repórteres de O MINHO são recebidos pela directora artística d’ A Casa do Lado, entidade responsável pelo projeto. Joana Brito explica que “o labirinto das artes é espaço de aprendizagem onde movimentos artísticos, estéticas e estilos são apresentados num percurso criativo”.

Pretende ser complementar aos programas curriculares e por isso, “quisemos fazer as coisas mais apelativas”. Tudo foi idealizado e concretizado pela equipa d’A Casa ao Lado, o que dá um lado ainda mais inovador ao projeto.

No fundo, em todo o espaço estão presentes “a criatividade, a expressão individual e a capacidade de representação” que, “esperemos seja fomentada em quem nos visita. O grafismo, que hoje é muito visível, seja através do grafiti seja através de Vhils, sempre existiu desde a pré-história, de diferentes formas, feito com diferentes materiais”.

E é isso que o Labirinto das Artes pretende ensinar. No final da visita, os participantes são incentivados a interpretar graficamente o Paleolítico, o tema em destaque até abril de 2020.

“A linogravura, a cravação, pirogravura, pintura mural e modelação são algumas das técnicas que podem ser testadas.

O MINHO conheceu o percurso ao pormenor aqui explicado de forma simples.

Viagem pelo Labirinto

Sala 1
A escuridão toma conta do percurso. A pequena tocha é acesa e nas paredes são revelados os primeiros ‘desenhos’. Estamos na pré-história e no Paleolítico onde estão representadas cenas de caça desenhadas a carvão ou a sangue. Os humanos são linhas simples.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 2
Na Idade do Metal, e já a viver em comunidade, inicia-se a técnica da cravação e inspiram-se na natureza para fazer os seus desenhos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 3 Entra-se no Egipto com os hieróglifos a dominar; há arte decorativa, a figura humana é mais complexa mas sempre desenhada de lado, em posição fixa mas os olhos não estão de lado.

Nos sarcófagos pintam-se os faraós.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 4
Inspirada no Epito, a arte grega apresenta o corpo humano de forma mais realista distinguindo pernas e braços, com movimentos mais naturais. Aparecem as primeiras sombras e algum brilho.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 5
Arte romana. Nas figuras humanas as imperfeições não desaparecem. O brilho e as sombras assumem um maior papel e a noção de profundidade começa a dar os primeiros passos. As cenas do quotidiano, como a aprendizagem e o estudo são retratadas e a escultura, sobretudo de bustos, aparece em muitos lugares.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 6
Com a Idade Média, chega o Cristianismo. As figuras não têm detalhes porque o objectivo era passar a mensagem o mais depressa possível. Surgem as iluminuras, livros com letras artísticas decoradas com imagens. Os vitrais, na idade gótica, começam a tomar conta das igrejas, há linhas e tons bem definidos. No bizantino, o dourado assume o protagonismo e o brilho dá a noção de profundidade.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 7
O Barroco desenvolve a noção de profundidade e perspectiva, as imagens têm paisagens e surge a ilusão de óptica. As figuras assumem o brilho e as sombras são mais naturais. Os tetos prolongam a profundidade com o desenho de nuvens. No neoclássico, Pompeia é a referência, a arte romana e grega são redescobertas mas com muita irrealidade e fantasia à mistura: pessoas felizes, meigas. O contraste é dado no Romantismo onde as cores escuras são marcadas por fortes pinceladas e as pessoas retradas de forma infeliz.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 8 e 9
Na reta final do labirinto, chega-se ao século XX. Com a chegada dos tubinhos de tinta, foi possível passar a pintar no exterior e a natureza torna-se um desafio porque tudo está em movimento. Por isso, as pinceladas são mais rápidas e mais enérgicas. No pós-impressionismo, as pinceladas deixam de ser tão soltas e passam a dar uma maior noção de realismo.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Entramos no expressionismo com as cores a serem importantes, fortes e os contornos a serem aplicados. No cubismo, os objectos são desenhados no mesmo quadro em todas as posições através de formas geométricas. É no futurismo que se idolatram as imagens em movimento e se apela à criatividade.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Segue-se o dadaísmo, com os edifícios compostos por objectos do quotidiano, onde se brinca com os tamanhos. Há ainda referências ao expressionismo abstracto e à pop art quando a arte chega aos produtos.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Sala 10
A ultima sala, mais não é do que uma parede com uma ‘imitação’ do trabalho de Vhils, representado por uma figura cravada com uma picareta. É como se voltássemos ao início do labirinto.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Labirinto das Artes que está pronto para receber visitas. O projeto inclui ainda um conjunto de três laboratórios e oficinas, e um espaço verde e de lazer, com excelentes condições para fazer piqueniques. O público-alvo são grupos de crianças e jovens do pré-escolar até ao secundário, mas destina-se também a famílias e público em geral.

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Braga

Braga: Advogados pedem 2,2 milhões ao banco Santander e aos três homens que esvaziaram cofres

Assalto milionário em noite de São João

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Foto: DR / Arquivo

2,2 milhões de euros. É esta a quantia pedida, a título de indemnização, por nove lesados aos três autores do assalto ao banco Santander, em Braga, em junho de 2018 e à própria entidade bancária.

Ao que O MINHO soube, os advogados Artur Marques, Licínio Ramalho e Nuno Albuquerque, representando nove dos 50 clientes que ficaram sem o conteúdo dos cofres existentes na dependência da Avenida Central do banco, e que o Ministério Publico considera que soma quatro milhões entre dinheiro e bens, avançaram com os respetivos pedidos de indemnização cível. Vários outros juristas estão a fazer o mesmo já que o prazo para o requerimento da fase de instrução foi alargado por 30 dias, correndo até final de agosto.

Conforme O MINHO noticiou, no fim de junho, o MP de Guimarães acusou dez arguidos, membros de um gangue que fez uma dezena de assaltos a residências em Braga e no Minho e ao banco Santander. Furtando dinheiro e bens que o Ministério Público avalia em 4,7 milhões de euros. Entre os lesados estão, também, o empresário Domingos Névoa, o cantor arcuense Delfim Júnior, e o médico e antigo atleta do SC Braga, Romeu Maia.

No pedido, os juristas visam, ainda, os arguidos Joaquim Marques Fernandes, Vítor Manuel Martins Pereira e Luís Miguel Martins de Almeida.

O banco vai ter de contestar os pedidos de indemnização, isto depois de ter vindo a público afirmar que daria toda a colaboração aos clientes lesados.

Nos pedidos, os advogados sustentam que o banco Santander Totta “incumpriu a obrigação a que, por força do contrato celebrado, estava vinculado, de guardar em condições de integridade, segurança e proteção, em especial contra furtos e roubos, os bens móveis e valores que os clientes tinham no cofre alugado”.

Incumprimento

O incumprimento dessa obrigação foi decisivo para os arguidos executarem o assalto”, afirmam, lembrando que, “desde 15 de junho de 2018, a porta blindada que trancava a antecâmera existente antes da porta gradeada que dá acesso aos cofres particulares de que se trata ficou aberta devido às obras que nesse espaço teriam lugar e assim permaneceu até ao dia do assalto”.

O banco “não adotou quaisquer medidas eficazes para compensar essa enorme diminuição das condições de segurança e da inviolabilidade dos cofres” e, “contra o que estava previsto, permitiu que o Joaquim Fernandes, a 19 de junho, acedesse à zona de cofres particulares num momento em que a agência não estava aberta ao público e tivesse percebido que aquela porta blindada permanecia aberta e que o alarme estava inativo e com a indicação “falta ligar”.

Para os lesados, tal “consubstancia uma grosseira falta de cuidado e diminuição das condições de segurança que o banco se obrigou a garantir por contrato”.

Assaltos em Braga, Arcos, Ponte de Lima e Viana

O gangue fez, ainda, assaltos a várias casas na região do Minho (Braga, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima e Viana do Castelo), onde, diz o Ministério Público, terá furtado mais 700 mil euros.

Foto: Arquivo

Tinha como informador o agente da PSP de Ponte de Lima, Carlos Alfaia, apanhado em escutas e mensagens telefónicas a contar a sua participação nos crimes e a pedir a sua “prenda”, ou seja, o dinheiro correspondente.

A coberto do São João

Os lesados dizem que a culpa do banco é “tanto mais agravada e incompreensível quanto é certo que, localizando-se a agência na Avenida Central de Braga, numa zona da cidade onde era notório que iriam concentrar-se, como se concentraram, sobretudo nos dias e noites de 23 e 24 de junho, de São João, dezenas ou mesmo centenas de milhares de pessoas. Ou seja, os larápios esvaziaram os 52 cofres (dois estavam vazios) durante várias horas a coberto do ruído.

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