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Massa de ar muito frio atinge Portugal

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Foto: DR/Arquivo

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) previu esta quarta-feira vento forte e descida de temperatura no continente a partir de quinta-feira, devido a “vasta região anticiclónica” que vai originar uma massa de ar muito frio.


Segundo um comunicado do IPMA, “uma vasta região anticiclónica, relativamente intensa”, que ao meio-dia quinta-feira estará localizada a norte dos Açores e “em crista até à Islândia, vai desencadear “o transporte de uma massa de ar muito frio e seco sobre o território do continente”.

Acresce “uma intensificação do vento, em especial no litoral oeste e nas terras altas”, prevendo-se, por isso, a partir da manhã de quinta-feira “vento forte no litoral oeste e nas terras altas com rajadas até 80 quilómetros/hora”.

“Adicionalmente, verificar-se-á uma descida dos valores da temperatura máxima em todo o território”, entre três e seis graus Centígrados, adianta o IPMA, salientando que “as baixas temperaturas associadas ao vento forte aumentarão o desconforto térmico”, especialmente entre a tarde de quinta-feira e a manhã do dia seguinte.

O IPMA acrescenta que até domingo vai continuar a sentir-se o vento forte e com rajadas no litoral oeste e nas terras altas, com exceção de sábado, “em que se prevê um enfraquecimento temporário do vento”.

Neste dia, a “aproximação e passagem de um sistema frontal de fraca atividade poderá originar precipitação fraca na generalidade do território, com probabilidade entre 35 e 60% a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e inferior a 35% a sul do referido sistema, que a ocorrer será sob a forma de neve em cotas baixas”.

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Covid-19: Mais 13 mortos, 734 infetados e 247 recuperados no país

Boletim diário da DGS

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Foto: DR / Arquivo

Portugal regista hoje mais 13 mortos e 734 novos casos de infeção por covid-19, em relação a domingo, segundo o boletim epidemiológico diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 79.885 casos de infeção confirmados e 2.018 mortes.

Há ainda 50.454 recuperados, mais 247 do que ontem.

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Covid-19: FMI diz que investimento público é “urgentemente necessário”

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considerou hoje que o investimento público é “urgentemente necessário” para controlar a pandemia de covid-19, podendo também criar “milhões” de empregos.

“O investimento público é urgentemente necessário em setores críticos para controlar a pandemia – em particular os cuidados de saúde, escolas, infraestruturas digitais, edifícios seguros e transportes seguros”, pode ler-se nas conclusões do capítulo II do Monitor Orçamental do FMI, hoje divulgado.

O documento, intitulado “Investimento Público para a Recuperação”, indica que esse tipo de investimento “é um elemento potencialmente poderoso para qualquer pacote de estímulos” à recuperação económica.

“Criaria milhões de empregos diretos no curto prazo e poderia também criar muitos empregos adicionais indiretamente no longo prazo”, segundo o documento elaborado pela divisão de assuntos orçamentais do FMI, liderada pelo antigo ministro das Finanças português Vítor Gaspar.

O FMI assegura que “o investimento ‘verde’ também pode criar empregos”, e nas economias avançadas “a intensidade do trabalho parece ser maior para o investimento ‘verde’ que no investimento tradicional”.

No emprego em geral, o investimento público, a instituição liderada por Kristalina Georgieva apresenta números indicando que “em períodos de incerteza, o emprego aumenta entre 0,9% e 1,5% em dois anos em resposta a um choque de investimento público de 1% do PIB [Produto Interno Bruto]”.

Ressalvando que as circunstâncias da pandemia “tornam difícil antecipar o tamanho do multiplicador orçamental que resultaria de tal investimento”, o FMI crê ser “razoável esperar que nas economias avançadas [como Portugal] e várias economias emergentes, o multiplicador será maior que em tempos normais, bem acima de 1,0”.

Para tal, a instituição sediada em Washington aponta como necessário que “os projetos escolhidos sejam de boa qualidade, porque os recursos estão inativos, as taxas de juro estão estagnadas no limite inferior efetivo, e os pacotes orçamentais podem aumentar a confiança na recuperação”.

“Para ser atempado e eficiente, qualquer aumento de escala nos investimentos tem de cumprir várias condições. Primeiro, deve ser dada prioridade a gastos na manutenção e a projetos existentes, porque desenhar projetos novos ou complexos demasiado rápido irá impedir a qualidade do investimento”, considera o FMI.

Depois, em segundo lugar, “os governos devem identificar uma conduta de projetos que podem cuidadosamente avaliados e prontos para implementar nos próximos 24 meses”, sendo que um conjunto de projetos “com um horizonte mais largo também é necessário para projetos mais complexos que irão abordar transformações estruturais associadas à pandemia”, como aumento da resiliência e alterações climáticas.

Uma outra análise do FMI, ao nível da resposta das empresas, indica que “o investimento público ao nível da saúde e outros serviços sociais está associado a aumentos significativos no investimento privado, no horizonte de um ano”.

“Em terceiro lugar, os procedimentos para a seleção e adjudicação de projetos de investimento público devem ser fortalecidos imediatamente. O resultado dos projetos é frequentemente mais desapontante, e os multiplicadores orçamentais são menores, em países com fracas práticas de gestão de investimento público”, adverte o FMI.

Os aumentos rápidos no investimento público “transportam o risco de facilitar a corrupção”, alerta o FMI, considerando que os processos de seleção e adjudicação dos projetos “já são particularmente vulneráveis” a esse fenómeno, pelo que defende o aumento da transparência.

Quanto aos perigos associados à rapidez dos projetos, o FMI apresenta evidência de que, no passado, “tiveram menos sucesso na prossecução dos seus fins”, advertindo ainda que “implementar vários novos projetos ao mesmo tempo requer uma série variada de recursos técnicos e de gestão que não podem ser expandidos no curto prazo”.

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Covid-19: Agência Europeia de Medicamentos garante transparência em tratamentos e vacinas

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Foto: DR / Arquivo

A Agência Europeia de Medicamentos reafirmou hoje que manterá o seu compromisso de “longa data”, relativamente à independência e transparência na avaliação dos tratamentos e vacinas para a covid-19.

Através de uma carta aberta enviada à Provedora de Justiça Europeia, Emily O’Reilly, em resposta a um inquérito sobre o papel da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) durante a pandemia covid-19, a entidade explicou que está a aplicar, para os especialistas que lidam com tratamentos e vacinas para esta doença, os mesmos critérios de independência que aplica aos especialistas que lidam com a avaliação de todos os outros medicamentos.

Essas medidas, já testadas, garantem que as recomendações da EMA sejam orientadas apenas por bases científicas e focadas na saúde pública, e não por quaisquer outros interesses, segundo um comunicado divulgado hoje pela Autoridade Nacional de Medicamento (Infarmed).

A carta também define os planos de transparência da Agência para os tratamentos e vacinas covid-19, refere o Infarmed, adiantando que a EMA publicará os dados clínicos que sustentam as suas recomendações para todos os medicamentos para o vírus SARS-Cov-2.

Pandemia suspendeu seviços de saude mental em 93% dos países do mundo

Estas medidas enquadram-se no propósito da política de referência da EMA, sobre publicação proativa de dados clínicos, que a agência restabeleceu exclusivamente para medicamentos covid-19, após suspensão em agosto de 2018, para permitir que a Agência concentrasse os seus recursos na sua realocação do Reino Unido para os Países Baixos.

Uma vez que a EMA considera a máxima transparência como uma condição prévia para fomentar a confiança no sistema regulador da UE, está também a considerar uma série de medidas adicionais, para fornecer ao público informações imediatas sobre o desenvolvimento e processos de monitorização da segurança, adianta o Infarmed.

Isso inclui, por exemplo, a publicação da informação dos medicamentos, com detalhes das condições de uso, antes mesmo da sua autorização formal de comercialização ser concedida, assim como, a rápida publicação do Relatório de Avaliação Pública Europeia completo (EPAR, na sigla em inglês) e a publicação do plano de gestão de risco para os medicamentos autorizados para a covid-19 na sua totalidade, em vez de apenas um resumo.

A escalada da crise de saúde pública promovida pela pandemia de covid-19 levou a esforços sem precedentes por todos os envolvidos no desenvolvimento de medicamentos para tratar e prevenir a doença, comprimindo um processo que normalmente requer vários anos, num que dura apenas alguns meses.

A EMA e as autoridades nacionais competentes, como o Infarmed, responderam a estes desafios mobilizando plenamente os seus recursos de forma a agilizar os seus processos de aconselhamento e avaliação, mantendo os seus padrões de segurança e eficácia e aplicando regras comprovadas de independência e transparência.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e trinta mil mortos e mais de 34,9 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.005 pessoas dos 79.151 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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