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Braga

Vendas da Bosch Portugal crescem 13% e batem recorde pelo 3.º ano consecutivo

Números divulgados pelo presidente do grupo em Portugal

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Foto: Divulgação / CM Braga

As vendas da Bosch Portugal aumentaram 13% em 2018 para 1,7 mil milhões de euros, com a empresa a alcançar valores recordes pelo terceiro ano consecutivo após investimentos em torno de 111 milhões de euros no país.

Os números foram hoje divulgados em conferência de imprensa, em Lisboa, pelo presidente do grupo Bosch em Portugal e Espanha, Javier González Pareja, e pelo representante da Bosch em Portugal, Carlos Ribas.

À semelhança do negócio global e face à conjuntura de incerteza internacional relacionada com as questões comerciais EUA/China e o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia), espera-se uma estabilização do negócio em Portugal para os próximos anos, algo aliás que já se faz sentir nos primeiros três meses do ano.

Das vendas totais de 1,7 mil milhões de euros – que incluem vendas de empresas não consolidadas e serviços internos a empresas parceiras – mais de 90% diz respeito a exportações (a grande maioria com a Europa central como destino, mas também para alguns clientes nos EUA e mercados asiáticos), num total de 50 países em todo o mundo, segundo os responsáveis.

No mercado interno, a Bosch Portugal registou vendas consolidadas de 308 milhões de euros, 28% acima do nível de 2017.

“Foi mais um ano de sucesso extraordinário”, disse Carlos Ribas, destacando que o número de trabalhadores aumentou em 850 em Portugal para um total de 5.300 trabalhadores em 2018, sobretudo nas áreas de Investigação e Desenvolvimento (I&D) nas fábricas de Braga, Aveiro, Ovar e Lisboa.

Com base na análise do primeiro trimestre deste ano, Javier González Pareja, espera que “a evolução comercial seja ‘flat’ [estável] em Portugal em 2019”.

Não obstante, a empresa pretende continuar a crescer “ainda mais na área de I&D e expandir as nossas parcerias de inovação com centros de conhecimento e competências em Portugal”.

Em 2018, o grupo Bosch investiu 111 milhões de euros em Portugal, principalmente nos centros de I&D e na expansão da sua fábrica em Braga, onde trabalham atualmente cerca de 3.700 trabalhadores de 17 nacionalidades, à qual foram adicionados 20.000 metros quadrados de área de produção e escritórios no sentido de atender à crescente procura das suas soluções por parte dos vários clientes.

Em 2019, a Bosch tem já previsto um investimento adicional de 80 milhões de euros no país para dar continuidade à expansão das instalações em Braga e Ovar, prevendo contratar cerca de 250 engenheiros.

Em termos globais, o grupo Bosch anunciou que o lucro antes de juros e impostos (EBIT) de operações atingiu 5,5 mil milhões de euros, tendo criado perto de 8.000 postos de trabalho em todo o mundo, dos quais metade direcionados para as áreas de I&D.

Apesar do elevado investimento em áreas como a eletrificação e a automação da mobilidade, a margem EBIT das operações melhorou novamente em 2018, passando de 6,8% em 2017 para 7,0%.

Para 2019, num contexto de moderação da evolução económica – com a multinacional a prever que o crescimento da economia mundial seja de apenas 2,3% – e apesar do ambiente difícil em setores e regiões que são importantes para a Bosch, o grupo antecipa que as vendas em ultrapassem os níveis de 2018, embora os primeiros três meses do ano tenham tido registo de vendas similares às do ano anterior.

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Braga

Grupo de polícias exibe tarja na meia-final da Taça da Liga

No SC Braga-Sporting, em Braga

em

Foto: Paulo Jorge Magalhães /O MINHO

Um grupo de polícias exibiu hoje uma tarja a exigir respeito pela classe, durante a primeira meia-final da Taça da Liga de futebol, entre o SC Braga e o Sporting, em Braga.

“Polícias exigem respeito”, podia ler-se na tarja que foi mostrada aos 21 minutos do encontro em Braga, por um grupo de polícias colocados na bancada nascente, onde estão os adeptos do Sporting e que está de frente para as câmaras da transmissão televisiva.

Elementos da PSP e da GNR realizaram hoje protestos em simultâneo em Braga, Lisboa e Faro, numa ação convocada pelos sindicatos.

Organizadas por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), as concentrações realizaram-se em frente do estádio de Braga, junto do Ministério das Finanças, em Lisboa, e no jardim Manuel Bivar, em Faro.

Entre as reivindicações estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

As concentrações de hoje vão dar início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas e uma greve de zelo.

O Ministério da Administração Interna (MAI) definiu um calendário específico das matérias objeto de diálogo com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, tendo sido já realizado três reuniões.

A primeira reunião sobre o pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias decorreu sem um acordo, das outras, sobre o plano plurianual de admissões na PSP e da GNR e suplementos remuneratórios, ainda não há resultados.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023 no âmbito do plano plurianual da admissão.

Os sindicatos acusam o MAI de falta de abertura em acolher as propostas das estruturas sindicais.

No âmbito das reuniões com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna vão decorrer ainda reuniões em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança e em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

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Braga

Encontrou amigo de escola e começou a extorqui-lo e a forçá-lo. Vai ser julgado em Braga

Por sequestro, extorsão e furto

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Foto: O MINHO / Arquivo

Vai ser julgado por sequestro, extorsão e furto qualificado. António Cabrera Ribeiro, de 27 anos, de Braga, foi acusado pelo Ministério Público do Tribunal local por ter tentado extorquir dinheiro a um antigo colega de escola, João Morant.

Diz a acusação que os dois se encontraram no início de 2018, no bairro do Fujacal, depois de vários anos sem se verem. A certa altura, o Cabrera propôs-lhe a compra de umas sapatilhas da marca Nike, dizendo-lhe que “depois falavam no preço”. Morant aceitou.

Passados alguns dias, António Cabrera começou a telefonar ao amigo, a exigir dinheiro e a começar a ameaçá-lo. Fê-lo por duas ou três vezes, dizendo que “tinha de dar de comer aos filhos!”.

Como resposta, o comprador das sapatilhas disse-lhe que só recebia o salário no começo de maio. Apesar disso, intimidado, foi-lhe entregar dez euros. Em sete de maio, o Cabrera fez mais um telefonema e, em resposta, foi-lhe dito que lhe daria mais 40 euros já que as Nike não valiam mais do que 50. Ameaçado, deu-lhe 40 euros e acabou por lhe entregar mais 50. Mas o caso não ficou por aqui.

Sequestro e furto

De facto, a 10 de maio, o Cabrera telefonou-lhe pedindo-lhe mais dinheiro, por que estava “com problemas”. Insistiu em marcar um encontro e explicou-lhe que “tinha uma dívida a uns ciganos de Barcelos, oriundos da Galiza, que teria de pagar “para não ter problemas”. Ingénuo – diz o MP- Morant voltou a encontrar-se com ele, mas disse-lhe que não tinha dinheiro. Ato contínuo, o arguido deu um murro na proteção lateral do vidro do carro, partindo-o.

Foram, depois, a um café em Maximinos. Aí, a vítima, que trazia um telemóvel Samsung, pediu à dona que lho guardasse, temendo que o outro lho tirasse. Na ocasião, meteu o cartão multibanco numa sapatilha, para o esconder.

A seguir, como que o obrigou a entrar para o carro, para irem ter com os tais indivíduos, que descreveu como “traficantes periogosos”.

Pediu-lhe para ir levantar 120 euros a um multibanco em Ferreiros, o que João Morant fez, mas com o cartão de outra conta, onde só tinha três euros.

Quis, então, sacar-lhe o telemóvel, mas ele disse que não o trazia. Cabrera revistou-o e ligou para o telemóvel para ver se o escondia.

“Não brinques comigo”, ameaçou. Ao todo, obrigou Morant a andar três horas de carro, às voltas, sempre proferindo ameaças.

Telemóvel de 789 euros

No dia seguinte, pelas 07:45 da manhã foi ao café, suspeitando que tinha lá ficado. Pediu-o à dona, esta disse que não tinha nada, mas ele ligou o ouviu-o a tocar. Acabou por sair com ele, furtando-o.

O MP concluiu que o arguido agiu para privar a vítima da “sua liberdade” e acusou-o de sequestro, extorsão e furto. Vai ser julgado ainda este mês.

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Braga

Polícias e guardas mostram cartões vermelhos ao Governo no Estádio de Braga

A última revisão salarial destas forças de segurança aconteceu em 2009

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Foto: O MINHO

Dezenas de elementos da PSP e da GNR mostraram, esta terça-feira, cartões vermelhos ao Governo junto ao Estádio Municipal de Braga, num protesto que tem nos aumentos salariais a principal reivindicação.

Além dos cartões vermelhos, os manifestantes também fizeram uso de apitos para “marcar as faltas” que consideram estarem a ser cometidas pelo executivo de António Costa no que se refere ao tratamento dado às forças de segurança.

“O principal motivo da nossa revolta é a falta de atualização salarial, que já vem desde 2009”, disse o líder da Associação Sócio-Profissional da Polícia.

Segundo Paulo Rodrigues, a não atualização ganha contornos “mais dramáticos” face aos “baixos salários” auferidos pelas forças de segurança.

Imagem: Divulgação

Sublinhou que um polícia em início da carreira ganha 789 euros, “só mais 39 euros que o salário mínimo”.

Há também polícias com 31 anos de serviço que, sem suplementos, ganham 1.200 euros. “É miserável”, referiu.

As queixas são extensivas à GNR, como disse César Nogueira, da Associação de Profissionais da Guarda.

“O Governo vai falando e mostrando abertura em relação a algumas questões, como a dos equipamentos, mas o ponto fulcral é o salarial”, referiu, adiantando que a proposta da associação é que um guarda em início de carreira ganhe um quarto do vencimento do comandante-geral.

“Com os atuais salários, como é que um guarda pode fazer aos encargos familiares?”, questionou.

Além da questão salarial, entre as reivindicações na base do protesto, estão o pagamento do subsídio de risco, atualização salarial e dos suplementos remuneratórios, criação de legislação relacionada com higiene e saúde, aumento do efetivo e mais e melhor equipamento de proteção pessoal.

Organizada por sete sindicatos da PSP e pela Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a manifestação teve como “pano de fundo” o jogo entre o SC Braga e o Sporting Clube de Portugal, da “Final Four” da Taça da Liga em futebol.

“Temos de aproveitar a visibilidade que um jogo destes tem para fazermos ouvir a nossa voz. A sociedade tem de saber em que condições trabalhamos”, referiu Paulo Leite, do Sindicato dos Profissionais da Polícia.

Paulo Leite apontou o caso do Comando de Braga, em que “são os polícias que compram os aquecedores e as ventoinhas com dinheiro do seu bolso”.

Esta concentração e outras que decorreram também esta terça-feira em outros pontos do país deram início aos protestos que os elementos da PSP e GNR pretendem organizar mensalmente até que o Governo responda às reivindicações, estando a ser ponderadas a entrega das armas de serviço e uma greve de zelo.

No âmbito do calendário de negociações com os sindicatos e as associações socioprofissionais das forças de segurança, já se realizaram três reuniões no Ministério da Administração Interna sobre pagamento dos retroativos dos suplementos não pagos em período de férias, plano plurianual de admissões e suplementos remuneratórios.

Estão previstas outras duas reuniões, uma em 13 de fevereiro sobre a lei de programação das infraestruturas e equipamentos das forças e serviços de segurança, e a outra em 05 de março sobre segurança e saúde no trabalho.

O ministro Eduardo Cabrita já anunciou o recrutamento de 10 mil elementos para a PSP, GNR e SEF até 2023, no âmbito do plano plurianual de admissões.

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