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Desporto

Vencedor do Braga Open: João Domingues afastado na segunda ronda de qualificação para Roland Garros

Tenista de Oliveira de Azeméis, número 160 do ranking ATP

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Foto: DR / Arquivo

O tenista português João Domingues, que venceu o Braga Open 2019, foi hoje eliminado na segunda ronda de qualificação para o torneio francês de Roland Garros, segunda prova do Grand Slam de 2019, ao perder frente ao espanhol Alejandro Davidovich Fokina.

Domingues, 160.º classificado do ranking mundial, perdeu frente ao atual 133.º do mundo e semifinalista do Estoril Open de 2019, por 6-2 e 7-5, em apenas uma hora e 19 minutos.

João Sousa, 70.º classificado do ranking mundial e número um nacional, é o único tenista português com entrada direta no quadro principal da 123.ª edição de Roland Garros, que se realiza entre 26 de maio e 09 de junho.

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Desporto

Um país em suspenso com as suspeitas de corrupção no desporto

Balanço

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Foto: Arquivo

As suspeitas de corrupção no desporto marcaram os anos da XIII legislatura, com a erupção de diversos casos mediáticos no futebol que preencheram a atualidade noticiosa e colocaram a atuação da Justiça sob intenso escrutínio.

‘E-toupeira’, ‘Emails do Benfica’, ‘Cashball’, ‘Jogo Duplo’, ‘Mala Ciao’ e ‘Vouchers’: os nomes destes processos tornaram-se uma presença constante no quotidiano dos portugueses. Sobre o funcionamento do poder judicial caiu o perigoso peso de paixões clubísticas, contribuindo para juízos populares numa área que é independente da esfera do Governo, mas sobre a qual a Assembleia da República até agiu desde 2015.

Com efeito, foi já nesta legislatura que o parlamento alterou a Lei n.º 50/2007, que estabelecia o Regime de Responsabilidade Penal por Comportamentos Antidesportivos. A Lei nº 13/2017, baseada em projetos de lei de PS, PSD e CDS, definiu um “novo regime de responsabilidade penal por comportamentos suscetíveis de afetar a verdade, a lealdade e a correção da competição e do seu resultado na atividade desportiva”.

Em vigor desde 03 de maio de 2017, a nova disposição veio agravar as molduras penais a aplicar aos crimes de corrupção no desporto, nomeadamente o crime de corrupção passiva, cuja pena máxima passou de cinco para oito anos, e o crime de corrupção ativa, em que a pena máxima subiu de três para cinco anos. Também as punições para o crime de tráfico de influências foram revistas em alta.

Contudo, o tempo das notícias e o tempo da política são distintos do tempo da justiça e todos estes processos continuam ainda por conhecer o seu fim. Dos casos citados, apenas o processo cível ligado aos emails do Benfica se traduziu parcialmente numa decisão, com o tribunal cível do Porto a condenar o FC Porto e o seu diretor de comunicação, Francisco J. Marques, a uma indemnização de cerca de dois milhões de euros ao Benfica pela divulgação dos emails.

No próprio dia da sentença, 07 de junho, os ‘dragões’ anunciaram o recurso para o Tribunal da Relação do Porto da decisão proferida pelo juiz presidente do Tribunal Judicial da Comarca do Porto, José António Rodrigues da Cunha, argumentando que esta “penaliza a divulgação de informação que o próprio tribunal reconheceu como verdadeira”.

No entanto, os emails que alegadamente configuravam um esquema do clube da Luz para controlar a arbitragem permanecem sob investigação no processo crime em que o Ministério Público (MP) juntou também o caso dos ‘vouchers’ – que surgiu em 05 de outubro de 2015, quando o então presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, denunciou alegadas ofertas do Benfica a árbitros, observadores e delegados, mas que já foi arquivado na justiça desportiva.

Deste megaprocesso faz ainda parte o caso ‘Mala Ciao’, desencadeado em 25 de junho de 2018, que visa igualmente o Benfica e no qual está em causa a alegada compra de passes de jogadores como forma de contrapartida de corrupção desportiva e pagamento de incentivos a equipas adversárias para vencer o FC Porto. A investigação deste caso atingiu ainda Desportivo das Aves, Vitória de Setúbal, Paços de Ferreira e Marítimo.

Na origem da divulgação dos emails do Benfica suspeita-se que possa estar Rui Pinto, colaborador do ‘Football Leaks’, que foi detido na Hungria, ao abrigo de um mandado de detenção europeu, e depois entregue às autoridades portuguesas.

O jovem de 30 anos, que está indiciado por seis crimes (dois de acesso ilegítimo, dois de violação de segredo, um de ofensa a pessoa coletiva e outro de extorsão na forma tentada) por acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e da Doyen, aguarda a conclusão da investigação do MP, estando em prisão preventiva desde 22 de março.

Já o processo ‘E-toupeira’ envolveu a SAD do Benfica, o agora ex-assessor jurídico dos ‘encarnados’ Paulo Gonçalves e dois funcionários judiciais, Júlio Loureiro e José Silva, que alegadamente forneciam informações sobre inquéritos a troco de bilhetes, convites e ‘merchandising’ do clube.

A acusação do MP imputava à SAD do Benfica um crime de corrupção ativa, um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e 28 crimes de falsidade informática. Todavia, a juíza Ana Peres, do Tribunal Central de Instrução Criminal, entendeu não levar a julgamento a SAD ‘encarnada’ – permitindo assim ao Benfica escapar a eventuais sanções desportivas -, bem como o funcionário judicial Júlio Loureiro.

Apenas Paulo Gonçalves, pelos crimes de corrupção ativa e violação de segredo de justiça, e o oficial de justiça José Silva, pelos crimes de corrupção passiva e peculato, vão responder em julgamento a partir de 25 de setembro, embora sobre este processo está ainda pendente o recurso do MP para o Tribunal da Relação de Lisboa no sentido de pronunciar também a SAD do Benfica.

O Benfica esteve no epicentro da maioria dos casos que abalaram os últimos anos, mas também o Sporting se viu envolvido em 2018 no processo ‘Cashball’, que investiga um suposto esquema dos ‘leões’ para viciação de resultados no futebol e no andebol, chegando a envolver os nomes de Bruno de Carvalho e do ex-‘team manager’ do clube, André Geraldes. O caso continua em investigação.

Igualmente em investigação está o ‘caso Lex’, sobre suspeitas de corrupção/recebimento indevido de vantagem, branqueamento de capitais, tráfico de influências e fraude fiscal. Embora não seja um processo de natureza estritamente desportiva, acabou por incluir também o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, no lote de arguidos.

Numa fase mais avançada está já o processo ‘Jogo Duplo’, lançado em 14 de maio de 2016, que levou a julgamento oito antigos jogadores do Oriental, ex-futebolistas do Oliveirense, Penafiel e Académico de Viseu e ainda dirigentes, empresários e pessoas ligadas ao negócio das apostas desportivas. A leitura do acórdão do processo, com 27 arguidos e relacionado com viciação de resultados, está marcada para 25 de outubro.

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Desporto

João Sousa na segunda ronda do torneio ATP 250 de Gstaad

Correspondente aos oitavos de final

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Foto: Arquivo

O tenista vimaranense João Sousa, quinto cabeça de série, qualificou-se hoje para a segunda eliminatória do torneio ATP 250 de Gstaad, ao vencer o belga Steve Darcis na estreia na prova suíça em terra batida.

João Sousa, 49.º do ‘ranking’ mundial, impôs-se em dois ‘sets’ a um tenista classificado 149 lugares abaixo na hierarquia da ATP, na qual ocupa a 198.ª posição, por duplo 6-4, após uma hora e um minuto de confronto.

O tenista português, de 30 anos, venceu o encontro com relativa facilidade, sem sofrer qualquer quebra de serviço e quebrando o do belga por duas vezes (uma em cada parcial), fechando a partida ao segundo ‘match point’ de que dispôs.

Na segunda ronda do torneio de Gstaad, correspondente aos oitavos de final, o português vai defrontar o italiano Gian Marco Moroni, 265.º posicionado do ‘ranking’ e proveniente da fase de qualificação, que hoje bateu o espanhol Tommy Robredo, 167.º tenista do mundo, por duplo 6-2.

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Futebol

Defesa brasileiro de 20 anos é o 18.º reforço do FC Famalicão

Contratado por cinco épocas

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Foto: Facebook de FC Famalicão

O defesa central brasileiro Riccieli foi contratado pelo Famalicão por cinco épocas, até ao fim da temporada 2023/24, anunciou hoje o clube recém-promovido à I Liga portuguesa de futebol, no site oficial.

Depois de nas últimas três épocas ter representado o Mirassol, que disputa o campeonato do estado de São Paulo, no Brasil, o jogador realçou, ao sítio oficial famalicense, a oportunidade de “jogar no futebol europeu”, numa equipa que tem “projetado vários jovens”.

O defesa brasileiro, de 20 anos, é o 18.º reforço confirmado pelo Famalicão no ‘mercado de verão’ para a época 2019/20 e já integra o plantel treinado por João Pedro Sousa.

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