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Vem aí pico severo de gripe, alerta associação de farmácias

Entre o Natal e a segunda semana de janeiro.

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Foto: DR / Arquivo

Uma fase severa de contágios de gripe já pode ser prevista, graças aos dados diários fornecidos pelas diferentes lojas que compõe a Associação Nacional de Farmácias, anunciou hoje o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR).


Com base nos dados diários da dispensa de medicamentos e produtos de saúde para infeções respiratórias, os investigadores indicam que o início da fase epidémica ocorreu “há duas semanas”, mas que o “pico” da gripe será entre o Natal e a segunda semana de janeiro.

“Este novo instrumento tem grande valor para a Saúde Pública porque permite alertar a população para a necessidade de reforçar os comportamentos preventivos”, declara Nuno Rodrigues, da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que colaborou na construção do modelo.

“Por outro lado, dá mais tempo aos serviços de saúde para planificarem a sua resposta”, acrescenta.

Já António Teixeira Rodrigues, diretor do CEFAR, explica que, em média, as farmácias recebem 520 mil portugueses por dia.

“As farmácias têm todos os dias mais de meio milhão de oportunidades de contribuição para a Saúde Pública, através da dispensa de medicamentos, administração de vacinas e aconselhamento à população”, vinca o farmacêutico.

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Covid-19: Aplicação para rastrear contactos de infeção disponível dentro de dias

Segundo a DGS

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Foto: DR / Arquivo

A disponibilização da aplicação de telemóveis ‘Stayaway covid’ está “por dias” e vai permitir localizar contactos próximos de alguém diagnosticado com covid-19 nas 48 horas anteriores ao teste e será “mais uma ajuda” contra a pandemia, foi hoje divulgado.

Na conferência de imprensa regular da Direção-Geral da Saúde sobre a pandemia de covid-19, o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro, explicou que atualmente “quase mil pessoas” com telemóveis Android estão a testar a aplicação, que “é essencial que a loja de testes da Apple a disponibilize” e que “falta publicar o diploma” promulgado na terça-feira pelo Presidente da República, estimando-se que a disponibilização ao público esteja “por dias”.

“É mais um instrumento de combate à pandemia. Não será deste instrumento que virá a grande revolução, mas é mais uma ajuda para continuar a melhorar, independentemente da adesão” que venha a ter em Portugal, frisou o responsável.

O presidente dos SPMS garantiu que os dados recolhidos pela aplicação serão “apagados após 14 dias, para evitar que dados pessoais estejam guardados para lá do que é necessário”.

O sistema permite notificar quem, nas 48 horas anteriores ao diagnóstico, contactou com proximidade (a menos de dois metros e por mais de 15 minutos) com alguém infetado com covid-19.

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Para tal, é preciso que a aplicação esteja ativada no telemóvel e que, aquando do diagnóstico, seja solicitado ao profissional de saúde “um código para introduzir no telemóvel”.

Será esse código que levará a aplicação a notificar os contactos, explicou o responsável.

“A ‘app’ preserva ao máximo a privacidade e liberdade de movimentos de quem a utiliza”, assegurou.

Luís Goes Pinheiro observou que atualmente, para deixar a ‘app’ operacional para todos os que a queiram utilizar é “essencial que fique disponível na loja de testes da Apple”, o que se espera “que aconteça a qualquer momento”.

“A Apple já tem toda a informação necessária para esse efeito, já deu uma luz verde inicial, portanto será algo para muito breve. Eu diria que estamos por dias”, afirmou.

O responsável observou ainda que o projeto é acarinhado pela União Europeia, que está também “empenhada em criar um sistema de interoperabilidade” entre aplicações desenvolvidas por vários países.

“A Alemanha é o país que mais tem usado uma ‘app’ com estas características, com mais de 16 milhões de utilizadores. O país em que a ‘app’ é usada por uma maior percentagem da população – quase 30% – é a Irlanda”, descreveu.

O Presidente da República promulgou na terça-feira o diploma que estabelece o responsável pelo tratamento dos dados e regula a intervenção do médico no sistema Stayaway covid.

O Governo aprovou a 23 de julho a versão final do diploma que estabelece a obrigatoriedade de respeito pela legislação e a regulamentação sobre proteção de dados e cibersegurança.

A Direção-Geral da Saúde é a autoridade gestora do sistema, sendo responsável pelo tratamento de dados para efeitos da legislação europeia e nacional aplicável à proteção de dados pessoais, e regula a intervenção do médico no sistema.

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A aplicação voluntária permite, através da proximidade física entre ‘smartphones’, rastrear de forma rápida e anónima as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus.

A aplicação foi desenvolvida pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 701 mil mortos e infetou mais de 18,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.740 pessoas das 51.848 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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Mais de 3.000 contraordenações por incumprimento na limpeza da floresta

Segundo a GNR

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Foto: DR / Arquivo

A Guarda Nacional Republicana (GNR) instaurou 3.069 autos por infração na limpeza de terrenos florestais, desde o início do ano até domingo, indicando que 291 são de entidades coletivas que ficam sujeitas a coimas de 1.600 a 120.000 euros.

Em resposta à agência Lusa, a GNR adiantou que, “no mesmo período, foram ainda elaborados 103 autos por queimadas e 493 por queimas, por realização não autorizada ou por negligência na sua execução”, registando-se a detenção de 32 pessoas em flagrante delito e 230 cidadãos identificados pela prática do crime de incêndio rural, contabilizando-se 5.489 focos de incêndio rural.

Dos 3.069 autos de contraordenação elaborados por incumprimento das medidas previstas no Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (SNDFCI), “2.472 dizem respeito às redes secundárias de faixas de gestão de combustível”.

“Destes, 291 são referentes a entidades/pessoas coletivas”, avançou esta força de segurança, escusando-se a adiantar o número de contraordenações relacionadas com o incumprimento das câmaras municipais, assim como o valor total das coimas.

De acordo com a publicação de hoje do Jornal de Notícias, “mais de 100 câmaras foram autuadas por falta de limpeza dos terrenos”, embora a GNR não indique quais foram as entidades alvo de coima.

Em caso de incumprimento, os proprietários ficam sujeitos a contraordenações, com coimas que variam entre 280 e 10.000 euros, no caso de pessoa singular, e de 3.000 a 120.000 euros, no caso de pessoas coletivas.

Segundo a lei do SNDFCI, em vigor desde 2006, no âmbito da proteção civil de populações e infraestruturas, as redes secundárias de faixas de gestão de combustível, de interesse municipal ou local, cumprem as funções de “redução dos efeitos da passagem de incêndios, protegendo de forma passiva vias de comunicação, infraestruturas e equipamentos sociais, zonas edificadas e povoamentos florestais de valor especial”, assim como de isolamento de potenciais focos de ignição de incêndios.

Assim, nas redes secundárias de faixas de gestão de combustível incluem-se os trabalhos de limpeza de terrenos florestais junto às redes viárias e ferroviárias públicas, às linhas de transporte e distribuição de energia elétrica e gás natural, e aos aglomerados populacionais e a todas as edificações, aos parques de campismo, às infraestruturas e parques de lazer e de recreio, aos parques e polígonos industriais, às plataformas logísticas e aos aterros sanitários.

No âmbito do início da fiscalização dos trabalhos das câmaras municipais, que começou em 01 de julho, a GNR disse que “todas as 23.852 situações em incumprimento detetadas até 31 de maio foram comunicadas às respetivas autarquias, com maior incidência em Leiria, Castelo Branco, Viseu, Coimbra, Braga, Santarém, Vila Real, Viana do Castelo e Aveiro”.

Em causa está a obrigação de as câmaras municipais, perante o incumprimento dos proprietários do prazo para a limpeza de terrenos – que terminou em 31 de maio, após ser prorrogado, por duas vezes, devido à pandemia da covid-19 -, garantirem a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível até 30 de junho, prazo que era até 31 de maio, mas foi também prorrogado.

No caso de incumprimento dos municípios, “é retido, no mês seguinte, 20% do duodécimo das transferências correntes do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF)”, segundo o Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível.

À semelhança de anos anteriores, a Operação Floresta Segura 2020 iniciou-se “com uma forte campanha de sensibilização”, em que foram realizadas, até 28 de junho, “cerca de 3.800 ações de sensibilização, alcançando mais de 56 mil pessoas”, segundo dados da GNR.

De acordo com a Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente (ANEFA), independentemente da prorrogação do prazo de limpeza de terrenos florestais, este ano houve menos procura dos proprietários por estes trabalhos, temendo-se, por isso, “grandes catástrofes”.

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Beirute/Explosões: 113 mortos e dezenas de desaparecidos

Balanço

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Pelo menos 113 pessoas morreram nas explosões devastadoras no porto de Beirute na terça-feira e dezenas estão desaparecidas, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo ministro da Saúde, Hamad Hassan.

A enorme explosão também causou 4.000 feridos.

“Há certamente ainda (vítimas) sob os escombros e recebemos dezenas de apelos pelos desaparecidos”, precisou Hassan a jornalistas, à margem de uma reunião do governo.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram Beirute na terça-feira, e até 300.000 pessoas terão ficado sem casa devido às explosões, segundo o governador da capital do Líbano, Marwan Abboud.

Beirute/Explosões: Governo libanês decreta estado de emergência de duas semanas

As violentas explosões deverão ter tido origem em materiais explosivos confiscados e armazenados há vários anos no porto da capital libanesa.

O primeiro-ministro libanês, Hassan Diab, revelou que cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no depósito do porto de Beirute que explodiu.

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