Seguir o O MINHO

Futebol

“Veio ao de cima o grande grupo que tenho à frente”

Ricardo Soares, treinador do Moreirense

em

Foto: DR / Arquivo

Declarações dos treinadores após o empate 1-1 entre Tondela e Moreirense, em jogo da 17.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio João Cardoso, em Tondela:


– Ricardo Soares (treinador do Moreirense): “Temos de dividir o jogo em três fases. A primeira, que foi claramente do Tondela, tivemos a felicidade de ir para o intervalo zero a zero. O Tondela foi melhor.

Na segunda parte corrigimos os posicionamentos, melhorámos bastante, até estávamos em cima do jogo e depois surge o golo numa bola parada, não podíamos sofrer aquele golo e aí veio ao de cima o grande grupo que tenho à frente, a terceira parte.

A equipa reagiu, muito com o coração, com a vontade e a crença de conquistar o ponto. Levámos um ponto, penso que é merecido pela atitude, principalmente dos últimos 15, 20 minutos, pela atitude positiva com que fomos à procura do golo e, nesse sentido, o empate é justo.

Claramente é um ponto ganho, quer para o Tondela, quer para o Moreirense, e na I Liga é importante somar e, nesse caso, é claramente um ponto ganho e ainda por cima hoje que não fizemos um bom jogo, principalmente na primeira parte.

Queremos fazer as coisas diferentes, com um futebol de mais qualidade, e isso hoje não aconteceu, mesmo assim é um ponto positivo que nos traz confiança.

Hoje tivemos a felicidade que noutros jogos não tivemos”.

– Natxo González (treinador do Tondela): “Já não sei o que podemos fazer para ganhar. Fizemos muitas coisas bem, continua a faltar a eficácia na área rival. Outro penálti e isso acabou por nos penalizar muito e eles num único remate que fazem à baliza, marcam.

Cometemos poucos erros a nível defensivo e um erro de concentração que cometemos penalizou-nos.

Este resultado deixa-nos um pouco triste, mas eu como treinador estou orgulhoso pelo que a equipa fez.

É uma coisa estranha [os penáltis falhados]. É verdade que tento encontrar uma explicação e não encontro. Não sei, têm sido jogadores diferentes. Nos treinos entram todas na baliza e nos jogos não entram. São coisas que se passam sem uma explicação.

O momento que estamos a viver é uma coisa muito estranha, os penáltis [falhados] são sempre em casa. Não sei se há algo mais, não sei.

Estamos dentro dos números que marquei como objetivo, mas neste momento podíamos ter mais, é uma lástima”.

Anúncio

Futebol

Gil Vicente empata nos Açores no primeiro jogo com adeptos desde março

I Liga

em

Foto: Twitter

Santa Clara e Gil Vicente empataram hoje 0-0, em jogo da terceira jornada da I Liga de futebol, o primeiro com público, permitindo aos açorianos isolarem-se na liderança, com mais um ponto do que FC Porto e Benfica.

Em Ponta Delgada, no primeiro teste para o regresso dos espetadores aos recintos desportivos, com 10% da capacidade do recinto, o Santa Clara cedeu os primeiros pontos na prova, que lidera provisoriamente, com sete pontos, mais um do que ‘dragões’ e ‘águias’, que ainda vão disputar os seus jogos nesta ronda.

O Gil Vicente ocupa provisoriamente o quinto lugar, com quatro pontos, mas também menos um jogo, depois de o embate com o Sporting, para a primeira jornada ter sido adiado devido a casos de covid-19.

Ficha de Jogo

Jogo no Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada.

Santa Clara – Gil Vicente, 0-0

Equipas:

– Santa Clara: Marco, Ramos, Mikel Villanueva, João Afonso, Mansur, Anderson Carvalho, Osama Rashid, Jean Patric (Cryzan, 73, Costinha 99), Diogo Salomão (Romão, 90), Carlos Júnior e Santana.

(Suplentes: André Ferreira, Fábio Cardoso, Lucas, Ukra, Romão, Costinha, Nené, Cryzan e Sagna).

Treinador: Daniel Ramos.

– Gil Vicente: Denis, Joel, Rodrigo, João Afonso (Lucas Mineiro, 62), Gonçalves, Leauty (Kanya, 69), Ruben Fernandes, Leandrinho (Rena Oliveira, 46), Samuel Lino (Lourency Rodrigues), Talocha e Nogueira.

(Suplentes: Daniel Fuzato, Souley, Lourency Rodrigues, Bouba, Renan Oliveira, Kanya, Vitor Carvalho, Lucas Mineiro e Hall).

Treinador: Rui Almeida.

Árbitro: Iancu Vasilica (AF Vila Real)

Ação disciplinar: cartão amarelo para Mikel Villanueva (03), Leandrinho (22), Joel (65), Rodrigo (80)

Assistência: 878 espetadores

(em atualização)

Continuar a ler

Futebol

Vitória diminui passivo pela oitava época consecutiva

Finanças

em

Miguel Pinto Lisboa. Foto: Paulo Jorge Magalhães/O MINHO (Arquivo)

O passivo do Vitória SC, clube cuja SAD tem a equipa da I Liga portuguesa de futebol, desceu pela oitava temporada seguida, tendo-se fixado nos 6,68 milhões de euros no final da época 2019/20, mostra o relatório e contas.

Publicado no sítio oficial vitoriano, na noite de sexta-feira, o documento que vai ser votado na assembleia-geral de 10 de outubro revela que o passivo baixou 10,3%, dos 7,45 para os 6,68 milhões, confirmando a tendência decrescente que ocorre desde 2011/12, quando o clube se viu com 24 milhões de passivo e teve de se restruturar financeiramente, com um Plano Extrajudicial de Conciliação.

Essa redução deveu-se quase toda ao “serviço da dívida reestruturada ao Estado e banca”, cujo valor desceu dos 6,13 para os 5,41 milhões de euros, após o Vitória ter liquidado 727 mil euros na temporada anterior, refere o parecer do conselho fiscal vitoriano ao relatório e contas, favorável por unanimidade.

Já o ativo do clube, que corresponde sobretudo às infraestruturas de que é proprietário, desvalorizou dos 34,07 para os 32,83 milhões de euros.

Depois de três épocas com resultados positivos – 798 mil euros em 2016/17, 303 mil em 2017/18 e 747 mil em 2018/19, o Vitória de Guimarães concluiu a temporada 2019/20 com um resultado negativo de 355 mil, indica ainda o relatório e contas.

Responsável por várias modalidades desportivas e pelo futebol de formação abaixo dos 11 anos, o clube minhoto ainda conseguiu um saldo positivo de 519 mil euros entre rendimentos e gastos, antes de encargos como juros e impostos, mas a receita total desceu quase 25%, dos 5,96 para os 4,49 milhões de euros.

O parecer do conselho fiscal indica que a receita com quotização e lugares anuais se manteve nos 2,25 milhões de euros, mas a das rendas baixou de 607 para 530 mil euros e das modalidades também caiu, de 759 para 528 mil euros, em parte devido ao cancelamento das atividades desportivas em março de 2020, forçado pela pandemia de covid-19.

Os gastos também caíram entre 2018/19 e 2019/20, mas somente 7,4%, dos 4,28 para os 3,97 milhões de euros, com os encargos com modalidades a serem de 1,15 milhões, valor semelhante ao da temporada anterior.

Na próxima reunião magna, os sócios vitorianos vão ainda votar o orçamento para a época 2020/21, decisão que costuma acontecer em junho, mas que o clube decidiu adiar devido à pandemia de covid-19.

O documento prevê um resultado líquido negativo de 62 mil euros, com rendimentos totais de cerca de quatro milhões de euros, sustentados principalmente pela quotização (1,6 milhões) e pelas modalidades (820 mil euros), e gastos de 3,35 milhões, destinados também às modalidades (1,02 milhões) e à porção da quotização que o clube tem de entregar à SAD (863 mil euros).

O parecer do conselho fiscal, favorável por unanimidade, refere que o orçamento constitui uma “resposta responsável ao contexto da pandemia” e é “estratégico”, quando o clube se prepara para adquirir a maioria da SAD.

O Vitória anunciou, na quinta-feira, que vai deter 96,4% da SAD, após comprar as ações de Mário Ferreira, correspondentes a 56,4% do capital, por 6,5 milhões de euros, em três tranches, até 31 de março de 2022.

Continuar a ler

Futebol

“Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos”

Tiago Mendes

em

Foto: DR

Declarações dos treinadores após o jogo Vitória SC-Paços de Ferreira (1-0), da terceira jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado em Guimarães:

Tiago Mendes (treinador do Vitória SC): “O futebol é isto. Dos três jogos, este foi o que mais nos custou e ganhámos. Estou contente, porque era uma vitória que procurávamos, que vai dar confiança à equipa. Nem tudo foi perfeito hoje, mas estou muito contente por ter ganhado.

Estou contente. Hoje foi o jogo que nos custou mais, mas tanto no jogo com o Belenenses SAD, como no jogo com o Rio Ave, estivemos bem. Hoje, tivemos alguma ansiedade. A equipa está a criar química. Somos uma equipa jovem. Criar rotinas sobre vitórias é mais fácil, e precisamos de crescer.

Falando do Bruno [Varela], foi mais uma grande exibição. Tem dado segurança à equipa. Na verdade, a equipa tem trabalhado muito bem. Sofremos um golo de bola parada e nem sei bem a parte com que o jogador do Belenenses SAD marcou [na derrota por 1-0 na primeira jornada]. Ele tem demonstrado nos treinos e nos jogos que está bem.

Faltou-nos ter mais bola. Eram quase sempre os nossos centrais a iniciar os lances de ataque. Nem o Agu, nem o Pepelu estavam a conseguir pegar no jogo e tive de tirar um deles [para colocar o Janvier]. Não gosto de tirar um jogador à meia hora de jogo.

Não sei dizer a equipa que irá jogar [no próximo jogo, com o Boavista]. Isso nem me preocupa. Vão ser duas semanas boas para nós. Ganhar dá-nos confiança.

Na primeira vez que [o Marcus Edwards] saiu, estava lesionado. Hoje, saiu para entrar o Rochinha, que esteve bem. O que vai na cabeça dele [sobre uma possível saída] só ele sabe. Eu sinto-o bem, a treinar bem.”

Pepa (treinador do Paços de Ferreira): “Não entrámos muito bem nos primeiros 15 minutos. Na recuperação de bola, não estávamos a sair da pressão. A partir dos 15 minutos, pegámos no jogo e tivemos várias oportunidades, com jogo fluido por dentro e por fora. Saímos daqui frustrados pelo resultado. São as vitórias morais que não existem, mas foi uma exibição muito conseguida pelos jogadores.

O Bruno Varela [guarda-redes do Vitória de Guimarães] foi o melhor jogador em campo. Não tenho problemas nenhuns em reconhecer quando o adversário é superior. Hoje, o Paços foi superior ao Vitória. Temos de manter este volume ofensivo, porque a bola vai entrar. Estaria preocupado se não tivéssemos criado oportunidades, mas criámos.

Fomos infelizes em Portimão, no penálti no último minuto dos descontos [falhado por Douglas Tanque], mas eu não vou crucificar alguém por uma má decisão [Fernando Fonseca, que cometeu penálti sobre Rochinha]. Fez um bom jogo, mas foi infeliz nesse lance. Ele sabe que teve uma abordagem infeliz. Vou-me agarrar ao que a equipa fez de bom.

Nunca me vou lamentar de quem não está [relativamente aos casos de covid-19 detetados em Diaby e em João Amaral]. São jogadores importantes, como são todos os outros. Se o processo estiver identificado e todos souberem o que têm de fazer dentro de campo, conto com eles.

Queria dar os parabéns ao Rio Ave, porque caiu de pé [no ‘play-off’ da Liga Europa] e o futebol português saiu valorizado.”

Continuar a ler

Populares