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Opinião

Variedades regionais de fruteiras, património vegetal de interesse municipal?

em

Artigo de Raúl Rodrigues

PhD Ciências Agrárias/Entomologia Agrícola. Professor Adjunto da Escola Superior Agrária/ Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC).

A região do Minho foi em tempos uma importante região de produção de hortofrutícolas, principalmente de maçã, pera, laranja, cereja, milho branco e de inúmeras espécies hortícolas.

A evolução da agricultura operada nas últimas décadas, assente em modelos produtivistas, teve efeitos bastante negativos na região. A própria estrutura fundiária caracterizada pela elevada fragmentação e dispersão da propriedade, a falta de organização do setor da produção, o envelhecimento da população, entre outros, contribuíram de forma considerável para a perda de competitividade exigida pela economia de mercado e consequentemente, para o abandono dos campos, com importantes impactos sócio-económicos e paisagísticos.

Apesar de tudo, o Minho herdou um importante património vegetal que foi selecionado ao longo de séculos, pelo que a sua existência apenas depende do Homem, uma vez que as plantas não se propagam sozinhas. Se não houver intervenção humana, tal património perde-se definitivamente, sem que haja possibilidade de recuperação.

São exemplo desta herança, as cerca de 100 variedades de macieiras existentes na coleção da Escola Superior Agrária do IPVC em Ponte de Lima e as largas dezenas de variedades de pereiras regionais já referenciadas na região do Minho. São exemplo os os laranjais do Ermelo (Arcos de Valdevez) e de Amares cuja existência está cada vez mais ameaçada devido ao abandono dos campos e ao envelhecimento da população.

Por outro lado, não podemos negligenciar que a valiosa gastronomia regional, tem a sua origem nos produtos locais, pelo existe uma série de tradições culturais associadas ao património vegetal, que correm o risco de se perder. A tradicional broa de milho e ou de centeio, o arroz de sarrabulho, os rojões à moda do Minho, entre outros pratos regionais, estão cada vez mais longe das suas características originais, uma vez que a matéria prima (salvo raras exceções) não é oriunda da região. A sidra, produto outrora abundante no vale do Lima, praticamente desaparecida, constitui outro recurso económico com potencial para a o desenvolvimento da região.

A diversidade frutícola da região do Minho constitui sem margem para dúvidas, uma fonte de recursos com imenso potencial para o desenvolvimento sustentável da região, como alternativa ao modelo de agricultura produtivista, implementado na segunda metade do século XX, e reforçado com a adesão de Portugal à União Europeia.

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Tal situação, conduziu ao progressivo abandono das variedades tradicionais, cujas consequências serão certamente difíceis de avaliar, pois, para além do valor intrínseco da variedade, existe sempre o valor que a mesma poderia vir a induzir em novas variedades, através do melhoramento genético. Estas perdas poderão vir a pôr em perigo a perenidade do Homem na terra, já que a biodiversidade constituir a melhor garantia de um futuro equilibrado.

The term “nutritional supplement” explains a vast and diverse group of products that you consume or drink to sustain health and also supplement the diet regimen plan. Nutritional supplements are not medicines, neither should they be considered a replacement for food.

Assegurar uma produção agrícola sustentável, constitui uma das principais saídas para a conservação da biodiversidade regional e para o desenvolvimento económico, pois uma estratégia de desenvolvimento cujo principal objetivo é apenas o bem estar económico das populações rurais, possui um alicerce precário e instável e uma inviabilidade económica, se estiver baseada na exploração de um número restrito de produtos potenciais.

The exceptional increments both in the all out number of youngsters going to American secondary schools and in the level of young men and young ladies of secondary school age really going to class are much of the time refered to as significant purposes behind or factors in the quickly extending educational program of optional schools. This is, obviously, genuine, however it is just piece of the reason. In the event that the character of the optional school’ populace had not changed from what it was in the good old days, all things considered the the educational plan more likely than not changed extraordinarily, so as to keep on planning indeed, even a chosen few of the youngsters to comprehend and take an interest in the always showing signs of change conditions wherein they lived. On the off chance that the auxiliary school is to do similarly well for all its legitimate customers, even progressively broad changes are required to accommodate the shifted needs, interests, and capacities spoke to. The way that educational program at important site https://typemyessays.com with experst in agriculture field are not totally certain about how to decide “needs” of young men and young ladies at various phases of improvement, the most effective method to assess their interests, and how to measure their “capacities” prompts extraordinary variety in educational plan contributions among schools. These varieties among schools are significant, for they proof alluring experimentation on an issue which is no methods illuminated.
The Office of Education has made a number of recurring studies of subject trends in the public high schools of the United States. Annual studies were made from 1890 to 1906: Studies since that time were made in 1910, 1915, 1922, and 1928. The present study, based on 1934 data continues the series.

A seleção de variedades regionais para diversificação dos sistemas de produção deve assentar em critérios sociais, ecológicos e económicos, sendo atualmente os parâmetros económicos os mais utilizados. No entanto, os parâmetros ecológicos constituem um elemento importante na seleção de qualquer recurso vegetal para exploração e tal facto não deve ser negligenciado Assim, o desenvolvimento da agricultura do Minho, deve assentar visão holística da região no que respeita o potencial produtivo. Para contrariar a falta de economia de escala, a região possui um vasto património vegetal, que deve ser valorizado e apoioado pelas políticas setoriais. A aposta na valorização dos “produtos que só existem na região”, bem como nos mercados de proximidade, constitui uma oportunidade para contrariar o abandono dos campos e ao mesmo tempo uma forma de valorização da paisagem. Deste modo, há espaço para a criação de produtos diferenciados, inseridos numa política de desenvolvimento que contemple a venda da cultura, da gastronomia e da paisagem do Minho.

Não só o abandono das variedades regionais constitui uma ameaça ao património genético regional. A falta de caracterização da maioria das variedades regionais, condição base para a sua inserção nos catálogos nacional e europeu de variedades e para a constituição de Denominações de Origem Protegidas ou Indicação Geográfica de Proveniência, constitui uma vulnerabilidade preocupante, uma vez que se corre o risco destas variedades virem a ser registadas e/ou patenteadas por entidades estrangeiras, tal como tem vindo a acontecer com variedades portuguesas de hortícolas.

A legislação portuguesa não contempla a defesa ou proteção eficaz das variedades regionais de fruteiras que se encontrem ameaçadas de extinção, uma vez que pouco ou nada se conhece sobre as mesmas.

No sentido de salvaguardar o património frutícola regional, as autarquias, através das Assembleias Municipais, podem e devem dar um importantíssimo contributo em defesa da região. Assim, o reconhecimento das variedades regionais de fruteiras como património vegetal de interesse municipal, reveste-se de grande importância, não só para um desenvolvimento regional assente em produtos tradicionais, bem como para a sua proteção contra o possível “registo de propriedade”, por parte de entidades estrangeiras. Estão em causa pelo menos, 118 variedades de macieiras, 54 de pereiras e 2 de laranjeiras. Tal desafio, foi lançado recentemente a todos os municípios do Minho.

O desenvolvimento da região assente nos seus valores naturais e culturais, constitui um enorme contributo para a preservação da a biodiversidade, a criação de riqueza, a manutenção da paisagem e para a fixação das populações no meio rural. Por outro lado, há que ter em consideração que a manutenção da biodiversidade constitui um dos maiores desafios, uma vez que esta é essencial para satisfazer as necessidades presentes e futuras da humanidade.

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Colunistas

Porque não praticar ‘mindfulness’ na profissão que exercemos?

Por Vânia Mesquita Machado

em

Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

Atenção plena:
Parar, escutar, e olhar.
Porque não praticar mindfulness na profissão que exercemos?

Transversalmente a todas as profissões está a necessidade de sermos produtivos, inquestionavelmente importante para a sustentabilidade económica, quer no sector privado como no público.

Deixando modelos utópicos de sociedades ideais de lado, é importante ser pragmático e compreender que nenhum país cresce economicamente se a principal força motriz, as pessoas que todos os dias vão cumprir as suas responsabilidades nos seus respetivos empregos não o fizerem de forma competente, que implica grande capacidade de gestão de tempo e cumprimento zeloso das funções que lhes são incumbidas.

Mas a pressão subjacente à rentabilidade profissional é uma moeda de duas faces.
Os horários laborais colidem quase sempre com os familiares, num mundo em que se vive em modo fast food, em que praticamente deixamos de ser humanos.
Criamos uma espécie de avatar virtual dos nossos seres, e é esse humano robotizado que se levanta mal o dia nasce e cumpre as suas numerosas rotinas até ao final do dia.
Uma forma vertiginosa de viver, com o inevitável perigo do esquecimento do essencial: o nosso lado humano.

A sociedade ocidental é atualmente vítima de uma pandémica crise de valores, que coloca em risco a essência básica da Humanidade: sermos humanos.
Esta doença altamente virulenta estendeu-se a todas as áreas da nossa vida, atingindo todas as idades sem distincaode sexo , raça ou nacionlidade, não poupando estados civis, não selecionando habilitações profissionais, ideologias, crenças.

Importa tentar tratar a doença, usando dos meios de que dispomos, e começando nos nichos onde diariamente respiramos, provando a nossa real existência terrestre como humanos.

É preciso é arregaçar as mangas, e começar.

Podemos iniciar esse processo onde passamos a maior parte do tempo:
no nosso local de trabalho.

Apesar de se ter tornado moda há alguns anos, separemos o trigo do joio, nem tudo o que esta voga é cliché.
A atenção plena , conhecida por mindfulness pode ser uma preciosa aliada em nos desencarcerar da armadura do avatar virtual, e voltarmos a sermos pessoas.

Parar. Escutar e olhar. Atentamente.
Como na passadeira, regra básica para evitar que sejamos atropelados numa distração.

Estamos agora cada vez mais distraídos de sermos humanos.

E em todas as profissões, importa que continuemos a ser humanos.
Todos gostamos de ser bem atendidos no balcão da pastelaria, na bomba de gasolina, na caixa do supermercado.

Quando é a saúde está em causa, a necessidade de nos sentirmos acolhidos aumenta exponencialmente.

Sou pediatra há quase 2 décadas, e tenho 3 filhos.
Sei perfeitamente a angústia sentida quando um filho tem uma dor ou uma doença.

Infelizmente, ouço relatos de quem não se sente humanamente acolhido.
Um dos motivos é o meio digital ter substituído o papel, que facilitava olhar o doente nos olhos,a escrita intercalada com esse contacto mais pessoal do que o teclar ininterrupto que exige mais atenção, o olhar quase hipnotizado pelo monitor, o tempo a passar e a deixar de haver tempo para escutar com o coração a pessoa doente.

A medicina tem um q.b. de exatidão, mas uma imensurável dose de psicologia, só possível com a atenção plena, a cada doente na sua vez.

Mesmo que, vezes sem conta.

E vezes sem conta entram os pais com os seus filhos, no consultório.
Vezes sem conta ouço-os falarem das febres, das dores, das faltas de apetite, vezes sem conta ausculto os seus meninos e lhes palpo a barriga, vezes sem conta lhes espreito os ouvidos e a garganta, o terrível pauzinho inimigo dos meninos e meu também, a bata branca a transformar-me num monstro temível pior que o bicho papão.

Vezes sem conta digito a história clínica no computador, vezes sem conta registo o exame físico, a doença diagnosticada,a medicação prescrita.

E depois de tantas vezes que lhes perdi a conta, porque os anos voaram desde o dia solene em que jurei dedicar-me à missão de tratar de pessoas doentes, e me especializei a tratar dos mais pequeninos, comecei a compreender que curar é muito mais do que o que os livro onde queimei pestanas anos a fio me ensinaram.

Que apesar de vezes sem conta, um doente não se conta, cada um é uma pessoa diferente.

Curar é uma arte, que implica doses infinitas de paciência, e uma empatia que transborde para sedimentar a confiança de quem vem ter comigo pedir ajuda num momento tão frágil como a doença.
No meu caso, médica de crianças, é importante também tentar tirar as dúvidas do difícil e longo curso de pais, que não existe oficialmente e que se vai aprendendo progressivamente, com cada filho que nasce.

Vezes sem conta, mas um de cada vez, igualmente importante.

E todos os dias desloco ligeiramente o monitor de posição de forma a poder olhar melhor nos olhos dos pais e dos filhos, sentados a seu lado numas cadeirinhas pequenas coloridas , úteis também para eu me sentar ao pé da mãe ou do pai quando leio na expressão dos meninos a palavra medo e o choro está quase a chegar, e é melhor serem observados no aconchego do colo.

No fundo é uma forma de mindfulness em Medicina, em que a dedicação tem necessariamente de ser total a cada ser humano que nos passar pelas mãos.

No meu caso, aprendi ainda a exercer a medicina do abraço, a medicina do sorriso, a medicina da maior delicadeza possivel para não assustar os meninos.

Não é fácil praticar medicina atualmente, as pessoas que muitas vezes nem conhecem bem o doutor entram de pé atrás, com receio de não serem recebidas como pessoas, com medo das doenças serem mais graves do que são, dos tratamentos não serem adequados.
O Dr google médico de bastidores a encher de dúvidas, a partilha com amigos das dores e das queixas a criar a incerteza, o pavor das epidemias de doeças galopantes a assombrar a já tremida relação médico-doente, antigamente tão sólida, sendo inquestionável o que o doutor dizia com palavras muitas vezes impercetiveis.

Hoje em dia todos palpitam sobre as doencas.
Hoje em dia tudo fica registado nos computadores, com a vantagem de mais facilmente se aceder a informaçao, mas com a inevitável desvantagem das pessoas se sentirem menos acolhidas na partilha das suas dores.

Somos médicos de humanos reais, não de humanos virtuais digitalizados virtualmente em processos informatizados.
Doutores de pessoas, não de monitores.

E esta forma de agir profissionalmente, tão importante quando o que está em questão são vidas humanas, pode ser aplicada em qualquer profissão.
Em todas se praticam inúmeros atos que envolvem pessoas , vezes sem conta.

Vezes sem conta.
Um de cada vez.
Parar, escutar e olhar…
Para deixarmos de ser distraídos na passadeira da vida, e nos atropelarmos uns aos outros pela pressa que gerou a pandemia da falta de valores.

Vânia Mesquita Machado
25 novembro 2019

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Opinião

Quatro dias bem intensos na Web Summit

OPINIÃO

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ARTIGO DE IVONE CRUZ

CEO LINK Cowork & Business (Viana do Castelo). Presidente M4P – Associação Nacional para Inovação e Desenvolvimento

Foram quatro dias de Web Summit bem intensos. Não fui à abertura nem ao encerramento por razões muitos simples. Já tenho o livro do Edward Snowden, tive a oportunidade de presenciar a apresentação das três startups selecionadas para o PITCH final e já tenho uma selfie com, segundo o Paddy Cosgrave, o “fantástico” Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa. Gostei que tenha ganho a suíça NUTRIX, pelo impacto futuro na área da saúde, nomeadamente na área da diabetes. Confesso que tinha um carinho especial pelo Banjo Robinson, não tivesse o LINK Cowork & Business um gestor de comunidade que é precisamente um gato.

Este ano a adesão superou a das edições anteriores, tendo esgotado a bilheteira, facto que se fez sentir bem nos corredores dos pavilhões. Muita gente a fazer contactos e a partilhar ideias, mas muita mais gente desorientada. Segundo dados da organização, foram vendidos mais de 70 mil bilhetes, o que, na verdade, não sei bem o que significa, atendendo a que só 25 mil são para women in tech – a 45 euros cada (a semana), e 6 mil bilhetes foram destinados a estudantes – a 8,50 euros cada – permitindo o acesso a um dia. Se a primeira ação se prende com o fomento da equidade num meio maioritariamente masculino, o programa Inspire pretende potenciar o acesso a jovens – dos 17 aos 26 anos – familiarizando-os com um cenário tecnológico e de inovação, fomentando um espirito mais empreendedor. Muito bem.

A Web Summit 2019 não teve, de forma evidenciada, um tema central como a edição do ano passado, nem nenhum hashtag que substituísse, ou reforçasse, o que havia sido lançado por Tim Berners-Lee #fortheweb, que preconizava um “acordo para a internet” entre governos, empresas e cidadãos, garantindo assim uma internet segura e aberta a todos. Sentiu-se bem a presença das startups que, este ano, tiveram mais palco (literalmente) para se evidenciar, assim como se sentiu que muitas das empresas que lá estavam representadas – Microsoft, Lenovo (com um stand enorme), Booking, entre muitas mais, fizeram verdadeiras operações de charme para captar talento, mais do que, na minha perspetiva, para vender a própria marca.

Se tivesse, aliás, que definir um tema central, paralelo à discussão da regulamentação e proteção de dados ( e do seu uso para nos manipular), da inteligência artificial, do gamming, do business with purpose (que tanto diz a estas novas gerações), do trabalho remoto, do software como um serviço (Saas), da sustentabilidade, eu destacaria a discussão em torno da escassez de talento, atendendo a demanda, e o foco na literacia digital.

Destacaria igualmente o discurso de Tony Blair que, entre outras coisas, evidenciou a importância da política nesta era digital, alertando para o facto de que “o que os políticos não compreendem, não gostam e regulamentam”. Torna-se imperativo um esforço maior para perceber a importância da tecnologia e qual a sua aplicabilidade (desde a saúde à educação), adequando desta forma a regulamentação.

Na minha opinião, a maior parte das pessoas que participa no evento não sabe muito bem ao que vai. Talvez por esse motivo se comece a falar sobre uma feira de vaidades. As startups procuram investidores, as empresas fazem ativação de marca e aproveitam para recrutar talento, os organismos públicos (Startup Portugal, Delegação da União Europeia, Nações Unidas, Embaixadas, etc.) divulgam as medidas e os programas existentes no apoio ao empreendedorismo. Depois há os restantes players que, tal como eu, vão para se atualizar, fazer parcerias, estudar o mercado. Quem passa à margem destes públicos, sem um objetivo definido, quase que afirmaria que sai de lá como entrou.

Por muita polémica que possa gerar a Web Summit – se a camisola custa 700 euros, se as palestras são todas em inglês, se os voluntários economizam muito dinheiro à organização, e outras que tal, parece inegável, na minha opinião, o impacto que esta cimeira tem para o país enquanto afirmação na economia digital.

Primeiramente, estiveram este ano presentes no evento profissionais de 163 países, sendo o Reino Unido, Alemanha, Brasil e Estados Unidos os mais representados. Portugal, ao dinamizar uma cimeira tecnológica, está ao mesmo tempo a afirmar-se na economia internacional como país com capacidade para atrair empresas estrangeiras, podendo com isso proporcionar melhores salários, e acrescentando, desta forma, valor. Sem falar da ocupação hoteleira, da restauração, das atividades de lazer, das visitas a outras zonas do país e de todos os negócios paralelos que se geram, e dos que voltam porque gostaram de tudo o que temos para oferecer.

Há sempre coisas a melhorar, e, sendo o caso, que seja em Portugal e para os portugueses.

Ivone Cruz
CEO LINK Cowork & Business
Presidente M4P – Associação Nacional para Inovação e Desenvolvimento

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Colunistas

O holocausto mundial

Por Vânia Mesquita Machado

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Artigo de Vânia Mesquita Machado

Humanista. Mãe de 3. De Braga. Pediatra no Trofa Saúde – Braga Centro.

Canção de embalar de um filho no Céu para os seus pais na Terra.

Uma homenagem a todas as crianças perdidas no Holocausto global da atualidade, sem escolher credo ou cor da pele, transversal a todos os povos de países em conflito armado.

Em 2018, foi quebrado o infeliz recorde de crianças mortas ou feridas na guerra, conforme os indicadores da ONU.

– Não chores minha mãe.
(Ou chora mais se te faz bem chorar)

– Não cales o choro meu pai.
( ou emudece o choro se te entristece chorar também)

– Não desesperem de tristeza
pode parecer longe agora,
por me terem perdido.

– Eu estou aqui a olhar por vós,
como olharam por mim
antes de me ir embora.
Ensinaram- me a ser forte,
antes de me levar a morte,
e vos deixar aí tão sós
com o coração partido.

– Aqui, o azul é a cor do céu.
Não existe vermelho sangue
vertido das nossas feridas,
perdido no nosso chão.
Nem cores pretas vestidas
Sinal humano de partidas,
(de filhos sem pais)
(de pais sem filhos)
Almas em escuridão de breu.

– Aqui,o silêncio é tão bom!
Não se ouve o som das bombas,
nem das balas
dos homens malditos.

– Vou-vos contar um segredo:
aqui, não sinto medo nenhum
como sentimos das sombras e dos gritos
quando fugimos de casa.
Não tremo nem me atormento.
Estou ainda protegido na tua asa pai,
E com a tua terna mão me embalas mãe.
Aqui, já não existe mais guerra,
como aí na nossa terra.
Aqui, será eterna a paz.

– Sou capaz de ficar sozinho
mais algum tempo,
e esperar pelo amanhã,
quando vierem a caminho
Papá, e mamã.

(Inspirada numa canção de embalar iídiche, escrita em placa comemorativa dos 60 anos da libertação das vítimas de Auschwitz no local onde, a 15 de junho de 2005, foi plantada uma oliveira, no âmbito de evocação promovida na Escola Secundária Carlos Amarante, Braga)

Vânia Mesquita Machado
03 agosto 2019

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