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Braga

“Variações” estreia-se hoje em cerca de 60 salas de cinema portuguesas

Protagonizado pelo ator Sérgio Praia

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Antestreia do filme Variações. Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

“Variações”, filme de João Maia sobre o músico António Variações, que morreu em 1984, aos 39 anos, protagonizado pelo ator Sérgio Praia, estreia-se hoje em cerca de 60 salas de cinema portuguesas.

O filme é inspirado na vida do barbeiro minhoto António Joaquim Rodrigues Ribeiro, que desejou viver da música e que em Lisboa se transformou em António Variações, marcando a música portuguesa a partir dos anos 1980.

António Variações nasceu em 1944 em Fiscal, no concelho de Amares, que acolheu na segunda-feira a antestreia de “Variações”.

O filme é protagonizado pelo ator Sérgio Praia que, além da interpretação física do músico, também canta todas as canções, recriando as sessões de composição e gravação embrionária dos temas em várias cassetes – sozinho em casa com um gravador e uma caixa de ritmos – até à primeira atuação de Variações, na discoteca Trumps, em Lisboa, em 1981.

Em julho do ano passado, durante a rodagem do filme, o ator partilhou que andava anda há mais de dez anos a preparar a personagem, tendo o mais importante sido perceber humanamente quem era o músico.

“Se tivesse feito filme há dez anos não tinha densidade. Foi preciso este cansaço para hoje conseguir perceber melhor aquilo que ele viveu, a busca constante, o faz-não-faz. Este tempo foi bom para o meu trabalho”, afirmou o ator na altura em declarações à Lusa.

Além de Sérgio Praia, o elenco inclui, entre outros, Filipe Duarte, Victoria Guerra, Augusto Madeira, Filipe Albuquerque, Lúcia Moniz, Afonso Lagarto, Maria José Paschoal, José Raposo e Dinarte Freitas.

O filme foca-se sobretudo na transformação de António Ribeiro em António Variações, num período de vida entre 1977 e 1981, a época em que um barbeiro ambicionava viver da música, gravava canções em cassetes e ensaiava com músicos amadores, muito antes de editar oficialmente qualquer canção.

Arrojado e irreverente, influenciado pelo fado, pela música popular e pelo pop rock, António Variações morreu aos 39 anos, a 13 de junho de 1984. Deixou apenas dois álbuns editados pouco antes de morrer: “Anjo da guarda” (1983) e “Dar e receber” (1984).

No filme, Sérgio Praia interpreta todas as canções, que foram gravadas num álbum, a ser editado na sexta-feira.

Em julho, a banda sonora foi apresentada ao vivo no festival Alive, em Oeiras, em julho. Em palco, Sérgio Praia esteve acompanhado por Armando Teixeira (sintetizador) e pelos músicos Vasco Duarte (guitarra), David Santos (baixo) e Duarte Cabaça (bateria).

O músico e produtor Armando Teixeira, que assina a direção musical do filme, teve acesso às cassetes que António Variações deixou com dezenas de canções, excertos, ensaios, experimentações; as mesmas cassetes que foram recuperadas para o projeto Humanos, em 2004, e das quais é agora retirado um tema inédito, intitulado “Quero dar nas vistas”.

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Braga

Motociclista acidentado no Gerês morreu no hospital

Óbito

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

António Pires, de 38 anos, não resistiu aos ferimentos sofridos na sequência de uma colisão entre a moto que conduzia e uma viatura, na Estrada Nacional 304, em Ventosa, concelho de Vieira do Minho, nas entradas do Parque Nacional Peneda-Gerês.

“Tone Panadas”, natural de Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro, acabou por morrer no Hospital de Braga, confirmou O MINHO junto de fonte hospitalar.

A vítima já estaria em situação de paragem cardiorrespiratória, na sequência do acidente, à chegada da equipa médica da VMER de Braga. Em conjunto com operacionais da delegação de Rio Caldo da Cruz Vermelha Portuguesa, conseguiram reverter a situação de António, ainda que por apenas algumas horas.

De forma a apressar a evacuação entre aquela zona montanhosa e o hospital central do distrito, militares da GNR acompanharam a ambulância que transportava a vítima.

Apesar de todos os esforços, tanto de equipas de emergência, como de autoridades e dos profissionais de saúde, António Pires acabou por sucumbir na unidade de cuidados intensivos daquele hospital.

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Braga

Braga: Antigos alunos e professora primária reencontram-se 30 anos depois

Uma iniciativa “rara”

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Antigos alunos da turma primária 1985 a 1989 da Escola Primária de Maximinos, em Braga. Foto: DR

Uma turma de antigos alunos da Escola Primária de Maximinos, em Braga, e respetiva professora reencontraram-se este sábado, 30 anos depois de terem concluído a 4.ª classe. Uma iniciativa “rara ou possivelmente nunca vista em todo o país”, avaliaram.

Entre 1985 e 1989, com a professora Armanda, aprenderam a ler, a escrever e a fazer contas. Foram a turma do turno da manhã da Sala 1 daquela escola.

Volvidas três décadas, a docente não conseguiu conter por várias vezes a emoção durante o almoço perante os antigos alunos que um dia foram meninos, e hoje são homens e mulheres feitas.

“É uma sensação de alegria, de muita felicidade e de enorme gratidão a todos estes meus alunos. Fizeram-me muito mais feliz e ter realmente a certeza de que valeu a pena ser professora”, disse a professora Armanda, a poucos dias de completar 80 anos, a O MINHO. “É muito bom ver que para todos eles a escola primária foi muito importante”.

Liliana Oliveira, hoje engenheira civil, foi uma das organizadoras deste almoço convívio que se realizou num restaurante em pleno centro da cidade. “É muito emocionante, o reviver de bons momentos e de boa disposição. Aliás, sempre que penso na professora Armanda, salta-me à memória a boa disposição dela e a capacidade que teve de ensinar-nos brincando”, recordou a antiga aluna.

Antiga turma primária, 1985 a 1989, da escola de Maximinos, em Braga. Foto: DR

“Transmitiu-nos sempre a ideia de que aprender é bom. É crescer”, prosseguiu Liliana Oliveira realçando que, mesmo após terem concluído o ensino primário, a professora Armanda manteve-se sempre presente no percurso dos alunos. “Ela saiu de cena mas nunca saiu do espetáculo. Transmitiu-nos valores que ficaram para a vida”.

“Ainda temos dentro de nós a mesma criança que éramos”

Trocaram-se abraços, sorrisos e muitos beijinhos. Recordaram-se muitas histórias e foram imensas gargalhadas à mesa.

“A professora Armanda continua a ser um grande exemplo para todos nós. Todos temos usado no nosso dia a dia lições aprendidas com ela”, contou a O MINHO Luís Pedro Gomes, hoje programador informático, outro dos organizadores do convívio.

Em jeito de confissão, Luís Pedro Gomes admitiu que o processo mais difícil neste evento foi encontrar os antigos colegas de turma. Um processo que implicou ‘varrer’ o Facebook várias vezes e ligar a muita gente que poderia saber do paradeiro de cada um.

“Acho que não mudamos assim tanto”, disse com uma gargalhada. “Ainda temos todos dentro de nós a mesma criança que éramos há 30 anos”.

Médicos, engenheiros, psicólogos e… jornalista

Ontem eram pequeninos. Hoje há médicos, engenheiros, psicólogos e até treinadores desportivos. Mas desta turma saiu também um jornalista.

“Foi com a professora Armanda que aprendi as letras do alfabeto. A ler bem. A compor textos. Foi ela que me mostrou que a língua portuguesa é algo simplesmente maravilhoso”, disse Miguel Rocha, hoje jornalista na Rádio Vale do Minho.

“A professora Armanda foi sempre um autêntico Sol e todos nós continuamos a ser planetas a girar ao redor dela. Cada um na sua vida mas sempre a praticar os ensinamentos que nos foram dados por uma enorme profissional do ensino”, acrescentou.

Foi a turma do diretor-clínico do Sporting

Esta foi também a turma de João Pedro Araújo, diretor-clínico do Sporting CP, que não pôde estar presente devido a uma deslocação ao estrangeiro por motivos profissionais.

Mas as tecnologias de hoje resolveram o problema quase na totalidade. Através de videochamada, saudou a professora e todos os antigos colegas.

“O João Pedro era um aluno muito completo. Muito sensível e atento. Era muito cordial com todos os colegas”, recordou a professora Armanda. “Estava sempre disposto a dar o melhor de si. Era mesmo um amigo de verdade”.

Armanda Araújo iniciou-se como docente em 1957. Aposentou-se em meados dos anos 90. Foi na Escola Primária de Maximinos que fez a maior parte da sua carreira.

“Foi uma professora de excelência. Esteve, seguramente, entre os melhores profissionais do ensino do seu tempo”, garantiram os antigos estudantes em unanimidade.

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Braga

“Plague Vector” é a nova exposição do Forum Arte Braga

Pode ser visitada até 15 de fevereiro de 2020

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Foto: Divulgação

Considerada já como uma das galerias de arte contemporânea de referência da região do Norte, o Forum Arte Braga acaba de inaugurar uma nova exposição. Intitulada “Pague Vector”, a exposição da autoria do artista Jonathan Uliel Saldanha foi inaugurada no passado dia 08 de novembro e pode ser visitada até 15 de fevereiro de 2020.

Jonathan Uliel Saldanha apresenta nesta exposição uma instalação inovadora: Numa sala fechada, o artista recria, usando luzes de várias cores, fumo, espelhos e som, uma complexa selva artificial de cristal. No espaço da galeria principal está exposta uma instalação vídeo multicanal que recorre também a ecrãs eletrónicos e a projeções. Os curiosos sobre o mundo da arte contemporânea e interessados em conhecer esta exposição poderão visitá-la gratuitamente. Mais informações disponíveis aqui.

Ainda no campo cultural e artístico, a agenda da semana do Altice Forum Braga ficará também marcada pelo concerto do músico António Zambujo. Com atuação marcada para o dia 22 de novembro no Grande Auditório, o músico português irá trazer a Braga alguns dos seus maiores êxitos. Sendo um dos maiores representantes da música, cultura e da língua portuguesa, António Zambujo recusa ficar preso a géneros e escolas musicais. Os fãs do cantor poderão adquirir os seus bilhetes nas bilheteiras do Altice Forum Braga ou através da Blueticket.

Na semana seguinte, destaque para a realização do congresso “Indústria 2030: Oportunidades a Norte”. Este evento, que decorre no dia 26 de novembro no Pequeno Auditório do Altice Forum Braga, é uma iniciativa da Fibrenamics e tem como objetivo debater os fatores de competitividade da indústria portuguesa e discutir temas como a transferência de conhecimento e de tecnologia, a aposta na inovação e na sustentabilidade e as mudanças que se avizinham com o PT2030.

Recorde-se que o setor da indústria continua a afirmar-se como a espinha dorsal da economia portuguesa, sendo o segundo setor que gera mais emprego em Portugal. Os interessados em participar neste congresso poderão inscrever-se de forma gratuita aqui.

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