Seguir o O MINHO

Alto Minho

Valença vai monitorizar quarentena obrigatória de emigrantes recém-chegados

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Valença disse hoje à Lusa que o concelho “está preparado” para acolher emigrantes que vão chegar, em articulação com todas as Juntas de Freguesia, para que “todos” cumpram o isolamento profilático.

“Nos últimos dias chegaram poucos conterrâneos. Deverão começar a chegar em grande número durante a próxima semana, provenientes de França, Suíça e Espanha. Através das Juntas de Freguesias recolhemos os nomes, moradas e contactos telefónicos para fazermos uma monitorização, à medida que vão chegando para nos certificarmos de que estão a cumprir a quarentena”, explicou Manuel Lopes.

O autarca social-democrata da segunda cidade do distrito de Viana do Castelo, a 400 metros de distância da Galiza, Espanha, referiu que os familiares residentes no concelho “foram informados da obrigatoriedade do cumprimento da quarentena”, garantindo que o “acompanhamento será muito apertado, em colaboração com a GNR, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o centro de saúde local”.

“Informamos os familiares residentes no concelho de que tem de ser criados compartimentos para que os conterrâneos que chegam do estrangeiro possam ficar em quarentena. Será efetuada a vigilância à distância para não haver fure essa regra”, especificou.

Segundo Manuel Lopes a população do concelho, com cerca de 16 mil habitantes, “tem acatado exemplarmente as normas emanadas pelas autoridades de saúde, ficando em casa”.

Na segunda-feira, o Governo repôs o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem, como é o caso de Valença e Tui, na Galiza. As duas pontes sobre o rio Minho estão exclusivamente destinadas ao transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Em Portugal, há 14 mortes e 1.600 infeções confirmadas.

O país encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de quinta-feira e até às 23:59 de 02 de abril.

Anúncio

Alto Minho

Arcos de Valdevez com uma morte, dois curados, cinco internados e 16 a recuperar em casa

Covid-19

em

Foto: Divulgação

A delegada de saúde responsável por Arcos de Valdevez divulgou hoje o ponto de situação no concelho, avançando 24 casos confirmados por infeção do novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Segundo Zulmira Afonso, até ás 15 horas deste sábado, o concelho arcoense tinha cinco utentes internados com prognóstico mais complicado, um no Hospital de Santo António, no Porto, dois no Hospital de Braga e outros dois no Hospital de Viana.

De acordo com a mesma fonta, dois casos de internamento já tiveram alta hospitalar, estando recuperados.

Em isolamento domiciliário, com sintomas menores (ou até assintomáticos), estão 16 infetados.

Há registo de um óbito, de uma mulher que faleceu na passada terça-feira.

Continuar a ler

Alto Minho

Covid-19: Ponte de Lima disponibiliza mais 75 camas, 285 no total

Covid-19

em

Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Ponte de Lima irá dispor de mais 75 novas camas para apoiar as unidades de saúde durante a fase exponencial da pandemia covid-19, ficando no total com 285, foi ontem anunciado.

A estas novas somam-se as 160 camas já disponíveis, de acordo com o Plano Operacional Municipal para o Coronavírus (POMCov) e das 50 da Pousada da Juventude

Para além das camas de retaguarda, a autarquia tem disponibilizado “um conjunto de alojamentos destinados a grupos de reforço ou grupos adaptados para as mais variadas situações”.

As novas 75 camas instaladas no Pavilhão Municipal de Arca e Ponte de Lima funcionarão como “estruturas de apoio de retaguarda para apoiar as unidades de saúde do concelho, e criar espaços adequados para receber utentes ou outros que necessitem de ficar em quarentena”.

Deste conjunto de 75 camas, 25 foram doadas pela Dream Argument, Lda, empresa de fabricação de mobiliário de madeira para outros fins, constituída em 2014 e a laborar na freguesia de S. Pedro de Arcos, informa a autarquia.

Continuar a ler

Alto Minho

PCP questiona o Governo sobre infetados ao serviço em Arcos de Valdevez

Covid-19

em

Foto: DR / Arquivo

O PCP informou hoje que vai questionar o Governo sobre a orientação dada ao lar de Santa Maria de Grade, em Arcos de Valdevez, “para manter ao serviço trabalhadores assintomáticos, mas com teste positivo ao novo coronavírus.

Em comunicado hoje enviado às redações, a Direção da Organização Regional de Viana do Castelo (DORVIC) do PCP afirmou que “os sinais de desorientação estratégica por parte da Direção-Geral da Saúde (DGS) e proteção civil de Arcos de Valdevez, em torno do surto epidémico no Lar Santa Maria de Grade assumem particular gravidade”.

“Segundo informação obtida pela DORVIC do PCP a Direção do lar do centro social e paroquial, que conta com 39 utentes e cerca de 20 funcionários está, em articulação com a delegada de saúde, a exigir que os trabalhadores diagnosticados como portadores assintomáticos do coronavírus SARS-CoV-2, continuem a trabalhar”, denuncia o partido.

Segundo o PCP “no início da semana foi tornada pública a ocorrência de quatro casos confirmados da doença naquela instituição, sendo que uma utente morreu, na passada segunda-feira, no hospital de Santa Luzia em Viana do Castelo”.

“No sentido de apurar quais as medidas em curso para lidar com a situação, nomeadamente a possibilidade de substituição de trabalhadores infetados, o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Arcos de Valdevez, Romão Araújo, contactou hoje o presidente da Câmara Municipal e a delegada da saúde, sendo que o primeiro remeteu explicações para a delegada de saúde e esta, por sua vez confirmou que os infetados assintomáticos deveriam continuar a trabalhar, tomando as devidas precauções”.

Alem de anunciar que o seu grupo parlamentar na Assembleia da República irá questionar o Governo sobre a matéria, os comunistas do Alto Minho reafirmam que “na linha da frente das prioridades de resposta ao surto epidémico tem de estar a adoção de medidas de prevenção e de alargamento da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), visando o combate ao seu alastramento e a necessária resposta clínica”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 55 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 200 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

Dos infetados, 1.058 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 68 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

Continuar a ler

Populares