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Valença

Valença renova cinco quilómetros de condutas de abastecimento de água

Investimento de quase 110 mil euros

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Foto: CM Valença

Cinco quilómetros de novas condutas vão renovar a rede, em quatro freguesias do concelho de Valença, num investimento de 109 902 mil euros.

Segundo a autarquia, “esta intervenção pretende renovar uma rede com mais de 30 anos de utilização que, devido ao seu actual estado, não cumpria com eficiência nem qualidade a sua função”.

Em Cerdal vai ser renovada a rede de abastecimento de água, na estrada da Pedreira, entre a EN 13 e a Fervença.
Em Friestas são as condutas do lugar de Friestes a receber novas tubagens.
Em Sanfins será o lugar de Melim, na parte superior da freguesia, a ver as condutas renovadas.
Na Silva a intervenção abarcará, sobretudo, as redes dos lugares da Codeceira e Devesas.

Os últimos dados, referentes a 2017, garantem a Valença 99,23% de qualidade na água da Rede Pública, para consumo, segundo os dados do relatório anual da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos.

Alto Minho

Valença convida munícipes a definirem prioridades e projetos para 2030

“Tarefa de máxima responsabilidade”

Foto: DR / Arquivo

A Câmara de Valença convidou hoje a população do concelho a participar na definição de prioridades e projetos a integrar na Agenda Estratégica 2030, cuja elaboração está em curso.

“Pensar Valença, definir prioridades e projetos estratégicos, é uma tarefa de máxima responsabilidade, que deve ser partilhada com todos os valencianos. Convido toda a comunidade a partilhar connosco a sua visão do que deve ser feito na próxima década”, refere o presidente da Câmara, Manuel Lopes, citado numa nota hoje enviada à imprensa.

A participação pode ser feita em papel, através de um inquérito enviado para todos os domicílios, ou na página oficial do município na Internet.

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Alto Minho

Amianto vai ser removido do centro da APPACDM de Valença

Investimento de 270 mil euros

Foto: DR

O Centro de Atividades Ocupacionais da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) de Valença vai ter obras de reabilitação de 270 mil euros, disse hoje o presidente da instituição.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da APPACDM de Viana do Castelo, Luiz Costa, explicou que a empreitada inclui a remoção das placas de fibrocimento do telhado do edifício e surge depois de ter sido aprovada a candidatura que a instituição apresentou ao Programa Operacional Regional do Norte 2020, garantindo uma comparticipação de comparticipação de 229.978,18 euros, 85% do valor total.

“Com a aprovação da candidatura, temos 180 dias para avançar com a obra. Estamos a trabalhar no processo para podermos abrir o concurso público. Ainda deve demorar entre três a quatro meses para que o arranque da empreitada”, explicou.

Segundo Luiz Costa, a instituição, que acolhe 230 utentes, tem sido alvo de algumas “obras de beneficiação” das instalações, que careciam de uma intervenção de fundo, para melhorar a acessibilidade, segurança, saúde e funcionalidade do espaço”.

“A substituição de todo o amianto é mais avultada e estávamos à espera de uma possibilidade de candidatar a empreitada aos fundos comunitários do Norte 2020. Vamos melhorar as condições do edificado, aumentando, entre outros espaços, a sala de convívio, o ginásio, o refeitório. Não haverá aumento da capacidade do CAO, porque o Norte 2020 não permitia”, especificou.

A intervenção prevê ainda “a criação de um ateliê de imagem de forma a incentivar os cuidados de higiene pessoal, embelezamento e autoestima, de novas instalações sanitárias mais funcionais e acessíveis, melhorar os espaços de trabalho administrativo e direção e a eficiência energética, entre outros trabalhos.

Luiz Costa disse que a instituição continua “a aguardar pelo resultado de uma candidatura ao Programa Pares- 3ª Geração, para garantir financiamento para construção do tão desejado e necessário de lar residencial em Valença”.

“No total fizemos sete candidaturas ao programa PARES. Além da construção do lar residencial de Valença, com 20 vagas, candidatamos o alargamento do lar de Melgaço de 17 para 30 vagas, do CAO para mais 30 vagas e construção de lar, em Ponte da Barca para 30 vagas”, disse.

Apontou ainda a candidatura “da construção de um CAO em Vila Praia de Âncora, em Caminha, para 30 vagas, a construção do lar residencial de Areosa, em Viana do Castelo, para 30 vagas, o alargamento da capacidade do lar do Cabedelo, em Viana do Castelo, de 17 para 30 vagas, e a remodelação dos CAO de Areosa, também em Viana do Castelo”.

No distrito de Viana do Castelo, a APPACDM tem 13 CAO com capacidade para 400 jovens e crianças com deficiência.

Com 48 anos de existência, a instituição tem, nas diversas respostas espalhadas pelo Alto Minho, mais de 900 utentes e emprega 330 trabalhadores.

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Alto Minho

Freguesia de Valença vai ter terceiro polo industrial para acolher novas empresas

Investimento de 600 mil euros da comissão de baldios

Foto: DR

A comissão de baldios de São Pedro da Torre, em Valença, está a investir mais de 600 mil euros no terceiro polo industrial da freguesia para responder à procura de novas empresas, disse hoje o presidente do conselho diretivo.

“Já tivemos empresas que desistiram por não termos as infraestruturas concluídas. Empresas que tinham alguma urgência em construir as suas unidades e que foram para outros concelhos”, referiu João Correia.

O novo polo industrial das Pedras Brancas, em São Pedro da Torre, no concelho de Valença, tem uma área de cerca 100 mil metros quadrados, terá 18 lotes e deverá estar pronto em junho de 2021, num investimento superior a 600 mil euros.

“Já temos um lote alugado para uma empresa, mas temos perdido várias oportunidades porque o parque ainda não está concluído. A infraestruturação do parque está a ser acabada lentamente porque a construtora a quem entregámos o projeto alega que não tem trabalhadores suficientes. Tem tentado recrutar e diz-nos que há falta de trabalhadores na área da construção civil”, especificou João Correia, de 59 anos.

O primeiro polo da freguesia de São Pedro da Torre tem 20 lotes e está instalado no lugar do Monte. O segundo espaço, em Arraial-Silva, acolhe meia dúzia de empresas.

A aposta na criação de zonas industriais em São Pedro da Torre surgiu na década de 90, quando a comissão de baldios recebeu cerca de 750 mil euros de indemnização da Brisa, após disputa judicial, pela expropriação de terrenos para a construção da autoestrada 3 (A3), entre Braga e Valença.

O professor e contabilista, que desde 1996 preside ao conselho diretivo dos baldios, explicou que, nessa altura, o objetivo dessa aposta passou por “rentabilizar o espaço comunitário, criando receita para investir na freguesia e postos de trabalho para os seus habitantes”.

“Quando pensamos em gerir os nossos solos de forma diferente o objetivo foi o de tornar a freguesia autónoma e independente, [para] que não dependesse exclusivamente do município ou de outros organismos para fazer obra na aldeia. Termos as nossas receitas próprias”, explicou.

“Temos conseguido esse objetivo, mas temos muitas frentes”, ironizou.

Segundo o responsável, todos os anos são entregues à Junta de Freguesia cerca de 60 mil euros para obras na aldeia.

Todos os anos apoiamos o clube de futebol da terra, a escola de música, os bombeiros de voluntários de Valença. Às vezes parecemos uma Santa Casa da Misericórdia. Toda a gente nos pede ajuda e nós, dentro do possível, vamos ajudando”, referiu.

Além do investimento no novo polo industrial, a comissão de baldios “está, atualmente, a apoiar a construção do centro do dia, que prevê a criação de um lar para a terceira idade, no valor de mais de um milhão de euros”.

Segundo João Correia, a previsão de receita anual da comissão de baldios ronda os 150 mil euros, mas nem sempre esse valor é alcançado.

“Se todos pagassem a renda, as receitas poderiam atingir os 150 mil euros por ano. Mas, infelizmente, não atingimos esse valor porque temos muitas rendas em atraso. Em alguns casos, a crise é motivada pela pandemia de covid-19 que estamos a viver, mas em algumas empresas os problemas já se atrasam há alguns anos”, referiu.

Além dos três polos industriais, a comissão de baldios tem mais de 20 hectares de floresta e mais 15 hectares de terrenos agrícolas que estão a ser explorados por uma empresa de produção de kiwis.

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