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Alto Minho

Valença: Feriado reconhece mérito municipal

Prémios de mérito municipal

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Foto: Divulgação / CM Valença

A Câmara de Valença vai atribuir, na próxima terça-feira, três medalhas de mérito municipal a personalidades e instituições para assinalar o feriado da segunda cidade do Alto Minho, informou hoje aquela autarquia.

Em comunicado enviado à imprensa, a Câmara de Valença adiantou que as distinções vão ser entregues numa sessão solene ao Centro de Atividades Ocupacionais de Valença por 24 anos de trabalho em prol do cidadão com deficiência e respetivas famílias, a António Lima de Sousa, a título póstumo, e à cidade de Tui, na Galiza, “pela vontade coletiva de um caminhar conjunto com Valença”.

Pela primeira vez, para assinalar o feirado municipal de Valença, todos os edifícios públicos da cidade e juntas de freguesia vão hastear a bandeira do concelho, num “ato simbólico que pretende reforçar a identidade de Valença”.

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Alto Minho

Trabalhadores acusam panificadora de Caminha de usar “desculpa” da covid-19 para fechar

Covid-19

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Foto: CGTP-IN / DR

Os trabalhadores da panificadora Camipão, em Caminha, acusaram hoje a administração de usar a pandemia de covid-19 para “encerrar e atirar para o desemprego 60 trabalhadores”, que desde sexta-feira “vigiam” a empresa para “registar” a retirada de máquinas.

“A situação da Camipão já era muito grave antes da pandemia. Quando a administração nos comunicou a suspensão da atividade, no dia 24 de março, de ‘uma hora para a outra’, justificou a decisão com a covid-19, mas foi só uma desculpa. Não tinham intenção de nos pagar os salários e subsídios em atraso, desde 2019”, disse hoje à Lusa José Luís Lima, porta-voz dos trabalhadores.

No dia 27 de março, aquele Técnico Oficial de Contas (TOC) e agora porta-voz dos trabalhadores entregou no tribunal de Viana do Castelo o pedido de insolvência da Camipão.

Desde a última sexta-feira, a “vigilância” da fábrica, em Vila Praia de Âncora, distrito de Viana do Castelo, está a ser assegurada por “turnos de dois trabalhadores”, sendo “contactada a GNR sempre que é detetada a retirada de máquinas do interior das instalações”.

“Não podemos impedir a retirada do material porque o processo de insolvência ainda está a correr, mas queremos que essa situação fique formalmente registada, em autos levantados pela GNR para que essa informação seja utilizada para acautelar os direitos dos trabalhadores”, referiu.

Contactado hoje pela Lusa, o diretor do centro local do Alto Minho da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), Joaquim Silva, adiantou “estar em curso, desde a semana passada, uma intervenção na empresa.

O responsável referiu que “a administração já começou a emitir a declaração de retribuições em mora para que os trabalhadores, que suspenderam o contrato de trabalho, possam requerer o subsídio de desemprego”.

“Quase a generalidade dos trabalhadores já deverão ter recebido a declaração e a ACT irá continuar a sua atividade porque há outras responsabilidades que é necessário apurar”, referiu.

A Lusa tentou, mas sem sucesso, ouvir a administração da Camipão.

Fundada em 1973, a panificadora está sediada em Sandia, em Vila Praia de Âncora, e tem nove lojas nos concelhos de Caminha e Vila Nova de Cerveira.

“O atual administrador assumiu funções, em 2012, e encontrou uma empresa que era PME de Excelência. Nos últimos três anos começaram os atrasos nos pagamentos de salários. No meu entender, tratou-se de pura má gestão”, adiantou o porta-voz dos trabalhadores que estão sem receber “parte do salário de janeiro de 2020, os subsídios de Natal e Férias de 2019 e o subsídio de Natal de 2018”.

José Luís Lima, adiantou estar prevista para sábado, às 15:00, uma assembleia de acionistas.

O encerramento da Camipão motivou, desde 26 de março, pedidos de esclarecimento enviados ao Governo pelos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda, PCP e PS.

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Alto Minho

Melgaço mantém cordão sanitário em Parada do Monte

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O presidente da Câmara de Melgaço disse hoje à Lusa que o cordão sanitário em Parada do Monte vai manter-se até quarta-feira, dia em que “voltará a ser reavaliada a situação da aldeia com seis pessoas com covid-19”.

Contactado hoje de manhã, o autarca socialista Manoel Batista adiantou que a decisão de manter o cerco sanitário na aldeia com 370 habitantes “foi tomada hoje de manhã e que será reavaliada na quarta-feira, data em que se cumprem os 14 dias de quarentena”.

Manoel Batista acrescentou que, na terça-feira, “o Exército irá proceder à desinfeção das instalações do centro de saúde” daquela vila, situada no distrito de Viana do Castelo.

“Estamos à espera dos resultados dos testes feitos a 22 profissionais do centro de saúde, que estão a aguardar em casa. Esses resultados são importantes para percebermos como está a situação no centro de saúde que atualmente está a funcionar com sete profissionais”, especificou.

Na sexta-feira, a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM) comunicou o encerramento temporário da Área Dedicada à Covid (ADC) no centro de saúde de Melgaço, o que foi criticado pelo presidente da Câmara que defende o fecho total.

Em comunicado enviado às redações, a administração da ULSAM informou que “a ADC no Centro de Saúde de Melgaço foi temporariamente encerrada” naquele dia e que, “em alternativa, os utentes devem dirigir-se à ADC do Serviço de Urgência Básica (SUB) de Monção, a funcionar 24 horas por dia, ou à ADC do centro de saúde de Valença, em funcionamento das 00:08 às 20:00”.

Após o anúncio, pela ULSAM, o autarca socialista Manoel Batista condenou “a decisão de encerrar apenas a unidade de covid-19, mantendo em funcionamento o restante apoio do centro de saúde”.

“Temos cinco profissionais do centro de saúde infetados e temos 22 que fizeram testes na quarta e quinta-feira, por apresentarem sintomatologia leve e que estão em casa a aguardar os resultados. Por isso é que o centro de saúde só pode funcionar em parte, tendo sido retirada a resposta da covid-19. Dos perto de 40 funcionários do centro de saúde, apenas sete estão ao serviço”, explicou na altura.

Manoel Batista adiantou que “nunca exigiu que o centro de saúde fosse encerrado, mas que se fechasse temporariamente a unidade para que pudesse ser feita uma desinfeção”.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 68 mil.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

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Alto Minho

Já abriu o centro de rastreio à covid-19 em Ponte de Lima

Covid-19

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Foto: Divulgação / CM Ponte de Lima

Entrou esta segunda-feira em funcionamento o Centro de Rastreio da covid-19, no Pavilhão de Feiras e Exposições da Expolima, em Ponte de Lima, com a capacidade para a realização de 60 testes/dia aproximadamente, assegurado pelo Laboratório Germano de Sousa, em parceria com a ULSAM e a Câmara Municipal de Ponte de Lima.

Em comunicado, a autarquia explica que os testes serão realizados apenas mediante a prescrição pelo médico de Medicina Geral e Familiar do Centro de Saúde.

“O laboratório é informado pelo médico do caso suspeito, sendo o doente agendado pelo laboratório que após receber SMS se dirige ao Centro de Rastreio”, explica a mesma nota.

Os resultados do exame serão depois enviados diretamente ao doente, ao médico e às autoridades de saúde pública.

“Este Centro de Rastreio vai funcionar tipo drive thru, ou seja, os utentes referenciados deslocam-se dentro do seu veículo ao ponto de recolha sem entrar em contacto com outras pessoas, reduzindo assim o risco de infeção em cada colheita”, indica a Câmara de Ponte de Lima.

Os testes serão realizados mediante marcação através dos contactos 93 0568014 ou [email protected]

O centro funciona às segundas, quartas e sextas das 9:00 às 13:00, e das 14:00 às 16:00, com exceção da sexta-feira santa e da segunda-feira de Páscoa.

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