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Alto Minho

Valença e Tui exigem reabertura imediata da ponte centenária

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os presidentes das câmaras de Valença, no Alto Minho, e de Tui, na Galiza, lançaram hoje “um pedido de socorro” aos governos de Portugal e de Espanha, exigindo a reabertura imediata da ponte centenária que liga a eurocidade.


“É um pedido de socorro para que os governos de Portugal e de Espanha agilizem os procedimentos com vista à reabertura imediata da ponte centenária, cujo encerramento está a causar um prejuízo muito grave à economia e aos trabalhadores transfronteiriços, que não aguentamos por muito mais tempo”, afirmou Enrique Caballero, o presidente da Câmara de Tui.

O autarca galego falava esta manhã numa conferência de imprensa conjunta com o presidente da Câmara de Valença, Manuel Lopes.

O encontro com os jornalistas não se realizou a meio da ponte desenhada por Gustave Eiffel por falta de autorização de Espanha, acabando por ser transferido para a entrada portuguesa da ponte centenária, o que levou os espanhóis a atravessar a fronteira pela ponte nova, o único ponto de passagem autorizado no distrito de Viana do Castelo para trabalhadores transfronteiriços e transporte de mercadorias.

Naquela travessia, os autarcas e jornalistas galegos foram sujeitos aos procedimentos de controlo, o que motivou um atraso de meia hora no início da conferência de imprensa.

O autarca de Valença, Manuel Lopes, garantiu que se os governos dos dois países não lançarem um plano de apoio às regiões de fronteira serão responsabilizados pelas “dificuldades económicas, sociais e morais, em especial, no comércio, na restauração, na hotelaria e a indústria”.

“Nós os responsabilizaremos, no futuro, se não acudirem com medidas especiais estas regiões transfronteiriças, porque nós não vivemos uns sem os outros. Serão os nossos governantes responsabilizados, na sua totalidade, pela perda de emprego dos trabalhadores transfronteiriços, pelas perdas económicas que vêm devastando as famílias, as indústria e comércio”, disse o autarca social-democrata.

O controlo das fronteiras terrestres com Espanha está a ser feito desde as 23:00 do dia 16 de março em nove pontos de passagem autorizada devido à pandemia de covid-19 e termina às 00:00 de 15 de junho.

Para Manuel Lopes, “nada justifica” o encerramento da ponte centenária que liga duas cidades separadas por apenas 400 metros e que, em 2012, formalizaram a eurocidade Valença e Tui.

“Não há explicação para as filas de trânsito de ambos os lados da fronteira, com quilómetros e com horas de espera. Estamos perante um povo transfronteiriço cujas economias locais estão 80 a 90% dependentes da fronteira. Não estamos a solicitar aos nossos governantes trabalho, apenas a pedir que nos deixem trabalhar”, disse Manuel Lopes.

O autarca deixou uma mensagem a António Costa e Pedro Sanches, referindo que “Portugal não é só Lisboa, e Espanha não é só Madrid”.

“Não tenham vergonha, venham à província, venham à raia, porque nós somos portugueses e os tudenses também são espanhóis”, referiu.

Manuel Lopes quis deixar um recado: “Para bem de Portugal e de Espanha, para uma Galiza melhor e para um Norte de Portugal melhor, para que Tui e Valença continuem de mãos dadas e para que as nossas economias retomem recuperação e crescimento, abram as fronteiras de imediato. Um recado muito claro: o Norte de Portugal e a Galiza são uma terra, um único povo. Foram habituados, há séculos, a viverem em conjunto e, garantimos, que nada nos fará separar uns dos outros”.

Além do impacto na “economia em geral”, o autarca galego, Enrique Caballero, destacou as dificuldades que a mobilidade entre as duas regiões está também a causar aos trabalhadores transfronteiriços, “com situações laborais complexas e níveis salariais médios/baixos”.

“Esta situação está a levar que alguns trabalhadores tenham de desistir dos postos de trabalho por terem de percorrer distâncias muito maiores para chegarem ao trabalho”, referiu, reforçado pelo autarca português: “Os governos dos países fazem contas às despesas destes trabalhadores. Do que gastam em transporte. Deixam o salário na bomba de gasolina e não levam nada para casa”.

Segundo números avançados por Enrique Caballero, a passagem entre Valença e Tui lidera o tráfego rodoviário diário entre os dois países com 15.741 veículos.

Em segundo lugar aparece a fronteira entre Vila Real de Santo António e Aiamonte, com 11.790, depois Badajoz e Caia, com 10.002, em quarto lugar a travessia entre Monção e Salvaterra do Minho, com 9.082, e que se encontra fechada.

A travessia entre Vila Nova de Cerveira e Goian, também encerrada, regista um movimento diário de 5.812 veículos e, em sétimo lugar, aparece a ponte encetaria entre Valença e Tui com 4.340 veículos.

“Só esta região tem quase 50% do tráfego rodoviário entre os dois países. Estes dados refletem o que significa ter as fronteiras fechadas e a carga e pressão que este único ponto aberto acarreta”, sustentou.

Nas últimas semanas, os autarcas dos dois lados do rio Minho têm feito repetidos apelos à abertura de mais passagens entre as duas regiões transfronteiriças. Na sexta-feira, o diretor do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho disse que o território se encontra “afogado” por uma única passagem na fronteira entre os dois países e a situação está a tornar-se “insustentável”.

Notícia atualizada às 13h20 com mais informação.

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Alto Minho

Incêndio atinge churrasqueira em Arcos de Valdevez

Incêndio

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Foto: Facebook de Arcos de Valdevez

Um incêndio está a atingir uma churrasqueira no centro da vila de Arcos de Valdevez.

Inserida em prédio urbano, desconhece-se ainda os motivos que levaram ao início do fogo.

No local estão os Bombeiros de Arcos de Valdevez.

(em atualização)

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Viana do Castelo

Papa Francisco lamentou “trágico acidente” que vitimou bispo de Viana

Óbito

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Foto: Diocese de Viana do Castelo

O Papa Francisco lamentou o “tráfico acidente” que vitimou D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana, através de um documento lido esta terça-feira durante as exéquias fúnebres celebradas na Catedral de Viana.

Numa mensagem lida por D. Ivo Scapolo, núncio apostólico em Portugal, o responsável máxima da Igreja Católica mostrou-se “consternado pelo trágico acidente que vitimou D. Anacleto”.

“O Santo Padre apresenta sentidas condolências e assegura viva solidariedade aos clero e fiéis da diocese de Viana do Castelo e também à diocese de Leiria-Fátima, como à sua família enlutada”, escreveu Francisco.

Recorda ainda um “zeloso pastor, que foi autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo, apontando a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade”.

O Papa Francisco concedeu ainda a bênção apostólica a todos os que participam nas exéquias fúnebres de D. Anacleto Oliveira.

Com a missa a ser presidida por D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, o Presidente da República também marcou presença para homenagear aquele que foi, durante 10 anos, a figura máxima da igreja no Alto Minho.

Esta terça-feira, a catedral vianense esteve aberta para oração livre por D. Anacleto, seguindo-se uma eucaristia, pelas 15:00 horas, que deram início às cerimónias fúnebres.

Amanhã, quarta-feira, realiza-se o funeral na catedral da diocese de Leiria/Fátima, pelas 15:00 horas, com o cardeal António Marto a presidir à eucaristia.

“Nesta celebração terão prioridade de participação os sacerdotes e os familiares do defunto, para se garantir as precauções de saúde pública determinadas pelas autoridades. Após a celebração, a sepultura será no cemitério das Cortes, terra natal de D. Anacleto”, escreveu a diocese, através das redes sociais.

Anacleto Oliveira, de 74 anos, morreu na sexta-feira, na sequência do despiste do automóvel que conduzia na Autoestrada 2 (A2) perto de Almodôvar, no distrito de Beja.

Natural de Cortes, Leiria, D. Anacleto Oliveira nasceu em 17 de julho de 1946, tendo sido ordenado sacerdote em 1970 e nomeado bispo auxiliar de Lisboa em 2005.

A ordenação episcopal de D. Anacleto Oliveira decorreu no Santuário de Fátima em 2005, tendo sido nomeado bispo de Viana do Castelo em 2010 e atualmente presidia à Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade e à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais na Conferência Episcopal Portuguesa, adianta a nota.

Este ano, D. Anacleto Oliveira assinalou 10 anos de bispo de Viana do Castelo e 50 de ordenação sacerdotal.

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Viana do Castelo

Politécnico de Viana adia início do ano letivo para assegurar resposta à covid-19

Covid-19

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Foto: DR

O Instituto Politécnico de Viana do Castelo anunciou hoje o adiamento do início do ano letivo para o dia 06 de outubro para “garantir que todas as medidas adotadas pela instituição se encontram em vigor e em pleno funcionamento”.

O arranque do ano letivo 2020/2021 estava inicialmente marcado para a próxima segunda-feira.

O presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), Carlos Rodrigues, citado numa nota hoje enviada à imprensa, explicou que a decisão de adiar o início do ano letivo “foi tomada justificadamente pela necessidade de assegurar a resposta mais segura da instituição à evolução da pandemia covid-19, na situação de caráter excecional e de contingência” que o país está a viver.

“Nestes tempos complexos e cheios de incertezas, dúvidas e ansiedades, o IPVC está a preparar o início do ano letivo, tudo estando a fazer para cumprir com as indicações das autoridades de saúde e do Governo para, desta forma, mitigar os riscos de alastramento da pandemia covid-19 e prevenir contágios no seio da nossa comunidade”, referiu.

Carlos Rodrigues lançou um apelo à comunidade académica “para que seja rigorosa no cumprimento das regras e orientações já definidas”.

“Como todos sabemos, a mitigação da evolução da pandemia passa muito pelos nossos comportamentos. Exorto, e peço, a todos os membros da nossa academia que sejam rigorosos no cumprimento das regras e orientações emanadas pelas autoridades, pela presidência e pelas direções das escolas. O sucesso e a segurança de cada um de nós é também o sucesso e a segurança de todos”, sublinhou.

Aulas presenciais, horários alargados com aulas inclusive aos sábados, fixação de turmas por sala, utilização de espaços, que até então não eram utlizados para aulas, nomeadamente auditórios, uso obrigatório de máscara, higienização de mãos e espaços, sinalética adequada e as barreiras necessárias, em todas as nossas escolas, para facilitar o movimento da comunidade, salvaguardando o distanciamento social e evitando o cruzamento entre pessoas no acesso aos espaços letivos, são algumas das novas medidas implementadas pelo IPVC.

Ao nível do alojamento, “o IPVC é, de acordo com o último relatório do PNAES – Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, o segundo instituto politécnico do país com maior número de camas próprias disponíveis”, com um total de 453.

“Este indicador mostra a preocupação que a instituição desde sempre atribuiu ao acolhimento dos estudantes deslocados”, sublinhou Carlos Rodrigues, referindo para este ano letivo um aumento de 111 camas, totalizado 564.

O IPVC adianta que, apesar das restrições impostas pela pandemia, “aumentou a oferta, tendo para o efeito estabelecido protocolos com hotéis, unidades de alojamento local e com a Movijovem, entidade gestora das Pousadas da Juventude, que preveem a possibilidade de os estudantes, em condições especiais, poderem utilizar as pousadas de Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, Melgaço e Ponte de Lima”.

Já nas cantinas e bares, “o IPVC vai disponibilizar o serviço de ‘takeaway’ para além da redefinição dos horários para almoço, através da implementação de turnos conciliados com os horários de funcionamento das aulas”.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 965.760 mortos e mais de 31,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.925 pessoas dos 69.663 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

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