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Futebol

“Vai ser um jogo tremendo e acredito que vamos ganhar”

Portugal defronta hoje a Holanda na final da Liga das Nações

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Foto: Divulgação / FPF (Arquivo)

O selecionador Fernando Santos afirmou, no sábado, que Portugal tem uma “pressão positiva e motivadora” por jogar a final da Liga das Nações de futebol em casa, frente à Holanda, uma equipa de “grande qualidade”.

“Não há pressão. Os nossos jogadores estão habituados a jogar nos melhores campeonatos, na Liga dos Campeões, em meias-finais e finais. Há sim uma pressão positiva e motivadora de dar uma alegria ao novo povo. Vai ser um jogo tremendo e acredito que vamos ganhar”, afirmou Fernando Santos.

O selecionador português falava aos jornalistas na conferência de imprensa de antevisão da final de domingo, no Estádio do Dragão, no Porto.

“A Holanda tem crescido muito nos últimos anos, no sentido de recuperação. O futebol holandês tem grande capacidade e esta equipa holandesa tem grande qualidade. Mas Portugal já não tem só a ambição de sonhar, tem a ambição de ganhar”, disse o técnico de 64 anos.

Fernando Santos, que durante a conferência de imprensa foi várias vezes questionado sobre as capacidades de Cristiano Ronaldo aos 34 anos, enalteceu o profissionalismo do avançado português, que deverá continuar a atuar ao mais alto nível “ainda durante alguns anos”.

“É um futebolista de classe. Tem uma vida ‘top’, em que, com determinação e profissionalismo, tenta sempre estar bem fisicamente. O Cristiano vai continuar a dar alegrias durante mais algum tempo”, referiu.

Questionado sobre se um triunfo na Liga das Nações poderá aumentar a confiança da sua equipa nos restantes e nos decisivos jogos de apuramento para o Euro2020, em que Portugal está para já fora dos lugares de acesso, Fernando Santos admitiu que só pensa na final com a Holanda.

“Em setembro lá pensarei nisso. Quero é ganhar amanhã [domingo] e dar uma alegria enorme ao povo. Esta prova não tem nada a ver com o apuramento”, concluiu.

O Portugal-Holanda está agendado para as 19:45 e vai ter arbitragem do espanhol Undiano Mallenco.

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Futebol

Matheus já é português e sonha com a seleção

SC Braga

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Foto: DR / Arquivo

O guarda-redes do SC Braga, Matheus, nascido no Brasil, já é cidadão português e revelou hoje que alimenta agora o sonho de ser chamado à seleção nacional de futebol.

O processo de naturalização do gurarda-redes, que cumpriu no domingo 28 anos e está em Portugal há seis, foi aceite na semana passada.

“É uma alegria imensa. Já me sentia português, mas não tinha documentos. Todos os jogadores têm o sonho de chegar à seleção e agora tenho o privilégio de poder sonhar em chegar à seleção do meu país. Mas não penso nisso no imediato, agora quero desfrutar dos meus direitos, deveres e privilégios como cidadão português”, disse o guarda-redes, em videoconferência à comunicação social.

Da quarentena forçada pelo novo coronavírus encontra o “lado bom” de estar mais tempo com a família, algo difícil para um futebolista profissional, tendo eleito a presente temporada como a sua melhor até agora ao serviço dos bracarenses, depois da fase difícil da rutura do ligamento cruzado anterior do joelho direito que o afastou durante quase toda a época passada.

“Muitas vezes, pensei em desistir, acordei a chorar e triste, mas com a ajuda dos meus colegas e da minha família recuperei. Tem sido uma época muito boa, a melhor no SC Braga até agora, conquistámos uma Taça da Liga, é um título e fica na história”, lembrou.

A rotação dos guarda-redes implementada pelo anterior treinador Ricardo Sá Pinto não foi esquecida.

“Não foi fácil, mas nós os três [Matheus, Eduardo e Tiago Sá] conversávamos sempre, sobretudo o Eduardo, que é o mais experiente, dizia-nos que tínhamos que estar preparados porque nunca sabíamos quem ia jogar. Foi difícil, mas foi uma opção do treinador, vivi uma experiência diferente e acabou por ser uma aprendizagem”, disse.

O jogador, natural de Belo Horizonte, no estado de Minas Gerais, no Brasil, mostrou ainda preocupação com as declarações públicas do presidente brasileiro Jair Bolsonaro em relação à covid-19, desvalorizando a pandemia.

“Preocupa-me [ouvir essas declarações], não só como brasileiro, mas como se tivesse outra nacionalidade porque o que está em jogo é a vida do ser humano, acho que isso é preocupante. As pessoas que estão na linha da frente, que sabem que isto é grave, dão orientações para nos cuidarmos, evitarmos sair e lavar bem as mãos e, se cada um tiver essa consciência, pode ser um presidente ou qualquer outro a falar, mas a população vai ter consciência de quem tem que ficar em casa e ajudar para isso não piorar”, afirmou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

João Carlos Teixeira aceita discutir redução de salário no Vitória

Covid-19

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João Carlos Teixeira
Foto: Facebook Vitória SC

O futebolista João Carlos Teixeira afirmou hoje estar disposto a negociar a redução do salário auferido no Vitória SC, depois de a pandemia da Covid-19 ter ditado a interrupção da I Liga portuguesa.

Apesar de nenhum dos 18 clubes do escalão ter anunciado, para já, reduções nos salários dos jogadores, o médio ofensivo, de 27 anos, realçou que o surto do novo Coronavírus está a atingir o futebol “pela negativa” e mostrou-se disponível para “ajudar” o Vitória SC, se a administração presidida por Miguel Pinto Lisboa entender a redução salarial como medida necessária.

“Em relação a assuntos monetários, para já nada nos foi ainda informado. Mas falo por mim e, acredito, pelos meus companheiros: vamos tentar ajudar o clube. Se isso tiver de acontecer, não vamos ser o problema. Vamos tentar ser a solução. Neste momento, o que precisamos é de harmonia e de entreajuda entre as pessoas para que as coisas não sejam piores do que já vão ser”, disse aos jornalistas, numa videoconferência promovida pelos minhotos.

João Carlos Teixeira evocou esses mesmos problemas financeiros com que os clubes se podem deparar para defender que “era importante” o campeonato, com 10 jornadas ainda por realizar, poder terminar, “mesmo com jogos à porta fechada”.

Para a conclusão da prova ser possível, o médio formado no Sporting vincou que as equipas deveriam regressar à competição até junho ou julho, com os plantéis a realizarem uma “mini pré-época” de quatro semanas para ficarem “bem fisicamente” e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional a decidir se haveria jogos ao fim de semana e à semana ou apenas nos fins de semana.

Com oito golos em 26 jogos oficiais, dois deles no triunfo sobre o Paços de Ferreira (2-1), que antecedeu a paragem, em 08 de março, João Carlos Teixeira reconheceu que a época 2019/20 estava a ser “a melhor” da carreira, tendo explicado a subida de rendimento face a anos anteriores com o sistema tático montado pelo treinador Ivo Vieira.

“Adapto-me bem ao estilo de jogo, pela liberdade que me dá em campo. Permite-me estar mais perto da área, fazer mais golos, para estar em mais zonas e espaços do campo. Estava a aproveitar da melhor forma e as coisas estavam a correr bem”, disse o jogador da equipa que ocupa o sexto lugar, com 37 pontos.

Questionado sobre a continuidade do técnico, cujo contrato com os vimaranenses termina em 30 de junho de 2020, o médio, ex-jogador do FC Porto e do Sporting de Braga, realçou que a “estrutura” vitoriana é que deve esclarecer o futuro de Ivo Vieira.

O jogador confessou ainda que gostaria de ver o Liverpool, clube da I Liga inglesa ao qual esteve vinculado entre 2012 e 2016 e onde ainda guarda pessoas com quem “mantém contacto”, como o avançado Roberto Firmino, sagrar-se campeão, se o campeonato for retomado – tem 25 pontos de vantagem para o segundo, Manchester City, a nove jornadas do fim.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 2 de abril, registaram-se 140 mortes e 6.408 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde.

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Futebol

Perdas “muito elevadas para indústria do futebol”, dizem especialistas

Covid-19

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Foto: DR/Arquivo

A paragem do futebol nacional devido à pandemia covid-19 trará perdas “muito elevadas” para a indústria do futebol e os seus vários agentes, apontaram à agência Lusa os especialistas em direito do desporto Alfredo Silva e Daniel Sá.

Segundo o professor da Escola Superior de Desporto de Rio Maior e coordenador da licenciatura de Gestão das Organizações Desportivas Alfredo Silva, as perdas para a indústria do futebol, na qual inclui “clubes, SADs, ‘media’, fornecedores de marketing, eventos, alimentação, equipamentos” e outros, são “muito elevadas”.

Pelas contas do docente universitário, o “impacto global” de uma paragem de um mês, por exemplo, será “superior a 40 milhões de euros”, em números estimados a partir de uma observação do fluxo económico das SAD de Benfica, FC Porto e Sporting.

O especialista em marketing desportivo e diretor executivo do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) Daniel Sá divide em três cenários as possibilidades de impacto da pandemia.

Por um lado, segundo explicou à Lusa, um em que “a Liga não chega a terminar”, outro em que a Liga “é retomada de uma forma ou outra, com um ‘play-off’ ou outra solução intermédia”, e um terceiro em que se consegue “terminar a época com todos os jogos restantes”.

Salvaguardando que “o impacto é muito diferente consoante cada um destes cenários”, a possibilidade de terminar todos os jogos restantes na I Liga mostra uma tendência “negativa, mas bastante reduzida”, prevendo-se até “mais adesão de público, por ter estado tanto tempo afastado”.

Os outros dois cenários dão lugar a previsões “mais complicadas”, porque os clubes “mantêm praticamente todos os custos e perderam quase todas as receitas”, a começar pela bilheteira.

Com mais de 3,5 milhões de espetadores em 2018/19, o que equivale, pelas contas de Daniel Sá, a um rendimento de 80 milhões de euros de bilheteira, na parte remanescente do campeonato, por agora suspensa, há aí a fatia “mais interessante”, uma vez que são “jogos decisivos”.

Assim, estima o especialista, a perda pode chegar a “um quarto das receitas de bilheteira, que estão concentradas na fase final”.

Se Daniel Sá considera que o problema se estende também aos direitos de transmissão, que deverão ser renegociados, e a patrocinadores “de Liga, federação e clubes”, Alfredo Silva concorda que a área “designada ‘commercials'”, que inclui alugueres, os museus e venda de produtos licenciados e publicidade, vai sofrer, podendo chegar a “perdas mensais de nove milhões de euros”.

“O ‘merchandising’ não tem tanta expressão em Portugal, mas é uma fatia no meio de tudo isto. Com as lojas fechadas, as vendas caem. Por outro lado, há as transferências de jogadores, porque sem jogos os jogadores não valorizam, e o mercado está condicionado”, atira Daniel Sá.

O docente universitário no IPAM realça ainda que o mercado português enquanto “vendedor” de futebolistas está ameaçado por “esta crise que afeta toda a gente”, porque “todos os clubes europeus terão menos dinheiro”.

Daniel Sá alerta ainda para os riscos “de desemprego, de redução salarial e renegociação” de condições contratuais, ainda que veja esta, também, como uma oportunidade para “repensar algumas coisas no futebol”, como o excesso de competições e o “televisionamento a mais” dos jogos, porque diz não saber “se o mercado aguenta tanto”.

O novo coronavírus surgiu na China, em dezembro de 2019, mas o surto espalhou-se por todo o mundo, tendo levado a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Inicialmente alguns eventos desportivos foram disputados sem público, mas, depois, começaram a ser cancelados, adiados – entre os quais se destacam os Jogos Olímpicos Tóquio2020, o Euro2020 e a Copa América – ou suspensos, nos casos dos campeonatos nacionais e internacionais de todas as modalidades.

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