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Vacinação seria “passo decisivo” para o regresso às escolas

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

Os diretores escolares defenderam hoje que a vacinação contra a covid-19 de trabalhadores docentes e não docentes seria um “passo decisivo” para o regresso ao ensino presencial, aplaudindo a disponibilidade do Governo para os incluir nos grupos prioritários.

A ministra da Saúde, Marta Temido, admitiu na terça-feira que os professores e o pessoal não docente possam ser incluídos como prioritários para a vacinação, ao considerar que as escolas são um “serviço essencial”.

“Quando falamos de serviços essenciais – e as escolas são de alguma forma na nossa abordagem social um serviço essencial – poderá fazer sentido que os adultos que trabalham nestes locais tenham uma vacinação diferenciada”, afirmou Marta Temido em entrevista ao Jornal da Noite da SIC.

Em reação às declarações da ministra, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) aplaudiu essa possibilidade, considerando que seria essencial para o regresso ao regime presencial.

“Queremos regressar à escola com saúde e em segurança, por isso, ontem [terça-feira], ficámos satisfeitos com aquilo que ouvimos da ministra da Saúde”, disse à Lusa Filinto Lima.

Para o representante dos diretores escolares, essa seria a medida mais importante para o desconfinamento no ensino, que daria maior confiança à comunidade educativa.

“O passo decisivo era priorizar professores e funcionários na toma da vacina antes do regresso às aulas”, sublinhou o presidente da ANDAEP, defendendo que esse processo de vacinação comece desde logo pelos profissionais que estão naquelas escolas de referência que se mantém abertas durante o período em que vigora o ensino a distância.

Para Manuel Pereira, que lidera outra associação representativa dos diretores escolares, esse seria também o caminho para um regresso mais tranquilo às escolas.

“Seria uma das formas de garantir aos pais que os seus filhos estariam seguros na escola, e garantir à comunidade docente e não docente uma tranquilidade que não tiveram no ano passado”, disse o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.549.910 mortes no mundo, resultantes de mais de 114,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.389 pessoas em 805.647 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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