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Vacina da gripe disponível a partir de hoje para populações prioritárias

Segundo a DGS

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Foto: DR / Arquivo

A vacina da gripe está disponível a partir de hoje, começando a ser administrada nas faixas da população consideradas prioritárias, como os residentes em lares de idosos e grávidas, segundo a Direção-Geral da Saúde.


A campanha de vacinação do Serviço Nacional de Saúde, que começa habitualmente em 15 de outubro, inicia-se este ano mais mais cedo com uma primeira fase para qual há 350 mil vacinas disponíveis.

Residentes em lares de idosos, profissionais de saúde, profissionais do setor social que prestam cuidados e grávidas estão entre os setores mais vulneráveis e serão os primeiros a poder ser vacinados.

Na segunda fase, que começará em 19 de outubro, estão incluídos outros grupos de risco: pessoas com 65 ou mais anos e pessoas com doenças crónicas.

“Queremos vacinar o mais depressa possível e estamos a fazer planeamento com as administrações regionais de saúde para, se for necessário, ampliar os pontos vacinação para outras estruturas da comunidade” além dos centros de saúde, afirmou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas quando anunciou a época da vacinação deste ano.

Graça Freitas apelou a todas as pessoas que tiverem indicação médica para que se vacinem, salientando que este ano, com a pandemia, é “ainda mais importante que o façam”.

Havendo a covid-19 “convém não ter outras infeções respiratórias que se possam confundir com covid e que obriguem a fazer um diagnóstico para ver se as pessoas têm covid ou têm gripe”, referiu.

Além das vacinas gratuitas para as pessoas incluídas nos grupos de risco, haverá vacinas à venda nas farmácias que podem ser compradas com receita médica e são comparticipadas.

O SNS comprou este ano mais de dois milhões de vacinas da gripe a duas empresas diferentes, por concurso público, mas todas as vacinas são iguais.

A gripe é uma doença contagiosa e que geralmente se cura de forma espontânea. As complicações, quando surgem, ocorrem sobretudo em pessoas com doenças crónicas ou com mais de 65 anos.

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Faturação dos negócios cai 20% até setembro mas turismo e ‘rentrée’ induzem retoma

Economia

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Foto: DR / Arquivo

A faturação dos negócios caiu 20% até setembro, em termos homólogos, mas apresenta uma retoma gradual induzida pelo turismo interno e regresso às aulas e trabalho, apresentando quebras de 9% naquele mês, divulgou hoje a Reduniq.

Os dados constam do mais recente relatório Reduniq Insights, que demonstram “uma gradual retoma da faturação e do número de transações” dos negócios portugueses registadas na rede de cartões Reduniq, da Unicre, “apesar da faturação total acumulada até ao último mês ser de menos 20% face ao mesmo intervalo de 2019”.

Já no mês de setembro, os negócios faturaram menos 9% que em período homólogo.

“A retoma de faturação justifica-se sobretudo pelo impulso do turismo interno e pela chegada da ‘rentrée’, caracterizada pelo aumento dos fluxos de mobilidade – quer pelo regresso às aulas ou pelo regresso ao trabalho”, refere a Reduniq.

No que diz respeito ao número de transações, assistiu-se também a uma retoma gradual dos normais valores, com uma variação homóloga negativa de 0,42%, no período compreendido entre 06 e 19 de setembro.

O relatório mostra ainda que os portugueses estão a gastar menos em cada compra, com o valor médio por transação a fixar-se nos 33,50 euros, apesar de estarem a consumir mais vezes.

Quando comparados os níveis de faturação de cartões nacionais e estrangeiros, os dados do relatório mostram que, entre agosto e setembro, o consumo dos portugueses excedeu a faturação registada no mesmo período de 2019, enquanto que a faturação estrangeira obteve quebras na ordem dos 50%.

Os distritos mais dependentes do turismo, como Lisboa, Faro, Porto e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira são os mais afetados, apresentando quebras entre 14% e 24%, em setembro.

Por sua vez, os setores das farmácias, retalho alimentar tradicional e eletrodomésticos e tecnologia representam uma exceção, registando aumentos de faturação de 45%, 31% e 7%, respetivamente, desde janeiro.

Pelo contrário, os negócios de hotelaria, moda, e perfumarias registaram quebras de 64%, 37% e 35%, respetivamente, no mesmo período.

O diretor da Reduniq, Tiago Oom, alerta, no entanto, que embora o cenário seja positivo, os números não podem ser “assumidos como indicadores seguros de que esta tendência de recuperação irá prevalecer”.

O responsável sublinha que o agravar da crise sanitária provocada pela pandemia de covid-19 pode voltar a “condicionar os comportamentos de consumo dos portugueses”, tal como os “impactos de uma crise económica anunciada”.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 4,9% em 2020, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Para Portugal, a Comissão Europeia prevê que a economia recue 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, uma contração acima da anterior projeção de 6,8% e da estimada pelo Governo português, de 6,9%.

O Governo prevê que a economia cresça 4,3% em 2021, enquanto Bruxelas antecipa um crescimento mais otimista, de 6%, acima do que previa na primavera (5,8%)

A taxa de desemprego deverá subir para 9,6% este ano, e recuar para 8,7% em 2021.

Em consequência da forte recessão, o défice orçamental deverá chegar aos 7% do PIB em 2020, e a dívida pública aos 134,4%.

Os efeitos da pandemia já se refletiram na economia portuguesa no segundo trimestre, com o PIB a cair 16,5% face ao mesmo período de 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

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Renegociado pagamento de prémios em 3,2 milhões de contratos de seguros

Covid-19

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Foto: DR / Arquivo

O regulador dos seguros disse hoje que 3,2 milhões de contratos de seguros tiveram, até final de agosto, um regime mais favorável no pagamento dos prémios, dos quais 1,2 milhões referentes a seguros automóvel.

A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) divulgou hoje, em comunicado, um novo balanço da aplicação das moratórias dos seguros nos ramos ‘não vida’, com base na informação das empresas entre 13 de maio e 31 de agosto.

Segundo a informação, em cerca de 3,2 milhões de contratos houve a aplicação de um regime mais favorável ao tomador do seguro no pagamento dos prémios, a maior parte dos quais referentes a seguros automóvel (1,2 milhões) e ‘outros’ (860 mil).

Houve ainda quase quatro milhões de apólices em que a validade das coberturas obrigatórias foi prolongada em 60 dias.

Dessas, a maioria também é referente a seguros automóvel (2,3 milhões), havendo 1,3 milhões relacionadas com a cobertura de incêndio e outros danos.

Já os prémios foram reduzidos em cerca de 390 mil contratos, tendo acontecido em seguros que “cobrem atividades que se encontravam suspensas ou que sofreram uma redução substancial ou cujos estabelecimentos estavam encerrados devido às medidas excecionais e temporárias adotadas em resposta à pandemia da doença covid-19”, informou a ASF.

Ainda nestas atividades em que a crise da covid-19 implicou redução da atividade, mais de 2.400 apólices foram “objeto de aplicação de um regime de fracionamento do prémio sem custos adicionais para o cliente tomador de seguro”.

As designadas moratórias dos seguros – que permitem flexibilizar o pagamento dos prémios, mas preveem a diminuição dos prémios nas entidades em que haja redução da cobertura dos seguros devido à covid-19 – estavam inicialmente previstas até 30 de setembro deste ano e foram prolongadas até final de março de 2021.

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Continente com desagravamento, mas Baixo Alentejo e Algarve mantêm seca moderada

Segundo boletim do IPMA

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Foto: DR / Arquivo

Portugal continental registou em setembro um desagravamento da situação de seca meteorológica, mas o Baixo Alentejo e o Algarve mantêm-se na classe de seca moderada, segundo o último boletim climatológico do IPMA.

No final de setembro, 52% de Portugal continental estava em seca fraca, 34,3% normal e 13,7% em seca moderada, de acordo com o índice meteorológico de seca (PDSI) disponível no ‘site’ do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA salienta que foi registado um desagravamento da situação de seca meteorológica em grande parte do território, mas no Baixo Alentejo e Algarve, ainda se mantém em muitos locais a classe de seca moderada.

No final de agosto, 58,9% de Portugal continental estava em seca fraca, 22,6% em seca normal, 18% em seca moderada e 0,5% em seca severa.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

De acordo com o IPMA, existem quatro tipos de seca: meteorológica, agrícola, hidrológica e socioeconómica.

A seca meteorológica está diretamente ligada ao défice de precipitação, quando ocorre precipitação abaixo do que é normal.

Depois, à medida que o défice vai aumentando ao longo de dois, três meses, passa para uma seca agrícola, porque começa a haver deficiências ao nível da água no solo.

Se a situação se mantiver, evolui para seca hidrológica, quando começa a haver falta de água nas barragens. Existe também a seca socioeconómica, que é considerada quando já tem impacto na população.

Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA indica também que o mês de setembro em Portugal continental foi quente em relação à temperatura do ar e normal em relação à precipitação.

Segundo o IPMA o valor médio da temperatura média do ar, 21,33 graus Celsius, foi superior ao normal.

Também o valor médio da temperatura máxima do ar, 28,23 graus, foi superior ao normal, sendo o 11.º valor mais alto desde 1931 e o 5.º mais alto desde 2000.

No que diz respeito ao valor médio da temperatura mínima do ar, 14,4 graus, também foi superior ao valor médio.

O IPMA destaca que o mês de setembro teve temperaturas acima do normal na primeira quinzena, em particular os da máxima, sendo de salientar os dias 3 a 6 e 12 e 13 com anomalias superiores a 6 graus.

Nestes dias ocorreu ainda uma onda de calor em alguns locais da região Centro.

Na segunda quinzena de setembro, registaram-se temperaturas abaixo do normal, sendo de destacar o dia 25 com o valor mais baixo da temperatura máxima (anomalia de -5,2 graus) e o dia 26 com valores mais baixos da temperatura média e mínima do ar (-4,1 e -4,5 graus respetivamente).

O IPMA refere ainda que o período de janeiro a setembro de 2020 é o mais quente dos últimos 90 anos (desde 1931).

Quanto ao valor médio da quantidade de precipitação em setembro (36,3 milímetros), foi ligeiramente inferior ao valor normal 1971-2000 (42,1 milímetros).

Durante o mês ocorreu precipitação apenas na 2.ª quinzena, em particular entre os dias 17 e 19 associada à passagem da tempestade subtropical Alpha.

Com a passagem desta depressão verificou-se também vento muito forte com os valores mais elevados (≥ 90 km/h) a ocorrerem no final da tarde do dia 18 nos distritos de Leiria e Coimbra.

De acordo com o boletim, no final do mês de setembro, verificou-se, em relação ao final de agosto um aumento dos valores de percentagem de água no solo nas regiões do Norte e Centro e uma diminuição na região Sul, em particular no Baixo Alentejo e Algarve.

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