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Braga

Utente do Hospital de Braga denuncia “vales carecas” para cirurgias

Saúde

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Foto: DR

Um utente do Hospital de Braga queixou-se hoje de receber dois “vales-cirurgia carecas”, já que nenhuma das três unidades sugeridas manifestou disponibilidade ou capacidade para realizar as operações de que necessita.


“A ideia que me dá é tudo isto não passa de uma chico-espertice para enganar as pessoas. Tomem lá um vale, que não serve rigorosamente para nada, e saiam das listas de espera”, referiu Paulo Alexandre Pereira, à Lusa.

Este utente está inscrito no Hospital de Braga desde 29 de novembro de 2019 para realizar duas operações, concretamente uma colecistectomia e uma hernioplastia.

No início de maio, recebeu o primeiro vale-cirurgia, que dava a escolher entre o hospital da CUF-Porto ou a Santa Casa da Misericórdia de Vila do Conde (SCMVC).

“Ambos os hospitais disseram que não estavam a aceitar cirurgias, por causa da pandemia de covid-19”, referiu Paulo Pereira.

O vale-cirúrgico foi, assim, recusado e em 16 de junho, o utente recebeu uma carta do Hospital de Braga dando conta que já tinha saído da lista de espera para cirurgia.

Reclamou e, dois dias mais tarde, a Entidade Reguladora da Saúde deu conta de que teria havido uma “má interpretação” por parte do hospital e que continuava a integrar a lista de espera.

Em 02 de julho recebeu um novo vale-cirúrgico, mantendo aqueles dois hospitais (CUF-Porto e SCMVC), mas estendendo as opções também ao Centro Hospitalar Póvoa de Varzim – Vila do Conde (CHPVVC).

“A CUF recusou logo, o CHPVVC disse que não fazia aquelas operações e a Santa Casa aceitou fazer, só que surgiu um pequeno grande pormenor: quando eu informei que tinha esclerose múltipla, disseram-me logo que o meu caso seria chumbado em anestesiologia, por o hospital não ter ventilador”, relatou.

O segundo vale-cirurgia ficou, assim, igualmente sem efeito.

Entretanto, Paulo Pereira diz não saber se vai continuar a receber vales ou se terá de aguardar por janeiro de 2021 para fazer as operações, no Hospital de Braga.

“As minhas operações, por acaso, não são urgentes, mas não podia calar esta situação face ao que se passa com os vales-cirurgia, que, repito, me parecem ser um modo expedito de entreter e não servem rigorosamente para nada”, reiterou.

Contactada pela Lusa, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), responsável pela emissão dos vales, referiu que os três hospitais de destino “tinham oferta disponível para realizar os procedimentos cirúrgicos para os quais o utente estava inscrito”, tendo por essa razão sido “automaticamente identificados como possíveis alternativas colocadas ao utente”.

“A realização das intervenções cirúrgicas nos hospitais de destino é sempre precedida de uma avaliação das condições clínicas objetivas para a realização dos procedimentos”, acrescenta a ACSS.

Diz ainda que a “situação particular” de Paulo Pereira “continuará a ser averiguada junto da ARS [Administração Regional de Saúde] respetiva, do hospital de origem e dos hospitais de destino, de forma a garantir que todos os procedimentos foram efetuados corretamente”.

A ACSS explica que, âmbito do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC), está definido que os utentes têm direito a receber um vale-cirurgia sempre que atingem 75% dos Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG).

Recebem um segundo vale quando atingem 100% dos TMRG, oferecendo assim uma alternativa ao utente para que a sua cirurgia seja realizada dentro dos TMRG.

Segundo a ACSS, foi o que aconteceu no caso de Paulo Pereira, tendo sido cumpridos os prazos legalmente estabelecidos para a emissão do vale-cirurgia.

A Lusa contactou também o Hospital de Braga, que explicou que o período de pandemia motivou a alteração e adiamento de diversos atos médicos, aumentando, em algumas situações, os tempos máximos de resposta garantidos.

“Durante este período, o Hospital de Braga continuou a dar resposta a todos os casos clínicos urgentes, prioritários e muito prioritários”, acrescenta.

Diz ainda que “o Hospital de Braga encontra-se nesta fase a retomar a sua atividade assistencial e está empenhado em reagendar todos os atos médicos adiados devido à pandemia, garantindo assim que continuam assegurados os cuidados de saúde à população que serve”.

A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) deu hoje conhecimento a Paulo Pereira que enviou uma cópia da sua reclamação ao prestador de cuidados de saúde, “que é quem tem a obrigação legal de a analisar, de lhe responder e de dar conhecimento à ERS do seguimento que lhe dispensou”.

“Posteriormente, a ERS procederá à monitorização e apreciação do tratamento dado pelo prestador a este assunto (…), procurando assegurar a adequação da análise e tratamento da situação”, acrescenta.

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Braga

Covid-19: Mais um caso positivo no concelho de Braga nas últimas 24 horas

Pandemia

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO (Arquivo)

O concelho de Braga registava, até ao final da tarde desta quarta-feira, 1.419 casos acumulados de infetados com covid-19 desde o início da pandemia, mais um do que ontem, apurou O MINHO junto de fonte local da saúde.

Destes, 1.325 estão recuperados, ou seja, não há recuperações desde a passada quinta-feira. Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 20 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

Estes dados são apurados por O MINHO junto de fonte local do setor da saúde e não coincidem com os divulgados pela Direção-Geral de Saúde (DGS), no qual o concelho de Braga regista 1.277 acumulados.

Portugal regista hoje mais uma morte por covid-19 e 167 novos casos de infeção por covid-19, em relação a terça-feira, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

De acordo com o boletim, desde o início da pandemia até hoje registam-se 51.848 casos de infeção confirmados e 1.740 mortes.

Há 37.565 casos recuperados, mais 247.

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Braga

PSP multa Câmara de Terras de Bouro por usar segurança privada na praia de Alqueirão

PSP

em

Foto: Divulgação

A Câmara de Terras do Bouro garantiu hoje que “em caso algum” vai prescindir dos préstimos da empresa de segurança contratada para fazer a vigilância da praia fluvial de Alqueirão, cujo serviço foi considerado “prática ilegal” pela PSP.

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara Municipal de Terras do Bouro, no distrito de Braga, Manuel Tibo, confirmou que a ação de fiscalização numa praia fluvial do Minho, feita a 30 de julho e anunciada hoje em comunicado pela PSP, foi naquela praia do Gerês e considerou que a força policial “devia ter mais com que se preocupar do que com medidas que visam o combate à COVID-19 e proteger a população”.

Segundo as duas entidades confirmaram, desde 11 de julho que a vigilância na praia do Alqueirão é feita por uma empresa de segurança privada contratada pela Câmara Municipal de Terras do Bouro, sendo que, segundo explicou Manuel Tibo, aquele contrato tem vigência até 31 de agosto.

No seu comunicado, a Polícia de Segurança Pública refere que, “através do Departamento de Segurança Privada, no âmbito das suas competências exclusivas no âmbito do regime do exercício da atividade de segurança privada, enquanto entidade de licenciamento, regulação e fiscalização, detetou no dia 30 de julho de 2020 a prática ilegal de serviços por parte de uma empresa de segurança privada numa praia fluvial na região do Minho”.

A PSP explica que “no local constatou-se que os seguranças privados tinham a responsabilidade de vigiar todo o espaço da praia fluvial, controlavam da lotação da mesma e, em caso de necessidade, promoviam a chamada para as forças de segurança”.

No texto é ainda referido que a empresa privada opera “sem contrato de prestação de serviços, igualmente obrigatório por lei”, pelo que “o Departamento de Segurança Privada procedeu ao levantamento de auto de notícia criminal visando a autarquia, a empresa de segurança privada e os dois seguranças privados identificados a exercer a atividade no local, o qual foi já remetido à autoridade judiciária”.

Manuel Tibo confirmou à Lusa o auto, adiantando ter origem “numa denúncia”, mas mostrou-se contra a ação policial: “Toda a gente sabe que aquele é um local não vigiado mas que recebe milhares de pessoas, este ano ainda mais”.

“Apesar de não ser pertença da câmara e para que os problemas com a pandemia não se transformem num pandemónio, no âmbito das nossas obrigações como Proteção Civil, resolvemos assegurar a vigilância do local”, explicou.

“O que nós fizemos foi contratar uma empresa por ajuste direto simplificado que assegure que as medidas de prevenção à propagação do novo coronavírus, como a lotação, o distanciamento social, sejam asseguradas promovendo assim a segurança de quem escolheu o Gerês para passar as suas férias”, continuou.

O autarca realçou ainda que “é evidente o aumento da criminalidade na área, fruto do também aumento de pessoas. Se a GNR e forças policiais não têm meios para fazer a devida proteção da área, a câmara não pode alhear-se dessa responsabilidade”.

Por isso, garantiu, “a câmara não vai abdicar desta vigilância e a empresa vai operar ate 31 de agosto em prol da população”.

A PSP garante, no referido comunicado, que “manter-se-á atenta a nível nacional aos serviços prestados pelas empresas e pelos profissionais de segurança privada, bem como à forma de prestação de cada serviço”.

Aquela força policial refere também que “a atividade de segurança privada, por regra, não pode ser livremente exercida no espaço público mas sim em espaços privados e ou de acesso restrito”.

“Para além disso, a prestação destes serviços somente poderá iniciar-se após ser redigido contrato escrito com empresa detentora de alvará e todas as forma de segurança privada só podem ser exercidas por profissionais habilitados e autorizados pela PSP”, lê-se.

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Braga

Vítima de explosão em Vieira do Minho com 45% do corpo queimado foi para Coimbra

Acidente

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O homem de 46 anos vítima de queimaduras na sequência de uma explosão numa pedreira em Vieira do Minho foi helitransportado para o Hospital de Coimbra com queimaduras em 45 por cento do corpo.

A vítima ficou com queimaduras nos braços, tronco e cabeça. As queimaduras afetaram as vias respiratórias.

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O acidente ocorreu numa pedreira entre as freguesias de Anissó e Tabuaças, com o ferido a ser inicialmente transportado de carro particular até à rotunda do Ouro, em Póvoa de Lanhoso, onde foi chamado socorro de emergência médica e um helicóptero.

No local estiveram os Bombeiros da Póvoa de Lanhoso, a VMER de Braga e um helicóptero do INEM, no total de 17 operacionais e oito viaturas.

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