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Unidade de saúde de Braga “inova” nos cuidados paliativos

Braga

Unidade de saúde de Braga “inova” nos cuidados paliativos

A Unidade de Cuidados Paliativos de Poverello, em Braga, vai passar a ter uma sala para convívio familiar, uma “estrutura inovadora” que pretende minorar o sofrimento de doentes e familiares, promovendo “momentos íntimos de partilha”.

O presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos, Manuel Luís Capelas, explicou que o objetivo daquela sala, que terá o nome da benemérita Isabel Levy e que entrará domingo em funcionamento, é criar um “espaço onde as famílias possam ser famílias”, ainda que em ambiente hospitalar.

Sobre os cuidados paliativos em Portugal, o responsável considerou que o país continua num “limbo” onde foram feitos avanças, mas ainda é necessário “pensar uma estratégia” global.

“O que se pretendeu foi criar dentro da unidade que já existe uma estrutura com o ideal de condições para que as famílias possam ser apoiadas, um espaço onde possam ser família, viver momentos em família sem ser num quarto”, disse Manuel Capelas.

Segundo o responsável da APCP, esta é uma “nova abordagem, provavelmente a única com este fim, aos cuidados paliativos em Portugal, que quer, através da promoção dos laços familiares, minorar o sofrimento de doentes e familiares”.

Este novo espaço assume “particular importância” na forma como se encaram os cuidados paliativos, “que são muito mais do que cuidar de doentes que estão a morrer”.

Ou seja, “são cuidados para doentes que estão em sofrimento ou com ameaça de vida, não se aplicam só a doentes em fim de vida, mas àqueles que estão a sofrer”.

Questionado sobre o estado daquele tipo de cuidados em Portugal, Manuel Capelas considerou que ainda há muito por fazer, embora não tudo.

“Continuamos num limbo. Temos um contrato programa para o número de camas, que foi um avanço, mas faltam passos mais significativos”, disse.

Para o responsável, “foram feitos avanços mas continua a ser preciso pensar de forma estratégica” aquilo que o pais precisa.

“Falta formação, cuidados fármacos, pediátricos. Não basta ter camas abertas se for com pessoas que não saibam o que precisam fazer”, completou.

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