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Braga

UNESCO analisa candidatura do Bom Jesus a Património Mundial no Azerbaijão

A Lista do Património Mundial da UNESCO integra atualmente 1.092 sítios em 167 países. Portugal conta com 15 locais classificados em território nacional, havendo ainda 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo. No Minho, o Centro Histórico de Guimarães é o único local classificado

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O Santuário do Bom Jesus, em Braga, assim como o Palácio de Mafra, estão entre os 36 locais candidatos à classificação de Património Mundial da UNESCO, que o comité da organização analisa na reunião hoje iniciada, no Azerbaijão.


Os dois monumentos portugueses fazem parte “das 36 indicações para inscrição na Lista do Património Mundial”, reveladas hoje pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que irão ser avaliadas a partir de 05 de julho, no âmbito da 43.ª Sessão do Comité do Património, a decorrer em Baku, no Azerbaijão, a partir de hoje e até 10 de julho.

O Santuário do Bom Jesus do Monte (também conhecido como Santuário do Bom Jesus de Braga) é um conjunto arquitetónico paisagístico integrado por uma igreja, um escadório, onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata e um funicular.

Está classificado desde 1970 como Imóvel de Interesse Público e hoje mesmo foi publicada em Diário da República a proposta de ampliação da classificação do Santuário, de forma a integrar os terrenos da Confraria do Bom Jesus do Monte e o Elevador do Bom Jesus, assim como “a reclassificação como conjunto de interesse nacional/monumento nacional”.

Mandado construir por D. João V, o Palácio Nacional de Mafra é um conjunto arquitetónico barroco formado por um Paço Real, uma Basílica e um Convento.

Possui importantes coleções de escultura italiana, de pintura italiana e portuguesa, uma biblioteca única, bem como dois carrilhões, seis órgãos históricos e um hospital do século XVIII.

Foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e foi um dos finalistas da iniciativa Sete Maravilhas de Portugal, em 2007.

Os dois conjuntos portugueses estão nomeados no âmbito dos sítios de património cultural, juntamente com outros 26 locais, entre os quais a região da Babilónia, no Iraque, a cidade submersa de Port Royal, na Jamaica, e a antiga metalúrgica do Burkina Faso.

Os Montes de Dilúvio (Bahrein), a cidade de Jaipur, Rajastão (Índia) e as ruínas arqueológicas da cidade de Liangzhu (China), são outros dos locais propostos para a inscrição na lista do património, juntamente com monumentos de países como a Austrália, Indonésia, Japão, República Popular Democrática do Laos, Myanmar, República da Coreia, Áustria, Alemanha, Hungria, Eslováquia, Canadá, República Checa, Polónia, Espanha, Reino Unido, Azerbaijão, Itália, Estados Unidos da América e Panamá.

No que toca ao património natural a UNESCO vai analisar seis sítios: os santuários de Aves Migratórias ao longo da Costa do Mar Amarelo (Golfo da China), as Florestas Hircanianas (República Islâmica do Irão), o Complexo Florestal de Kaeng Krachan (Tailândia), as Terras e Mares Austrais Franceses (França), os Alpes do Mediterrâneo (França, Itália e Mónaco) o Parque Nacional Vatnajökull (Islândia).

O Património Natural e Cultural da região de Ohrid (Albânia) e a Cultura e Biodiversidade de Paraty (Brasil), candidatos a inscrição como património misto, completam a lista dos 36 locais que o Comité do Património Mundial vai examinar, durante a sua 43.ª sessão.

Na sessão, que decorrerá sob a presidência de Abulfas Garayev, ministro da Cultura do Azerbaijão, serão ainda avaliados os locais a inscrever na lista do património mundial considerado “em perigo” e os que se propõem retirar dessa mesma lista, como o Local de nascimento de Jesus: Igreja da Natividade e Rota da Peregrinação, Belém, na Palestina, e Salitre Humberstone e Santa Laura, no Chile.

A Lista do Património Mundial da UNESCO integra atualmente 1.092 sítios em 167 países.

Portugal conta com 15 locais classificados em território nacional, havendo ainda 11 que constituem património mundial de origem portuguesa no mundo.

O Centro Histórico de Angra do Heroísmo, o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém, em Lisboa, num conjunto de proximidade, o Mosteiro da Batalha e o Convento de Cristo, em Tomar, foram os primeiros classificados, em 1983.

Mais tarde, foram o Centro Histórico de Évora (1986), o Mosteiro de Alcobaça (1989), a Paisagem Cultural de Sintra (1995), o Centro Histórico do Porto (1996), a Arte Rupestre do Vale do Côa (1998), a Floresta Laurissilva da Madeira (1999), o Centro Histórico de Guimarães (2001), o Alto Douro Vinhateiro (2001), a Paisagem da Cultura da Vinha da ilha do Pico (2004), a Cidade-Quartel de Elvas e suas Fortificações (2012) e a Alta e Sofia da Universidade de Coimbra (2013).

A UNESCO adotou, em 1972, a Convenção do Património Mundial, Cultural e Natural, com o objetivo de “proteger os bens patrimoniais dotados de um valor universal excecional”, tendo sido criados, quatro anos mais tarde, o Comité do Património Mundial e o Fundo do Património Mundial.

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Braga

“Um avião a rasar os anos dos meus sonhos”. Avioneta na altura é nova arte na dst

Cultura

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Foto: DR

“Um avião a rasar os anos dos meus sonhos”. Foi desta forma que José Teixeira, presidente do conselho de administração da dstgroup, classificou a inauguração, este sábado, de um trabalho artístico construído por Miguel Palma, desvendada esta manhã no campus daquela empresa bracarense, em Palmeira.

A obra, preenchida por “escala, megalomania e detalhe”, consiste em quatro estruturas [torres de energia], com cerca de 30 metros de altura, que através de uma cablagem, seguram um avião. Para o responsável, a arte é uma forma de escapar da insanidade mental, podendo “fechar farmácias” pois é uma cura para a loucura do dia-a-dia.

José Teixeira não deixou por mãos alheias o reconhecimento que granjeou ao longo dos últimos anos no apoio à cultura e poesia por todo o país. Na inauguração da obra, o empresário destacou os “artistas, atores, músicos” e todos “os que produzem beleza”, pois sem “beleza, não conseguimos ser competitivos e sem cultura não conseguimos sobreviver”.

José Teixeira, presidente do dstgroup. Foto: DR

O administrador do grupo, que está fortemente implementado no mercado estrangeiro, com especial incidência em grandes obras na Holanda, em França ou no Reino Unido, assume que os artistas são protagonistas do acto de fazer não esquecer o passado, para que “homens e mulheres” quando “olharem para trás”, não vão ver “um enorme buraco negro”.

“Esta permanente atenção às questões das artes funciona como uma espécie de saída para a sanidade mental que precisamos de ter hoje”, defendeu.

“Esta obra era um desafio da ativação de sinapses, responsaveis pelo sentir bem. Nesse sentido, já há uns anos encomendei esta obra ao Miguel, que se chama Zénite, e que no texto se chama voo em ti”, acrescentou.

Zénite, de Miguel Palma. Foto: DR

O título dado pelo artista prevaleceu, mas José Teixeira, com o título sugerido, pretende passar uma mensagem de “procura da beleza, limpa, que subtrai o excesso e depura a perfomance de grupo”.

“A beleza é como um martelo que molda na bigorna as vieses, apara o mal e vence a mentira”, disse, em tom poético.

“Quando encomendei, pedi postes de energia que ninguém quer no seu quintal. Adicionei aero-geradores e pedi para pendurar um avião a rasar os anos dos meus sonhos. Isto fecha farmácias. Beleza e poesia”, destacou.

“Agradeço a confiança dada pelo engenheiro José Teixeira”

Miguel Palma, artista plástico que concebeu a obra, revelou que “há 12 anos” foi feito um pedido por parte de José Teixeira para uma “possibilidade de voo, um voo aparente, um voo que fica numa imagem”.

“O avião em si é pensado para voar, e todas as pequenas áreas deste avião são razão para se auto-sustentar no ar, neste caso, através de uma tecnologia que eu sozinho nunca iria dominar, numa posição de voo”, explicou, acrescentando que esta simulação é “uma paragem no tempo”.

“Ao longo da minha vida tenho tido um trabalho diário no meu atelier, como a maior parte dos artistas, mas nunca tive uma presença em projetos de ato público, nunca me convidaram para fazer rotundas, trabalhos perto dos lugares onde as pessoas passam e sempre senti, por um lado, algum desgosto, mas por outro lado, alguma satisfação, porque me sentia mais livre”, confessou o artista.

“Neste caso foi a liberdade total, porque tive uma empresa  que me facilitou, construiu e criou as funções que eu muito dificilmente iria encontrar. Esta ligação, entre a arte, o artista e a engenharia de uma empresa como a dst, não é tão estranha no meu trabalho, porque eu sou uma espécie de engenheiro para os outros artistas”, argumentou.

“Na verdade, eu sou uma espécie de engenheiro falhado, e através da dst sinto-me a esse nível reconfortado e agradecido”, finalizou Miguel Palma.

“A zet gallery é O projeto”

Helena Mendes Pereira, diretora da zet gallery, destacou a “escala, megalomania e detalhe” do projeto de Miguel Palma. “Nesse desafio, nascem os engenhos, as máquinas, os objetos cheios de significado e significâncias”.

A responsável deixou elogios ao dstgroup e a José Teixeira pelo apoio à cultura: “Sinto muitas vezes que a zet gallery é O projeto. Faz com que cheguemos à galeria bem dispostas para trabalhar”, destacou.

Revelou ainda que o segredo para conseguir “montar e desmontar” rapidamente uma exposição de grandes dimensões passa por pertencer “à grande família” que é a dst. “Não nos falta nada e criar cultura nestas condições é um privilégio e deve ser um exemplo”, afirmou.

Sobre a obra Zénite, que passa agora a ficar em exibição permanente no campus da dst, em espaço público para que todos possam apreciar, Helena Mendes Pereira realça o “apelo à rebelião”.

“A obra do Miguel Palma apela à nossa rebelião, porque nos inquieta e porque não é uma obra de parte nenhuma, é uma obra do mundo, que tem um conjunto de signos globais mas com referências a lugares particulares”, vincou.

“[Miguel Palma] é, sem dúvida, um filho da Europa”, finalizou.

Exposição PROTÓTIPOS: MECANISMOS DE ENSAIO

Esta obra foi o ponto de partida para a exposição “PROTÓTIPOS: MECANISMOS DE ENSAIO”, que apresenta oito trabalhos antigos do artista, produzidos entre 2007 e 2019, alguns quase inéditos, e um conjunto de desenhos e esculturas produzidos, propositadamente, para o espaço da zet gallery.

Dos quase inéditos destaca-se  o caso de “Origens” que, pela primeira vez, tornou o auditório da zet gallery em caixa negra de exposições. Juntam-se “Bipolar”, “Ocidente”, “Férias”, “Air Print”, “Bypass”, “Tempest in a Teapot” e “Oilofon”, tudo na “escala da ambição suprema, logisticamente falando”.

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Braga

Missa em honra da Senhora do Alívio, em Vila Verde, transmitida no Facebook

Religião

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Foto: Divulgação / Junta de Soutelo

As festividades em honra de Nossa Senhora do Alívio, em Soutelo, concelho de Vila Verde, serão, este ano, muito diferentes do habitual.

Para prevenir a propagação da pandemia de covid-19, não se vão realizar as habituais procissões nem os momentos de piedade e de recriação, anunciou a junta de freguesia.

Sem a habitual peregrinação, a eucaristia de domingo, 20 de setembro, às 11:00, será transmitida em direto através da página de Facebook da Junta de Freguesia de Soutelo, do Santuário do Alívio e da Arquidiocese de Braga.

Também neste dia, vai decorrer uma missa às 07:30 (que substitui a das 08:30) e uma eucaristia de conclusão, às 18:00.

Nas cerimónias religiosas, devem ser cumpridas todas as normas de segurança da DGS, como o uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.

Fora do horário das missas, no interior da igreja, os fiéis devem entrar e sair em movimentos circulares, evitando aglomerações no interior e exterior do santuário.

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Braga

Número de casos ativos de covid no concelho de Braga sobe para 231

Covid-19

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Foto: O MINHO

O concelho de Braga registou vinte novas infeções pelo novo coronavírus desde a passada quinta-feira.

Estes dados, apurados por O MINHO junto de fonte local da saúde, foram atualizados às 09:30 deste sábado.

Durante o mesmo período, não houve casos de recuperações do SARS CoV-2, totalizando o concelho 1.393 casos recuperados desde o início da pandemia.

Em termos acumulados, são já 1.698 casos de pessoas infetadas com a doença.

Lamentam-se ainda 74 óbitos, número que permanece igual desde o passado dia 16 de junho.

Existem, atualmente, 231 casos ativos de covid-19 em todo o concelho de Braga.

O número de pessoas em isolamento sob vigilância da autoridade de saúde permanece em atualização, mas registava 439 há dois dias.

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