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Braga

UMinho entregou Prémios de Mérito Desportivo a 101 estudantes

Ano letivo 2018/2019

em

Foto: Divulgação / UMinho

A Universidade do Minho (UMinho) premiou 101 dos seus estudantes atletas que conjugaram em 2018/2019, a prática desportiva com o estudo académico, anunciou a instituição.


A iniciativa de premiação do mérito levada a cabo desde 2009, visa conferir à formação integral da comunidade estudantil e às carreiras duais, uma importância cada vez maior.

A Cerimónia de Entrega dos Prémios de Mérito Desportivo, decorreu este sábado, dia 11 de janeiro, no Restaurante Panorâmico da UMinho, no Campus de Gualtar, em Braga.

“Esta cerimónia tem como objetivo reconhecer e mostrar gratidão aqueles que se distinguiram pelos feitos desportivos e académicos alcançados em nome da UMinho”, começou por dizer o Administrador dos SASUM, salientando que “um dos principais fatores do sucesso desportivo e organizativo da Universidade do Minho reside exatamente, na valorização das carreiras duais dos estudantes atletas, cuja regulamentação foi pioneira na Universidade do Minho, com a criação de um Estatuto de Estudante Atleta, posteriormente incorporado no Regulamento Académico”.

Para além deste, a UMinho apostou no “Programa TUTORUM”, programa de apoio aos atletas de alta competição, na atribuição, testemunhada na cerimónia de hoje, dos Prémios de Mérito Desportivo e, na adaptação em curso do novo estatuto do estudante atleta do ensino superior aprovado pelo Governo de Portugal em abril de 2019.

Destacando que na última década (esta foi a 10.ª edição da entrega dos Prémios de Mérito Desportivo) a UMinho já entregou o prémio a “um total de 769 estudantes, o que correspondeu a um valor de prémios superior a 200 mil euros”, afirmou que estes prémios “reconhecem o esforço e o mérito de pessoas que inevitavelmente levaram o nome da UMinho a patamares de grande relevância que doutro modo seriam mais difíceis de alcançar”, concluiu.

“É perfeitamente natural que consideremos o desporto como uma ferramenta privilegiada no desenvolvimento de uma educação completa”, afirmou Rui Oliveira, acreditando que “os estudantes que praticam desporto têm uma melhor qualidade de vida, não apenas pela componente física, mas também pela vertente psicológica”.

Cerimónia incluiu a tertúlia com o mote “Das Competições Universitárias aos Jogos Olímpicos – Voz aos Protagonistas” que juntou Rui Bragança (Taekwondo), Susana Feitor (Atletismo) e Vânia Neves (Natação) que conversaram em ambiente informal sobre os momentos mais marcantes do seu percurso académico e desportivo.

Rui Bragança é da opinião que as competições universitárias o tornaram um atleta mais preparado para as competições federadas. Afirmando que quando foi aos jogos olímpicos já não ficou “estupefacto” com todo o ambiente lá vivido, uma vez que já tinha estado nas Universíadas em 2011 na China, e posteriormente noutras, momentos que o prepararam para o grande momento vivido no Rio de Janeiro em 2016.

Vânia Neves apontou que sem o apoio das instituições de ensino superior seria muito difícil conciliar uma carreira dual “tendo o apoio da instituição é tudo mais fácil, depois também nos sentimos bem por poder retribuir todo esse apoio quando representamos a nossa Universidade”.
Para Susana Feitor, a Universidade do Minho “é uma Universidade a quem devemos tirar o chapéu porque tem feito a diferença no apoio às carreiras duais”.

“Dedicação, persistência e gostar daquilo que fazemos” são para Vânia Neto, os fatores e as características essenciais para um atleta conseguir o sucesso. “Quando nos dedicamos a 100%, eventualmente, as coisas vão correr bem”, disse.

“Acreditando vamos conseguir chegar lá”, afirmou Rui Bragança, “ainda que às vezes possam demorar um pouco”.

“Mesmo quando tudo corre mal, não é verdade, retira-se sempre uma aprendizagem”, afirma Susana Feitor, apontando a “resiliência” e “ser muito teimoso”, para tornarmos tudo possível.

“Quem quer arranja forma, quem não quer arranja desculpa”, mensagem de Rui Bragança a todos os estudantes atletas
“Tudo se consegue quando há esforço” mensagem de Vânia Neves a todos os estudantes atletas
“Planeamento e estratégia. É possível ter uma carreira dual, mas é preciso equilíbrio”, mensagem de Susana Feitor a todos os estudantes atletas

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Braga

“Momento raro”. Cria de lobo-ibérico fotografada no Gerês

Fotografia

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Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Um momento raro. Uma cria de lobo-ibérico deixou-se fotografar numa “armadilha”, em pleno Parque Nacional Peneda-Gerês. A autoria é do fotógrafo e videógrafo de natureza Carlos Pontes, que já colaborou com a National Geographic.

O barquense conta que, nesta que é a “reta final de mais uma época de cria de lobo”, teve mais uma jornada de “aventuras diárias entre lobos”, decidindo apostar na “fotoarmadilhagem”.

Carlos conta que o lobo é “a espécie mais complicada de trabalhar na nossa fauna” por ser “esquivo e super desconfiado” e “um animal sem rotinas e essencialmente noturno ou crepuscular”. Mas essas características não esmoreceram o autor.

Um grande conhecimento da espécie e do terreno, uma montagem de set fotográfico muito cuidado, e acima de tudo sorte, muita sorte, foram condimentos para o resultado final, que deixou o autor em êxtase.

Carlos Pontes em trabalhos no PN Peneda-Gerês. Foto: Facebook de Carlos Pontes

Depois de montado o ‘estúdio’ improvisado, retirou-se com o amigo João Cosme, companheiro da ‘luta’ em busca dos melhores momentos.

Carlos explica que, de manhã, pouco depois das 05:30, percebeu que as crias tinham saído da “área de cria”, e movimentavam-se já sozinhas. “A sua localização é sempre uma incógnita, aparecem e desaparecem como fantasmas”, classifica.

“Ainda com muito pouca luz e a caminho do local numa zona menos provável, o Cosme alerta-me para uma cria de lobo que sem se aperceber de nós, fazia um trajeto sozinha”, diz.

Sem grande tempo para puxar do material adequado, Carlos tirou o telemóvel do bolso e filmou “aquele momento para recordação”. O lobo seguiu o seu caminho e os dois aventureiros, “sem perder tempo”, avançaram para o posto de observação.

“Caminhava em pulgas para chegar a fotoarmadilhagem e confirmar se tinha ou não lobos nas imagens, pois tinha passado a noite a imaginar como ficavam bem naquele cenário, enquadramento e luz”, explica.

“Quando chegamos ao local e verifico a máquina, nem queria acreditar: uma sensação indescritível ver aquelas imagens pela primeira vez”, diz, com o devido entusiasmo de quem encontrou, por exemplo, um filão de ouro no rio ou um oásis no deserto.

Cria de lobo ibérico captada por Carlos Pontes. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Cerca de uma hora depois de ter confirmado os registos de lobo na fotoarmadilhagem, uma das crias voltou a surpreender, surgindo à vista de ambos, a poucos metros de distância: “levanta a cabeça e começa a uivar mesmo à nossa frente”.

Carlos Pontes sentiu “um arrepio na espinha”. Uma “sensação única que jamais algum de nós esquecerá”.

Está fotografia mostra também uma dura realidade para os lobos, uma doença que tem, ao longo dos últimos anos, afetado várias alcateias.

“Há cerca de 12 anos que sigo de perto estes animais míticos e a sarna sarcóptica (Sarcoptes Scabiei) é infelizmente uma constante”, confidenciou o autor a O MINHO.

“Neste caso, ao que tudo indica, afetou apenas alguns membros, mas por diversos fatores, o parasita pode tornar-se fatal para os animais mais débeis”, esclareceu.

Trabalhos com a National Geographic e documentários em Ponte da Barca

Em 2016, uma fotografia de Carlos Pontes mereceu destaque na edição portuguesa da National Geographic, depois do fotógrafo ter estado algum tempo a seguir os movimentos de uma alcateia no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Escreve a revista que Carlos “conseguiu decifrar os hábitos desta fêmea adulta”, referindo-se a uma fêmea alfa que estaria prenhe.

“Esta fotografia ganhou para mim muito mais valor quando me apercebi de que estava perante um animal que carrega a responsabilidade de seguir a linhagem de um grupo de espécies das mais sensíveis que temos”, comentou Carlos Pontes.

Lobo-ibérico no Gerês. Foto: Carlos Pontes / National Geographic

Outro raro momento que Carlos Pontes não esquece aconteceu na neve, quando conseguiu captar um macho que caminhava de ‘pantufas’ brancas em pleno Parque Nacional.

Lobo na neve do Gerês. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Lobo na neve do Gerês. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Há cerca de três meses, Carlos Pontes apresentou um vídeo promocional de verão sobre a vila de Ponte da Barca, “terra” que o “viu crescer”, “estimulou este gosto pelo mundo natural” e  “impulsionou para esta profissão”.

“Esta é apenas uma pequena mostra do imenso potencial deste território, com mais de metade da sua área dentro do PNPG e fazendo parte da reserva mundial da biosfera. Ponte da Barca tem inúmeras razões para ser visitada”, afirma Carlos Pontes.

Por entre as filmagens encontra-se o maior aglomerado de espigueiros da Península Ibérica, em Lindoso, os “magníficos socalcos” de Ermida e a “sua” Branda de Bilhares, os trilhos icónicos do PNPG, os fojos do lobo, a ecovia ao longo do rio Lima e os vários desportos integrados na natureza.

Estas imagens de Carlos Pontes deram um documentário sobre vida selvagem, ao bom estilo da BBC, produzido pela autarquia local.

Ponte da Barca já tem um documentário de vida selvagem. E é um encanto

Mal ‘estalou’ a pandemia de covid-19 em Portugal, o Município de Ponte da Barca divulgou em primeira mão, nas redes sociais, o documentário promocional sobre a biodiversidade do concelho.

Lobo-ibérico no PN Peneda-Gerês. Foto: Carlos Pontes / Todos os direitos reservados ao autor

Quem é Carlos Pontes?

Um apaixonado pela fotografia de fauna selvagem. Natural de Ponte da Barca, desde criança que tem contacto com o Parque Nacional Peneda-Gerês (PNPG), não só com a área inserida em Ponte da Barca mas também em Arcos de Valdevez e Melgaço, zonas com as quais mais se identifica.

Aos 35 anos, é hoje considerado um autor diferenciador dos animais e paisagens do PNPG. Esteve sempre em contacto com serras e animais, enquanto se formou em design e buscou conhecimentos em biologia. Com grande habilidade técnica no mundo da natureza e fotografia, estuda teoria e prática sobre as áreas e espécies que fotografa.

Carlos Pontes em trabalhos junto ao rio Vez. Foto: Luís Fernandes

Venceu alguns prémios em concursos nacionais de fotografia, colaborou com documentários de vida selvagem transmitidos pela televisão portuguesa e colaborou em publicações da National Geographic

Mais recentemente, colaborou como câmara no novo projeto “DEHESA – el bosque del lince” do aclamado produtor e realizador de filmes de natureza, Joaquin Gutierrez Acha.

Esta produção, sobre sobre Portugal e Espanha é da autoria de um dos melhores realizadores da Europa onde só entram dois portugueses: Carlos Pontes e João Cosme.

“Conhecer Carlos Pontes é perceber que o seu ADN é marcado pelas serras e os animais, particularmente o lobo-ibérico (canis lupus signatus)”, diz a biografia que o autor partilhou com O MINHO.

Desde os nove anos que vê lobos em estado selvagem, mas desde os vinte anos que começou a mostrar mais interesse. Os lobos são, hoje, a sua “principal fonte de inspiração”.

‘Set’ improvisado no monte por Carlos Pontes. Foto: Facebook de Carlos Pontes

Através de exposições, Carlos Pontes quer ajudar a valorizar o lobo como “um elemento crucial não só da biodiversidade regional, mas também da identidade cultural e tradição populares”.

“Desmistificar a falsa ideia do lobo mau pode permitir que as entidades governativas da região vejam na sua imagem e no rico património cultural a ele associado no contexto ibérico uma mais valia para o desenvolvimento económico e turístico”, refere o autor.

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Braga

O Gerês no outono é “um lugar quase encantado”, diz portal italiano

Turismo

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Fotos: Valter Raposo / Rafa / Olhares.com

Temperaturas amenas que permitem fins-de-semana prolongados com folhas coloridas com todos os tons de vermelho e amarelo fazem parte do cartão de visita publicado nesta quarta-feira pelo portal italiano Turismo Italia News.

A publicação italiana, dedicada a “informação séria e objetiva” sobre turismo, recomenda alguns locais em Portugal para ‘apreciar’ o outono, classificando-a como “uma estação mágica” no nosso país.

Os italianos não esqueceram o Parque Nacional Peneda-Gerês no seu apanhado por terras lusas.

“No nordeste de Portugal, a Serra da Peneda juntamente com a Serra do Gerês, constituem a única área protegida portuguesa declarada Parque Nacional”, começa por referir o portal, destacando “a exuberante vegetação do parque”, o “lírio do Gerês” e o “bosque de azevinhos, único a nível nacional”.

“Todo o território é atravessado por rios e riachos que caem em cascatas ou encontram sossego em lagos e bacias. O que se cria é um lugar quase encantado, onde a natureza expressa o melhor de si mesma”, elogia a publicação.

“E como se não bastasse, os afortunados poderão avistar cervos (que são o símbolo do parque) ou lobos e cavalos ibéricos. Aqueles que não podem prescindir de atividades que aumentem a adrenalina podem experimentar desportos como canyoning ou remo”, aconselha ainda aquele portal de turismo.

Para além do PNPG, o Turismo Italia News destaca ainda o Vale do Sousa, a Serra da Estrela e o Parque da Pena.

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Braga

Presidente da Câmara de Vila Verde apoia António Cunha para a CCDR-N

Eleições para a CCDR-N

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Foto: Paulo Jorge Magalhães / O MINHO

O presidente Câmara Municipal de Vila Verde manifestou apoio à candidatura de António Cunha à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), por considerar que o ex-reitor da Universidade do Minho é “a escolha mais acertada”.

Em comunicado, António Vilela realça que “o trabalho que o professor António Cunha fez enquanto reitor da Universidade do Minho, elevando esta instituição a um patamar de excelência e uma âncora de conhecimento de toda a região”, permite “perspetivar um novo período de desenvolvimento regional.”

Para o autarca, “a escolha não poderia ser mais acertada”, sendo António Cunha “conhecedor profundo da realidade do território” e a “pessoa certa para incrementar o desenvolvimento e a coesão de toda a região Norte.”

As eleições para a CCDRN realizam-se no próximo dia 13 de outubro e o ato eleitoral decorrerá em assembleia municipal convocadas extraordinariamente para o efeito.

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